Mago da Água e do Gelo
3 Um bebê nada comum
Notas iniciais
Santuário de Atena, Grécia, mesma noite.
– Saga! Saga! – chamou Aiolos animado, ao entrar no quarto do amigo.
O jovem Cavaleiro de Gêmeos, que dormia profundamente em sua cama, acordou num pulo e elevou seu cosmo.
– Que?! Quem?! Acorde os soldados! Feche os portões! – bem, pelo jeito, não tão acordado... – Aiolos, pode deixar que eu cuido deles! Por Atenaaaaaaa!
O jovem Cavaleiro de Sagitário não pode perder aquela oportunidade de encarnar no amigo sonâmbulo. Sorriu malicioso...
– Ah! Eles são muito fortes! – gritou, encenando uma derrota inevitável – Eles conseguiram, Saga! Dominaram o Santuário... Adeus, meu amigo! – disse, fingindo ser atingido por um golpe final.
– Nããããããooooooooo!!!!! Aiolos!!! — esbravejou Saga, se pondo de pé na cama – Miseráveis! EXPLOSÃO GALÁTICA*!
– Ãnh?! – é, Aiolos, não foi uma boa ideia... Desviou do ataque na velocidade da luz.
O golpe que, graças à Atena, não foi tão forte por não ter sido executado em consciência, atingiu uma parede e lhe causou um grande estrago, além de emitir um ruído altíssimo. Os pequenos, que dormiam tranquilamente no quarto ao lado, acordaram aos berros.
“Putz...” arrependeu-se Aiolos, segurando a cabeça com as mãos.
– Ai! Que barulho foi esse?! – assustou-se Saga, agora realmente acordado – A parede! Aiolos! Estamos sendo invadidos?! – olhou para o amigo, totalmente transtornado.
– Não... Tá tudo bem... Deixa pra lá... – suspirou Aiolos, virando-se apressado para ir até os mais novos e tentar restaurar a paz perdida.
O jovem Cavaleiro de Gêmeos olhou novamente ao redor, confuso, e coçou a cabeça. Passos adentraram a Casa de Gêmeos.
– O que acontece aqui?! – disse uma voz familiar preocupada que os acompanhava — Saga?
O menino sorriu ao ouvi-la. Levantou-se, vestiu sua Armadura e correu até o saguão de entrada da Casa. Ajoelhou-se respeitosamente ao ver o Grande Mestre, que retornara ao Santuário.
Mas algo chamou muito sua atenção nele. Levantou sua cabeça e o olhou novamente.
Shion trazia em seus braços um manto azul enrolado, porém... Saga pode sentir um pequeno cosmo diferente ao redor que o atraía. Franziu a testa e inclinou a cabeça para frente, curioso.
O Mestre lhe sorriu receptivo, e olhou para o... Não. Não podia ser só um manto. Saga se levantou e foi devagar até ele, pondo-se na ponta dos pés para tentar ver o que era. Naquela idade, ainda não dava altura para sequer alcançar o tronco de Shion, que se ajoelhou para que o menino pudesse sanar sua curiosidade.
Saga sorriu levemente quando viu o conteúdo do embrulho de pano. “Um bebê!” pensou, entusiasmado.
–Então é dele esse cosmo pequeno e diferente! – concluiu, animado e sem tirar os olhos do pequenino — Uau! Ele é tão pequeno e já tem presença!
– Sim, meu jovem. – concordou o Mestre, pensando que este era o primeiro bebê de Ouro que Saga e Aiolos viam pela primeira vez depois de maduros. Agora, podiam identificar seus pequenos futuros companheiros através do cosmo que já portam desde concebidos – Gostou dele?
– Aham! – respondeu o garoto, entusiasmado – Posso segurá-lo, Mestre? Posso?
– Pode. – disse Shion, dando-lhe o pequenino – Devagar... Cuidado com ele, sim?
– Tá... – concordou Saga ao tomar nos braços o bebê, que dormia um sono meio agitado, mexendo os bracinhos de vez em quando.
Aiolos chegou ao saguão e trouxe Shura, Afrodite e Mascara da Morte bem acordados. O menino andou até Saga e olhou sorrindo para o pequenino em seus braços.
– Ele já tem um cosmo forte, né? – Aiolos comentou ao também sentir a energia que emanava do neném.
– Bem, garotos, a percepção de vocês ficou extraordinariamente mais forte agora que são Cavaleiros de Ouro. Por isso podem não ter sentido o mesmo com esses três quando chegaram aqui. – disse Shion, apontando para o trio que engatinhava e andava em volta de Saga, curiosos a respeito da novidade em seus braços – Mas devo admitir que ele tem um dos cosmos mais marcantes que eu já senti. – sorriu cansado.
Os dois e o Mestre se entreolharam, rindo dos três bebês que tentavam de tudo para saber o que acontecia. Aiolos se abaixou e pegou-os nos braços. Todos de uma vez, enfileirados. Saga aproximou devagar o pequenino do trio, que se esticava como podia para ver o que tinha dentro do manto azul.
– Nêém... – balbuciou Mascara da Morte ao ver o recém-nascido e estendeu a mãozinha, tentando tocá-lo.
– Miíndo... – tentou dizer Afrodite, olhando para Mascara franzindo a testa, fazendo um gesto com as mãozinhas unidas e apertando-as contra sua própria bochecha.
– Ee tabém tem. – concluiu Shura, segurando seu próprio Pingente Sagrado de Ouro de símbolo ♑ e olhando para Aiolos, que concordou e riu.
Os dois jovens Cavaleiros de Ouro se entreolharam, percebendo que haviam se esquecido desse detalhe. Haviam recebido um novo companheiro, mas nem sequer sabiam sua constelação. Saga sorriu e afastou delicadamente o manto do pescoço do bebê, e viu o Pingente de símbolo ♒. Aiolos e os pequeninos também observavam curiosos. Os dois mais velhos concluíram ao mesmo tempo:
– Aquário. – e sorriram ao ouvir suas vozes ecoarem unidas pelo saguão de entrada da Casa de Gêmeos.
– Ê tabê tê! – anunciou Afrodite, animado e mostrando seu Pingente Sagrado de Ouro de símbolo ♓.
– Ê ê tabê! – disse Máscara, pondo na boca seu cordão dourado e deixando à mostra seu Pingente ♋.
– Quá é o mome deê? – perguntou Shura, se inclinando ainda mais para frente para ver o bebê de perto.
– Camus. – anunciou Shion ao se aproximar dos meninos, que o olharam animados.
– C- C... Amus. – tentou repetir Shura, compenetrado em gravar o nome do futuro amigo.
– Shura? – chamou Shion.
O futuro Cavaleiro de Capricórnio olhou atentamente para o Mestre.
– O que o Camus é seu e do Afrodite, pequeno? – perguntou ele sorrindo para o pequeno e arrancando algumas risadas baixas e contidas de Saga e Aiolos.
– Mê? E du Dide? – repetiu a pergunta, pôs a mão no queixinho e pensou...
– Mimin! – balbuciou Afrodite sacodindo os bracinhos, apressado em responder antes do amigo – Miminho!
– Muito bem, Dite. – riu Shion, acompanhado pelos dois mais velhos – Fala: Vi...
– Mi... – Afrodite olhava atentamente para o Mestre, tentando imitá-lo.
– ...Zi...
–...Mi...
–...Nho.
–...Nho!
– Vizinho.
– Mimiznho. – concluiu o pequeno pondo as mãozinhas na cintura e franzindo a testa como se tivesse pronunciado a palavra da maneira mais clara e correta.
– Tá bom... – Shion se divertia com aquelas crianças.
O futuro Cavaleiro de Peixes fechou os olhos e sorriu orgulhoso de si mesmo.
– Pála, Dide! – esbravejou Shura irritado por Afrodite ter “roubado” sua resposta, e tentou dar-lhe uns tapas – Pála!!
– Opa! Opa! – disse Aiolos, colocando-os no chão e separando a briga – Parem com isso, vocês dois! Máscara, você também não!
Shura estava vermelho de raiva empurrando-se com toda a força contra a mão de Aiolos que o segurava, enquanto Afrodite lhe dava a língua e ria acompanhado por Mascara da Morte, que puxava as pálpebras e abria a boca fazendo caretas.
Saga riu e olhou para o bebê, que começava a se mexer mais agitada e silenciosamente em seus braços e abria os olhinhos devagar.
– Mestre, acho que ele acordou com esse barulho todo. – disse ele sacodindo os braços devagar, tentando niná-lo.
– Hum... – murmurou Shion, pondo a mão sobre o recém-nascido – Tire esse manto dele. Deve estar com calor. Não adianta teimar mesmo...
– Hã? – estranhou Saga.
– Mas Mestre... – tentou dizer Aiolos, que já fizera os pequenos fazerem as pazes.
Era inverno e estava bem frio aquele ano. Os dois trajavam suas Armaduras e possuíam alguma resistência ao frio, porém, os três pequenos estavam bem agasalhados como o próprio Mestre mandara: macacão, meias grossas, luvinhas e gorro. Em sua concepção, era loucura desagasalhar um bebê recém-nascido naquelas condições climáticas.
– Podem confiar em mim, garotos. – disse Shion, erguendo uma das pintinhas na testa – Ele deve estar sim com...
– Mmmmffff... sssnnnff... – resmungou alto o bebê, mexendo-se impaciente dentro do manto.
– ... Muito calor. – completou o Mestre.
Saga o desenrolou e Aiolos o pegou nos braços. O pequenino estava sem nenhuma roupinha, somente de fralda.
– M-Mestre, e-ele está todo molhado! – espantou-se Aiolos, achando aquilo extremamente anormal para um bebê.
– O manto também. – disse Saga, abrindo-o com as duas mãos e revelando uma mancha escura e úmida em boa parte deste.
Shion foi até Aiolos e pegou Camus nos braços. O bebê respirava ofegante.
– Sim, está todo molhado – preocupou-se o Mestre – de suor. Ele... Ainda não deve ter controle...
Os dois jovens Cavaleiros de Ouro se entreolharam espantados.
– Do quê? – perguntou Saga.
– De sua baixa resistência ao calor. – disse o Mestre pensativo.
– Mas não está quente... – contestou Aiolos.
– Para ele, está. – Shion olhou para os dois, paciente – Para este bebê, o nosso frio de 0 graus é o mesmo que um calor insuportável de 40.
– Nossa... Mestre, ele tá respirando estranho... – preocupou-se Saga, chegando perto do neném agitado que Shion segurava pelas axilas e mantinha longe do corpo para não aumentar seu mal-estar de calor – Hum... Mestre?
– Sim, criança.
– Ele não deu um pio até agora... Digo... Não chora, não? Esses três aqui sempre foram barulhentos... Nem tanto o Shura... Mas... Bebês choram, né?
– Digo que este aqui é bem quieto... Mas quase me deixou surdo há uns minutos atrás. – riu-se Shion.
– Ah, é? – sorriu Aiolos, curioso – Como o senhor o fez chorar?
– Dei-lhe um banho morno. – Shion riu alto – Hahahaha! Coitado... – disse olhando para o pequenino em seus braços, que o encarava com a mãozinha na boca.
– ???? Hã?! – espantaram-se os dois – E é pra dar banho nele como? Gelado?
– Acho que sim. Vou testar daqui a pouco. – disse Shion, piscando um olho para os garotos que continuaram sem entender.
– Ele está doente? – perguntou Saga.
– Não, meu caro, só está com calor. Por quê?
– Hum... É que os olhos dele estão vermelhos. – disse o jovem Cavaleiro de Gêmeos ao olhar o bebê, que o encarava pela primeira vez desde que chegou.
Shion deu um leve sorriso, lembrando-se que lhe chamara muita atenção da primeira vez que viu aqueles olhos de Camus.
– Não, Saga, os olhos dele são dessa cor mesmo. – disse calmamente – Combinam com o cabelo, não? Não é pra qualquer um ter uma combinação desta, não é, Camus?
O pequenino estendeu a mãozinha e pegou, meio sem firmeza, alguns dos fios de cabelo loiros de Shion e os olhou, tentando franzir a testa.
– Caramba, deixa eu ver! – disse Aiolos curioso, e se aproximou para constatar – Uau... Mestre, esse bebê é muito... Ammm...
– Diferente? Estranho? Peculiar? Do contra? – completou o Mestre, sorrindo – Onde estão os livros de Astrologia que eu os pedi para ler?
Os dois coraram e abaixaram os olhos, se entregando.
– Ahhh... Aposto que só leram as partes de seus próprios signos, não? – disse Shion franzindo a testa, mas sem desfazer o sorriso.
– Hum... É... – ambos confessaram.
– Como Cavaleiros de Ouro, deviam conhecer bem a Astrologia e Astronomia, meninos. – suspirou Shion – Conhecerão bem seus companheiros e até seus inimigos. As estrelas têm muito a nos dizer e ensinar. Ouçam-nas. Isso os fará mais completos em todos os sentidos. Acreditem... – disse ele, sentindo o cansaço pesar em seu corpo – Mas isso é uma escolha de vocês. Bem, vou subir com ele. – anunciou Shion, virando- se e caminhando em direção à saída da Terceira Casa com o bebê nos braços – Boa noite.
– Vou subir com o senhor. – disse Aiolos, pegando um Shura cambaleando de sono no colo – Boa noite, Saga.
Saga pegou Afrodite e Máscara da Morte já adormecidos nos braços. Curioso, pediu antes que eles o deixassem:
– Prometo que lerei os livros. – disse animado ao ouvir os sábios conselhos do Mestre — Mas, Mestre, por favor, diga por que ele é assim.
– Leia sobre o signo que ele representa. – bocejou Shion, sem deixar de caminhar – Vai descobrir bem rápido, criança.
Os dois meninos se entreolharam e riram, virando as mãos para cima e erguendo as sobrancelhas tipo “Fazer o que?”.
– Tá bem. Boa noite. – despediu-se o Cavaleiro de Gêmeos, virando-se para voltar ao seu quarto.
Ao chegarem à Casa de Sagitário, Shion despediu-se de Aiolos e Shura e continuou sua subida até a Sala do Mestre. Notou que Camus não adormecera mais, mantendo-se bem atento a tudo no caminho.
– Ei, pequeno... – sussurrou Shion ao chegar à entrada da Décima Primeira Casa – Olha... É a sua Casa. – o pequenino o encarava com a boquinha aberta, parecendo seriamente estar prestando atenção e depois olhou como podia para a fachada da Casa – Permissão para passar pela Casa de Aquário. – brincou o Mestre.
Shion deu um sorriso espantado quando jurou ter visto Camus assentir com um meio sorrisinho.
“Não... Devo estar vendo coisas. Preciso dormir.” pensou consigo mesmo, balançando a cabeça.
– Tália! – chamou ele ao passar pelo interior da Casa de Aquário.
– Sim, Mestre, já vou! – disse uma voz feminina suave vinda de um dos corredores.
Uma senhora de sessenta anos, cabelos grisalhos e pele bem branca apareceu da escuridão vestida com uma túnica lilás e reverenciou-o.
– Aqui está ele, Tália. Seu verdadeiro mestre e o futuro guardião desta Casa. – disse Shion dando um sorriso leve e mostrando a ela o pequeno – Seu nome é Camus.
– Minha Atena! Que gracinha! – disse ela, passando a mão no bracinho do bebê, que a olhava – Oi, neném... – disse ela, encantada – Você é lindo, querido! Ai, que benção da Deusa, Mestre...
– Sim, minha cara. – disse ele – Por favor, me acompanhe até lá em cima. Darei um banho nele e a senhora, por favor, alimente-o e coloque-o para dormir no quarto ao lado do meu.
– Sim, senhor. – disse dona Tália, animada – Oh, minha Atena, muito obrigada! Me sinto tão sozinha nesta Casa... O senhor não quer descansar enquanto eu faço tudo?
– Bem, Tália, pode deixar... – disse ele, sorrindo com uma pintinha na testa erguida – Tenho que me redimir com ele. – e piscou um olho para o bebê.
Chegando ao seu quarto, repousou o pequeno em sua cama e colocou almofadas em volta para protegê-lo de uma queda.
– Fique quietinho ai, hien? – disse bocejando – Volto já.
E voltou com todos os tipos de coisas para cuidar de bebês... Fraldas, lenços umedecidos, talco, algodão...
– Bem, antes: um banho. – disse Shion, pegando-o de volta nos braços. Notou que o bebê arregalou de leve os olhos quando ouviu a palavra “banho” – Hahahahaha! Não se assuste, pequeno! Hahaha! Já o deixei traumatizado no primeiro dia de vida...
Foi até um grande banheiro próximo ao seu quarto, onde já havia preparado uma banheirinha de bebê para banhar o pequeno. Ria incontrolavelmente de Camus, que balançava negativamente a cabecinha sem firmeza e tinha uma expressão de pavor estampada no rostinho quando viu a banheirinha.
– Não vou errar dessa vez como na primeira, está bem? – disse Shion sorrindo. Referiu-se ao primeiro banho que foi dar em Camus antes de apresenta-lo aos outros, onde aqueceu bastante a água e provocou uns belos berros no pequeno – Desculpe pelo manto também. A força do hábito é algo complicado, sabe senhor gelado?
Shion o colocou delicadamente na água gelada que havia na banheirinha, retirada diretamente da torneira. Podia parecer loucura para qualquer um, mas...
– Gostou, é? – disse Shion rindo da gargalhada gostosa de Camus ao por pela primeira vez os pezinhos na água fria – Eu devia tirar uma foto desse sorrisão. Aposto que vai ser bem raro quando você crescer se puxar seu... Amm... Irmão. – ria-se Shion, ao lembrar-se de toda aquela seriedade de Dégel.
Quando terminou de banhá-lo, enxugou-o e o levou para o quarto, onde lhe arrumava para dormir. O pequeno olhava atentamente para o Mestre, que pregava um alfinete na fralda em sua cintura e, em seguida, pegou uma roupinha em cima da cômoda.
– O que foi? – disse Shion olhando para Camus, que franzia a testa olhando para a roupa de frio de bebê em suas mãos — Não? Ah, é... – riu cansado ao perceber que novamente o ia fazer passar calor – Tudo bem. Só de fralda, né?
O bebê sorriu para ele, concordando. Shion o pegou deu-lhe um beijo na testa.
– Agora, vai com a Tália, tá? – disse o Mestre, caminhando com o pequeno e entrando no quarto ao lado, onde a criada o esperava animada – Esse velho está cansado demais... – entregou-o para Tália.
– Vem com a Tália, pequeno mestre. – disse amorosa e pegando o bebê nos braços.
– Boa noite para vocês dois. – disse Shion com um bocejo demorado – Tália, por favor, cuide dele amanhã pela manhã. Vou me dar o direito de acordar um pouco mais tarde, sim?
– Com certeza, Mestre. – disse Tália – Pode deixar que eu cuido dele o tempo que o senhor precisar. Boa noite, meu senhor.
– Obrigado. – disse Shion exausto, e se retirou do quarto sem notar que o pequeno sacodia levemente os bracinhos e o olhava, tentando chamar-lhe a atenção.
– Calma, tá, querido? – disse a criada, sacodindo os braços de leve para acalmá-lo – Vamos lá à cozinha que a Tália vai te preparar uma mamadeira bem quentinha... – animou-se ela, caminhando – Coitado do Mestre, né fofinho? Está tão moído que até se esqueceu de te vestir. Tá muito frio para um pequenino como você estar sem agasalho...
Fale com o autor