Magia Do Destino

14 13. Um novo começo


Notas iniciais
Oi, amados!

Aqui mais um capítulo extra pra vcs!

Eu não respondi ainda os reviews do capítulo passado, mas já dei uma lida, e vi que agradou ^^

No capítulo de hoje, só há momentos fofos, nada de safadeza... rsrsrs

Boa leitura!

Capítulo 13

Um novo começo

Conforme combinado, Nimbus e Do Contra foram resolver os assuntos de negócios, e Mônica e eu fomos andar pela Quinta Avenida, para olhar as vitrines. Tentando se desculpar, ela caprichou no presente, e me deu um sapato Louboutin. Normalmente eu diria que ela não precisava me dar um presente tão caro, mas dessa vez precisava sim. Eu iria fazer minha amiga me mimar muito para merecer meu perdão de volta.

Depois das compras, fomos almoçar em Little Italy, e o restaurante era realmente divino.

— Estou perdoada, amiga? Diz que sim — Mônica suplicou.

— Está perdoada, mas só porque a comida estava fantástica — me fiz de difícil. Mas, no fundo, eu não conseguia ficar brava com a Mônica por muito tempo.

O garçom trouxe as sobremesas. Um tiramisu simplesmente perfeito.

Mônica estava eufórica:

— Agora, Magá, me conta tudo!! Quero saber tudo!!

— Tudo o quê?

— Como foi a noite com o Nimbus?

Me senti corar. Ela percebeu:

— Tô vendo que foi boa!! Conta logo!

— Não aconteceu nada! Sua pervertida!

— Nada, nada mesmo?

— Não!

Se nós desconsiderarmos que ele ficou excitado, e que quase nos beijamos, e que dormimos de conchinha, realmente não havia acontecido nada mesmo. Eu gostava de contar tudo para minha melhor amiga, mas se eu contasse essas coisas a ela, ela nunca mais pararia de falar sobre o assunto, e tentaria me empurrrar nos braços do Nimbus. Como ela sempre faz, aliás.

— Eu queria entender essa sua torcida descarada pra que eu fique com o Nimbus. Por que você não apoia o meu namoro? Que melhor amiga eu fui arrumar!

Mônica desconversou:

— Eu... ahn... é que... ah, Magali, não é que eu torça contra o Quim. Mas é que é difícil não se empolgar com o Nimbus, né! Ele sempre foi o menino mais cobiçado da escola, junto com o Titi. Todas as meninas sonhavam em ficar com ele.

— Você já sonhou em ficar com o Nimbus?

— Magali, essa é uma pergunta capciosa! Você me coloca numa situação difícil assim.

— Responde!

— Bom, vamos ver como eu me saio dessa — ela pensou um pouco. — Acho que posso colocar da seguinte forma: quando eu ainda era cega de amor pelo Cebola, acontecia de às vezes eu achar algum menino interessante. Aconteceu com o Luca, por exemplo...

— Desde os sete anos você arrastava uma asa pelo Luca.

Ela riu:

— Isso é verdade. E depois aconteceu com o Toni, mas você já conhece bem essa história. Mas, voltando ao Nimbus, quando a gente tinha uns 13 anos e ele já tinha quase 15, eu achava ele muito lindo! E quem não achava? Eu tenho olhos, caramba! Vem me dizer que você não acha ele bonito.

— E-ele... não é feio — limitei- me a dizer.

Mônica continuou sua explicação:

— Quando foi a nossa vez de fazer 15 anos, o Do Contra também ficou uma coisa linda! E hoje, pra mim, ele é o homem mais bonito do mundo. Então, é como se eu tivesse a versão mais nova, mais aprimorada do Nimbus só pra mim.

— O DC é como se fosse a versão 2.0 do Nimbus — diverti-me com o raciocínio dela.

— Exatamente! Mas não conta isso pro DC. Não tem ofensa no mundo maior pra ele do que dizer que ele é a versão de alguém. Ele faz tanta questão de ser original...

— Quem é mais bonito: o Nimbus ou o Do Contra?

— Por maioria de votos? O Nimbus, sem dúvida. Embora o DC sempre tenha sido tão bonito quanto, ele nunca fez sucesso com as meninas da escola. E eu nunca vou entender por quê.

— Acho que ninguém nunca nem se atreveu a gostar dele, porque ele era tão apaixonado por você, Mô!

Ela sorriu:

— Eu ganhei na loteria, né?

— Você nem sabe o quanto tem sorte, amiga.

— Por que você acha isso?

— Sua vida amorosa parece tão... fácil.

— Fácil?!

— Você ama e é correspondida, e vocês têm uma química incrível, e toda a turma acha lindo o amor de vocês. Ninguém fica questionando se é certo ou não vocês ficarem juntos, porque ninguém tem dúvida disso. E agora vocês vieram morar juntos, e tudo tá se encaminhando pra um final feliz.

— Falando assim, parece que minha vida é fácil mesmo, Magá. Mas, pra que chegasse nesse ponto, eu tive que lutar muito pelo Do Contra. Tive que enfrentar o julgamento de todo mundo, inclusive o dele. Tive que sofrer calada durante um ano e meio sem poder dizer que eu amava ele mais que tudo. Tive que enfrentar um destino que dizia que era com o Cebola que eu tinha que ficar.

— Desculpa, amiga... Eu sei que não foi fácil pra você, não foi isso que eu quis dizer...

— Eu te entendi, relaxa. Mas você tem razão: hoje eu sou muito feliz mesmo, e minha vida é ótima, perfeita até. Mas eu tive que lutar muito por isso, viu? E você vai ter que lutar se quiser ser feliz também.

— As coisas não tem sido fáceis, sabe? Eu amo o Quim, mas...

— Quando a gente ama, não tem "mas", amiga. A gente ama e pronto. A gente não tem dúvida nenhuma disso. Foi assim que eu descobri que eu nunca amei o Cebola de verdade. Sempre tinha um senão entre a gente. Já com o DC é diferente. Se alguém me pergunta "por que você ama o Do Contra?", eu nem sei explicar por quê. Eu o amo sem motivo, amo por amar, amo incondicionalmente. Eu o amo por tudo que ele é, inclusive com os defeitos.

— Mas eu não tenho dúvida do meu amor pelo Quim.

— Qual é a sua dúvida então?

— Se amor é o suficiente.

Ela segurou minha mão, confortando-me.

— Eu te entendo, Magá. Eu tinha muito essa dúvida com o Cebola também. E hoje eu sei que o motivo pelo qual eu tinha dúvidas era porque não era amor.

— Mas eu amo o Quim!

— Eu também, de certa forma, vou amar o Cebola pra sempre. Ele é uma parte tão importante da minha vida, e é meu melhor amigo, é claro que eu o amo. Minha felicidade não é completa sem ele. Mas também não seria completa com ele... Entende? Ele não era a pessoa certa pra mim.

— Eu não quero imaginar minha vida sem o Quim...

— Mas você deseja o Quim mais do que tudo? Quando você olha pra ele, você se imagina casada com ele? Tendo filhos com ele? Dividindo todos os seus planos e sonhos com ele?

— Eu... Não sei...

— Em compensação, você veio morar junto com o Nimbus, e veio dividir com ele o sonho dele. Você veio realizar esse sonho junto com ele. Você já pensou nisso?

Eu fiquei em choque. A Mônica estava louca. Isso que ela estava falando não tinha nada a ver.

— Você fala como se eu tivesse alguma coisa com o Nimbus, Mônica, mas enfia logo nessa sua cabeça dura que eu não tenho nada com ele!! Que inferno!! Meu namorado é o Quim!!

— Foi você quem disse que estava com dúvidas, Magá. Mas eu já vi que você não tá pronta pra falar sobre isso, então eu não vou insistir. A gente acabou de fazer as pazes, eu não quero brigar com você de novo. Mas, se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida, é que as respostas chegam pra gente quando têm que chegar. Quando você estiver pronta, você vai saber o que fazer.

— Eu espero que sim, amiga — suspirei fundo. — Espero que sim.

–---------

À noite, nós quatro saímos para jantar, e os meninos estavam bastante empolgados com as negociações do show.

— Vocês têm que ver! O teatro é muito legal! — Nimbus estava radiante.

— E nós aproveitamos pra ver um apartamento lá perto. Amanhã nós vamos levar vocês lá. Ele é perfeito. É um pouco acima do nosso orçamento... — disse DC.

Muito acima — Nimbus corrigiu.

— É. É bem acima — DC admitiu — mas ele é incrível, vocês vão amar.

— Como ele é? — Mônica quis saber.

Do Contra explicou:

— Tem três quartos e dois banheiros, sendo uma suíte. Não tem elevador, e é um pouco antigo, e não é mobiliado, mas a sala e um dos quartos têm uma vista linda pro rio Hudson.

— E fica pertinho do metrô. — Nimbus acrescentou.

— Dois banheiros? — perguntei. — Aposto que o casal vai querer ficar com a suíte. E, me deixe adivinhar, vou ter que dividir o banheiro com o Nimbus.

— Exatamente — DC respondeu com um sorriso.

— Neste caso, eu vou querer o quarto com a vista — exigi.

Nimbus não gostou:

— Mas eu tinha gostado da vista...

— Ou eu fico com a suíte, ou com o quarto com vista.

— Deixa o quarto pra ela, Nimbus — DC tomou meu lado. — A vista do outro quarto nem é tão ruim.

Nimbus me olhou e tentou fazer uma carinha de cachorro abandonado, mas eu estava irredutível. Só balancei a cabeça em negação.

— Tá bem, tá bem. Você fica com o quarto com vista — ele cedeu.

— E você tem que levantar o assento da privada todas as vezes, viu?

— Sim, senhora — ele revirou os olhos.

— Eu disse: TODAS as vezes.

— E você, nada de deixar calcinhas penduradas no banheiro.

Mônica interveio:

— Isso não vai dar certo. amor. Vamos deixar a suíte pra ela.

— Nem pensar. Esses dois têm que aprender a dividir.

— Isso mesmo. Você tem que aprender a dividir as coisas — Nimbus falou, espetando o garfo num pedaço do meu filé à parmegiana.

Ah, se ele achava que podia pegar minha comida assim, ele estava muito enganado.

— Isso vale pra você também — peguei todo o salmão defumado do prato dele.

Ele, em vez de se zangar, deu uma risada.

— Tá vendo só? Esses dois brigam, mas acabam se entendendo — Do Contra disse à namorada.

— Às vezes essa sua cabeça virada até que funciona direito, amor — Mônica respondeu. — Já entendi qual é o seu plano.

— Qual é o seu plano? — perguntei, curiosa.

— Forçar a nossa convivência até a gente se entender na marra? — Nimbus tentou adivinhar.

— Não necessariamente — DC tentou contradizer o irmão, mas não convenceu ninguém.

— Ou seja, é exatamente isso — o irmão mais velho falou. — Eu tô começando a achar que você se trancou no quarto da Mônica de propósito pra me obrigar a passar a noite com a Magali.

— Te obrigar? Como se você não tivesse gostado — o caçula provocou.

— Gostar, eu? Foi horrível! Ela roncou a noite toda.

— Eu ronquei?! Que mentira!! — dei um tapa no braço dele.

Nimbus caiu na gargalhada. Ele tinha essa mania de rir quando eu ficava brava. Eu queria entender por quê.

Mônica aproveitou a deixa para perguntar:

— A Magali não quis me contar de jeito nenhum como foi a noite de vocês, Nimbus. Você bem que podia me contar, hein?

— A noite passada é um segredo nosso — Nimbus respondeu, piscando para mim.

Fiquei vermelha instantaneamente. Mônica não deixou por menos:

— Eu posso até não saber o que aconteceu, mas que aconteceu alguma coisa, aconteceu.

Do Contra entrou na onda:

— Eu até tinha conseguido um quarto no hotel pra você, Magá — ele mostrou um cartão magnético — mas acho que vou devolver. Pelo visto, você gostou de dividir o quarto com esse Mandrake.

— Não gostei não! Me dá essa chave aqui — tomei o cartão da mão dele, e todos gargalharam.

— Mais cedo você disse que tinha gostado — Nimbus falou ao meu ouvido, com uma voz provocante.

— Eu disse que foi razoável.

— Eu te conheço. Sei que, quando você diz que algo é razoável, algo relacionado comigo, é porque adorou.

— E como você sabe disso?

— Porque você disse a mesma coisa naquela vez em que nós dançamos no aniversário da Mônica. Você disse que foi razoável, mas você gostou, que eu sei.

— Nem tanto.

— E meu salmão, que você roubou de mim, está bom? — ele pegou uma garfada do meu prato.

— Eu poderia dizer que tá uma delícia, mas, já que é o seu salmão, então está apenas razoável.

— É disso que eu estou falando — Nimbus sorriu, vencendo a discussão.

–----------

No dia seguinte, Mônica e eu fomos conhecer o apartamento. Os meninos não haviam exagerado quando disseram que era perfeito. Quando entrei no quarto que seria o meu, fiquei de queixo caído.

— É lindo, né? — Nimbus falou atrás de mim.

— Muito. O que é aquilo no meio do rio? Uma estátua?

— É, sim. A Estátua da Liberdade.

— Você tá brincando! — tapei minha boca com a mão, tentando me impedir de gritar.

A ficha começou a cair naquele instante, de que eu realmente estava em Nova York, e fiquei emocionada.

Nimbus deu uma risadinha, achando graça da minha surpresa:

— Agora você entende por que eu gostei da vista?

— Aquela é a Estátua da Liberdade — eu continuava não acreditando.

— Você quer ir até lá?

— É claro que sim!

— Eu vou te levar lá, assim que nós terminarmos de mudar pra este apartamento.

— Você já decidiu? Não quer ver os outros apartamentos?

— É este aqui, já tá escolhido. Não preciso olhar os outros.

— Mas o aluguel deste não é muito acima do nosso orçamento?

— Se for pra ver essa sua carinha de felicidade todos os dias, vai valer cada centavo — ele respondeu, com aquele sorriso que me tira o fôlego.

Senti meu rosto queimar, mas não consegui desviar o olhar dele.

Mônica e Do Contra interromperam o momento, entrando no quarto.

— E aí, o que achou? — DC me perguntou.

— Eu achei lindo — respondi, tornando a olhar a janela.

— Tá escolhido, mano. A gente vai ficar com este aqui — Nimbus anunciou.

— Desta vez, eu não vou discordar.

— Que tal um brinde à nossa nova casa? — Nimbus fez surgir uma garrafa de champagne em sua mão.

— Como você fez isso? — perguntei, impressionada.

Ele deu de ombros:

— Mágica.

Mônica estava impaciente:

— E cadê as taças pra gente brindar?

— Que bom que você perguntou, cunhadinha. Magali, pode me emprestar sua bolsa?

— Ahn... sim — entreguei minha bolsa a ele, sem entender o que ele estava planejando.

Nimbus, sem sequer olhar dentro da bolsa, tirou quatro taças lá de dentro.

DC abriu a garrafa e serviu as taças. Quando estávamos todos com uma taça cheia na mão, Nimbus levantou a sua:

— Um brinde à nossa nova casa.

Todos brindamos e tomamos o champagne, alegres.

Mônica e DC se abraçaram, comemorando. Nimbus também me deu um abraço, me rodopiando no ar e me fazendo rir de felicidade.

— Pronta pra um novo começo? — ele sussurrou no meu ouvido, o que me fez arrepiar.

— Estou. Espero que nossa vida aqui seja tão bonita quanto esta vista.

— E vai ser, Magá. Isso eu te prometo — ele disse, segurando minha mão e beijando-a. Ele então me rodou, como se estivéssemos dançando, e me segurou pela cintura novamente.

Ele estava dizendo a verdade. A vida era mais bonita quando eu estava naqueles braços.

Notas finais
Por hoje é só, queridos!

Amanhã vou responder os reviews do capítulo 12! E desse também, é claro!

Estarei esperando os comentários de vcs.

Beijo grande a todos =*