Magic the Gathering: Tales of the Ætherbreaker
16 Eu não sou um herói.
Notas iniciais
Ou sou..?
—-----------------------------------------------------------------------
A clareira zumbia com as varejeiras atraídas pelos aromas da morte. Dois dos três corpos estavam caídos próximos no centro da clareira, enquanto o terceiro estava mais próximo das árvores, todos estavam de bruços sobre poças de sangue.
Eu caminhei até os dois cadáveres e me ajoelhei próximo à mancha vermelha, o sangue estava escuro e bastante grudento apesar da exposição direta à luz, então as mortes eram de poucos minutos atrás.
— Não deve fazer nem meia hora. — Constatei, voltando minha atenção ao corpo.
A cabeça careca era esverdeada e lisa como a pele de uma rã, o traje que parecia ser uma vestimenta complexa de tecidos naturais estava inteiro e não apresentava qualquer rasgo, indicando que dificilmente ocorrera uma luta. A hipótese era confirmada pelas mãos abertas e a falta de marcas nas falanges.
— Não houve conflito. — Eu disse sobre o ombro para as duas. Ishka mantinha o disfarce, olhando para mim com os braços cruzados, já a cria-trilhas estava procurando por rastros. — Este aqui está inteiro tirando por isto. — Apontei para o furo em sua nuca, uma marca em formato de losango era de onde o sangue havia brotado. — A morte foi instantânea.
Um clarão, um golpe no direto no difragma.
Engasguei e sorvi o ar com força, eu estava sobre um chão de paralelepípedos, era noite solta, minhas mãos estavam grudentas e coçavam terrivelmente. Estava calor, mas eu sentia frio, um frio que vinha de dentro.
— Outra ilusão? — Perguntei, suspirando. — Isso está ficando repetitivo.
— Eu não sou uma ilusão. — A voz jovem e respondeu, era um homem. — Tive que juntar muito dinheiro para conseguir essa conexão, o que se torna susbstancialmente difícil visto que eu mesmo careço de substância.
— O quê porra isso significa?
— Merda, eu preciso fazer uns ajustes, está havendo interferência demais. — A voz praguejava. — Eu vou resolver isso com o Kepz. Continue o que está fazendo.
Da próxima vez que minhas pálpebras se abriram, eu estava no mundo real.
— Como você sabe? — A mateira perguntou, trazendo-me devolta à realidade.
Eu fechei os olhos e suspirei, tentando parecer natural. — As unhas do morto estão inteiras e a terra não está arranhada, então ele não se debateu.
Ela não ouviu ou decidiu ignorar a segunda parte. Optei por não dar atenção e continuar com a investigação.
Eu olhei para o buraco no pescoco, fora feito por um golpe poderoso, pois separou a cervical e atravessou a carne do outro lado, rompendo ossos e tecidos com força surpreendente.
Me levantei e massageei os joelhos, pensando naquela voz que não era uma ilusão. Olhei para o homem-rã aos meus pés e estimei que sua altura era próxima da minha, um metro e oitenta e poucos. Calculei o ponto onde ele estava quando caiu (presumindo que a que a morte havia sido instantânea).
— Elfos geralmente usam arcos, certo? — Eu perguntei e Ishka confirmou com a cabeça. Eu tracejei a trajetória de uma flecha imaginária, fazendo o caminho inverso apartir do meu pescoço e vendo de onde ela havia se originado.
A quinze metros, o galho de uma árvore se projetava perpendicular ao tronco, era visível que alguns gravetos estavam partidos, então o arqueiro havia se posicionado ali.
— Bingo. — Murmurei. Agora, para o segundo corpo.
Outro homem-rã tinha as costas ensanguentadas e o fedor de podridão era mais pungente, as mãos estavam debaixo da barriga e as pernas estavam contorcidas.
— Esse aqui não teve tanta sorte.
A vestimenta era igual a do colega e, apesar de ensanguentada, estava inteira e não expunha nenhum ferimento por baixo. Estranho.
Olhei para a mancha de sangue no chão, um pedaço ao lado do cadáver estava relativamente limpo, indicando que algo que estava ali havia sido movido.
Com o pé, rolei o corpo para cima da parte limpa, deixando-o de barriga para cima, revelando seu rosto e espantando uma colônia de moscas.
Os olhos estavam revirados e a língua inchada pendia da boca aberta. Mais abaixo na barriga, dezenas de larvas se espremiam e dançavam num ponto, onde supus que se tratava da ferida letal.
Ele havia levado uma flechada na barriga e, por alguma razão, haviam rolado seu corpo para o lado. Levei a mão ao queixo, me perguntando o porquê daquilo, talvez estivessem procurando por algo no corpo, uma chave ou algo do tipo.
Bem, não vale a pena analisar apenas metade da foto, então segui até o último corpo, que estava caído próximo a uma árvore.
Novamente o clarão, novamente os paralelepípedos no chão.
— Novamente. — Ele disse. — Acho que podemos conversar agora.
Olhei ao redor. — Sabe, fica difícil de conversar quando eu não sei para onde olhar. — Comentei.
— Pelos olhos de Agostinho! — Aquele era um linguajar tipicamente azoriano. — Já volto!
E novamente, eu estava de volta a Bosquetorre, fitando o corpo morto à minha frente.
Trinquei os dentes, juntando toda minha concentração para manter-me no mundo físico.
A morte desse último fora a mais violenta, um corte enorme havia fendido seu pescoço até a metade, jorrando sangue pelos arbustos, empoçando no chão e manchando a árvore. O tronco da árvore possuía um corte visível, como um golpe de machado.
Um relance pela ferida no cadáver e pelo golpe na árvore deixou claro que fora o mesmo ataque, o assassino atingiu o refém apoiado na árvore, marcando ambos.
Olhei para o corpo, esse não era como os dois homems sapos, possuía um cabelo castanho escuro similar ao da árvore, o rosto estava voltado para o chão e as vestes estavam sujas de sangue seco, o rasgo em seu pescoço estava limpo de vermes.
— Hum... — Murmurei, não parecia haver muito mistério ali. O primeiro levou uma flechada na nuca e morreu antes de chegar ao chão, o segundo foi atingido no estômago e agonizou até que sucumbiu. O terceiro teve tempo de se esconder, mas foi encontrado e atingido com algum tipo de arma cortante, morrendo de hemorragia rapidamente. Os elfos eram açougueiros, apenas assassinos e magarefes.
— Não...
Olhei para o lado e não seria exagero dizer que vi um fantasma ao meu lado. Uma mulher azulada e transparente com as mesmas roupas do corpo a minha frente, precisei de alguns segundos para perceber que era a mesma pessoa, o fantasma observava seu corpo como se não compreendesse.
— Foram os elfos? — Perguntei.
Ela fez que sim.
— Como eles eram?
Ela colocou as mãos na cabeça, com os indicadores apontando para cima, parecendo chifres.
Associei à imagem do demônio. — Elfos maus?
— Não. — Ela respondeu, enfatizando os chifres.
— Elfos chifrados? — Ela assentiu de forma enérgica. — Elfos não possuem chifres.
— Não. — Ela discordou, fazendo chifres com os dedos de novo.
— Okay... — Cedi, ela devia saber do que estava falando. — Algo mais?
Ela apontou para as pernas do próprio corpo e apontou para a arvore.
— Eles tinhan pernas de madeira? — Não.
Pensei um pouco, ela gesticulou como se arrancasse um pedaço da casca da árvore e depois, apontou para os próprios pés.
Madeira, pés, casca, cascos.
— Eles tinham cascos nos pés, igual cervos?
Ela assentiu novamente, elfos com chifres e cascos? Estava começando a achar que eles foram atacados por uma manada de cervos furiosos.
— Algo mais?
Ela cobriu o rosto com as mãos.
— Medo?
— Não.
— Vergonha?
— Não.
Ela apontou para os outros dois corpos e depois para o próprio, cobriu o rosto e em seguida, voltou as palmas para o chão.
— Eles esconderam seus rostos na terra, não foi? — Ela concordou. — Por que? — Deu de ombros.
Eles haviam sido mortos por elfos com chifres e cascos que fizeram questão de ocultar o rosto das vitimas, mais perguntas do que respostas.
Ela tocou em mim, enviando um calafrio pelo meu corpo.
— O que foi?
O fantasma apontou para a cria-trilhas e fez um gesto como se escondesse algo e, tão repentinamente como surgiu, desapareceu.
Levantei e segui com passos largos até Ishka, tomando cuidado com os corpos e sentindo o olhar pesado dos fantasmas.
Ao alcançá-la, puxei-a pelo braço até estar a uma boa distância da cria-trilhas, que estava revirando o chão a procura de algo.
— Já recuperou o fôlego, detetive? — Ishka perguntou em sua forma masculina.
Ignorei o sarcasmo. — A baixinha ali atrás está escondendo algo.
— Eu sei. — Ela disse. — Faz quinze minutos que ela está apagando rastros na clareira.
Ergui as sobrancelhas, surpreso.
— Você não havia percebido? — Neguei com a cabeça.
— Foi o fantasma de um dos pobres azarados ali atrás que me contou. — Expliquei. Pretendia contar sobre a não ilusão dupla que eu tivera, mas depois.
— Bem, vamos tirar isso a limpo então! — Ela desfez a ilusão e, antes que eu pudesse detê-la, foi até a clareira de forma decidida.
A mateira olhou por cima do ombro e se levantou com um sobressalto, sacando uma zarabaratana e puxando um dardo.
— Desculpa, vadia. — Ishka ergueu a mão para ela. — Claustrofobia.
A pequena soltou a arma e olhou para todos os lados, como se estivesse confinada. Estendeu os braços e começou a tatear uma superfície que não estava lá, como se fizesse o truque da caixa invisível.
Seu olhar de terror, porém, não poderia ser um mero truque.
Ela engasgou. — O que você...
— Calada, porquinha. — A caixa invisível se estreitou. — O que você está escondendo de nós?
Os olhos vermelhos se arregalaram mais, e antes que ela pudesse responder, Ishka conjurou outra mágica.
— Coagir.
Os galhos das árvores próximas se esticaram como agulhas e cercaram o rosto da pequena.
— Ali! — Ela apontou para uma moita no outro extremo da clareira. — Eu estava encobrindo o sangue, mas o corpo está lá!
Ishka sorriu e rumou na direção apontada, os espinhos recuaram. — Muito obrigada.
A caixa invisível começou a diminuir e eu tenho certeza que a pequena só não gritou porque não tinha espaço para encher os pulmões, ela espalmou as mãos na frente do corpo, grudadas ao peito. O pescoço se esticou e ela ficou na ponta dos pés, como que se espichando para fora da água para respirar.
Alguns segundos depois, um esguicho de sangue voou da boca dela, os olhos reviraram e a cabeça pendeu para o lado.
Dois filetes vermelhos escorriam, um de sua boca e outro de seu nariz. Morte cerebral e hemorragia interna concômita.
Traguei o ar com força, tentando processar o que havia visto. A ilusão da caixa fora tão forte na mente da pequena que ela sentira seus ossos e órgãos sendo esmagados, a pressão que seu cérebro sofrera ao criar essaa sensação havia sido forte o suficiente para que houvesse um derrame catastrófico.
Ainda hoje, eu acho uma morte cruel.
— Você matou ela. — Eu disse de forma mais acusatória do que seria elegante.
— Olha só, você é um bom detetive de fato. — Ela escarneceu. — Eu não estou afim de receber o sermão de um heróizinho de mãos limpas.
— Eu não sou um heróizinho. — Rebati, fulminando-a com um olhar que ela não deveria ter percebido. — E minhas mãos não estão limpas.
— Você parece orgulhoso com isso.
— E você não parece dar a mínima.
— Eu não dou.
— Merda, Ishka.
— Você está surpreso? — Os olhos vermelhos pousaram em mim, as asas da mariposa pareciam se mover lentamente, como um rio negro. — Lembra de como nos conhecemos?
— Como eu poderia esquecer?
— Isso foi um galanteio?
Me irritei. — Não é hora para esse tipo de coisa!
— Nisso, nós concordamos. — Ela admitiu. — Venha aqui, você precisa ver isso.
Suspirei e segui até ela, passando longe do corpo inerte e em pé da cria-trilhas e desviando dos cadáveres no chão. Ishka estava acocorada atrás de um arbusto, olhando de forma confusa para seu achado.
Era um ser humanóide atarracado, medindo menos de um metro e meio verde como musgo. A cabeça era triangular e o topo do crânio era chato ladeado por orelhas muito pontudas, um par de olhos encovados era separado por um focinho com narinas verticais, os ombros largos terminavam em braços compridos e musculosos que contrastavam com a cintura fina e as pernas curtas.
— Porque será que ela escondeu esse aqui? — Indaguei, não havia nada demais naquele pequeno ser. — Não sei, parece que é algum tipo de goblin.
— Nunca vi uma criatura assim em toda Ravnica. — Comentei.
— Nem eu.
Algo não estava encaixando, mas o que era? Eu não conseguia descobrir.
Senti um calafrio repentino, olhei para trás e os fantasmas dos cientistas estavam ali, olhando-me como se entendessem minha dúvida.
A mulher estendeu a mão para mim. Olhei para a mão e depois para ela, era Irov, mais uma vez.
— Novamente, os deixou morrer.
Eu pisquei e ele sumiu, deixando apenas o fantasma que estendia a mão para mim. Eu hesitei, mas aceitei segurá-la.
.
.
.
Eu estava na clareira, discutindo com os outros dois.
— Não sabemos o que são, não sabemos como eles chegaram até aqui. — O homem-rã disse, exasperado. — Devíamos sair daqui o mais rápido possível!
Dito isso, o estranho goblin entrou correndo na clareira, o terror estampado no rosto, quando foi atingido por uma flechada no meio das costas e caiu se debatendo.
A minha frente, o homem-rã desabou quando uma ponta de flecha brotou de seu pescoço, o outro teve tempo de se virar e ser atingido no estômago com tamanha força que foi arremessado para trás.
Eu corri em desespero e me escondi atrás de uma árvore, esperando driblar os perseguidores.
Ouvi um sonoro thump quando a machadinha se cravou na árvore e no meu pescoço. O puxão me fez desabar no chão, de frente para meu assassino.
Um homem alto, esguio e de orelhas pontudas com um par de chifres saindo da cabeleira loura. Usava uma armadura leve de cor verde e portava um machado estranho com apenas uma mão.
Ele olhou para mim com repulsa e, com os cascos que tinha no lugar dos pés, rolou meu corpo para que eu encarasse o chão.
Eu não queria morrer olhando para o chão, pensei, não daquela forma.
— Não... — Sussurrei, e essas foram minhas últimas palavras.
— Stilace? — Ishka estava me olhando, as sobrancelhas tipicamente arqueadas.
— Os elfos. — Murmurei rouco, pigarreei para limpar a garganta. — Estavam atrás dele. Os fantasmas me mostraram.
— Então são mesmo os elfos? — Ela questionou. — Será uma retaliação pela crise do Águabrasa?
Balancei a cabeça. — Não são esses elfos. Eles tinham chifres e patas de cervo, não eram Selesnya.
— Chifres? — O espanto dela foi similar ao meu. — E cascos? Não era uma manada de cervos?
— A menos que cervos saibam usar arcos e machados. — Respondi irônico. — Eram elfos, eu vi.
— Eu nunca ouvi falar de um elfo de chifres.
Uma conexão estalou no meu cérebro, tão forte que eu pude ouvir o estalo.
— É porque não existem elfos chifrados em Ravnica. — Concluí. — E nem goblins assim.
Trocamos um olhar significativo.
— Calma. — Ela estava entendendo. — Você quer dizer que...
— Sim. O que quer que sejam, não são desse mundo.
E, mais uma vez, eu voltei ao lugar escuro com chão de paralelepípedos.
— Agora está tudo certo. — Ele disse. — Consegue me ver?
Eu conseguia, o robe marfim e dourado era novo, mas eu ainda consegui reconhecê-lo.
— Irov!?
— Finalmente! — Ele agradeceu, aliviado. — Estive tentando contatá-lo a meses, mas as Pedras de Assombro tiveram uma alta ridícula nesses últimos meses, você não imagina.
— Pedras de Assombro. — Eu nunca havia ouvido falar de tal aparato, mas consegui ligar os pontos. — Você é um fantasma.
— Sim. — Ele abanou a mão, como se fosse um detalhe. — Eu preciso que você assine um contrato, Stilace, pra ontem.
Um papel e uma pena apareceram em minhas mãos, a ala burocrática dos fantasmas levou em consideração minha canhotice, ponto positivo para eles.
— "Termo de autorização de assombro." — Eu li em voz alta. — "Eu, (insira seu nome aqui), ocupante da função de (insira sua profissão aqui) declaro que estou ciente e que aprovo que o fantasma de (insira o nome do fantasma aqui) assombre minha pessoa. Doravante, responsabilizo-me pela manutenção do mesmo e concordo em pagar a taxa de sete zinos por ciclo lunar para o acondicionamento do corpo. Estou ciente, também, que o banco Vizkopa não se responsabiliza por possessões e não garante reembolsos no caso de corrupção do ectoplasma." — Abaixo do espaço para rúbrica, havia uma assinatura do conselho fantasma de Orzhova e o símbolo dos Orzhov.
— O que está havendo, Irov? Eu acabei de ver um fantasma e não precisei assinar nada.
— As leis de assombração mudaram, espíritos com menos de uma hora de morte podem se comunicar livremente, mas aqueles com a previdência post-mortem de Vizkopa precisam assinar termos específicos para se manifestarem. — Ele grunhiu, passando a mão no cabelo penteado para trás. — Os Orzhov são donos de metade de Nova Prahv, eles podem passar qualquer coisa pelo Senado que não viole o Pacto.
— Mas...
— Assine logo! — Ele apressou. — Tive de dar meu plasma para conseguir uma ligação não consensual, estou sem tempo!
Apesar de desconfiado, assinei.
— "Eu, Stilace, ocupante da função de" — Eu me enrosquei nessa parte, já que não tinha uma ocupação definida. Planeswalker sem centelha? Mercenário não remunerado? No final, optei por membro honorário dos Bailios de Azor. — " aprovo que o fantasma de Irov Kverilitz assombre a minha pessoa."
A pena e o papel sumiram de pronto.
— Você sabe meu sobrenome? — Ele parecia surpreso. — Estou tocado.
— Eu devo ter lido sua ficha umas quinhentas vezes.
A imagem dele tremulou como fumaça, o tempo havia acabado, aparentemente.
— Venha a Orzhova. — Ele disse, antes de eu voltar à realidade. — Não pense que as trágicas circunstâncias que culminaram em minha morte horrenda e dolorosa irão criar algum tipo de tensão rancorosa entre nós.
— Você está babando. — Ishka comentou. — O que houve?
Eu pisquei de maneira estúpida algumas vezes, situando-me.
— Ahn?
Ela revirou os olhos de rubi. — Deixa pra lá. Precisamos descobrir porque esse carinha aqui é tão importante.
Sequei os cantos da boca. — Diria que nossa prioridade agora é achar os elfos chifrados, o corpo não irá à lugar nenhum.
Ela riu. — Concordamos nisso.
Eu iria comentar, mas a flecha me atingiu em cheio.
Fale com o autor