Mais que amigas
3 Capítulo 3 - Como se fosse a primeira vez
O dia estava quase amanhecendo, no céu a cor laranjada surgia junto ao cantar dos passarinhos que pousaram pela sacada da janela.
Para as meninas, o tempo havia parado. Nada que estivesse fora daquela quarto tinha importância. Elas não faziam ideia de horário e tão pouco lembravam da viagem que a loira faria pela manhã.
Com a morena por cima apenas de lingerie, Alice certamente não lembraria nem de seu próprio nome.
Antes que mesmo que a loira pensasse em qualquer ação, como se fosse o movimento mais natural do mundo, Manuela deslizou sua mão pela pele da amiga e ao chegar no tecido de sua calcinha, puxou para baixo. Com ajuda de Alice, a morena retirou a peça o mais rápido que pode e pela primeira vez na noite, visualizou a intimidade da loira.
Não havia como recuar.
E, na verdade, essa possibilidade nem chegou a ser cogitada.
Foi então que retomando para a posição inicial, Manuela encarou os olhos verdes da amiga, levou seus próprios dedos para sua boca e em seguida, introduziu sem aviso prévio.
Sentir a intimidade quente e úmida da amiga, foi muito mais prazeroso que ela pudesse imaginar. Não era apenas inserir o dedo, era como se ela realmente tivesse tomando posse do corpo da outra. Nunca sequer em toda sua via ela poderia imaginar que aquilo poderia ser tão prazeroso.
M: Apertadinha… [sussurrou com os lábios sobre o pescoço da loira] Tão molhada, tão gostosa…
Oh céus! Por pouco Alice não gozou. Sentir aquele vai e vem junto a voz impregnada de desejo da morena era maravilhoso demais! Era difícil formular qualquer palavra naquele momento, foi então que os gemidos foram a única forma de verbalização possível a ser feita.
A: Quero te sentir também… [sussurrou a loira] Tira tudo, preciso te sentir. [suplicou para a amiga]
E assim a morena fez. Imediatamente, retirou toda a peça que a cobria e logo sentiu os dedos de Alice acariciando pela fenda de sua intimidade, que nesse momento estava tão lubrificada que facilitava o acesso.
Os dedos de ambas se movimentavam uma dentro da outra. Com a mão esquerda, Manuela acariciava os longos fios dourados da loira, enquanto a puxava para um beijo. Tudo que ela mais queria era sentir todo o sabor da amiga.
Como uma gatinha acariciando a outra, sua língua deslizava pela boca de loira.
Ela saboreava os lábios, a bochecha e toda a pela que via a mostra pela frente. Lambia como se o tempo tivesse parado. Não havia sabor melhor. Nada era mais gostoso que a pele suada da amiga.
M: Você é gostosa demais, Alice… [disse dessa vez encarando os olhos verdes da amiga] Nunca provei nada tão gostoso. Você é toda gostosa!
No meio de todo aquele tesão, foi a primeira vez que ambas tiveram contato visual uma com a outra. Seus corpos não mentiam, a vontade era mútua e a racionalidade ficou de lado.
Alice estava em êxtase! Ouvir aquela voz doce, cheia de desejo da amiga, fazia com que ela revirasse de prazer e chegando finalmente em seu ápice. Ambas intensificaram o movimento e gozaram juntas em uma sintonia perfeita.
A respiração ainda estava pesada. A pele suada e quente tornava mais difícil a separação de seus corpos. Era indescritível o prazer que ambas sentiam. Elas gozaram como já muito tempo não havia.
Na verdade, elas chegaram a se questionar, internamente, se de fato já haviam chegado perto do que acabaram de sentir.
E a resposta só tornava tudo ainda mais confuso.
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