Notas iniciais
Oiii, pessoas! Ai vai mais um capítulo feito com todo o carinho :) S2 Espero que gostem. Boa leitura a todos. ;)

Um mês e pouquinho depois...

Santuário de Atena, Grécia, 9h.

O Mestre chegou ao Santuário com um enorme sorriso e trazendo consigo um bebê envolvido em um manto lilás.

– Estou de volta, crianças! – anunciou, ao chegar ao saguão de entrada da Sala do Mestre.

Passos correndo e vozes animadas pelo saguão. Os maiores se ajoelharam na presença do Mestre por uns segundos.

– Bebê! – disse Aiolos, animado e correndo na direção do Mestre com Camus no colo.

– Néém!!!! – gritaram os três pequenos em uníssono no colo de Saga, que foi até Shion.

– Quem é esse, Mestre?! – perguntou o jovem Cavaleiro de Gêmeos, curioso.

– Veja por si mesmo. – disse o Mestre, sorrindo para os meninos.

Ele afastou o manto lilás para que pudessem conhecê-lo. Um bebê lemuriano de cabelos lisinhos loirinhos olhou para todos meio perdido com tantos rostos novos com seus olhinhos verdes, mas lhes deu um sorrisinho leve enfim. Seu Pingente Sagrado ♈ reluzia em seu cordão dourado.

– Aries! Mestre, ele é seu... – disse Saga, boquiaberto.

–... Sucessor! – disse Aiolos, contente e retribuindo o sorriso do neném.

Shion sorriu e fechou os olhos, orgulhoso.

– Eli te... – Afrodite apontou com dois dedinhos para o meio da testa.

– Iguá ao Meste! – concluiu Shura.

– Oveinhaaaa... – riu Máscara da Morte.

Shion e os meninos riram dos três.

– O nome dele é Mu, garotos. – anunciou o Mestre.

– Ahh, ahhh!

Aiolos olhou para Camus, que estava deitado em seus braços e estendia a mãozinha querendo conhecer também o novo amigo.

– Ahh, desculpe Camus. – disse o garoto, rindo. E segurou o pequeno de frente para o pequeno Mu.

O bebê lemuriano olhou intrigado para Camus, que fez o mesmo. Mu pensava em como alguém tem tanto vermelho junto no corpo, e Camus conferia de que ele também tinha pintinhas na testa, como o Mestre. Ambos sorriram e Camus lhe estendeu a mãozinha sem jeito. Mu segurou um dedinho do amigo ainda mais sem firmeza e fez-se um aperto mão-dedo de início de amizade.

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Mais um mês e pouquinho depois...

Santuário de Atena, Grécia, 14h

Shion chegara de uma longa viagem, e sentia um enorme alivio de estar de volta à Grécia.

“Como aquele país era quente! Calor aquele que só era compensado por sua beleza.” Pensou consigo.

Chegou ao saguão de entrada da Sala do Mestre. Trazia consigo um bebê de 5kg envolto em um manto verde escuro.

– Voltei, meninos! – anunciou ele, aliviado e sorrindo para o bebê em seus braços.

Os garotos vieram correndo lá de dentro. Aiolos com Mu nos braços, Saga com Camus no colo e os três pequenos logo depois, apostando corrida. Se aproximaram de Shion e se ajoelharam (até os três pequenos^^), que se ajoelhou também para que vissem o novo bebê de Ouro mais de perto. Logo viram o Pingente Sagrado ♉ brilhar no pescoço do recém chegado.

– Uau! Ele é bem grande, hien?! – espantou-se Aiolos.

– Grandão mesmo. – concordou Saga.

– Qua é o mome deli? – perguntou Máscara da Morte, se pondo na ponta dos pés para ver o novo companheiro melhor.

– Aldebaran. – disse Shion.

– Hahaahahahaahahahahahahahaahahahahaahahaha! – o bebê de cabelos loiros lisos e olhinhos castanhos emanava um pequeno cosmo radiante e ria abertamente para todos os que o encaravam.

– Ele é mutu legal! – riu Shura, pulando para ver o novo amigo.

– Ri muto! – sorriu Afrodite.

Mu sorriu levemente ao ver o futuro melhor amigo, e Deba lhe fez uma careta, lhe arrancando as primeiras gargalhadas. O bebê de Áries lhe deu um soquinho na mãozinha como aperto de mão secreto, que lhe foi retribuído com, bem... A força de Deba: Mu foi quase lançado longe do colo de Aiolos. Todos riram.

Camus se inclinava para frente para ver o neném e não pode evitar um sorriso ao vê-lo. O pequeno Deba lhe piscou um olhinho, divertido. O ruivinho fez questão de lhe estender a mãozinha, que foi esmagada quando Deba a apertou.

– Hahahahahahahahaha! – o bebê de Touro riu de chorar ao ver a expressão de olhos arregalados de Camus, arrancando mais risadas dos demais.

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Três meses e pouquinho depois...

Santuário de Atena, Grécia, 1h

Shion chorava em silêncio enquanto subia as escadarias aquela noite. Trazia consigo o mais novo bebê de Ouro envolto em um manto amarelo.

“Atena, minha Deusa... Eu não aguento...”.

O pequeno loirinho o olhava atentamente com a boquinha entreaberta e com os olhinhos azuis claros, inclinando a cabeça para os lados e tentando entender o motivo de tanta tristeza.

“Tenha piedade dessa alma... Por favor...”.

Chegou à Sala do Mestre. Nem tinha vindo de longe, mas suas pernas faliam a cada passo. Sentou-se em seu trono e apoiou a cabeça com uma das mãos. Estava destruído internamente pela depressão das horas anteriores.

– M-Mestre?!

O Mestre ergueu a cabeça e encarou o menino ajoelhado que o chamava.

– Ah... É você, Aiolos. – disse Shion, secando o rosto com a mão.

– O que o senhor tem? – o garoto se aproximou, preocupado – Por que está tão triste?

Shion deu um longo suspiro e tentou sorrir.

– Venha cá, criança. Venha conhecê-lo. – disse o Mestre, tentando conter sua tristeza.

– Conhecer quem? – disse Saga, animado ao entrar na Sala do Mestre. Ajoelhou-se e logo mudou sua expressão ao sentir a tristeza que emanava do cosmo do Mestre – O que aconteceu, Mestre?

– Esqueçam... – disse o Mestre, tristonho – Venham... Venham cá.

Os meninos se aproximaram do pequeno, cujo Pingente Sagrado ♌ reluzia. O pequeno sorriu abertamente ao ver Aiolos e lhe estendeu os bracinhos.

– Leãozinho! – disse o menino, sorridente.

“Será que ele o reconhece? De alguma maneira?”.

– A-Aiolos... – Shion tentava conter o choro – O nome dele é... Aiolia. – disse, respirando fortemente para se conter – É-É seu i-irmão. – não conseguiu se conter mais. Chorou. – Pegue-o...

– M-Meu i-irmão? — o jovem Cavaleiro de Sagitário pegou nos braços o irmãozinho, que parecia ronronar contente ao conhecê-lo.

Saga pôs a mão no ombro do amigo e olhou para o pequeno. Eram parecidos... Pensou em Kanon e se sentiu tão triste quanto Shion.

Aiolos deu um grande sorriso.

– E-Então, o senhor achou a minha mãe?! – disse o menino, feliz e cheio de expectativas – Ela está bem?! Veio com o senhor?! Onde ela está?!

Shion ergueu a cabeça lentamente para não desmaiar e a tristeza pesou cruelmente em seu cosmo. Encarou o menino com os olhos injetados e mareados. Fez que não lentamente com a cabeça.

O choro alto e sem mais esperanças do menino ecoou pelas Doze Casas.

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Um mês e pouquinho depois...

Santuário de Atena, Grécia, 6h.

Shion chegou ao Santuário sentindo alguma paz de espírito enquanto carregava o mais novo bebê de Ouro em um manto azul-claro. O pequeno loirinho dormia tranquilamente em seus braços, e, desde o primeiro dia de vida, possuía na testa o terceiro olho vermelho que trajaria até o último suspiro.

Chegou à Sala do Mestre e chamou:

– Cheguei, garotos!

Aiolos surgiu correndo pela porta com Mu e Aiolia nos braços, assim como Saga, que trazia Camus e Aldebaran. Depois vieram correndo Shura, Afrodite e Máscara da Morte. Os mais velhos e os do meio se ajoelharam.

– Esse é o Shaka, meninos. – disse Shion, se ajoelhando com os garotos para que esses pudessem ver o novo amigo.

O Pingente Sagrado ♍ do bebê reluzia em seu cordão dourado.

– Ele tá mimindo U.U – disse Afrodite – Vigem.

– Meste, eli tá co defeto! – disse Máscara, apontando um dedo para a testa e olhando para Mu, e apontando com dois.

– Hahahaha! – Shion riu rouco e cansado – Não, Máscara. Ele não é como eu e o Mu.

– Não?! – disse Shura sem entender – Mas te pintinha. Só uma...

– Isso é um terceiro olho, meninos. – explicou o Mestre – É um adorno, e não uma pinta.

– Ahhh... – fez Saga – Ele tem o cosmo forte. – e sorriu.

– É mesmo. – concordou Aiolos.

– Sim... Me foi dito que ele seria a reencarnação de um deus. – disse Shion.

– Uau... – fizeram os garotos.

Os pequenos Camus, Mu, Aldebaran e Aiolia olharam para o pequeno Shaka, e queriam cumprimenta-lo, mas ele estava beeeem longe... Sonhava e sorria.

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Mais um mês e pouquinho depois...

Santuário de Atena, Grécia, 21 horas.

Shion andava de um lado para outro pela Sala do Mestre.

“Por Atena... Não sei mais o que eu faço.”

Aiolos entrou correndo pela Sala e a entregou ao Mestre. O choro alto de um bebê se cessou por uns instantes, depois de ecoar por muitos minutos pelo saguão de entrada.

“Ahhh... Que bom. Estava com fome, então?”

– Nossa! Pensei que ele não fosse parar nunca! – disse Saga, tirando os dedos dos ouvidos.

– Acho que o problema era esse, Mestre. – disse Aiolos, aliviado pelo silêncio.

Shion, que parara de andar sem rumo com o mais novo bebê de Ouro envolto em um manto verde nos braços, concordou sem firmeza. Estava já sem saber o que fazer com aquele pequeno que chorava desesperadamente há quase meia hora. O jovem Cavaleiro de Sagitário havia trazido correndo uma mamadeira aquecida para alimentar o pequenino recém-chegado ao Santuário a pedidos do Mestre.

– Bem, Aiolos, eu não tenho tanta certeza disso. – disse ele em meio a um suspiro, exausto.

– Ahm... Por quê? – perguntou o garoto, sem entender – Ele parou de chorar e está mamando...

– Não... – disse o Mestre, olhando o neném loiro de olhos muito azuis, que observavam os arredores atentamente – Ele está é... – o pequeno não estava se alimentando, mas mordendo o bico da mamadeira -... Ainda bem nervoso, mas tentando se acalmar, acredito.

– Ele é o último, Mestre? – perguntou Saga, se aproximando de Shion e acariciando o pezinho do pequeno.

– É sim. – respondeu Shion – Pode segurá-lo um pouco, por favor, Saga?

– Aham. – concordou o menino, pegando o bebê em um braço e segurando a mamadeira com a outra mão, mantendo-a na posição para que o neném pudesse mantê-la na boca.

– Vou ver como estão os outros. – disse o Mestre, já entrando pelo corredor que levava aos quartos e outros aposentos.

Naquele ano, seis futuros Cavaleiros de Ouro haviam vindo ao mundo: Camus, Mu, Aldebaran, Aiolia, Shaka e esse que jaz nos braços de Saga. Seu Pingente Sagrado ♏brilhava em seu cordão. O jovem Cavaleiro de Gêmeos sentia seu o pequeno cosmo emanar ansiedade e insegurança.

– Quer dizer que ele está nervoso... – disse Aiolos, se aproximando de Saga e olhando para o bebê, que o encarou por uns segundos e desviou o olhar para o lado – Será que está com medo da gente?

– Sei lá. – disse Saga, também olhando para o pequeno, que agarrava com muita força o manto que o envolvia – Ele é cheio de energia.

– Senti isso também. – disse Aiolos, e procurou encarar o bebê – Oooiiii, bebê.

O pequeno puxou o manto com as mãozinhas, sacudindo-o sobre si mesmo.

– Mmmmmmmmmmmmmmmffffffff... – respirava alto.

– Não tenha medo da gente, tá? – disse o garoto, tentando fazer amizade com o pequenino – Somos quase seus irmãos.

O bebê cuspiu a mamadeira e passou a morder uma das mãozinhas que soltou do manto.

– Acho que ele não está muito afim de conversa. – disse Saga, repousando a mamadeira com o bico destruído em uma mesinha de canto.

– Ahhh, poxa. – Aiolos fez uma voz desanimada – Mas eu e ele vamos ser vizinhos. – acariciou a barriguinha do bebê – Temos que ser amigos, não é, Escorpiãozinho?

–Nfffgggnnnnn... – o neném virou a cabeça e pareceu prestar atenção no que o garoto disse.

– É sim. – disse ele, animado por ganhar finalmente a atenção do pequeno – Depois eu vou te levar pra conhecer a sua Casa, tá?

– HHuuummmmmfff... – o pequeno fez que sim levemente com a cabeça, mas seu pequeno cosmo mantinha-se o mesmo.

– Legal. – disse o garoto, contente em obter algum avanço.

– Meninos, ele já se acalmou? – perguntou Shion, vindo do corredor que levava aos aposentos do Mestre.

– Acho que sim. – disse Saga, sorrindo e encarando o Mestre – Ele até “falou” com o Aiolos.

O bebê se agitou de repente e balançou a cabeça para os lados, ainda mais nervoso. Seu pequeno cosmo oscilava.

– Não?! Hamm... – não entendeu Aiolos.

– Ihhhh... – desesperou-se Saga – Ah, não...

– BUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!

– QUAL É O PROBLEMA DELE?! – Saga gritou para que fosse ouvido em meio ao choro do pequeno.

Shion foi até o jovem Cavaleiro de Gêmeos e pegou o bebê nos braços.

“O que quer, Milo?”

Não que Shion já não tivesse tentado se comunicar com o pequeno.

“Não...” respondeu-lhe uma voz infantil e tremula.

Era só o que ele sempre lhe respondia.

“Não “o que”, pequeno?”. O Mestre se concentrou ainda mais no cosmo do bebê para tentar conseguir alguma resposta.

“A-Aqui...”

Shion parou e pensou. Seu raciocínio não estava nada favorecido pelo choro alto de Milo e pelo cansaço iminente. “Não aqui.” Será que...

O Mestre fez um gesto para que os meninos o seguissem para o corredor.

– Mas, Mestre, ele vai acordar todos! – disse Aiolos, sem nada entender.

– Ele não quer ficar aqui. – disse Shion enquanto andava pelo corredor – Vai acabar adoecendo de tanto chorar. – sentia o coraçãozinho do pequeno bater acelerado contra sua mão – Vamos ver se ele se acalma aqui.

O Mestre abriu uma das portas e entrou, seguido pelos garotos. O quarto em que entraram possuía um tapete imenso e felpudo azul escuro estampado com todas as constelações e planetas que ocupava quase todo o piso, muitas almofadas de diversos tamanhos e carrinhos, bichos de pelúcia, bonecos de ação, bolas, petecas e outros brinquedos espalhados pelo chão. O teto era decorado com muitos móbiles de aviões, sistemas solares, nuvens, pássaros, naves espaciais, dragões, grifos, balões... As paredes laterais estavam repletas de papéis coloridos colados estampados com desenhos tortos e sem definição e mãozinhas carimbadas ou contornadas. A parede do fundo sustentava muitas prateleiras que continham porta-lápis de cor, potinhos de tinta guache, massinha de modelar, gelecas (amoebas), molas coloridas, pincéis, blocos de argila, livrinhos de histórias infantis...

– Ahhh... Não é possível que ele não vá gostar daqui. – disse Aiolos, chutando uma bola branca e azul enorme e sorrindo quando ela quicou na parede e voltou.

Shion pegou uma almofadona roxa, a encostou na parede, se sentou de pernas cruzadas no chão e apoiou as costas nela. Pegou o bebê, que parara de gritar, mas ainda tinha lágrimas nos olhinhos e o segurou apoiando suas costinhas em seu peito para que o pequeno pudesse ver o que tinha ali.

Aiolos pegou um urso de pelúcia e sacodiu na frente do pequenino.

– Oiii, eu sou o Teddy! – disse o garoto, dublando o brinquedo e fazendo uma cara engraçada – Tudo bem com vocêeeeee?

O bebê olhou para o urso, virou a cabeça para o lado e ergueu uma sobrancelha, desconfiado.

– Amm... Mestre, me esqueci de perguntar... – disse Saga, chegando com um aviãozinho para tentar alegrar o pequeno – Qual o nome dele?

– Milo. – disse o Mestre, sacodindo de leve o bebê nos braços.

– Ah, tá. Olha, Milo! – disse o menino, fazendo o aviãozinho voar com a mão – Vuuuuuuuuuuuuuuuuuuuummmmmmmmm!

O bebê coçou a cabecinha sem jeito e esfregou os olhos em seguida. Olhou com os olhinhos injetados pelo choro e com o dedinho na boca para o avião e para o urso, parecendo perdido.

A porta se abriu e um Cavaleiro de Altar sem mais jeito de segurar quatro crianças de uma só vez entrou no quarto.

– Trouxe eles... – disse ele, se ajoelhando no chão e soltando Shura, Afrodite e Máscara da Morte, que correram para brincar pelo quarto.

O Mestre e os meninos o olharam sem entender o porquê de ele ter tirado os pequenos do quarto de dormir.

– Eles perderam totalmente o sono. – disse o irmão de Shion cansado, porém sorrindo – Arrombaram a porta do quarto e saíram correndo pelo corredor gritando. Os alcancei e trouxe para cá antes que acordassem os bebês. – riu ele – Não são fáceis! Hahaha!

– E o que o Camus tem a ver com isso? – disse Shion, achando graça dos pequenos, mas sem entender porque o pequeno ruivo adormecido estava nos braços do irmão.

– Estava com ele quando os ouvi gritar pelo corredor e não tive tempo de coloca-lo no berço de volta. — disse o Cavaleiro de Altar, olhando para o pequeno em seus braços – Acabou que ele veio junto.

– Algum problema com ele? – perguntou Shion, muito preocupado por não sentir o cosmo de Camus.

– Ele estava muito agitado e derrubou o berço umas quatro vezes. – disse seu irmão – Batia com força na porta e ia acordar os outros. Fiquei preocupado... Isso não é normal para ele, que é tão quieto.

– Não... – disse Shion, escutando atento ao relato do irmão e já temendo pelo que fosse ouvir.

– Então, para acalmá-lo, eu o hipnotizei. – disse Altar finalmente – Nunca foi tão difícil fazê-lo com um bebê, mas consegui depois de quase uma hora.

– Por que não me chamou? – disse Shion irritado, achando desnecessária aquela atitude do irmão – Eu daria um jeito!

– Até parece, Shion! Você está com o bebê novo que não parava de chorar. Senti seu cosmo repleto de preocupação para com ele e não quis te atormentar com mais um problema. – disse Altar, indignado – Pode estar em dois lugares ao mesmo tempo, agora?! Desculpe se fiz errado.

Shion se contentou. Fez um gesto de paz, suspirou e disse:

– Tudo bem... – entendeu a preocupação do irmão que só tentava ajuda-lo – Ele está bem?

– Bem, está dormindo como deveria agora. – disse Altar, olhando para Camus, que dormia com a cabeça apoiada em seu ombro.

Saga e Aiolos assistiam a conversa dos dois e tentavam brincar com o pequeno Milo ao mesmo tempo. Shura, Afrodite e Máscara da Morte haviam notado a presença de um novato, foram até Shion e se apoiavam com as mãozinhas em suas pernas sorrindo para Milo, que olhava para os três com o manto na boca.

– Olha o neném, gente. – disse Afrodite, fazendo carinho de leve na perninha do bebê.

– É o Milo, Dite. – disse Saga, bagunçando os cabelos do futuro Cavaleiro de Peixes.

– Milo! – gritou Mascara, ao mesmo tempo em que pegava dois carrinhos e simulava uma batida – Rrrrrrrrrrrrrrrr! POOOOOOOWWWW!

– Oi, Milo. – disse Shura, apertando a mãozinha livre do bebê que o olhou sem muito entender. Educado e sorrindo, se apresentou– Eu sou Shura.

– Huummm... – ressonou o bebê ruivo nos braços do Cavaleiro de Altar. Isso era normal demais para que qualquer um prestasse atenção, mas...

Pela primeira vez, o bebê loiro nos braços de Shion teve a atenção totalmente tomada. Seus olhinhos azuis se moveram imediatamente na direção de Camus, que mexeu os bracinhos lentamente e os pôs na frente do rosto enquanto dormia.

– Ahhh! – Milo abriu um sorriso gostoso e se sacodiu no colo do Mestre.

– Ele sorriu! Que bonitinho! – disse Aiolos, animado e apontando para o bebê.

Todos olharam inevitavelmente sorridentes para o pequeno, que dava gargalhadas e olhava para cima com os olhinhos brilhantes.

– Ooooowwwwnnnn...

– Vou coloca-lo no berço e já volto. – anunciou Altar, indo em direção à porta – Acho que ele não acorda mais hoje.

– Ahhhmm! – fez o bebê loiro, trocando a expressão de alegria pela de pavor em milésimos de segundo – Ahhhhhhhhhhhh!!! – gritou.

– Ué... – não entenderam Aiolos e Saga.

Altar parou perto da porta para ver o que acontecia. Shion pegou um chocalho colorido e tentou chamar a atenção do bebê, que estendia a mãozinha para frente e se empurrava contra suas mãos.

– Quer sair? – disse ele, se inclinando para frente para encarar o pequeno Milo.

O bebê o olhou com os olhos mareados e voltou a olhar para frente.

– Ele quer sair do quarto, eu acho. – disse Saga, se levantando.

– Eli gotou do meste Alta. – disse Mascara, arrancando a cabeça de um boneco.

– É! – disse Dite.

Altar riu e deu mais um passo em direção à saída.

– AAAAAAAAAAAHHHHHHHH! BUÁAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!

– Por Atena!!!!! – gritaram os meninos, tapando os ouvidos com os dedos.

Camus abriu os olhinhos e se espreguiçou ainda sonolento. Piscou os olhos e os coçou rapidamente, parecendo não entender porque havia dormido. Pareceu preocupado, e procurou urgentemente algo pelo quarto em seguida.

– Retirem o que eu disse. – concluiu Altar ao voltar a sentir o pequeno cosmo do bebê que se mexia em seu colo – Vou deixa-lo aqui para brincar e ver se dorme. – sorriu e pousou o bebê sentado levemente no tapete.

– Eaaahhh! – voltou a sorrir o novo bebê de Ouro.

– Vou ver como estão os bebês lá no quarto. – disse o irmão de Shion, deixando o quarto.

Olhinhos vermelhos e azuis se encontraram pela primeira vez. Camus corou levemente e deu um sorriso tímido. Milo deu uma risada gostosa e estendeu os bracinhos em sua direção. O ruivinho aumentou o sorriso e se inclinou para frente, se apoiando com os bracinhos no chão e engatinhou um pouco na direção do loirinho, que o esperava com os olhinhos mareados e brilhantes.

Shion observava a cena, fascinado. Shion alternava seu olhar de um para o outro, achando aquilo fantástico. O cosmo pequenino e caótico de Milo parecia ter passado por alguma purificação instantânea, e o de Camus voltara a se fazer presente ainda mais forte. Ambos extravasavam uma energia intensa e pura. Foi impossível senti-la e não sorrir, mesmo que não houvesse um motivo como aquele encontro. Não se lembrava de ter visto qualquer coisa do tipo em sua longa vida.

Camus parou no meio do caminho. Milo o olhou dos pezinhos à cabeça e diminuiu o sorriso, voltando a se forçar contra as mãos do Mestre e estendeu ainda mais os bracinhos na direção do ruivinho, e uma lágrima rolou por seu rosto.

Saga foi até Camus e fez menção de pegá-lo no colo, mas foi impedido por um gesto de Shion, que sorria com expectativa.

– Pode deixar... – disse o Mestre baixinho.

O jovem Cavaleiro de Gêmeos sorriu levemente e sentou ao lado do bebê.

Camus não deixara de sorrir, mas fez uma carinha concentrada e jogou seu pequeno tronco para trás e se pôs de pé sem nenhum apoio. Abriu os bracinhos por um momento para se equilibrar e, sentindo que podia fazer qualquer coisa por aquele abraço, deu seus primeiros passos.

Os meninos deram um enorme sorriso e olharam para o Mestre, que lhes retribuiu com um olhar de cumplicidade. Também era a primeira vez que Saga e Aiolos viam com importância e olhos tão fascinados os primeiros passinhos de um bebê.

Camus andou aos passinhos, e estendeu também os bracinhos quando chegou bem perto de Milo, o abraçou no colo do Mestre e lhe deu um beijinho na cabeça. O bebê loiro foi envolvido em seu abraço com um sorriso de alívio e felicidade pura.

“Meu...”

"Seu."

Notas finais
lol Shion com voz zumbi: bebês... Bebês... Beeeeebeeeeeess... ;) Boa semana a todos.