Magic Falls X Filling Power INTERATIVA
1 Prólogo.
Notas iniciais
Agosto de 2004. Londres. (John Clark)
Um sol grande e brilhante banhava o céu de Londres, do parque princesa Diana parecia ainda mais quente e brilhante, o calor já estava me incomodando e muito!
Balancei a camiseta a fim de ventilar a região do meu tórax, mas nada funcionada, até o sorvete que Caseley me obrigou a comer não havia me refrescado. Falando nesse projeto de gente, já faz uma hora que não a vejo. Eu acho melhor ir procura-la para irmos embora.
Antes que eu pudesse dar um passo para finalmente ir atrás dela, a pequena criatura de cabelos castanhos parece correndo em minha direção. Ela parou na minha frente e só então, notei que seus grandes olhos verdes estavam vermelhos e lágrimas escorriam por suas bochechas.
“O que aconteceu?” Perguntei extremamente preocupado. Fechei meu punho com força e trinquei meu maxilar apenas esperando ela apontar para o infeliz e eu pudesse esmurra-lo até seus olhos saltarem.
Ela nada respondeu apenas continuou a chorar e com isso meu coração apertou. Caseley abre a boca para responde mais volta a fechá-la, seus pequenos dedos vão para seu cabelo que estava tampando um pouco do seu rosto e os tiram de lá, os colocando atrás da orelha. O seu choro aumenta e logo passa para um choro histérico.
“Meu anjo...” Andei em sua direção para pegá-la no colo, mas ela deu um passo para trás.
“Vo-você mentiu para mim!” Meu sangue antes disso estava quente, mas depois dessa esfriou na mesma hora, indo certamente a abaixo de zero. A encarei sem entender. Ela deixou de olhar para mim por alguns segundos para encarar os pés e depois voltou a olhar para mim. “Eu não sou mágica, se fosse já teria descoberto desde bebê. Você mentiu para mim!” Suas palavras haviam me atingido com força. Eu sei que havia mentido para ela, mas fiz isso para protege–lá, ela é apenas uma criança e não precisa encarar a realidade agora.
“As vezes demoram mais para descobrir, só isso” Digo, porém sei que não soou convincente o suficiente.
“Mamãe tinha telecinese, e eu não consigo nada...você mentiu pra mim, Mike está certo, você mentiu!”
Abaixei-me para ficar na altura dela, mas mesmo assim continuei mais alto que ela. Estiquei minha mão para ela e mesmo meio hesitante ela as pegou se deixando levar novamente pelo choro.
“Em 1876 alguns homens tiveram a ‘brilhante’ idéia de criar ‘a evolução da humanidade’. Era uma idéia bem simples, mas difícil de ser realizada porque eles queriam que as pessoas tivessem poderes especiais, que pudessem mover objetos com a mente, atravessar paredes, controlar elementos e várias os coisas, mas esses homens eram uns idiotas.” Seus olhos me fitavam com curiosidade e ansiedade. “Eles mentiam e usavam as pessoas para conseguir o que eles queriam, eles mentiram mais um pouco e finalmente conseguiram o apoio do governo. Eles conseguiram fazer alguns remédios, mas não deu absolutamente nada certos e muitas pessoas... viraram estrelas...”
“Elas morreram, tio John.” Diz a pequena com sua voz ainda mais aguda que o normal pelo choro excessivo de poucos minutos atrás.
“Sim, morreram. Eles estavam a ponto de desistir quanto um meteoro atingiu a terra. Não causou muito estrago porque não era tão grande assim, mas esse meteoro, depois de alguns estudos, descobriu-se que ele podia fornecer o que faltava para o remédio...” Novamente Caseley me interrompe.
“Vacina Power-Human. A tia da escola disse.” Eu confirmo com a cabeça.
“Okay. Então eles criaram um novo protótipo para a vacina...” E novamente sou interrompido.
“O que é protótipo?” Questiona.
“Te peguei, essa você não sabe.” Dei uma gargalhada bem exagerada afim de irritá-la, mas ela continuava a me encarar séria. “Okay, exagerei.” Levantei meus braços em rendição.
“Essa vacina ao contrário do esperado também não teve um resultado tão perfeito, assim muito soldados que foram usados no teste morreram, mas apenas um sobreviveu. Começaram a testar esse soldado de todas as formas possíveis e impossíveis de se imaginar, e eles não eram nem um poucos legais com ele, então ele acabou fugindo. Ninguém nunca o encontrou. Ele simplesmente desapareceu da face da terra. Com isso os homens maus tiveram que desistir do projeto, mas afirmaram que era temporariamente e realmente foi. Passaram-se 50 anos quanto o projeto retornou das cinzas, só que agora a idéia era espalhar a vacina pelo mundo, usando uma bomba com a vacina. Desta vez não havia dado 100% certo porque só metade dá população havia conseguiu os poderes e o problema foi que alguns dos que ganharam...também não ficaram lá tão contentes assim em se tornar, o que diziam, ser uma aberração... “
“A revolução mutante.” Caseley responde com um ar de sabichona.
“Se continuar me interrompendo, eu juro que não termino de contar essa merda!” Indago.
“Palavrão é feio pra ‘gamão’, quem falar palavra feia deve ouvir um gritão”. Cantarola com sua voz infantil me fazendo rir dando logo após um gritinho feliz porém muito agudo que me deixa quase que instantaneamente surdo.
“Puta mer...” Antes que eu terminasse a frase e soltasse mais um palavrão decidir me calar. “Acho que vou te trocar de escola”.
“Okay. Vai continuar a história ou não?” Ela batia os pés no chão como uma adulta impaciente.
“Continuando. A guerra começou e muita gente morreu, não parecia que ia acabar tão cedo até que o homem do inicio da história, aquele que foi o único sobrevivente do experimento, voltou. E ele estava muito, mais muito forte mesmo, pelo que diziam a vacina teve um efeito muito positivo nele e com isso ele ganhou o nome de grande soldado, nenhuma maquina era capaz de pará-lo, e logo os homens maus se viram perdendo a guerra. Então o soldado fez uma proposta de paz entre os humanos e os mutantes: Os mutantes poderiam viver em paz e sem ter seus dons explorados por cientistas, desde que não ferissem ou matassem nenhum humano, mas o mutante que quebrar a regra receberá como punição pena de morte, sem direito a defesa. Com o passar dos anos, foram criadas cidades especificas para mutantes, as escolas eram divididas entre humanos de um lado e mutantes de outro. Fazendo assim as duas espécies se separarem, mas é claro que existem casos em que ambos se misturam, alguns até gostam de esconder sua identidade.” Terminei a história e encarei seus perfeitos olhos verdes que exalavam curiosidade. Sua mão se soltou das minhas e ela me deu um leve abraço, parando apenas um pouco para encarar-me novamente.
“Tio John, eu sou uma pessoa mágica ou uma pessoa estranha? – Pessoa estranha, mal consigo evitar uma risada, era assim que chamávamos os humanos, ou seja os sem poderes. Sua voz era calma, o que me aliviava por completo. Fiquei um tempo pensado em uma boa reposta para dá-lhe mas, mas nada parecia apropriado...até que por fim, acho algum.
“Você, meu anjo, é uma pessoa estranhamento mágica. A criança sem mágica mais mágica que já conheci.” Sorriu gentilmente para ela e ela sorri de volta.
“Tio, você está mais meloso que a tia Merily da escola.” Ela solta uma gargalhada fofa.
“Sua pirralha, vamos para casa.” Me levantei do chão e segurei sua pequena mãozinha.
“Tio.” Ela me chamou antes de andamos para fora do parque.
“O que foi criatura?” Perguntei.
“Nada não.” Ela responde. E então recomeçamos a andar de volta para casa.
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