Mais Uma Vez
12 Você me faz tão bem...
A hora era chegada. Depois de horas e horas decidi falar com o Diego. Entrego a carta a ele. Tento sair do carro o mais rápido possível com uma vontade gigante de chorar. Despeço-me sem olhar para seu rosto.
Lá fora, a chuva não estava tão forte como imaginei. Saio rapidamente do carro e vou para debaixo do telhado de meu portão. Vejo o carro se distanciar cada vez mais. Lá, sozinha, começo a chorar. Cada lágrima que caia de meus olhos, me fazia chorar mais.
Olho mais uma vez para a esquina, antes de entrar em casa. Quando já estava fechando o portão, escuto uma voz gritar meu nome:
- Pri! Espera!
Levo um susto, o que me faz paralisar. Limpo meu rosto, para disfarçar as lagrimas e rapidamente abro o portão. Olho para fora e vejo o Diego.
Sim, ele estava lá, na minha frente debaixo da chuva, olhando seriamente para mim, com a carta em uma de suas mãos.
- Isso tudo é verdade? – ele pergunta, apontando a carta.
Saio, e fico também debaixo da chuva.
- Sim... Cada palavra...
Diego sorriu, como se aquela afirmação fosse o suficiente para deixá-lo extremamente feliz. Aproximou-se de mim, em passos lentos, enquanto guardava o pedaço de papel levemente úmido no bolso da calça. Suas mãos, agora livres, pousaram em minha cintura, me puxando de leve para seu corpo. Mas, dessa vez, não fugi do momento tão esperado, levando minhas mãos ao redor de seu pescoço.
Nossos rostos se aproximaram lentamente, seus lábios tocando os meus, gentis, em um beijo leve, tímido. Pude sentir o gosto da água de chuva por entre o beijo, nossas roupas coladas ao corpo, os fios de cabelo grudando na pele.
E o beijo se aprofundou pouco a pouco. A sensação de finalmente poder sentir o gosto de seus lábios sobre os meus era algo indescritível.
Pouco tempo depois cessamos o beijo. Meu coração estava disparado e minha respiração ofegante. E, pelo o que pude perceber, ele não estava muito diferente de mim.
Meu rosto se esquentou, indicando que minhas bochechas estavam coradas. Não podia acreditar que aquilo realmente estava acontecendo. E o sorriso que recebi foi o suficiente para me acalmar.
Desvencilhei-me de seus braços, segurando sua mão com força, puxando-o para dentro da garagem coberta. Não queria pegar uma gripe AGORA.
- Perae... Deixa eu ver se a minha mãe ta aqui em casa...
Ele apenas assentiu, me dando um selinho antes de eu entrar em casa, para verificar se minha mãe estava presente ou não. E fiquei feliz em saber que estava sozinha.
Voltei para a garagem, fazendo-lhe um sinal para que viesse.
- Vamos...
- Então... Essa noite você é minha?
- Ai seu besta!
Ele riu, enquanto me seguia até a cozinha. Lá pude ter a certeza de que estávamos completamente sozinhos.
- Viu só? Minha mãe está na casa da minha tia – disse apontando para o bilhete que estava na geladeira.
- Ótimo... – e me mostra um sorriso meio ‘safado’.
- Então né, Diego! Eu to com frio... E to super a fim de colocar uma roupa quentinha...
- Verdade... Nem tinha reparado...
- Então vamos subir. Eu tenho umas roupas do meu irmão...
Mostrei onde se encontrava o banheiro e fui para o quarto do meu irmão pegar algumas peças de roupas. De volta ao banheiro entrego as roupas e uma toalha, e dou um selinho saindo, e fechando a porta.
Vou para meu quarto e começo a arrumar a cama. Após alguns minutos percebo que o barulho do chuveiro havia cessado. Levo um susto pela rapidez de seu banho. Termino de organizar o quarto e já vou pegando minha camisola.
Escuto a porta se abrir e vou de encontro a ela, me deparando com a figura do Diego que estava arrumando o cabelo, com a toalha no pescoço, vestindo a roupa do meu irmão, E, diga-se de passagem, as roupas ficaram melhor nele, do que no meu irmão.
- Se você quiser assistir TV lá na sala, fique a vontade... Eu tomo banho rapidinho...
- Podexá! Mas vê se não demora muito hen?
Aceno com a cabeça e tiro a toalha de seu pescoço para depois estender junto com a minha. Fecho a porta e tento tomar o banho mais rápido da minha vida.
Após a ducha, pego nossas roupas e toalhas e vou até a lavanderia. Ao passar por perto da sala, escuto a TV ligada. Volto para a mesma e dou um susto no Diego, abraçando-o por trás, sem malícia.
- Caralho! Me assusta mesmo, menina... – ele diz, pulando do sofá e se vira para me beijar.
Sento-me ao lado dele, e rapidamente sinto seus braços me rodearem. Faço o mesmo, acariciando os seus gentilmente.
Di me puxou para o sofá, onde sentei ao seu lado. Me aninhei em seus braços com a cabeça em seu peito acolhedor e com os olhos direcionados à televisão, vendo o filme que passava.
Mas, minha mente vagava pelos acontecimentos passados. Antes, se alguém me dissesse que eu ficaria com ele, provavelmente eu teria rido dessa pessoa.
Afinal, éramos como ‘’inimigos mortais’’. Ele sempre me irritava e eu o odiava. Quando me vi apaixonada por ele novamente, foi um choque para mim. No começo, não tinha muitas esperanças que esse sentimento repentino evoluísse para algo mais forte ou que acontecesse alguma coisa. Então, me sinto feliz agora. Muito feliz.
Despertei de meus pensamentos com um leve toque em meu ombro
- Ce brisa hen, menina!
- Fica quieto... – dei uma tapa em seu peito, enquanto ele ria de mim.
- O filme já acabou...
- Sério? Nem reparei...
- Ah! Saquei! Ce tava distraída admirando a minha beleza, né?
- Até parece... Sonha...
Ele riu novamente. E sua próxima ação me deixou um pouco desnorteada. Passou o braço sob meus joelhos, mantendo o outro ao redor da minha cintura e levantou, comigo em seu colo. Circulei seu pescoço com meus braços e dando um leve grito de susto.
Sei que corei, e muito, já que ele sorriu e depositou um beijo na minha bochecha. Desligou a televisão e me levou para o quarto, em passos lentos. Quando chegamos no local, Di me deitou cuidadosamente no colchão macio, sempre com um sorriso doce adornando seus lábios, e se sentou ao meu lado, na beirada da cama. Suas mãos pousaram em meu cabelo, os dedos entrelaçados aos fios, em uma leve carícia.
- Acho que enfim eu encontrei a menina que eu tava procurando...
- Do que você está falando?
- Ahh... Nada, nada... Esquece...
- Ahh... – disse choramingo e fazendo um bico.
- Ai! Que coisa mais fofa!
Ele apertou minhas bochechas, como se eu fosse uma criança e eu lhe respondi com um tapa no braço e começamos a rir, como se estivéssemos compartilhando uma piada muito boa.
Quando o riso já cessava, Di postou a mão sobre o colchão, ao lado do meu corpo. O olhar que recebi me deixou um pouco envergonhada, virando o rosto para o lado, fugindo. Mas, ele o virou para si. O sorriso se fazia presente em seu rosto novamente.
Inclinou o corpo sobre o meu vagarosamente, nunca quebrando o contato de nossos olhares, até que senti seus lábios tocarem os meus. Cerrei as pálpebras, rodeando seu pescoço com meus braços. A respiração ficando cada vez mais ofegante, ao passo em que o beijo se aprofundava.
Então, pude sentir o peso de seu corpo, sua outra mão pousando na minha cintura, acariciando suavemente com o polegar, em movimentos circulares. O beijo cessou de forma lenta, com vários selinhos e logo seus lábios foram para meu pescoço, beijando com calma, como se temesse me assustar.
Mas, eu não estava assustada. Nunca estaria... Não com ele. Eu confiava no Diego o suficiente para poder me entregar a ele sem medo algum. E eu estava determinada a mostrar isso a ele.
Minhas mãos seguraram a sua blusa, puxando o tecido para cima, com a finalidade de tirá-la de seu corpo. E foi o que fiz, jogando a peça de roupa no chão.
Ele apenas me olhou, surpreso com minha ação, mas logo sorriu satisfeito. Deslizei meus dedos pelo seu peito exposto, sentindo sua pele se arrepiar sob meu toque.
Di pegou minha mão, beijando a palma com carinho, depositando-a em seu ombro, enquanto voltava a colar os lábios no meu pescoço, mordendo, distribuindo leves marcas avermelhadas e tirando gemidos baixos de mim. Até que senti sua mão quente na minha coxa, apertando levemente.
Estremeci assim que ele começou a subir a mão pela lateral do meu corpo, levando a camisola junto. Me encolhi um pouco ao sentir a barra da mesma pousar em minha barriga, deixando minhas pernas totalmente expostas a ele.
Acho que ele percebeu meu desconforto, já que suas mãos voltaram a acariciar minha cintura gentilmente. Prendeu a alça da camisola entre os dentes, descendo-a pelo meu ombro.
Suas ações me deixavam ligeiramente envergonhada, enquanto minhas bochechas adquiriam um rubor. Ele apenas sorria, sua boca e suas mãos arrancando gemidos baixos e tímidos de meus lábios.
E, quando ele me possuiu, com calma, de forma doce como se temesse me perder, me agarrei a ele, afundando minhas unhas em suas costas. Nossos corpos se movendo em sincronia, nossos gemidos compondo os únicos sons audíveis no local.
Quando o ápice chegou, ele desabou sobre meu corpo. Cerrei os olhos, enquanto tentava normalizar a respiração. Após algum tempo Diego, rolou para o lado, deitando na cama.
Seus braços me puxaram para si, fazendo com que eu deitasse a cabeça em seu peito, sendo embalada pelas batidas do seu coração.
E foi impossível resistir ao sono que me invadiu, logo adormecendo junto ao seu corpo. Ainda pude ouvir sua voz sussurrada ao longe, em meio ao meu sonho, formando três palavras: ‘’Eu te amo’’.
Confesso que ao escutar aquilo, fiquei com uma certa incerteza sobre o que ouvi. Será que foi ele quem disse, ou eu que criei dos meus sonhos? Enfim, não iria me preocupar com isso agora. Estava tudo acontecendo como um sonho...
Decidi que não iria me preocupar com o futuro quando estivesse ao lado dele. Apenas iria viver o presente. Já estava ciente de que tudo aquilo não seria para sempre, afinal ele era famoso e isso iria ‘atrapalhar’ de certa forma. E eu não iria querer interferir na banda.
Estava suficientemente feliz com tudo. E isso já bastava para mim.
Por fim, acabo adormecendo em seu peito, em meio às batidas de seu coração e aos carinhos de seus dedos em meu cabelo...
Notas finais
AHDOIAHDOAHDOIASHDIOAHS XD
depois de tanta enrolação, chegou o granfinale
fiquem a vontade para leer :D
O fiim teve ajuda da Miinha Mii *-* Brigadaaá!
Fale com o autor