Magic Falls X Filling Power (INTERATIVA)
25 The Hunter Games IIII
Notas iniciais
Anteriormente em "Magic Falls X Filling Power (INTERATIVA)"
A/A
“Vai ficar tudo bem”. Sussurrou. “Vamos deixa-la...um pouco”.
Eu assenti me sentindo uma criança de cinco anos que foge da dor.
Eu a deixei... deixei a única pessoa que me ofereceu amizade, a garota tímida e desastrada que só se mete em confusões...mais...que sempre se saia bem de todas elas.
Floresta, Quinta-feira. P.O.V Skyler.
Quando eu era pequena, eu vivia quebrando as regras dos meus pais...e por isso algumas crianças me chamavam de diversas coisas, mais a verdade e que pouco me importei com o que diziam, pelo menos quando era ligado a isso, acho que o que me levou a gostar tanto de arco, foi mais para desafiar os costumes dos meus pais, quanto as garotas não terem que saber nada brutal demais, porém depois eu acabei me apaixonado... e cá entre nós isso me ajudou muito!
Peguei algumas pedras no chão e segurei na minha mão, em seguida mentalizei um Skate, sim isso fará um grande barulho, porém não pretendia usar da maneira ‘correta’, não demorou muito para que a sombra solida se formasse, subi em cima dela, e logo fiz com que ficasse flutuando no ar.
“Perfeito”. Sussurrei com um sorriso nós lábios, comecei a me movimentar rápido enquanto cortava o vento.
Só parei quando consegui avistar os dois sentados... discutindo.
Então desci da sombra, e subi calmamente na arvore com um sorriso no rosto, só parei quando por fim estava com um ótimo ângulo deles.
Peguei uma das pedrinhas, e joguei na loirinha.
“Para” Reclamou.
Joguei uma pedrinha dessa no vez no garoto.
“Para você”.
Joguei novamente na Xyra.
“Se você não para com isso agora mesmo eu vou te chamar de Helly pelo resto da sua vida”
“Eu não estou fazendo nada...AI”. Então ele se levantou no chão.
Fiz mais uma sombra solida, só que dessa vez para amortecer minha queda, e então me joguei da arvore caindo perfeitamente em pé da frente deles, com o arco apontado, e bem carregado de tinta preta.
“Bom dia casal magia”. Falei com um sorriso de canto.
“Então é você”. Xyra fala o dedo apontado para mim.
“Não é a chapeuzinho vermelho não esta vendo”. Fiz uma pequena áurea em cima da minha cabeça combinada com um sorriso inocente.
“Se quer nós tirar do jogo por que não faça isso logo?” Ran parecia querer decifrar o que eu queria... interessante.
“Sabe, não gosto de nada sem um pouco de diversão, isso pra mim é quase uma filosofia”. Eu disse.
Uma grande ventania saiu das mãos de Ran me atingindo quase que instantaneamente, porém resolvi por pensar rápido, fiz uma sombra de quase três metros de altura, com aparência de monstro e tudo de mais assustador.
“É isso que você chama de diversão?” Xyra questionou.
“Não”. Neguei, direcionei o grande monstro para trás de mim pronto para me dar cobertura.
“Você não presta garota”. Xyra parecia querer manter a sua calma e tudo que eu queria era quebra-la.
“Muitos dizem isso”. Dei de ombros.
Ouvi um alto uivo de lobo que me fez estremecer.
“Acho melhor acabarmos logo com isso”. Mirei o arco na Xyra, soltando a ‘flecha’ em seguida.
Porém uma barreira de água me atrapalhou.
“Não gosto das coisas fáceis demais”. Ran abriu um sorriso. Ele jogou sua mão para frente, saindo dali uma grande corrente de água.
Fiz com que meu monstro de sombra, entrasse na minha frente me protegendo.
Xyra me encarou e arqueou uma sobrancelha.
“Agora deu vontade de brincar”. Ela estalou os dedos, e logo um homem começou a se forma.
“BRUCE LEE?” Ranmarulüdwing quase gritou ao ver o espirito que estava a sua frente.
“Que foi? Nunca viu um dos melhores lutadores de Kung fu do mundo?” A voz de Xyra soou sarcástica.
O espirito começou a travar uma batalha com minha sombra, os golpes dele eram tão rápidos e trabalhados que eram praticamente impossível de ver.
No meio de toda a confusão que os dois estavam causando enquanto derrubavam uma arvore, pude ver um pequeno papel voando escrito ‘Pegue-me’.
Eu me virei para direção dele pronta para pega-lo, e pelo visto não foi apenas eu, Xyra e Ran também.
Eu corri na direção do papel, faltava muito pouco para por minhas mãos nele, quando uma leve brisa de vento o levou para longe de mim e perto de Ran.
“Me da essa merda”. Falei. Porém ele pegou o papel, nada aconteceu.
Até por fim uma luz branca lhe envolver ele sumir, não demorou muito para um canhão ecoar.
“Foi você!”. Xyra me encarou.
“Não coloque a culpa em mim, não fui eu quem fiz esse papel idiota”. Reclamei.
“Eu vou acabar com você!” Ela gritou.
“Ata”. Ironizei.
“PAREM AGORA”. Ouvi um grito de Selene e logo a garota se pós no nosso meio.
“Foi ela quem começou”. Falamos em coro.
“PAREM” Rebateu a garota “Será possível que nem por mim vocês conseguem se suportar? O que tem de errado?” Ela balançou a cabeça negativamente. “Chega desse jeito não da!”.
“O que quer dizer com não da?” Questionei.
Não tive tempo para ver o que ela quis dizer mais logo entendi, quando ela atirou em Xyra e logo em seguida em mim com a arma.
Não demorou muito para o canhão ecoar e eu me ver em uma sala branca...ao lado de Xyra.
Ela estava de cabaça baixa...como eu.
Floresta, Quinta-feira. P.O.V Selene.
Alguém tinha que dar um jeito nessas duas.
“AARG”. Um enorme monstro gritou...
“Skyler”. Sussurrei. Nem parei mais para pensar comecei a correr para longe dele, enquanto ele me caçava...espera tinha mais alguém atrás dele.
Floresta, Quinta-feira. P.O.V Bianca.
Eu não sabia muito o que pensar... foi bem estranho o que havia acontecido, mais acho que gostei...quem eu quero enganar e obvio que eu gostei, mas... quem era aquela garota?
“Por que esta com um sorriso idiota nós lábios?” Alex perguntou.
“Nada” Respondi.
“Isso é o que mais dizem quando querem esconder alguma coisa” O garoto diz desconfiado.
Um alto barulho de fortes e firmes passos me chamou atenção.
“O que é isso?” Olhei para o Alex espantada.
“Parece um...gigante”. Olhei para a direção do barulho e ali estava uma grande criatura correndo.
“Esta vindo pra cá” Falei.
“Será que foi o diretor?” Questionou.
“Não...neguei atrás dele é o Bruce Lee, isso me parece a dupla dinâmica do acampamento em ação, merda Alex essas duas quase nós mataram uma vez”. Falei enquanto descia da arvore as presas e o Alex fazia o mesmo.
“E pelo jeito vai ter segunda dose”. Alex diz, mal colocamos o pé no chão e a imensa criatura arrancou com tremenda facilidade a arvore que estávamos, segurando o tronco como quem segura um machado pronto para matar.
“CORRE”. Gritei.
Começamos a correr feito loucos com a criatura nós seguindo.
“Bianca, ALEX?” Selene fala enquanto corria logo ao nosso lado.
A criatura jogou o tronco na nossa direção que nós jogamos no chão fazendo ele passar por cima de nossas cabeças.
“Eu não vou ficar aqui pra ver a nossa morte!” Tirei a arma do meu bolso e atirei em mim o mais rápido que pude, jogando a arma no chão em seguida.
Floresta, Quinta-feira. P.O.V Alex.
Um canhão ecoou avisando que Bianca estava fora.
“Selene faça alguma coisa!” Pedi. “Escreva”. Me levantei correndo enquanto ela fazia o mesmo.
“Eu não consigo, já tentei”. Diz a garota.
“Então se concentre!”
“NÃO DA!” Ela grita.
“Para...essa sombra esta em matéria... duas matérias não ocupam o mesmo espaço...isso matéria com matéria”. Depreende parei de correr. “Ei coisa, gosta de musica?” Perguntei.
O grande monstro deu um grande grito e direcionou sua mão para me pegar, porém fiz um campo de força de som, em seguida mentalizei um campo de força dentro dele...e cada vez mais ia expandido e a coisa caindo no chão, comecei e expandi-lo cada vez mais rápido, expandindo e expandindo, até ele estourar ao alto som de uma bateria pesada.
“Boa Alex” Selene agradece. “Sinto muito tenho que ir...duplas nesse jogo não funcionam”. Ela falou e então correu em meio as arvores.
Floresta, Quinta-feira. P.O.V Julietta.
Eu estou com medo...na verdade estou morrendo de medo. Parecia ter uma criatura na floresta, mais pelo o que entendi ela foi destruída, essa floresta esta cheia de coisas, aranhas, ratos, não aguento mais isso! Acho melhor voltar pro caderno... com certeza e melhor voltar pro caderno.
Eu esteva prestes a fazer isso quando vi o Alexander na minha frente.
Engoli em seco, pelo menos ele não estava tentando me tirar do jogo, e agora sair do jogo seria um grande luxo.
“Alexander”. Sussurrei.
“Você ainda esta aqui”. Ele parecia surpreso.
“Por que a surpresa?” Perguntei.
“Hora, só tem quatro pessoas no jogo contando comigo e você...não é bem o tipo que imaginava ter aqui”. Ele deu de ombros.
“Esta me chamando de fraca?” Semicerrei os olhos o encarrando.
“Não, e só que, seus poderes usam tinta se não engano, e é exatamente isso que tira as pessoas do jogo...isso é irônico”
“Eu sei até agora não acredito no como ainda não me sujei de tinta”. Abri um leve sorriso. Ele retribui-o o sorriso.
“Você sabe que teremos que...atirar” Ele fala. Assenti.
“O que ganhamos ganhando esse jogo?” Questionei.
“Espero que não seja um abraço do diretor”. Ele faz um bico que me arrancou uma risada.
“Eu aceitaria uma semana com o controle da TV”. Comentei e ele riu.
“Bem melhor que um abraço”. Concorda.
Então ambos ficamos nos encarando... uma hora um teria que atirar.
Acredito que se passaram um minuto e continuamos da mesma forma.
“Só pra você saber eu não tenho uma arma”. Eu disse.
“Posso te dar uma se você quiser”. Ele deu de ombros.
Floresta, Quinta-feira. P.O.V Alex.
Nas minhas contas faltam quatro mutantes, o que me leva a crer que acabou a hora de brincar de casinha. Voltei para a arvore aonde estava antes de toda a confusão, depois de pegar tudo o que precisaria, resolvi por andar pela floresta.
(...)
O tempo passava e eu já estava me sentindo casado, andar nunca foi meu forte, porém quando estava quase desistindo de achar alguém escutei algumas vozes... vozes na floresta, igual a mutantes.
Caminhei em passados leves, eram Julietta e Alexander eles me pareceram bem entretidos, então tentando fazer zero de barulho, eu subi em uma arvore, ficando exatamente em cima deles, abri a parte da tinta da arma deixando em cima da cabeça deles, a tinta era um pouco grossa e escorria aos poucos. Vai, vai, vai! Ande escorra! A cada segundo ela escorria milímetros, nessa agonia toda acabei quebrando um pequeno galho que fez um leve estalar.
“O que foi isso?” Julietta perguntou, olhando para os lados.
“Eu acho q...” Antes que ele pudesse terminar a tinta finalmente escorreu caindo da cabeça de ambos.
Logo dois canhões seguidos soaram, e eu respirei fundo vendo os dois sumirem entre uma luz branca.
O que me preocupava agora era simples, Selene, eu sei que isso não são os jogos de verdade e que eu não vou morrer se perder, mais o fato e que eu cheguei até aqui e quero ganhar.
Floresta, Quinta-feira. P.O.V Selene.
Tinha uma aranha na minha frente... das enormes. Eu tinha medo de tirar os olhos dela e ela me atacar, tinha medo, medo era tudo que passava pela minha cabeça, a vontade de chorar estava me tomando, nada do que eu escrevia estava se tornando realidade, nada!
Me virei tentando correr ao máximo da aranha, do mundo, da floresta, do planeta, da cidade, da galáxia...da existência!
Ok...respira, chega de drama Selene, chega de drama, o que tem aqui que pode te assustar? Nada! Ou quase nada, um morcego passou voando por cima da minha cabeça, eu voltei a correr.
“Quero sair daqui, alguém me tira DAQUI!”. Gritei, o único som que ouvi em resposta foi o dos grilos. “O comunicador...isso”. Tirei ele do bolso apertando o botão vermelho.
“Senhorita Scalcaroly” A voz do mister professor gato saiu do aparelho.
“Eu...estou com medo...meus poderes, eles não...funcionam”. Falei com a voz embargada em um choro preso na garganta. “Por favor”. As lagrimas escorreram dos meus olhos e da minha garganta saia soluços em forma de choro. “Me tira daqui” Pedi, enquanto via a coruja a minha frente me encarar como se pudesse me devorar.
“Acalme-se...o que aconteceu com seus poderes e bem simples”. Ele respondeu tentando me passar tranquilidade. Eu sequei as lagrimas afim de escuta-lo. “Quando não acreditamos no nosso verdadeiro potencial, nós acabamos não acreditando em nós mesmos, é psicológico você deixou de acreditar nós poderes e eles sumiram você só precisa acreditar Selene”. Explicou.
“Mais eu não sei como fazer isso”. Minha voz soou chorosa.
“Se eu tivesse que apostar em alguém desde do inicio teria sido você, você tem potencial, apenas não acredita, desde de o começo bastava apenas você escrever que ganharia o jogo e pronto a magica estaria feita, mais você nunca viu por esse lado, foi atrás da vitória de maneira simples e comum o que não deixa de ser grande muito pelo contrario isso é ótimo, agora olhe, seus poderes parecem simples, mais você pode ter tudo Selene...você pode ser tudo”
“Eu...não sei”.
“Não, não escute, seu poder esta dentro de você ele só precisa da sua ajuda pra sair pra fora, por enquanto ele parece pequeno tem suas limitações mais nada que a pratica não resolva...apenas acredite nisso”.
Eu assenti mesmo sabendo que ele não poderia ver.
“Obrigada”. Falei. E então ele desligou.
Eu vou ganhar isso... mas da minha maneira... sim meus poderes ainda tem muitas limitações eu duvido que se tivesse escrito que vou ganhar eu teria ganhado, por enquanto eles estão muito limitados em criar ou descria coisas...e vai ser apenas isso que vou usar.
Me sentei no chão alisei um pouco a terra, estava prestes a escrever quando a coruja começou a bater as asas me encarando.
“Vou começar com você sua filha da mãe”. Sussurrei.
A coruja a minha frente vai parar no zoológico mais próximo.
Assim que terminei de escrever ela desapareceu.
Alex Jones aparecerá na minha reta a exatos cem metros de distancia.
Assim que ele apareceu eu podia vê-lo, então concluiria o restante.
A mochila de Alex Jonas irá parar no acampamento de Magic Falls e ele ficará apenas com uma arma de tinta.
Ahh, sim claro não posso esquecer de mim.
Um estilingue e quatro pequenas bexigas apareceram na minha mão esquerda.
Quando eu estava com tudo, finalmente me levantei e andei normalmente até parar na frente do Alex que me encarava.
“Você não estava sem poderes?” Questionou.
“Pois é, mais agora estou pronta pra jogar”. Respondi.
Ele mirou a arma na minha direção e eu o estilingue na dele.
Eu o encarei afim de ver se ele atiraria no momento que eu menos esperasse. Não consegui identificar nada, mais eu sabia que isso não podia demorar mais tanto, e afinal era tinta... então. Soltei o elástico a pequena bola de tinta voou até ele, porém bateu em um campo de força de som, como o que ele tinha feito no dia do acampamento, ao contrario do esperado ela não estourou e sim voou na minha direção, eu rapidamente abaixei, ela passou pela minha cabeça, e logo ele atirou em minha com sua arma, eu desfiei me jogando no chão de forma que eu cai deitada, ele atirou novamente só que dessa vez eu rolei para o lado e comecei a correr para longe dele, enquanto a tinta passava por diversos ângulos de mim.
A minha respiração já estava ofegante e minha perna fraquejando, então me apoiei na arvore, acho que despeitei ele.
Talvez eu precise realmente aceitar que meus poderes não funcionam em corpo a corpo, não dá, eles não servem pra isso, e eu não sirvo pra isso, então pra que insistir? O certo é evitar o confronto como eu vinha fazendo.
Com esse pensamento eu me levantei, fui até o chão em um espaço de mais ou menos dois metros de cumprimento eu comecei a escrever na terra com um graveto em uma letra bem grande.
Assim que eu terminei de escrever, vi o Alex vindo novamente na minha direção com a arma apontada.
“Sinto muito Selene, mais eu não cheguei até aqui pra perder”. Ele falou.
“E eu também não”. Assenti dando dois passos para trás de forma que deixei o que eu escrevi a mostra, Alex olhou para o que havia escrito e então a tinta saiu da arma dele de forma magica o atingindo.
Só então me permitir ler o que eu havia escrito.
A primeira pessoa a ler o que aqui escrito terá a sua pele suja de tinta.
Um barulho de corneta soou e logo me vi em uma sala branca com Alex ao meu lado.
“Parabéns”. Ele falou.
“Posso te dar um abraço?” Perguntei e ele franziu o cenho, não esperei uma resposta e o abracei.
A porta do local foi aberta e uma mulher morena e muito bonita entrou.
“Olá, eu sou Serena, a nova professora de vocês, podem me acompanhar?”. Ela pediu eu assenti a seguindo com Alex logo atrás. Ela nós levou para nada mais nada menos do que a varanda do acampamento, ali estavam todos... todos mesmo...menos uma pessoa, a sobrinha de John se não me engano.
“Você ganhou?” Xyra perguntou e eu assenti.
“Parabéns”. Skyler falou, porém estava com um clima mórbido.
Todos estavam assim, reparei que o Hewie estava chorando, o John estava de cabeça baixa, porém eu não entendi nada.
Até que Xyra e Skyler se aproximaram de mim, Skyler esticou a mão e vi pequenas letras na palma de sua mão se formarem.
Caseley morreu afogada nós jogos.
Eu quase engasguei.
“Serio?” Perguntei em um sussurro e Xyra assentiu.
Acampamento Magic Falls, Quinta-feira. P.O.V Hewie.
Olhei para a lâmpada a cima de minha cabeça, ela brilhava, e vai brilhar até um dia queimar, por que tudo um dia tem um fim? Droga por que as coisas não podem durar para sempre? Por que tudo tem um fim.
Eu esta pronto para me levantar quando vi Selene entrar, logo ela começou a conversar com Xyra e Skyler porém isso não durou muito já que as três se sentaram e ficaram a fritar o nada.
Um barulho da porta rangendo ao ser aberta me chamou atenção, não tinha mais ninguém para sair dos jogos, todos já estavam aqui.
“Oh meu Deus”.
“Há”.
“Como pode?”
“Nossa”.
Um grande murmurinho invadiu o local ao ver a garota ali... em pé, sem expressão, parecia não entender nada do que havia se passado, ela me olhou... e o que fiz foi simplesmente correr até ela e a abraçar.
“Carly”. Sussurrei sem deixar de aperta-la. “Mais você...”
“Eu sei”. Ela falou e então me soltou para me olhar. “Eu morri, mais estou aqui e... não sei o que aconteceu”. Dos seus olhos pude ver as lagrimas brotando, e logo todos se levantaram a abraçando em um enorme abraço coletivo enquanto chorávamos feito loucos com sorrisos idiotas no lábios, a morena que só se mete em confusões...mais que sempre se saia bem de todas elas estava de volta, pronta para se meter em mais uma!
Me virei para trás afim de ver o John, e a olhava incrédulo ainda distante, apenas a fritava com a expressão seria sem mostrar sentimentos. Porém ele logo passou a mão no rosto e... entrou para dentro da casa sem ao menos falar com ela.
Acampamento Magic Falls, Quinta-feira. P.O.V Caseley.
“John”. Sussurrei ao vê-lo entrando na mansão sem ao menos me dar um...oi.
“Fique aqui...deixa eu conversar com ele”. Luke pediu, e então foi atrás dele.
Logo todos começaram a me encher de perguntas, do tipo: Como e morrer? Você viu um túnel? Era preto ou branco? Você conheceu Deus? E o... esse eu não deixei completar.
“Foi estranho...morrer é tão fácil... difícil é viver”. Respondi. “Foi como, deixar de existir e viver a flutuar pelo espaço, e como parar de pensar e como não ser ninguém”.
Logo todos foram se aquentando, e então Jane, depois de me abraçar e chorar muito, falou que faria um jantar especial e todos começaram a entrar, fiquei do lado de fora com Hewie.
“Vem já mandei uma mensagem pra Raven...ela ficou tão triste quando soube”.
“Se me dissessem que avisaram até pro Principe Caspian que eu morri eu juro que não duvidaria”. Falei. Então ele me puxou para a entrada da floresta, e ali atrás da arvore tinha um grande lobo... que logo virou uma menina mulher de cabelos pretos que eu nunca irei esquecer na vida, ela estava com os olhos cheios de lagrimas e logo correu na minha direção me abraçando forte e me tirando do chão.
“Olha eu to viva mais...vou acabar morrendo”. Falei e ela me soltou quase que instantaneamente.
E então eu a olhei enquanto secava as lagrimas dos meus olhos, e a abracei em seguida.
“Sua consumidora numero um de maconha pra mutantes”. Sussurrei.
“Seu projeto de George R. R. Martin”. Raven fala e então, se separa de mim secando as lagrimas. “Precisamos comemorar, eu conheço um lugar excelente!”.
Eu olhei para o Hewie que assentiu.
“Ótimo vou me arrumar, pego vocês em trinta minutos aqui!”. Ela diz e então eu assinto.
“Ok” Eu digo, e Raven volta para a forma de lobo, adentrando na floresta, Eu Hewie entramos na mansão, reparei que Bianca estava na varanda mexendo no Iphone, subimos as escadas com barulho de corneta, Hewie foi para o lado do quarto dele, e eu estava prestes a subir pro terceiro andar quando ouvi a voz de John, por pura curiosidade resolvi seguir a voz, vi que dava para o escritório. Encostei a cabeça atrás da porta afim de ouvir...sim e errado julgue-me!
“Você não entende”. John diz.
“O que você quer que eu entenda? Que em uma hora estava chorando por que ela morreu e em outra esta sei lá, se ferrando pro que aconteceu?” Luke parecia já se irritar.
“Droga Luke!” John esbravejou. “Nós vimos o vídeo, sabemos o que aconteceu ela tem poderes, ela copiou os poderes de Bianca e fez o tornado para se salvar, e agora ela copios os poderes do Hewie e se regenerou mesmo que sem querer!”.
“I dai? Você não acreditava que ela tinha poderes? Devia estar feliz! Ela copia poderes você devia estar sambado de tanta felicidade”. Luke rebate.
“Não”. John praticamente grita. “A mãe dela tinha telecinese avançada, meu irmão não tinha nenhum, os poderes são herdados dos pais exatamente iguais!”.
“Isso significa que...”
“Sim, ela não é minha sobrinha”. John fala.
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