Madz -
7 Capítulo 7 - Decisões difíceis
Notas iniciais
pois é... faculdade... ultimo periodo... sabe como é né?
mas enfim, esta aqui o setimo capitulo, peço desculpas pela enorme demora em publicar.
vou tentar produzir mais de agora em diante.
Madz – 7 – decisões dificeis.
- Há, Takuya kun!
- Val chan... como me achou?
- conheço alguns métodos de rastreamento... poxa já que tinha me resgatado, podia ter me desamarrado também, levei horas pra me soltar..
- desculpa...vou lembrar disso na próxima...
-takuya kun, por que escolheu o topo de um prédio em construção para descansar?
- não se Val... me sinto bem aqui, a beira de um precipício, mas calmo, tranquilo, acima desses problemas, eu acho... desde que fiz o ritual, perdi meu medo de altura, alias, não só não tenho medo, como me sinto confortável assim, deve ser algum sintoma da maldição, sei la..
- pode ser mesmo takuya kun.
-val, são duas horas da manha, você está sã e salva, por que não vai pra casa dormir? Aposto que vai ter um dia difícil amanha.
- ta tudo bem takuya kun.
- estive pensando Val, alias pensar é algo que tenho feito muito esses dias, eu... eu não consigo me conformar com o fato de que destruíram minha vida, me transformaram num monstro... ainda bem que tive a sorte de te conhecer. Eu não sei porque fui escolhido para isso, mas imagino que talves não seja o único no mundo... será que outras pessoas podem ser abduzidas por aquele homem misterioso..
- o Vox?
- eh, esse mesmo.
Takuya se lembrou do homem misterioso, aquele que apareceu aquele dia e o convenceu a realizar o ritual.
- aquele homem, como você disse, ele é um mestre em persuasão, eu não conseguiria mesmo ter negado nada a ele... ainda mais no estado que me encontrava, ai pensei: e se ele procurar outras pessoas? E se elas não tiverem a sorte de te conhecer? Ou conhecer alguém que as ajude..
- você quer ajudar as vitimas dos renovadores então?
- mais do que isso, eu quero impedi-los, quero evitar que aconteça a outra pessoa o mesmo que aconteceu comigo!
Val se aproximou de takuya com cuidado, estavam a beira do vigésimo quarto andar de um prédio em construção.
Ela olhou pra baixo, com um pouco de medo e disse:
-Hehehe...pelo menos se eu cair daqui eu morro na hora.... não vou ficar agonizando até a ambulância chegar...
-seu senso de humor é horrível hein Val.
-um piadinha pra quebrar o clima pesado, disse enquanto dava um sorriso meio forçado pra takuya.
-takuya kun, você está certo mesmo dessa decisão?
- creio que sim Val, por que?
-olha..é uma decisão muito difícil... que vai implicar em muitos sacrifícios na sua vida, você vai ter que abandonar seus...
-meus o que?
-eh... olha.. pensa bem sabe... essa não é uma decisão que se toma em algumas horas, e também não se sinta obrigado a nada, você pode desistir, essa não é a sua guerra. Viva sua vida como sempre viveu, é melhor assim.
- takuya fez um silencio, olhou pra baixo, não se ouvia nada no silencio da noite, naquelas alturas só o vento fazia algum barulho. Ele olhou pro alto, meio que olhando pra lua nova que timidamente brilhava naquele céu de poucas estrelas. Então olhou para a valkyria e disse:
-pois ser for para voltar para a vida que tinha, eu prefiro sim entrar nessa guerra.
Val se virou pra ele, e disse:
-não diga isso takuya kun... olha, você é jovem ainda tem uma vida pela frente, quem quer se tornal um soldado aos desesseis anos?;
-quem não tem uma vida pela frente.
- Takuya kun... olha sei que tudo parece difícil agora, e que você não tem muitas esperanças no futuro, mas essa decisão é .... vai muidar muito a sua vida, não precisa se arriscar nessa guerra! Você não conhece nenhum dos dois lados!
-mas você conhece Val! Você pode me ajudar!
-mas...
-val...
- posso te contar uma historia takuya kun?
- são duas da manha... estamos a sós sentados nas vigas de aço de um prédio em construção... deve ser o vigésimo oitavo andar... de fato é a hora e o lugar certo pra contar históras Val..
- deixa de ser chato e me deixa falar
- não disse que não podia... só disse que é inusitado.
-enfim,
Eu deveria ter uns dezessete anos, havia acabado de começar o curso de psicologia... lembro que não foi fácil pro raziel me deixar fazer aquele curso... havia acabado de acontecer uma grande desgraça dentro dos arcanjos, o imperador e a imperatriz haviam sidos assassinados... foram tempos turbulentos aqueles... enfim eu havia começado o curso, e alguns meses depois.. conheci um rapaz. O nome dele era ...daisuke... hoshikage... eu acho...
Sabe ele era um cara muito gentil, era um ano mais velho que eu, estava cursando arquitetura, era charmoso, simpático, gentil... acho que foi a primeira pessoa por quem me apaixonei na vida...
-ta Val..
- Bem... me lembro que nosso namoro durou um ano... estavamos felizes, quem não tava gostando muito era Raziel... ele vivia falando que eu era uma soldado da ordem dos arcanjos em primeiro lugar, que minha responsabilidade era de proteger a imperatriz luna...mas eu era jovem... ainda respeitava demais o Raziel... mas ... queria viver algo além da ordem, minha vida toda so soube o que é servir ordem...
Enfim... ele havia conseguido um bom estagio promissor em uma grande empresa de construção civil, so que os ataques dos renovadores haviam se acentuado na época, estávamos muito frágeis... faltava a muitas aulas... furava nossos encontros...
Uma noite tive que furar um grande encontro, sabia que ele tinha marcado em um restaurante chique, mas minha missão era de proteger a imperatriz... enfim..
No outro dia discutimos feio, ele queria explicação, e eu não podia falar sobre minha vida como arcanjo, mas sabia também que lhe devia uma explicação...
Naquela noite percebi que não poderia manter meu namoro e ser soldado ao mesmo tempo... romper com ele foi a coisa mais difícil que já fiz na vida...
Enfim, vários meses se passaram, e ele já tinha arrumado outra namorada... mas o que eu sentia ainda era vivo, sofri até o ultimo ano, pois ele já havia se formado antes de mim, pelo menos não sofri muito no ultimo ano.
Mas depois soube que naquele jantar, ele iria me pedir em casamento,
-val...
- nah, fica chateado não... muitos anos já se passaram mesmo... foi doloroso, mas aprendi que o passado não deve ser esquecido, mas devemos viver o presente, e admirar o futuro...
Mas takuya kun, o que quero dizer com isso, é que se você quiser mesmo viver essa vida de soldado, se quiser lutar contra os renovadores... terá que abrir mão de quem voce mais gosta na vida.
O rosto de takuya ficou pálido ao lembrar de natsuyo.
-val... olha... eh.. agora que você disse isso...
- não quer responder agora se quer lutar ou não? Tudo bem outouto, não precisa falar nada agora mesmo, você precisa pensar direito sobre isso, antes de falar qualquer coisa, não tenha pressa.
Mas antes... pode me ajudar a descer daqui?
Outro dia havia começado no escritório de Valkyria, himiko e valkyria estavam a sós no escritório
-Dia vazio hoje né Val chan?
-voce não tem nenhum paciente agendado pra hoje não?
-os que eu tinha foram pra manhã.... agora só a noite... acho que vou passar em casa um instante
- ta...
- Val, você parece triste...
- eh... revirando lembranças antigas... mas to bem himiko chan...
-ta... se precisar me liga ta bom?
-ta bom...
Val parou um instante, observou o céu e sussurrou, lembranças antigas...
Alguns segundos depois, takuya adentrou pela sala,
- Val chan?
- ohayo takuya kun! Boa tarde!
- Val... queria terminar o assunto de ontem...
- hum... já fez sua decisão?
- sim..
- e qual é?
-eu...eu queria desistir disso...
Antes que takuya terminasse., Val o interrompeu
- takuya... olha não se sinta um covarde por essa decisão... isso não é covardia, é sensatez, isso é de fato demais pra qualquer pessoa, não se sinta mal, você não precisa enfrentar nada disso, você viveu até hoje como uma pessoa comum né? Não se sinta culpado otouto... foi a decisão correta...
- Val.. você não me deixou terminar..
- ah sim, desculpa... pode continuar.
-eu... queria desistir.. mas percebi que nessa historia, a o que eu acho ou deixo de achar não tem a menor importância, nenhum desses desses dois lados ligam pra mim, arcanjos me querem morto, renovadores... acho que vão querer me abduzir pro lado deles, então não faz diferença ... queria desistir, mas não posso... eles virão atrás de mim de qualquer forma, sinceramente... sei que quanto menos depender do hide pra me proteger.. melhor pra mim.
- entendo... mas seus sonhos...
Após uma longa pausa, takuya murmurrou : foi so um doce acalanto... que acabou...
Val segurou as mãoes de takuya, olhou nos olhos dele e disse,: eu prometo, que eu vou te ajudar a sair dessa, que tudo vai ficar bem no final.
Takuya sorriu e respondeu: queria acreditar em você...
Takuya saia do escritório, caminhava pela calçada, estava cantarolando algo..., alguns passos depois, natsuyo passou por ele, do outro lado da rua, ela estava com algumas amigas, elas pararam e admiravam alguns vestidos numa vitrine, takuya a observou de longe, uma singela lagrima correu do seu rosto...natsuyo não o notou.
Ele continuou caminhando e cantarolando baixinho, sem que ninguém pudesse ouvir...
Eu gosto tanto de você...que até prefiro esconder... deixo assim ficar... subentendido...
Como uma ideia que persiste na cabeça e não...tem a menor pretensão de acontecer...
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