Mais Que Um Segredo...
2 Capítulo 2 - O começo de tudo...
Rachel sentia os beijos de Quinn em seu pescoço e sabia que a loira a estava marcando de propósito:
R: Vou precisar comprar mais blusas de gola rolê se você continuar me deixando marcas...
Q: Você fica bonitinha com essas marcas... [disse provocante]
R: Queria ver se fosse eu a marcar você. Como a presidente do clube do celibato justificaria isso? [provocou de volta]
Q: Você não ousaria...
R: Ah não?!
Rachel avançou sobre Quinn e conseguiu virá-las na cama, dominando a loira sob o corpo dela. Passou a distribuir beijos pela pele branca e sugava com um pouco mais de força. Mas ela sabia até onde ir. Ela não queria criar problemas para ela, principalmente diante de Sue Sylvester, que tudo via...
Q: Por favor, sem marcas! [pedia preocupada]
R: Não se preocupe! [sorriu carinhosa] Posso me distrair com seus lábios... [voltou a beijá-la na boca]
Quinn as virou, voltando a dominar. Beijava a morena de forma apaixonada, desviando os beijos para o pescoço, a orelha...
Q: Gosto desse perfume...
Rachel sorriu. Ela não queria comentar, mas estava feliz pela evolução da relação delas. Não havia um rótulo, não oficializaram nada... Mas tudo estava muito bem se comparado com a forma como começou...
[FLASHBACK ON]
Quinn corria sozinha ao redor do campo de futebol. O treino das Cheerios já havia acabado há uma hora, mas ela preferia correr assim: sozinha... Gostava de ouvir apenas o som de seus pés batendo no chão a cada passada e sua respiração se tornar ofegante conforme aumentava o ritmo. Também detestava o vestiário pós-treino, onde as garotas contavam vantagem com os jogadores de futebol e revelavam intimidades sobre encontros casuais que despertavam nojo na capitã. Quinn era sempre fria e séria quando assumia seu lugar entre as Cheerios e impunha sempre ordem quando presente em qualquer recinto. Ela detestava o universo de futilidades em que teria que viver, mas amava ser uma atleta excepcional... Ela corria sem parar... Nem o céu cinzento indicando chuva forte a intimidou. Mas algo prendeu sua atenção na 52ª curva. De onde estava conseguia ver perfeitamente o estacionamento dos jogadores. A caminhonete de Finn continuava lá, mesmo que não houvesse mais ninguém na escola. Ela pôde ver que ele estava dentro do carro e que Rachel também estava. Eles discutiam. Pouco tempo depois, Finn saiu do veículo e deu a volta, abrindo a porta do passageiro e puxando a morena para fora. Ele não estava sendo nada delicado... Um estrondo foi ouvido e a chuva surgiu mais forte do que se podia esperar. Nem assim ele agiu diferente. Pegou os livros e cadernos que Rachel segurava e jogou no chão, gritando algo com a garota e se afastando. O cantar dos pneus da caminhonete foi ouvido e só restou a morena baixinha recolhendo seu material molhado do chão. Quinn se deu alguns segundos para pensar no que fazer e decidiu que pensar não era a melhor opção. Começou a correr numa nova direção...
Rachel resmungava enquanto choramingava tentando salvar os papéis molhados. Ela não chorava por causa de Finn. De forma alguma! Ela chorava por suas partituras agora molhadas por água da chuva. E o temporal se formava ainda mais forte... Sentiu uma força puxá-la para cima e se assustou, largando as coisas que já tinha em mãos...
R: Oh Deus! [gritou assustada]
Q: Sai dessa chuva! [ordenou]
Os olhos de Rachel Berry ficaram ainda maiores ao perceber que Quinn Fabray estava querendo tirá-la da forte chuva que a cobria. Surpresa maior teve ao perceber que a loira se abaixou para recolher suas coisas. Ela era ágil e logo tinha tudo reunido e tentava proteger com o casaco de seu moletom das Cheerios. Com a mão livre a loira a puxava pelo braço e só então a morena percebeu que estava completamente sem ação, sendo levada naturalmente pela força de Quinn. Quando enfim entraram no prédio do Mckinley, a loira soltou o braço de Rachel e continuou andando:
Q: Vem!
A voz de comando de Quinn era poderosa. A morena a seguiu sem sequer questionar. Enquanto as duas caminhavam pelo corredor, ela se perguntava se estava ficando louca: Quinn Fabray a retirou da chuva, salvou suas coisas e agora a estava guiando pelo lado da escola onde ela não ousava passar, o lado dos atletas e das Cheerios. Seria alguma pegadinha?
Elas pararam de andar. Estavam em frente a um vestiário. Quinn retirou uma chave que estava pendurada em um longo cordão em seu pescoço, abriu a porta e a segurou para que Rachel pudesse entrar também. A morena se assustou com as luzes fortes se acendendo de repente. Ouviu o barulho da fechadura e percebeu que Quinn trancava a porta novamente. A loira passou por ela e foi direto aos armários. Retirou duas toalhas brancas de um deles.
Q: Tome! [disse calma] Você precisa se enxugar...
Rachel segurou a toalha que lhe era oferecida. Havia detalhes florais nas pontas.
R: Essa toalha é...
Q: Minha! [completou] Eu prefiro ter algumas toalhas que trago de casa. Não gosto de compartilhar produtos de higiene...
Rachel pretendia contestar, afinal de contas, Quinn acabava de dividir com ela, mas preferiu ficar calada. Era tudo surreal demais para que ela ousasse interferir na dinâmica daquele momento. Ela queria ver até onde aquela interação podia ir. Quanto tempo Quinn aguentaria sem xingá-la?
Os olhos da morena petrificaram sobre a loira quando percebeu que ela se despia. Quinn retirava o moletom molhado e rapidamente Rachel se viu sem palavras quando o corpo escultural da capitã das Cheerios estava ali à sua frente, coberto apenas pelo sutiã atlético e uma calcinha bem confortável.
Q: Você precisa de um banho quente! [virou-se para olhá-la]
R: E-e-eu? [gaguejou]
Q: Sim! Ou você vai se resfriar...
R: Eu estou bem! Eu me enxugarei e vou pra casa...
Outro estrondoso barulho foi ouvido e as luzes piscaram. Estava trovejando...
Q: Você não vai pra casa tão cedo... É melhor tomar banho logo aqui! [disse tranquila enquanto entregava-lhe shampoo e sabonete]
R: Eu não tenho outra roupa... [disse mais baixo do que pretendia]
Q: Não seja por isso... [voltou a mexer no armário] Creio que essa roupa serve em você...
E Quinn Fabray lhe entregava uma blusa e uma saia dela. Rachel estava muito confusa!
R: Por que... Por que você está fazendo isso? [não conseguiu se conter e teve que perguntar]
Q: Isso o quê? [perguntou naturalmente]
R: Me ajudando...
Q: As Seccionais estão chegando e você é a nossa voz... [disse calma] Você não pode ficar resfriada...
Não era essa a verdadeira razão, mas Quinn não era capaz de revelá-la. Ela não tinha coragem de dizer: “Porque eu me importo com você...” ou “Porque desde que eu te vi pela primeira vez eu não consigo parar de pensar em você...” ou “Porque eu finjo te odiar, mas a verdade é que você desperta em mim sentimentos que não sei descrever...” ou “Porque como ninguém está vendo eu posso ser doce com você como venho querendo ser há muito tempo...” Não... Ela não podia falar nada daquilo...
R: Você acha mesmo que eu sou a voz do New Directions? [perguntou envaidecida]
Q: Não me provoque, Berry! [sorriu com a sobrancelha arqueada]
Rachel sorriu de volta. Era mesmo demais pedir que Quinn Fabray confirmasse um elogio. A morena entendeu que deveria aceitar as coisas que lhe eram oferecidas sem contestar... Ela sabia que deveria seguir os conselhos da loira, mas diante daquele corpo perfeito à sua frente, era impossível não se sentir insegura.
Quinn percebeu a relutância da morena em se despir...
Q: Tímida, Berry?
R: Normalmente sim... Diante de você, bem mais... [confessou encabulada]
Quinn sorriu com a confissão natural. Rachel parecia não ter um filtro e acabava falando mais do que devia...
Q: Eu vou entrar naquele chuveiro. Fique à vontade e escolha qualquer um. Só não fique mais tempo com essas roupas molhadas...
Quinn seguiu ao chuveiro que havia apontado e fechou a porta de vidro temperado. Rachel viu quando a loira pôs a calcinha e o sutiã sobre a tolha pendurada no topo da porta. Foi estranha a curiosidade de saber como seria estar lá dentro... Balançou a cabeça para os lados, tentando afastar qualquer pensamento desconhecido com o qual não pudesse lidar.
Quando estava debaixo do chuveiro, Rachel não conseguiu parar de pensar na loira. Ela sempre sentiu uma atração inexplicável por ela, de querer ser amiga, de querer saber sobre, de estar por perto... Namoraram Finn, brigaram por ele, não o quiseram mais... Elas pareciam ter mais em comum do que supuseram, mas naquele banheiro Rachel tinha novos questionamentos para si: Quinn estava sendo educada com ela e até certo ponto doce... Como isso era possível? Tentou ser o mais rápida que pôde naquele banho. Queria se trocar antes de Quinn. Queria já estar pronta quando a loira saísse de seu próprio banho. Respirou aliviada ao perceber que tinha conseguido ser mais rápida. Enquanto se vestia percebia que estava com o cheiro de Quinn... Por que aquilo estava se fazendo tão especial?
A loira saiu do chuveiro e sentiu o ar travar em seus pulmões. Rachel estava de costas, terminando de vestir a saia. Ela ainda não tinha vestido o sutiã. Quinn sentiu seu corpo esquentar como nunca antes. Seus olhos passearam por toda a pele das costas da morena e apenas um nome veio à sua mente: “perfeita”... Mas ela logo fechou os olhos e tentou manter a calma. Ela não podia fazer barulho. Ela não podia permitir que Rachel percebesse que Quinn Fabray poderia ter uma tendência a admirar o corpo feminino com um pouco mais de interesse, principalmente se fosse o corpo de uma pequena e irritante cantora judia do clube do coral. Mas a loira abriu os olhos novamente... Como ela poderia segurar seus pensamentos se logo depois Rachel se virou e ela pôde ver a perfeição do contorno dos seios da morena de perfil? Ela voltou ao chuveiro. Ela precisava de um tempo para respirar. Ela não era burra e já havia entendido há muito tempo o que era aquilo que sentia na presença de Rachel, mas ela pretendia guardar aquilo consigo. Ela não queria revelar a ninguém que poderia ser gay. Aquilo não era permitido em sua família, em sua criação. Ela tinha uma reputação a zelar. Ela poderia passar o resto do seu tempo na escola sendo a presidente do clube do celibato, isso a manteria longe dos rapazes interessados em sexo, mas ela conseguiria mesmo manter-se enrustida diante do objeto de seu desejo? E Deus! Rachel Berry era linda! Embaixo dos horrendos suéteres de bichinhos e das combinações estranhas de cores, existia uma garota de corpo escultural...
Quando achou que havia ficado tempo demais à espera, Quinn saiu daquele cubículo. Encontrou Rachel vestida, sentada no banco olhando desolada para seus livros e cadernos...
Q: A roupa serviu!
R: É... [sorriu sem humor] Serviu...
Q: Tudo isso é muito importante? [perguntou enquanto se vestia]
Rachel manteve o olhar fixo nas folhas molhadas e manchadas. Ela não podia olhar Quinn se vestindo. Ela não sabia qual ia ser sua reação já que tudo relacionado à loira mexia com ela de forma diferente do que as coisas relacionadas a qualquer outra pessoa.
R: Sim... São importantes anotações e partituras... São meus ensaios...
Quinn se aproximou dela e sentou ao seu lado...
Q: Acho que tem como secar... [pegou alguns papéis] Posso te ajudar com essas partituras se não conseguir recuperar...
R: Você sabe ler partituras? [perguntou surpresa]
Q: Sei mais coisa do que você imagina...
R: Mas você me odeia! [disse de repente, arrependendo-se imediatamente]
Q: Eu não te odeio... [respondeu calma, enquanto soltava os papéis e se levantava]
R: Mas você faz da minha vida um inferno! Você manda jogarem raspadinhas em mim e fala coisas agressivas nos corredores.
Q: É Santana quem faz isso!
Rachel parou um pouco e se deu conta de que era mesmo Santana quem sempre fazia essas coisas. À exceção de quando Quinn declarou guerra contra ela por causa de Finn, depois disso a loira nunca mais tinha dirigido nenhuma palavra ofensiva a ela...
R: Mas Santana dizia que era você quem mandava!
Q: Uma suposta ordem da capitã das Cheerios tem mais credibilidade e é menos grave do que dizer que foi a Senhorita Sylvester...
R: Claro... [murmurou] Faz sentido...
O que Rachel não sabia era que Quinn passou a não mais declarar guerra contra ela porque era exaustivo atacar alguém de quem gostava.
R: Então você não me odeia? [perguntou temerosa]
Q: Não tenho razão para te odiar... [fingia procurar algo em seu armário]
R: Finn não seria uma razão?
Q: Ele é só um babaca! E eu não acredito que você voltou pra ele...
R: Eu não voltei pra ele! [esclareceu rapidamente]
Q: E o que você estava fazendo no carro dele?
R: Eu estava no auditório ensaiando e ele apareceu dizendo que queria conversar e eu achei que seria uma conversa normal, mas era a mesma ladainha de sempre. Ele só não quer ficar sozinho e depois que você deu mais um fora nele, parece que eu sou a única opção que ele tem... [disse desapontada]
Q: Você ainda gosta dele?
Quinn se arrependeu de fazer aquela pergunta. Era avançada demais para a relação que elas tinham. Aquele momento estranho que dividiam era um momento paralelo diante do que realmente eram no dia-a-dia...
R: Ele parecia gostar de mim... [levantou-se e foi até o espelho]
Q: Isso não é suficiente para estar com alguém...
R: Os rapazes fazem fila por você! As pessoas ficam hipnotizadas quando você caminha pelos corredores... Você não sabe o que é ser invisível e finalmente ser enxergada por alguém... É como ser retirada de um afogamento e respirar novamente...
Rachel estava enganada. Quinn sabia exatamente como era ser invisível. A verdadeira Quinn não era vista por ninguém. Ela se escondia atrás da armadura durona de capitã...
Q: Não torne Finn Hudson mais poético do que ele merece! [aproximou-se dela]
R: Como eu disse... Você não sabe como é ser...
Q: Cale a boca, Berry! Não fale bobagem! [disse ríspida] Você não sabe nada sobre mim! Não pense que você é capaz de me conhecer por um simples uniforme das Cheerios. Eu sou muito mais do que isso!
R: Eu não sei... [assustou-se um pouco] Desculpe se eu disse algo errado! Eu...
Q: Você estava na chuva porque aquele babaca te jogou para fora do carro dele. [aproximou-se mais] Uma tempestade desabou sobre nossas cabeças e ele te jogou junto com suas coisas para fora daquela lata velha! [disse de forma dura] Não poetize sua vida com a figura daquele cara que tem uma enorme cabeça de minhoca!
R: Por que você está nervosa? O que você tem a ver com isso? [perguntou verdadeiramente confusa]
Tudo o que Quinn conseguia enxergar eram os lábios carnudos de Rachel se movendo. E não havia qualquer razão que pudesse impedi-la de fazer o que ela faria. E ela fez: avançou sobre a morena e a segurou pela nuca, beijando-a de repente. Não houve resistência. Rachel não tentou se esquivar. Por uma fração de segundos seus lábios se separaram alguns milímetros e nenhuma das duas se moveu. Nenhuma deu um passo para trás ou surtou. As duas queriam ir em frente...
Quinn tomou a iniciativa e acabou com aqueles milímetros de separação. Ela gemeu quando seus lábios tocaram novamente os de Rachel. As mãos da morena se moveram e puxaram a loira pela cintura. Quinn segurava a nuca dela e impunha mais pressão no beijo até que Rachel entreabriu os lábios. Foi o suficiente para que a língua da capitã fizesse sua parte e adentrasse a boca da judia, buscando pela valiosa língua que ali habitava. Nenhuma das duas já havia beijado ou sido beijada daquela forma... Era algo novo, algo único...
De repente, Quinn empurrou Rachel e se afastou abruptamente dela. A loira estava em pânico. Foi quando a morena se deu conta do que havia acabado de acontecer...
R: Oh meu Deus! Quinn Fabray me beijou! [levou as mãos à boca, completamente surpresa]
As duas haviam mergulhado numa bolha de entorpecimento enquanto se beijavam. Não pensavam, não questionavam... Depois, tudo parecia muito estranho e absurdo!
Assustada com a reação da morena, Quinn avançou sobre ela, fazendo-a retroceder alguns passos até bater as costas nos armários vermelhos:
Q: Ninguém pode saber disso! [disse ríspida] Você não vai contar isso a ninguém!
Quinn deu um soco forte no armário ao lado de Rachel, assustando-a com o estrondo que o golpe provocou. A morena olhou para o lado e viu que tinha amassado o metal. Como estaria a mão da loira?
Q: Olha pra mim! [exigiu]
Quando Rachel a olhou, percebeu os olhos dela cheios de lágrimas... Seu coração se despedaçou com aquilo...
Q: Esqueça o que acabou de acontecer aqui... Ninguém nunca poderá saber! Esqueça!
Eram ordens com tons de pedidos e pedidos com tons de ordens... Era perceptível que a loira estava insegura, com medo. Apavorada era a palavra certa!
R: Eu não... Não vou contar... [respondeu com a voz trêmula] Não se preocupe...
Rachel não queria entender o que houve. Não naquele momento... Por que Quinn Fabray a tinha beijado? Não era uma brincadeira cruel. Não era. Quinn estava verdadeiramente abalada com aquilo. Mas será que ela não havia mesmo percebido que Rachel retribuiu? Oh Deus! Ela havia retribuído...
Q: Eu vou te levar pra casa... [disse sem conseguir encará-la] Pegue suas coisas! [moveu-se para sair dali]
Rachel não teve muito tempo para pensar e começou a segui-la. A chuva ainda era forte, mas Quinn iria dirigir mesmo assim. Ela não poderia ficar mais tempo sozinha com a morena. Ela sabia que não seria uma boa ideia... Estavam em completo silêncio dentro do carro. Quinn dirigia atenta, pois a visibilidade não era boa. Rachel mantinha o olhar direcionado para sua janela embaçada... Assim que chegaram à casa da morena, Rachel ajeitou as coisas em seu colo e levou a mão à porta. Antes de sair, olhou para Quinn e avistou o olhar perdido da loira direcionado para a frente:
R: Obrigada por... tudo... [disse um pouco sem jeito]
Q: Segredo... [murmurou]
R: Pode confiar em mim...
Rachel saiu do carro e correu para casa. Quinn acelerou o carro e parou logo depois, ao chegar à esquina. Ela chorou... Chorou como há muito tempo não havia chorado. Levou a mão aos lábios e os acariciou. Ela ainda podia sentir o gosto de Rachel em sua boca... Era um gosto maravilhoso! Ela chorou ainda mais...
A morena chegou ao quarto e jogou tudo o que segurava no chão. Deitou-se e se agarrou ao travesseiro. Tentava reproduzir aquele dia em sua cabeça e encontrar uma explicação para o que houve. Tentava reproduzir sua vida desde que conheceu Quinn e queria encontrar uma resposta para aquele beijo... Aquele beijo... Ela queria de novo...
[FLASHBACK OFF]
Q: Você vai desmentir esse namoro com o Noah? [tentou fingir não dar muita importância, mas Rachel sabia que aquilo a estava incomodando]
R: Primeiro eu vou tentar entender porque ele insistiu nisso...
Q: Não deixe que ele te beije! [disse firme]
R: Eu não vou deixar! [garantiu sorridente]
Q: Só eu posso te beijar!
R: Eu só quero beijar você...
[CONTINUA...]
Fale com o autor