Mais Que Um Segredo...

3 Capítulo 3 - Jamais um beijo qualquer...


[FLASHBACK ON]

Rachel retirava de seu armário os livros dos quais precisaria. Ela tentava ser rápida. Sabia que Kurt chegaria a qualquer momento e não sabia como não deixar transparecer que havia algo diferente nela naquela manhã. Mas como não haveria? Ela tinha sido beijada por Quinn Fabray! Era segredo e continuaria sendo, mas não era para sua mente... Ela quase não dormiu. Passou quase a noite inteira tentando entender o que havia acontecido. Ela pegou papéis e desenhou gráficos, fez anotações... Ela precisava encontrar uma resposta que desse sentido ao fato de que Quinn Fabray a havia beijado na boca. Mas o principal motivo de sua perda de sono foi mesmo a dúvida gigantesca do que aquele beijo havia significado para ela. Em vários aspectos ele tinha um significado. Em vários níveis... A pessoa mais bonita que ela conhecia no mundo havia lhe roubado um beijo. Ou dois? Quantos haviam sido mesmo? E essa pessoa era ninguém mais, ninguém menos, do que a pessoa mais desejada de toda a escola. Essa mesma pessoa era uma garota. E no fim, ela gostou daquilo... Deus! Rachel gostou do beijo de Quinn... A morena revirou na cama dezenas, centenas, milhares de vezes, na tentativa de que as lembranças daquele encostar de lábios, daquela caça da loira à sua língua, pudessem sair de sua mente com o movimento insistente de seu corpo. Mas nada adiantou. Já era manhã, ela já estava na escola e nada em sua cabeça havia mudado: ela ainda não entendia aquele beijo e ela ainda continuava achando que ele foi maravilhoso...

K: Terra chamando Rachel!

A morena se assustou com a voz tão perto. O armário de Kurt era do lado direito ao dela, vizinho, e ele nunca se atrasava. Era óbvio que a ideia dela de passar despercebida não poderia vingar...

R: O... Oi Kurt! [disse um pouco atrapalhada]

K: O que houve? Sonhou com Barbra de novo? [brincou enquanto mexia no próprio armário]

R: É... A... Acho que sim...

K: E acordou gaga? [bateu a porta de metal, assustando a amiga] Hey, relaxa!

Como ela relaxaria? Avistou o movimento que sempre sacudia a manhã de todo mundo. Quinn Fabray entrava pela porta principal da escola, olhando para frente, como sempre, sem cruzar o olhar com os olhos de ninguém. Rachel tinha certeza de que era possível ouvir o tremor de seu corpo. Por que ela tremia afinal? Sentiu seu coração apertar ao perceber que a mão direita da loira estava envolta em bandagem. Lembrou-se instantaneamente do soco que ela deu no armário. É lógico que deixaria sequelas...

Quinn caminhava como se fosse um dia qualquer. Mas não era... Era o dia depois da noite mais difícil de toda a sua vida. A noite em que ela finalmente entendeu que não tinha para onde correr: ela estava mesmo apaixonada por Rachel Berry. Não era apenas uma curiosidade ou atração momentânea. Ela havia provado dos lábios mais perfeitos que sua mente seria capaz de um dia sonhar. E ela queria muito fazer aquilo de novo. E doía. Doía desejá-la tanto! Doía ainda mais querer não desejá-la de forma alguma. Era Quinn lutando contra todos os seus demônios. Rachel Berry era seu pecado... E ela chorou quase a noite inteira. Chorou porque não resistiu aos instintos, ao seu desejo mais secreto. Chorou porque sabia que não a beijaria de novo... Chorou porque tinha medo... Chorou porque sua mão doía. Mas a dor física era muito menor do que a emocional...

Mas naquela manhã ela não chorava. Ela não choraria... Ela iria manter a pose, a postura de todos os dias... Caminhou até seu armário que, ironicamente, ficava do lado esquerdo ao de Rachel, vizinho... Ela pensou em passar direto. Ela poderia fazer isso. Poderia? Ela não fez... Antes que se aproximasse mais, a morena assumiu um ar de total discrição e dedicou toda a atenção ao armário novamente, buscando alguma coisa, ou nada ali dentro. Qualquer ação era útil naquele momento em que ela não tinha a menor ideia do que fazer... A loira passou por ela sem exprimir qualquer reação. Abriu o armário com a mão esquerda, sem demonstrar qualquer dificuldade, pegou dois livros e se afastou. Nenhum olhar, nenhuma palavra... Nada!

K: Será que eu nunca vou deixar de congelar quando ela se aproxima? [perguntou um pouco nervoso]

R: Vamos para a aula! [tentou ignorar o comentário do amigo]

Durante toda a aula de geografia, Rachel não conseguiu parar de pensar em Quinn. Perguntava-se o que estaria passando na cabeça da loira. Se alguma coisa sobre elas passava mesmo pela cabeça dela. Será que aquele beijo tinha sido mesmo apagado da memória da capitã? Rachel seria tão sem importância assim? Ela concluiu que enlouqueceria se tentasse entender. Era impossível decifrar o que se passava na cabeça de Quinn Fabray. Esquecer o que houve, assim como ela ordenou, deveria ser mesmo a melhor saída. Rachel iria tentar. Mas ela poderia conseguir?

Percebeu que Finn havia faltado à aula. Antes de se preocupar com ele, lembrou-se da forma como o rapaz falou com ela no dia anterior e como jogou suas anotações na chuva. Ele não merecia sua preocupação...

Caminhava distraída pelo corredor. Não ouvia Kurt chamando por ela e antes que o amigo a alcançasse, Rachel foi interceptada por três jogadores de futebol. Um deles segurava um copo enorme de raspadinha de uva, enquanto os outros dois apenas riam com o que estava para acontecer...

Rachel segurou os livros com força e os agarrou. Como se aquilo pudesse servir de escudo para ela. Sua mente começou a trabalhar e ela logo se lembrou de que aquele jogador que segurava o copo se chamava Gordon e que Finn já tinha dado uma bela surra nele. Seria aquilo uma espécie de retaliação?

G: Eu acho que hoje está um dia bem quente. E para provar que o time de futebol é muito generoso, nós temos um presente refrescante para você, pequena cantora!

A morena viu o movimento do punho do atleta e fechou os olhos à espera do banho congelante que a atingiria. Ouviu um barulho de algo caindo no chão, mas não sentiu o frio que esperava. Abriu os olhos confusa e se deparou com Quinn olhando irritada para os jogadores. Por uma breve fração de segundos, os olhos castanhos encontraram os verdes e ela pôde entender que a loira estava sem saber que desculpa dar para seu ato. Mas Quinn não era burra:

Q: Até as Seccionais acontecerem, vocês estão proibidos de jogar raspadinhas em qualquer membro do clube do coral! [ordenou]

Os jogadores a olhavam confusos, assim como as pessoas que assistiam ao episódio...

G: Mas Quinn... Foi Santana quem disse que você mandou! [defendia-se]

Q: Santana mentiu! [disse ríspida] A partir de hoje ordens minhas só serão minhas quando vocês ouvirem da minha própria boca. Caso contrário, não façam nada!

G: Certo! [disse um pouco atordoado]

Gordon saiu apressado com os outros jogadores. Todos tinham medo de Sue Sylvester e de sua protegida capitã. Nenhum deles ousaria desobedecer a uma ordem de Quinn... Isso era impensável!

A loira tinha o uniforme molhado, gelado, sujo de raspadinha. Sua mão esquerda era boa, mas não tão eficiente quanto a direita. Retirar aquele copão das mãos de um enorme atleta não foi tarefa fácil. Acabou sobrando para ela mesma.

Rachel a olhava surpresa e Quinn evitou qualquer outro contato visual com ela, afastando-se em direção ao vestiário. A morena queria ir atrás dela, mas sabia que não era uma boa ideia...

K: Estou delirando ou Quinn Fabray acabou de nos defender? [perguntou surpreso]

Se Kurt queria pensar assim, Rachel deixaria que ele pensasse. Mas algo dentro dela dizia que Quinn não fez aquilo pelo grupo. Dois dias antes Mike e Tina haviam sido surpreendidos por raspadinhas de morango e a loira nada fez para impedir, mesmo estando no mesmo corredor. Alguma coisa dizia à Rachel que Quinn a havia defendido e aquilo soava como algo muito importante diante da confusão em que elas se meteram juntas no dia anterior...

No vestiário, Santana entrava como um furacão à procura de Quinn:

S: Me diga que é mentira que você defendeu os fracassados do Glee Club! [disse irritada]

Q: Você faz parte do Glee Club, o que torna você tão fracassada quanto eles! [respondeu sem paciência enquanto retirava o uniforme]

S: Você sabe que só estamos nesse clube porque a treinadora mandou. E falando nela, você acha que ela vai deixar isso barato?

Q: Não estou preocupada com isso... [na verdade, ela estava]

S: Como não está? [perguntou confusa]

Quinn se virou para ela irritada:

Q: Entenda que eu não entro em nada para perder. Se eu estou no Glee Club eu quero vencer! Então eu não vou permitir que nossas chances de vitória nas seccionais vão por água abaixo caso a Rachel fique resfriada ou algum membro do clube decida sair por conta do bullying exaustivo ao qual a treinadora os submete!

Parte do que ela dizia era verdade. Ela realmente achava que seus colegas não mereciam passar pelas provações que Sue Sylvester criava para eles. Mas a verdade que ninguém podia saber era que Quinn queria proteger Rachel, pelas razões que só ela mesma podia ter conhecimento...

Antes que Santana abrisse a boca para discutir, a presença da treinadora foi notada no ambiente. A latina deu meia volta e saiu assim que percebeu que a coisa não estava boa para o lado de Quinn. A loira, por sua vez, virou-se novamente para continuar a fazer o que antes fazia, tentando parecer tranquila diante da presença de Sue...

SS: Imagine o quão grande foi minha surpresa diante das novidades: Quinn Fabray virou defensora dos fracassados e Quinn Fabray anda esmurrando armários em vestiários...

Q: O quê?

A mente da loira deu um giro. Como a treinadora sabia que ela esmurrou o armário?

SS: Por que você deu um soco no metal, Quinn? Você sabe que eu preciso de suas mãos intactas para a competição!

A loira quase respirou aliviada. Era óbvio que Sue não sabia sobre ela e Rachel, afinal ela havia trancado o vestiário. Claro que a treinadora viu o armário amassado e que reconheceu se tratar de um soco. Somou à sua mão machucada e logo deduziu tudo...

Q: Desculpe... Eu estava estressada! Mas não é nada de mais! [garantiu] Vai passar logo...

SS: E quanto aos fracassados?

Q: Faz parte do plano! Confie em mim, treinadora!

Foi tudo o que ela conseguiu pensar... Ela não conseguiria mentir descaradamente para Sue Sylvester. Ela pescaria no ar o cheiro da mentira. Quanto menos Quinn falasse, menos iria se comprometer... Ela sentiu a mulher se aproximando dela e buscando sua mão, retirando a bandagem e olhando atentamente para o ferimento...

SS: Você precisa fazer 8 compressas com gelo por dia. Nada de pegar peso com essa mão. E quando estiver estressada de novo, você sabe que a porta da minha sala sempre está aberta para você! Não faça burrice! [advertiu] E estou confiando em você...

Quando a porta se fechou e Quinn se viu sozinha novamente, ela pôde expulsar o ar que estava preso em seus pulmões. Ela estava apavorada! Ela não podia ser pega! Ninguém podia captar no ar que seus motivos estavam todos relacionados à Rachel Berry... Aquele dia precisava passar rápido... Mas não passou...

A aula de física seria complicada. Rachel e Quinn estariam na mesma sala. Quando a loira entrou, a morena já estava sentada em seu lugar. O mesmo de sempre: à frente dela. Quinn caminhou calma e se sentou. Rachel não se moveu. Continuou a olhar para o quadro, começando a copiar o que o professor havia anotado. Sem perceber, jogou os cabelos sobre o ombro esquerdo, deixando seu pescoço à mostra. Quinn suspirou... Sem pensar direito, seus olhos fixaram na pele do pescoço esguio da morena. Nos pelinhos que desenhavam a parte de baixo do cabelo, perto da orelha... Sentiu seu corpo esquentar. Desviou o olhar rapidamente para seu próprio caderno... Oh Deus! Aquela aula precisava acabar logo...

Como se nada tivesse sido o suficiente, Finn entrou na sala de repente e sentou ao lado de Rachel, onde sempre era seu lugar. O olhar de ódio de Quinn não foi percebido por ninguém, mas Rachel podia sentir que algo havia mudado na cadeira atrás de si...

F: Rach, eu quero me desculpar... [dizia baixinho]

R: Estou prestando atenção à aula, Finn...

F: Eu sei... Me desculpe, mas eu estou mal com meu comportamento ontem! Por favor, eu preciso que você diga que me desculpa! [pedia]

R: Ok! Eu desculpo! Mas saiba que você estragou meus esforços em nos fazer ganhar as seccionais. Você sabe que eu sou boa em ler partituras, mas que não sou tão boa em escrevê-las. E quando eu finalmente consegui fazer isso, depois de noites em claro, você as estragou jogando-as na chuva! [disse ríspida] Eu te desculpo, mas fique sabendo que você minou minhas chances de competir segura!

F: Eu sinto muito! Eu posso te ajudar a...

R: Não pode! [interrompeu] Eu gosto de ensaiar sozinha. Você sabe disso! E você não entende nada de partituras...

F: Mas...

R: Eu darei um jeito, Finn! Agora eu preciso prestar atenção!

Apesar da conversa sussurrada, Quinn pôde ouvir cada palavra. Sua raiva por Finn só aumentou e sua preocupação com Rachel também. O que estava acontecendo que ela não conseguia se desligar da morena?

Com o fim da aula, Rachel saiu rapidamente da sala. Quinn nem teve tempo de fugir. Pareceu que a morena havia feito aquilo por ela. Na verdade, era exatamente isso. Rachel passou a se incomodar com cada escapada que Quinn dava quando a encontrava. Depois de terem se beijado, aquilo que antes era tão natural, passou a magoar a morena de verdade...

Naquele dia, não haveria ensaio do coral nem treinamento das Cheerios. Logo o colégio estava vazio novamente. Quinn se preparava para ir embora, mas ela se insultou mentalmente pelo que faria em seguida. Entrou na sala do Glee Club e pegou alguns papéis. Saiu em direção ao auditório. Ela sabia que Rachel estava lá...

Assim que pôs os pés no local parou em total dúvida: seguir em frente ou sair dali correndo? A figura de Rachel sentada ao piano, com várias folhas de papel espalhadas sobre ele, resmungando impaciente, pareceu sua resposta.

A morena se assustou quando novos papéis foram colocados à sua frente:

R: Oh meu Deus! [levou a mão ao coração]

Q: Você precisa parar de se assustar quando eu chego... [disse o mais calma que conseguiu]

R: Você precisa parar de chegar de repente... [tentava recuperar-se do susto]

Aos poucos Rachel se deu conta do que estava acontecendo. Quinn Fabray estava ali diante dela. Elas estavam sozinhas... Aquilo só podia significar algo bom, não era?!

R: O que você...

Q: Eu ouvi sua conversa com o Finn... [adiantou-se em responder] Eu posso te ajudar com as partituras. Eu sei escrever... [mostrou-lhe os papéis pautados que retirou da sala do coral]

R: E você... Você quer me ajudar? [perguntou um pouco surpresa]

Q: Eu disse que poderia fazer isso...

R: Mas você me ignorou hoje o dia inteiro... [disse chateada]

Q: Impressão sua... [tentou disfarçar] Vai querer minha ajuda ou não? Sei que você gosta de ensaiar sozinha...

R: Eu quero!

Mas é claro que Rachel não recusaria uma ajuda oferecida por Quinn Fabray. Que se dane se antes ela gostava de ensaiar sozinha. Agora ela poderia mudar tanta coisa em sua vida só para poder encaixar aquela loira linda... Oh Deus! O que ela estava pensando?

Quinn se sentou ao lado de Rachel e avistou a lista de músicas da morena. Deu uma olhada rápida e começou a dedilhar algo no piano. A loira se moveu um pouco para ficar mais confortável e acabou esbarrando no braço da morena. Uma eletricidade inevitável percorreu a pele delas... Nenhuma se afastou... E Quinn continuou dedilhando o piano com seu braço levemente encostado ao de Rachel...

A tensão entre elas era sentida no ar... A morena estava louca para iniciar uma conversa, mas sabia que a loira poderia fugir a qualquer momento. Então ela iria se deixar levar. Se Quinn estava ali para ajudá-la com as partituras, ela não exigiria dela mais do que isso... Deixou que a coisa fluísse e a loira tocasse e anotasse, escrevendo cada nota musical com uma desenvoltura artística que Rachel desconhecia nela... Só que, por mais que ela tentasse, era difícil ficar calada:

R: Sinto muito por sua mão... [disse um pouco insegura]

Quinn parou de tocar o piano...

Q: Obrigada, mas estou bem... [disse com a voz mais rouca do que o normal]

R: E obrigada por intervir hoje... No lance da raspadinha... [continuava ainda temerosa]

Q: Ok... [voltou a tocar o piano]

Quinn estava nervosa. Rachel Berry a deixava nervosa, mas não da maneira que as pessoas pensavam...

R: Você quis mesmo proteger todo o Glee Club?

Q: O que você quer saber, Rachel? [irritou-se, parando novamente de tocar]

R: Por que você me beijou ontem? [perguntou baixinho]

Quinn a olhou nervosa. A respiração da loira começou a ficar ofegante. Como Rachel ousava perguntar aquilo a ela?

Q: Eu disse a você que esquecesse! [disse entredentes]

R: Você acha que isso é possível? Você esqueceu?

Rachel Berry era dura na queda! Se ela queria saber uma coisa, ela era a melhor de todas em ser impertinente...

Q: Eu não deveria ter vindo...

Quinn tentou se levantar, mas a morena a impediu. Segurou em seu braço e a enfrentou como nunca antes:

R: Eu acho que tenho o direito de saber... Você me beijou e eu sei que não foi um ato qualquer...

Q: Eu já disse que...

R: É segredo? [interrompeu] Eu sei que é! E não se preocupe com isso porque vai continuar sendo... Eu devo esquecer? Não sei se quero, Quinn... [disse sincera]

Q: O que você quer dizer com isso? [perguntou confusa]

R: Que eu quero entender o que te fez me beijar!

Q: Foi um ato impensado, tá legal! Eu não pensei! Foi de repente. Não tem o que explicar! [mentia descaradamente]

Rachel estreitou os olhos, sabendo que o que a loira dizia era a mais completa mentira...

R: Um ato impensado? Algo de momento?

Q: É... Algo assim... [tentava desconversar]

R: É... [alisava a saia enquanto buscava o olhar fugitivo de Quinn] Eu às vezes também ajo sem pensar... [disse num tom de voz diferente]

Q: O que... Como assim? [perguntou confusa ao perceber a mudança no semblante de Rachel]

Sem dizer mais nada a morena levou as mãos ao pescoço da loira, puxando-a para mais perto e tomando-lhe os lábios... Agora era Rachel quem assumia a posição de ataque. E o que ela esperava realmente aconteceu: Quinn Fabray retribuiu. As mãos da loira foram diretamente para a cintura da morena, puxando-a para mais perto, aprofundando o beijo...

Rachel sabia que aquela era uma jogada arriscada. Quinn tanto poderia retribuir como poderia afastá-la de vez, para sempre... Não foi o que aconteceu. A língua da loira caçou a dela de novo e aquilo não poderia jamais ser um beijo qualquer... Quinn movia a cabeça para os lados, buscando a melhor posição para usufruir do sabor indescritível da boca daquela baixinha atrevida...

Naquele dia, chovia novamente e um novo trovão se fez ouvir. O susto fez com que elas se soltassem. A respiração ofegante de ambas entregava que as duas estavam completamente ligadas naquele beijo...

R: Eu acho que temos muito que conversar... [murmurou]

Na escuridão do topo da escadaria do auditório, uma silhueta as espreitava, dava meia volta e tomava o destino da saída da escola. Noah Puckerman nunca havia se surpreendido tanto em sua vida...

[FLASHBACK OFF]

Notas finais
Estou amando escrever essa fic e muito feliz por receber tantas mensagens bacanas com elogios! :-) Esse capítulo seria escrito tanto no presente como em flashback, mas depois decidi focar apenas no flashback para que vocês pudessem entender mais do começo de tudo... No próximo veremos uma conversa esclarecedora com o Puck (no presente) e mais beijos Faberry... ;-) Espero que gostem e que me digam o que mais gostaram! :-) Muito obrigada a todos os comentários, aos que favoritaram e à "RaquelSkillet" pela primeira recomendação!