Mage
1 Prólogo - Ode to the Fallen
Notas iniciais
Lá estava ele. Caído no chão, com uma grande poça de sangue rubro minando sob sua cabeça. Um grande talho rasgava seu rosto pálido de ponta a ponta, com sangue coagulado e vermes que bailavam sobre as bordas da ferida. O corpo exalava um odor pútrido, que enchia as narinas de todos presentes no beco onde ele se encontrava.
–É... Pelo menos nos o achamos antes dos Necromantes... -Disse Edgar, alisando sua franja, que caía sobre seu rosto.
–Acho que nem os Necromantes iriam aguentar esse cheiro de merda... -Reclamou Pandora, tampando as narinas.
–Já decidiram o que vamos fazer com o senhor cadáver ? -Indagou Berthold, com um tom sarcástico.
Algumas horas antes
Edgar fumava um cigarro, sentado na tampa de uma caçamba de lixo. Já era noite, porém a diversão ainda não havia começado. Ele olhava fixamente para as estrelas, que eram a única fonte de iluminação no escuro e umido beco onde ele se encontrava.
Ele sacou um relógio de bolso de um de seus bolsos, e levantou a pequena tampa prateada onde um pentagrama estava estampado.
–Já são onze e meia... -Ele murmurou consigo mesmo. -Acho que já está na hora.
Apesar da caçamba ser relativamente alta, os coturnos de couro escuro que o garoto usava amorteceram a queda. Não havia necessidade de utilizar magia para pular de uma simples caçamba. Era um risco muito alto para uma recompensa muito baixa.
Guardou o relógio em um bolso, e sacou um celular do outro. Discou um número rapidamente no teclado do aparelho, e o colocou no ouvido.
–Pandora ? Sim, já esta na hora. Não, nós não vamos matar Necromantes. E algo mais legal que isso. Sim, exatamente, mais legal que matar Necromantes. Tudo bem, até daqui a pouco.
Guardando o celular no bolso, o garoto olhou para cima, concentrado. Suas mãos faziam gestos complexos e rápidos, e, após alguns segundos repetindo-os, Edgar exclamou:
–Alas Suas!
Subitamente, o garoto saltou uma enorme distância, aterrissando em cima de um pequeno prédio residencial.
–Nada de paradoxos, que alívio... — Disse o garoto sacando um pequeno bloco de notas que estava encaixado em seu coturno. -Pelas minhas contas, eu ainda tenho... treze de Mana.
Os devaneios do garoto foram interrompidos subitamente por um baque altíssimo.
–
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