Magia Do Destino

27 26. O começo do fim


Notas iniciais
Amores meus! Ao contrário do que vocês pensam, eu não morri. Toda vez é a mesma coisa: eu fico aqui explicando os motivos dos meus sumiços. Dessa vez, foi algo mais sério. Eu sempre postava lá no meu trabalho. E bloquearam o acesso ao Nyah lá no meu trabalho agora, o que praticamente inviabilizou o processo de postagem. Sim, eu tenho PC em casa, mas eu quase nunca venho aqui (rsrs). O drama é o seguinte: eu moro sozinha, trabalho 10 horas por dia, faço faculdade, faço cursinho pra concursos, saio de casa todo dia às 7h e chego depois da meia-noite. Não bastasse isso, ainda tenho uma vida social movimentada no fim de semana, além, claro, dos afazeres de dona de casa (sim, eu lavo roupa, limpo a casa, vou no supermercado, não tenho a casa mágica igual à de vocês, em que tudo fica organizado sozinho rsrsrs). Eu não estou reclamando da minha vida, mas eu preciso muito da compreensão de vcs, leitores, quando eu não conseguir postar. Meus sumiços não são mero capricho, não são porque quero. Eu morro de saudades, acham que não? Comentários hostis não ajudam em nada a minha motivação pra postar mais rápido. Por favor, sejam bonzinhos e entendam o meu lado. Pra vcs não acharem que eu morri toda vez que eu sumo, resolvi criar uma página da trilogia no Facebook. Não me dou muito bem com redes sociais, sempre entro e desisto delas, mas é proibido postar avisos como capítulos aqui no Nyah, e eu não quero ter que sempre esperar um capítulo ficar pronto pra poder falar com vcs. Por isso, essa página no FB vai ser o meu diário de bordo da trilogia, onde vou postar notícias sobre meu paradeiro (rsrs), alguns spoilers, pensamentos, opiniões, novidades sobre as próximas fics, enfim, de tudo um pouco. E também será um espaço pra vcs entrarem em contato comigo sempre que quiserem: https://www.facebook.com/pages/Trilogia-Destino/629844493750424 Por falar em contato, a trilogia agora tem e-mail: trilogiadestino@gmail.com . Criei esses canais de comunicação porque senti que somente os reviews não são suficientes pra gente conversar tudo que gostaria. E, lá no FB, vamos ter bastante espaço pra isso. Por isso, entrem lá, curtam, postem, interajam. Vai ser bem legal =) O capítulo de hoje não é daqueles em que acontece um monte de coisa, e não ficou perfeito, mas eu não queria esperar mais pra postar. Boa leitura!

Capítulo 26

O começo do fim



Era a última semana de novembro. O frio combinava bem com a decoração de Natal nas ruas e vitrines de Nova York. Duas semanas se passaram desde aquela última briga com Nimbus. E tudo havia mudado. O namoro dele com Lindsay estava indo muito bem. Ele mandava flores e bilhetes para ela na sala de aula, para demonstrar — mais para mim do que para ela, tenho a impressão — o quanto ele pode ser um namorado dedicado.

A propósito, eu acabei pedindo desculpas à Lindsay por aquele escândalo que eu fiz. Ela não merecia aquela reação da minha parte. Eu sempre disse a ela que eu não sentia nada pelo Nimbus, que nós éramos só amigos. Ela, ao contrário, nunca escondeu o interesse que tinha por ele. Lindsay aceitou minhas desculpas, mas só da boca para fora. Nossa amizade nunca voltou a ser como antes. E quer saber? Melhor assim. Não quero ser a confidente dela. Não quero ouvir o quanto o namorado dela é lindo, atencioso, inteligente, incrível na cama. Até porque eu já sei disso tudo. Tirando a parte do “incrível na cama”, claro — mas alguém aí duvida disso? Eu também não.

Ainda continuo trabalhando com Nimbus. Mas, na verdade, tenho feito mais trabalho de escritório ultimamente, de modo que agora sou assistente mais do DC do que dele. Esporadicamente, Nimbus me pede para fazer alguma coisa, mas ele manda por SMS, e eu resolvo tudo à distância. Raramente nos vemos, já que ele divide seu tempo entre os shows, os estudos e a Lindsay. Eu sinto falta da nossa amizade, confesso. Sinto falta até das brigas.

E não, não chegamos a um consenso sobre a guarda do coelho. Esse permanece um problema sem solução até o momento. Mas eu desisti da ideia de sair do apartamento. Eu estava de cabeça quente quando falei aquilo. E dessa forma eu posso continuar cuidando do Tofu. Ele, pobrezinho, não tem culpa de nada. Verdade seja dita, ele é louco pelo Nimbus. Eu não teria coragem de separá-los, mas também não teria coragem de deixar aquele cabeça-de-vento cuidar de um animal de estimação sozinho.

Daqui a cinco dias, Quim vai chegar para me visitar. Eu estava decidida a terminar com ele. Agora, já não tenho certeza. Com o Nimbus fora de alcance, dispensar o Quim agora me parece um capricho sem sentido.

É domingo de manhã. Estou com minha mãe ao telefone. Ela me conta sobre todas as novidades de casa, e eu, sobre a vida na universidade e na Broadway.

Estou com tantas saudades, querida!

— Eu também, mãe! Sinto sua falta, e do pai, e dos gatos, e do Quim, e da turma. Até do Seu Quinzão — enxugo uma lágrima.

Você não vem passar o Natal em casa?

— Não posso. O mês de dezembro tá com oito shows esgotados. Nós quatro vamos trabalhar muito. Você e o papai bem que podiam vir me ver...

Escuto a porta da sala ser destrancada. É o Nimbus. Ele me observa enquanto eu enxugo meu rosto mais uma vez.

Bom, podemos pensar nisso. Agora preciso ir, meu bem. Estou com as panelas no fogo.

— Tchau, mãe. Te amo.

Também te amo, querida. Beijo.

Desligo o telefone. Nimbus se aproxima, hesitante:

— Oi.

— Oi — respondo, sem olhar para ele.

Ele se senta ao meu lado no sofá e segura minha mão direita. Meu anel do humor está cinza. Estou triste, cansada. Com a mão livre, Nimbus enxuga meu rosto.

— Eu não gosto de te ver chorar.

O toque dele me faz sentir imediatamente melhor. Sem pensar, eu o abraço. Ele faz cafuné em minha cabeça, e pergunta:

— Saudade de casa?

Assinto com a cabeça.

— Eu também. Eu sabia que ia morrer de saudade do Limoeiro. Por isso, trouxe comigo as melhores coisas de lá.

— Quais?

— Um pedaço da minha família, a líder da turma e a garota mais bonita.

Em outros tempos, eu consideraria esse comentário uma provocação, um flerte. Mas agora tudo estava diferente. Nimbus era um homem comprometido, e, como ele gostava de frisar, extremamente fiel. Era provavelmente um elogio para me fazer sentir melhor, me colocar para cima. Ele estava apenas sendo amistoso. No entanto, não pude evitar de perguntar:

— Cadê sua namorada?

— Foi passar o fim de semana com a família em Baltimore.

— Não quero ter problemas com ela.

— Ela sabe que somos amigos.

— Nós somos?

— Podemos tentar de novo. Certo?

Hesito, mas respondo:

— Certo.

Lembro-me do que ele me disse certa vez: “Vou tentar conhecer alguém que me faça te esquecer. E, talvez, depois disso, nós possamos ser amigos novamente.”

Essa nova trégua entre nós só podia significar uma coisa: Nimbus havia me esquecido. Como ele tinha prometido que faria.

— Vem — Nimbus chamou, arrancando-me de meus pensamentos. — Vou te levar num lugar.

— Onde? Eu não quero sair de casa — reclamei.

— Você vai gostar, eu juro. Vá se trocar. E capricha no agasalho, porque tá um gelo lá fora.

Dei um muxoxo, mas me arrastei até o quarto para trocar de roupa. Nimbus sabia ser teimoso quando queria. Era melhor obedecer logo, porque ele não iria desistir.

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— Meu Deus, isso aqui está maravilhoso — falei, dando uma garfada no meu segundo prato de feijão tropeiro.

— Eu falei que você ia adorar este restaurante brasileiro — Nimbus sorriu.

— Tá bom, você tinha razão, eu adorei mesmo — confessei.

— Ainda tem algum espaço pra sobremesa aí? — ele provocou.

— Claro que tem! Eu tenho um segundo estômago pra sobremesa.

— E o que você vai querer? — ele perguntou, levantando a mão para chamar o garçom.

— Ahn... — analisei o cardápio. — Acho que... Uma de cada.

— São dez opções de sobremesa no cardápio, Magali.

— Hum... Nesse caso então, vou querer uma de cada, e mais uma extra de doce de abóbora.

Nimbus arregalou os olhos, mas fez o pedido ao garçom, e pediu uma goiabada com queijo para ele.

Saboreamos os doces — Nimbus acabou beliscando alguns dos meus — e ainda pedimos um monte de comida para viagem. Chegando em casa, esparramei-me no sofá. Eu tinha comido tanto que mal conseguia me mexer.

— E aí? Deu pra matar a saudade de casa? Pelo menos um pouco? — Nimbus perguntou, afastando minha cabeça para sentar-se embaixo dela.

Balancei a cabeça em afirmativa:

— Deu sim. Obrigada.

Nimbus afagava meus cabelos com uma mão enquanto manuseava o controle remoto com a outra. Ele ligou a tevê no seu canal favorito — o canal do tempo. Reclamei:

— Não quero assistir isso!

— É só um pouco, gatinha. Você não viu que tem uma tempestade enorme prevista pra hoje à noite?

— Não... Tempestade? — perguntei, assustada, ignorando o jeito como ele me chamara.

— Tempestade daquelas. Chuva, vento, raio, trovão. Tudo que eu não gosto. Por isso eu quis trazer a comida pra viagem. Pra gente não precisar sair. Falar nisso, cadê meu irmão e a Mônica?

— Saíram e não disseram pra onde. Ou seja, devem estar fazendo você-sabe-o-quê.

— Aquele nó cego do DC! Eu avisei pra ele não chegar tarde hoje. Daqui a pouco a chuva vai estar aí, ó — ele olhou pela janela, torcendo o nariz para as nuvens pretas que cobriam o céu.

— Você mandou seu irmão chegar cedo e esperava que ele obedecesse? Você já foi mais esperto.

Nimbus me encarou de forma reprovadora. Mas não cessou o cafuné em minha cabeça.

— Relaxa, Nim. Todo fim de semana é assim. Eles somem. Deixa o casalzinho em lua de mel ter um pouco de privacidade.

— Essa lua de mel deles não vai acabar nunca?! Já tem mais de um ano que eles estão namorando, poxa. Não acaba nunca esse fogo no rabo deles.

Fiz cara de susto:

— Nimbus... Acho que ouvi alguma coisa.

— O quê? — ele espantou-se.

Fiz sinal de silêncio. Depois de alguns segundos, ele me encarava em expectativa.

— Acho que eu ouvi... As tripas de alguém se retorcendo de inveja.

Ele fez cara de ofendido:

— Você acha mesmo que eu tenho inveja do meu irmão com a Mônica?

— Não de ele estar com a Mônica especificamente, mas... Da relação deles. Você sabe. Eu tenho um pouco — confessei.

— Eles são tão perfeitos juntos, né? — Nimbus ficou reflexivo.

— Como estão as coisas com a Lindsay?

Nimbus foi pego de surpresa pela minha pergunta. Depois de pensar um pouco, deu uma resposta lacônica:

— Bem.

Levantei-me do colo dele e fiquei sentada ao seu lado, olhando-o nos olhos:

— Só isso? Bem?

— Que tipo de detalhe você quer saber?

— Nenhum. É só que... Normalmente, as pessoas que estão bem no comecinho de namoro parecem mais... Empolgadas.

Nimbus suspirou, mas não disse nada.

Eu não queria encerrar aquela conversa.

— Por que a Lindsay?

— Como assim?

— De tantas garotas que já atraíram o seu interesse, por que você escolheu ela? Dentre as milhares de garotas disponíveis?

— Milhares, Magali? Não exagera.

— Agora você é um astro da Broadway. Você já tem milhares de fãs.

— Eu não queria uma fã. Eu queria uma namorada. E a Lindsay foi uma ótima escolha. Ela é uma garota meiga, inteligente, sensível, linda. Ela tem todos os atributos que uma namorada precisa.

— Então a escolha foi assim, burocrática? Ela preencheu um monte de requisitos e pronto? Se tornou a dona do seu coração?

Nimbus demorou para responder:

— Do jeito que você fala, parece que eu não gosto dela. Mas eu gosto dela. Muito. Já éramos amigos antes, não éramos? Daí, resolvemos dar um passo adiante. É assim que as pessoas começam os namoros, sabia? Você não sabe disso porque já nasceu namorando, e não sabe como é a dinâmica dos relacionamentos.

— Um passo adiante... — fiquei pensativa.

— O quê?

— O que o quê?

— No que você tá pensando?

— Não... Não é nada — desconversei.

— Fala logo.

— Acho que você não é a pessoa mais indicada pra ter essa conversa.

— Experimente.

Hesitei, mas acabei cedendo. Eu sentia falta de um amigo para conversar sobre essas coisas. A Mônica era teimosa demais, autoritária demais, obcecada demais com a ideia do futuro. Lindsay, essa não era mais minha amiga. O único que restara era Harrison, que não parecia tão interessado em conversar sobre relacionamentos comigo — ele só se mostrava disposto a se relacionar comigo.

— Você falou de dar um passo adiante nos relacionamentos... E eu estive pensando em...

— Em...?

— Você acha que consegue dar uma opinião isenta a respeito?

— A respeito do quê?

— Promete que vai tentar ser isento pelo menos?

— Fala logo!

— Eu estou pensando em dar um passo adiante com o Quim.

Nimbus ficou em silêncio antes de me encarar com reprovação.

— Você tá pensando em aceitar o pedido de casamento dele.

— Acho que não faz mais sentido eu me separar dele, e também não faz mais sentido adiar esse casamento. Ele chega na sexta-feira, e com certeza o assunto vai surgir, e eu acho que vai ser melhor assim.

— Eu acho que você tá cometendo um erro.

— Você prometeu que seria isento.

— E estou sendo. Eu acho que é um erro.

— Por quê?

— Porque nunca vai dar certo.

Tentando conter as lágrimas, esbravejei:

— Por quê?! Ele é o homem que me ama de verdade, aquele que sempre esteve do meu lado. É com ele que eu tenho que ficar.

— Você tem razão. Ele te ama de verdade, ele é louco por você. Só tem um problema: ele não é correspondido.

— Isso não é verdade! Eu gosto do Quim!

— Não estamos falando de gostar. Estamos falando de amar.

— Você não ama a Lindsay, mas está com ela, não é?

— Eu não estou me casando com a Lindsay! — Nimbus se exaltou.

— Mas você tá com ela porque ela é uma pessoa legal, bacana, não é? Você quer estar perto dela. Ela te faz bem. O Quim também me faz bem. Ele faz tudo por mim, ele me ama de verdade — repeti a alfinetada.

— O que é “amar de verdade” pra você?

— Ele sempre me apoia em tudo, sempre está do meu lado, ele perdoa meus erros. Ele me ama por quem eu sou, e apesar dos meus defeitos. Ele luta por mim, ao contrário de... — interrompi-me, mas já era tarde.

Nimbus cruzou os braços, na defensiva:

— Ao contrário de mim, você ia dizer.

A bobagem já estava feita, então resolvi continuar:

— É. Ao contrário de você. Você disse que lutaria por mim, mas no nosso primeiro desentendimento, você simplesmente construiu um muro intransponível entre nós. Você se recusou a me escutar, a tentar entender o meu lado. E o Quim, o que ele fez? Mesmo depois de saber que foi traído, ele teria todos os motivos do mundo pra desistir de mim, mas ele não desistiu. Ele sabe que eu sou um ser humano, que eu sou falível. Ele está disposto a largar tudo pra vir ficar comigo. Viu agora a diferença?

Ele assentiu com a cabeça:

— Sim, eu sou muito diferente do Quim mesmo. Eu tenho respeito próprio.

O quê?! — ofendi-me.

— Eu disse que iria lutar por você. Não disse que iria me rastejar. Porque isso eu não vou fazer. E sabe por quê? Porque relacionamentos assim, em que uma pessoa rasteja atrás da outra, nunca dão certo. Uma pessoa não rasteja atrás da outra sem criar um grande ressentimento dentro de si. E o Quim tem se rastejado atrás de você por anos a fio. E, um dia, todo o ressentimento que ele tem de você vai explodir, e ele vai te machucar. Ele só está, inconscientemente, esperando colocar uma aliança no seu dedo pra garantir que a vingança vai ser com requinte de crueldade.

Não consegui responder.

— E eu não quero te odiar, Magali. Eu não quero me ressentir de você. Eu não quero me rastejar atrás de você e acabar me tornando um homem amargo. Porque isso sim seria a pá de cal em qualquer chance que nós ainda podemos ter um dia.

— Mas... Você mesmo disse, uma vez, que não existe nenhum homem certo pra mim... Eu devo morrer sozinha, é isso?

— É claro que não.

— Mas, se não existe homem certo, então eu tenho que escolher o homem menos errado. E eu acho, cada vez mais, que esse homem é o Quim mesmo. Pelo menos ele tem consideração por mim. Ele se importa comigo.

— Ter consideração por você não é fazer absolutamente tudo que você quer! É, sim, fazer aquilo que é melhor pra você. O que ele tem por você é sentimento de posse. Se ele tivesse tanta consideração mesmo, ele te deixaria livre. Ele saberia te dar espaço, pra você amadurecer, pensar, refletir e decidir. E foi isso que eu fiz.

— E era necessário namorar a Lindsay pra isso?

Nimbus desviou o olhar, incerto do que dizer:

— Eu não queria ficar sozinho. Eu não queria mais ter que acordar toda manhã do lado de alguém que eu nem conheço. Você nunca foi solteira, você não tem ideia de como é isso. Não ter ninguém que se importe com você.

— Eu também não quero ficar sozinha. É por isso que eu vou aceitar o pedido de casamento do Quim.

Nimbus suspirou pesadamente, dando-se por vencido:

— Então, você vai ter que cumprir a promessa de me convidar pra ser seu padrinho.

— Você promete não me sequestrar no altar?

— Não.

— Eu não posso chamar pra padrinho alguém que vai me sequestrar.

— Eu, como padrinho, vou fazer aquilo que é melhor pra você. Pra sua felicidade.

— Sou eu quem sei o que me faz feliz, não?

— Acho que não. Você tá feliz agora?

— Você está?

Nimbus riu sem humor, e balançou a cabeça:

— Não tem nem três horas que a gente voltou a ser amigos, e já estamos brigando de novo.

Lembro-me da noite em que tudo começou. Em que tudo terminou. Nosso primeiro beijo. Recordo-me de uma música que diz:

— “E agora eu vejo que aquele beijo era mesmo o fim...”

Nimbus reconhece a música e completa:

— “Era o começo, e o meu desejo...”

Ele não termina a frase. Eu o faço por ele:

— “... se perdeu de mim.”

Então era isso. Eu seguiria minha vida, e Nimbus seguiria a dele. Aquele beijo, que seria o nosso começo, foi na verdade o começo do fim.

A nós, restava-nos a amizade e o carinho mútuos.

Porque ele não me desejava mais.

Mas o meu desejo não se perdeu de mim.

Notas finais
Reservei as notas finais pra falar de algo muito importante para nós, que amamos Mô&DC: a edição 68 de TMJ. Pretendo fazer uma série de posts lá no FB sobre tudo que eu achei, já que não caberia aqui nas notas. Aqui, deixo só um resumo do que estou pensando disso tudo: Não importa a edição 50. Não importa o que foi dito nos últimos 50 anos sobre quem era o amor verdadeiro da Mônica. Nada disso importa mais. Nós vencemos. Todos nós, do fandom, que escrevemos fics de Mô&DC, quando as favoritamos, quando recomendamos, nós mostramos a força da nossa opinião à MSP. Demorou, mas eles entenderam o recado. Eu gosto de pensar, sem qualquer modéstia, que esta fic aqui, sendo a fic #1 na categoria TMJ, no maior site de fics do Brasil, contribuiu para mudar os paradigmas de uma história que vinha sendo escrita há 50 anos. Nós, queridos leitores, nós contrariamos o destino, nós nos atrevemos a questionar o clichê Mô&Cê, e nós vencemos. Sei que não durará para sempre -- talvez nem mesmo mais duas edições -- mas, ainda assim, estou imensamente feliz. Nunca subestimem o poder dos seus sonhos. Eu sonhava em ver a Mônica e o DC juntos, do fundo do coração, e, mesmo sendo um sonho impossível, fui atendida. Quero seus comentários sobre o capítulo de hoje e também sobre a edição 68. Cenas dos próximos capítulos: Magali e Nimbus sozinhos em casa, tempestade à vista... Não preciso dizer mais nada, preciso? Beijo grande a todos =*