Grace

"Eu vou por aqui. Vá pela esquerda!" grito para Wes. Hoje o trabalho está mais difícil do que nos outros dias. Maldita Lagarta! Só nos mandam buscar os ferradões.

Corro até que encurralamos o idiota. Espero que ele valha um bom dinheiro.

"Pode se render. Não queremos dificultar as coisas" disse Wes. Ele já está cansado. Wes não é do tipo atlético. Ele parece mais um principezinho. Loiro de olhos escuros e magricela. É hilário vê-lo trabalhando.

"Você não sabe fazer isso, dá licença." digo parando na frente de Wes e encarando o outro homem.

"É o seguinte. Não sabemos o que você fez para a Lagarta, mas foi algo ruim. Você fez merda. Então é melhor vir com a gente ou a Lagarta manda outras pessoas que não são tão legais." digo dando de ombros e me aproximando com uma corda.

Ele estende as mãos e eu as amarro rapidamente.

"Não sei como você faz isso" diz Wes ás minhas costas. Ele está rindo.

"Me poupe Wes. Eu faço isso porque... Sou eu!" digo andando tranquilamente enquanto ando puxando o refém.

Como sempre, ele deve ter revirado os olhos. Andamos até o esconderijo da Lagarta e entramos.

Meu pai não gosta que eu trabalhe aqui. Mas eu preciso sustentar ele. Meu pai vende chapéus, mas não conseguimos viver assim. Foi uma pena termos saído de Storybrooke. Mas estamos nos virando. Há cinco anos voltamos ao País das Maravilhas. "Está muito melhor do que antes" meu pai vive dizendo. E concordo com ele. Não sei o que aconteceu no que as pessoas chamam de Tempos Escuros, mas sei que foi horrível.

Gosto muito de trabalhar com a Lagarta. Meu pai não entende isso.

Quando chegamos entregamos o coitado á Lagarta. E lá sei vai mais uma cabeça.

"Oi feijõezinhos. Como foi a caça?" E chegou o Tyler. Tava demorando...

"Bem. Foi muito bem." disse feliz o Wes.

"É, foi ótima. Mas eu acabei tropeçando no caminho. Por sorte o Wes pegou o coitado. Por isso que eu digo que ir a caçadas sozinho é ruim" olho para Wes quando digo isso.

Descobri ano passado que Wes não gostava de meninas, que ele gostava de outra coisa. Já disse para ele que ele vai se decepcionar, mas ele não me ouve. Então eu dou uma mãozinha.

"É isso aí feijãozinho! Nossa equipe é forte. Tirando você que vive caindo. Mas eu entendo, você é a mais velha de nós." diz com um sorriso de deboche no rosto.

Mostro a língua para ele e saímos do esconderijo. Recebemos cada um a recompensa e seguimos nossos caminhos.

Mas no meio do caminho, algo me chama a atenção.

É um tapete caindo do céu em direção a uma árvore. Saio correndo até a árvore e chego quando uma garota cai no chão.

"Quem é você? Está tudo bem?" pergunto levantando-a.

"Sophie. E você precisa me ajudar"

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.