Madz -

4 Capítulo 4 - o entendimento (parte 02)


Madz 4- o entendimento parte 2

Estava que era desespero puro

Tem coisas sim que nos notamos, mas depois que passam, nos damos conta do quão efêmeras elas são.

Mas ele não precisava de alguém com um problema sério, só de alguém desesperado.


– acho que posso te ajudar. Disse o misterioso homem de preto

Olhei espantado, afinal alguém vestido daquela forma era muito estranho

– quem e você?

– sou seu amigo shibara

– eu não tenho amigos

– hehe,pois e.. agora tem um.

– quem e você afinal!? O que você quer?

– meu nome e vox, e quero te ajudar.

Ja não estava mais confortável na presença dele, ia embora daquele lugar, quando ele então começou sua persuasão.

– com licença, disse enquanto me dirigia a porta.

– e mesmo uma pena aquela garota ficar com um cara que não serve pra ela...

– de que garota você esta falando?

– a ruivinha, aquela que faria um lindo casal com você.

– não diga besteiras ta bom!

– não e besteira, e a mais pura verdade, vocês dois nasceram pra ser felizes juntos, e você meu caro shibara, nasceu para ser grande! você era para ser rei entre esses ingratos, não nasceu para ser isso que e hoje mas mesmo assim você é isso.

–serio mesmo?, você e mesmo um gênio por ter deduzido isso sozinho, com licença.

– você e uma vergonha como ser humano sabia? Aquela garota nunca será sua, e sua vida será sempre uma piada para os outros, enquanto viver será esse desperdício de oxigênio, você devia mesmo ter gloria, mas não e isso que aconteceu né?

– se ja se cansou de esfregar minha mediocridade na minha cara, ja vou então, não preciso que nem você nem ninguém que seja venha falar isso pra mim! Sinceramente se essa e a ajuda que veio me oferecer, eu dispenso!

– não, e essa aqui.

Ele disse isso enquanto me entregava um envelope de papel pardo com umas folhas dentro.

– siga essas instruções e amanha mesmo ja poderá desfrutar de sua nova vida.

– isso... parece.... parece algum ritual ou coisa assim...

– isso meu jovem e um golpe no destino! E a chave que vai abrir a porta da sua nova vida!

– eu não quero ter que...

– vamos garoto, prefere mesmo continuar com essa vida? Bom pensei que gostasse da ruiva, acho que estava enganado.

– bom, so não queria ter que apelar para isso...

– shibara... na vida, as pessoas lutam com as armas que tiverem, você estava desarmado, ate agora.

As palavras dele, soavam fundo em mim, a essa altura ja não conseguia mais raciocinar, estava me sentindo salvo, mas ainda assim não quis aceitar logo de cara.

–olha... eu...

–não tenha pressa meu jovem, mas quando se cansar dessa vida medíocre, use minha singela dádiva.

E ele se afastou inda estava de costas pra ele, mas logo me virei para perguntar algo e notei que ele havia sumido.

Estava caminhando a esmo, as palavras de vox ainda ecoavam na minha mente, quando dei por mim, estava na biblioteca, pensei em sentar-me e abri aquele envelope para ver do que se tratava

– baptismum....tenebris...

Aquilo parecia tão estranho, achei que era bobeira no final das contas.

Umas pessoas se aproximaram conversando, me assustei e deixei o envelope cair, depois o chutei pra debaixo de alguma estante


A aula havia então terminado

Eu estava já indo pra casa, notei que havia esquecido um caderno na sala, voltava para pegar, quando alguem esbarrou em mim e me derrubou. Quando notei que era natsuyo,

– ah colega desculpa eu... ah e voce takae!

– takuya...

– hehehe desculpa! Eu tinha esquecido minha bolsa na sala, e minhas amigas me chamaram para ir no shopping

– eu tinha esquecido meu caderno na sala

...

–takuma kun, ja que voce foi tao legal comigo, eh... não quer ir conosco não?

Levei alguns segundos para perceber que aquilo era real

Nossa eu sempre a admirei e ela nem sabia que eu existia, e agora ela estava se aproximando de mim.

Caminhava ainda em direção a minha sala, a ficha ainda não tinha caído direito, mas depois fui pensando melhor...

...e se aquele cara for também? Aquele doce momento que parecia ser mágico, na verdade vai se transformar numa longa sessão de tortura, ao ver outra pessoa beijar aquela que amo...

Pensei “é melhor que eu não vá.... não quero ter que passar por isso...”

Hunf...nem tive tempo de recusar o convite dela...

Não deu tempo de notar, alguém havia colocado o pé na minha frente e me derrubado. Era o mesmo rapaz que havia beijado ela, tinha ele mais dois outros.

– opa shibara! Desculpa ai foi sem querer...

Me levantava quando ele veio falar comigo de novo.

– ai shibara, ouvi falar que a natsuyo te convidou pra ir com ela, é mesmo? Você não ta pensando em ir não NE?

Ouviu...sei ...maluco....

– por que a pergunta?

– escuta shibara, sua presença é algo totalmente dispensável sabe, é compreensível que você não entenda nada de como ter vida social, já que você não tem uma, mas essa é uma boa ocasião pra começar meu namoro com a natsuyo, e se você estiver por perto vai meio que manchar a ocasião entende?

Eu era pura raiva por dentro... ele não tinha o direito de rouba-la de mim! Não tinha o direito de arruinar meu destino! As palavras daquele homem começaram a ressoar na minha mente, tudo começava a fazer sentido, não tinha que ter aquela vida miserável, eu nasci para ser glorioso!

– eu não ia mesmo! Mas se fosse? você não tem o direito de mandar na minha vida!

– você insiste em se colocar em situações constrangedoras né? Hoje to até bonzinho, disse para você não ir para não te humilhar na frente dela, mas se quiser vir tudo bem! Vai ser uma diversão a mais que vou ter hoje!

– infeliz...acha divertido arruinar minha vida?

– não me veja como um desumano...seria desumano arruinar a vida de outra pessoa..mas de um verme..nem faz diferença...

Ele saiu, os outros foram com ele, dando risinhos, nesse momento perdi totalmente a cabeça

Parti correndo pra cima dele gritando

– DESGRAÇADOOOOOOOO!

Não devia ter gritado...

A ultima coisa que lembro foi dele se virando e do punho dele indo na minha cara.

Depois disso, quando dei por mim, estava deitado num leito da enfermaria do colégio.

Meu olho direito Tava roxo, e todo meu corpo doía.

A enfermeira percebeu que eu me mexia

– hey, fique parado ai, você não pode se mexer.

– o..que..aconteceu...

–também não sabemos, só encontramos você machucado e inconsciente no corredor.

Estava eu La deitado naquele leito, sem me mexer muito, pois todo meu corpo doía.

Pensando como era irônico, aquele dia de manha eu estava no paraíso, e agora já quase de noite, desfrutava do inferno.

Mesmo sentindo dores eu me levantei e fui para casa, bem que a enfermeira não quis deixar.

–hey menino, não vai assim não, você tem que ir num hospital.

–me deixa eu ir por favor...

– olha...você pode até morrer se sair no estado que está.

Eu virei pra ela e falei: -eu não vou morrer.

Continuei andando... mas sussurrei.. “coisas boas não acontecem comigo...”


Só andava em direção para casa, nem reparei muito por onde eu ia, também tão absorto em pensamentos de raiva como estava naquele momento... sem querer notei que passava na frente do shopping.

Infeliz coincidência do destino, passei no mesmo momento que a natsuyo saia de La com as amigas dela, ela nem me notou, estava do outro lado da rua, pensei, eu devia estar La, não aqui sentindo dores..., saí logo, não queria ver aquele cara beijando aquela que devia ser minha garota.

Nesse momento, eu simplesmente me afoguei em meu rancor, afundei em minha raiva, era como se já não tivesse mais sangue fluindo nas minhas veias, mas puro ódio, então as palavras daquele homem estranho começaram a martelar forte na minha cabeça.... “...quando se cansar dessa vida medíocre, use minha singela dádiva”


Ja era de madrugada, eu invadi a escola, sabia que a segurança do colegio nunca foi grande coisa, fui ate a bibloteca para pegar aqueles papeis e entao pensei em realizar tudo ali mesmo, podia me utilizar do almoxarifado do colegio.

A bibloiteca era suficientemente grande, so precisava arredar umas estantes e mesas.

E o colegio tnha giz precisava para desenhar alguns simbolos no chao, e algumas velas tambem, so o ultimo item da lista era confuso.

– sangue fresco do conjurador.

Pensei: quem seria o conjurador? Aquele homem? Talvez não, ... lembrei que conjurador era algo relacionado a magia, talves fosse eu então o conjurador.

Usei um estilete que estava numa mesa, fiz um corte muito profundo na palma da minha mão direita , nem foi minha intençao me ferir tanto , mas enfim...

Coloquei minha mão no centro do curculo, peguei os papeis e comecei a ler aquilo que estava escrito, tive alguma dificuldade, por se tratar d um idoma que eu não conheço.

Ao fim da leitura, tudo continuou normal, o colégio ainda silencioso, tudo no mesmo que era. A essa altura ja me achava o maior idiota do mundo, ate disse comigo mesmo.

“ voce e um idiota mesmo shibara! Ta vendo o que fez? Invadiu o colégio, depredou patrimônio público, e a troco do que? Nada mudou! Por que foi dar ouvidos a um maluco fantasiado? Por que? Meu deus que corte imenso fiz na minha mão... bom melhor eu arrumar isso aqui, já não sou bem visto nesse colégio, não quero ser chamado de satanista também“.

Nesse momento que eu ia me levantar, minha mão que estava ainda em contato com aquele desenho, parecia colada no chão, parecia que aonde eu havia me cortado, simplesmente colou no chão.

Por mais que tentasse não conseguia desprender minha mão do chão então um vento muito forte entrou pelas janelas, e as velas se apagaram, duas a duas, quando terminaram, elas emitiam tipo relampagos, mas eles tinha cor estranha, era roxo escuro, quase preto.

Eles cresciam e entao todos foram disparados contra mim, senti ser eletrocutado, mas não durou muito tempo, logo eu apaguei.


Quando acordei, estava na minha cama, tonto, confuso.

A principio achei que tudo não tinha passado de um sonho muito estranho, ja que não lembrava como que eu tinha chegado em casa, todos meus machucados estavam curadoa, ate o corte na minha mao havia fechado, como se eu nunca tivesse me cortado

Nossa me sentia tao, mas tao confuso..

Ainda ass fui pro colegio, estranhei o tempo tao aberto e ensolarado, quando havi chovido tanto antes.

Fui direto pra aula, ja que estava meio atrasado, me surpreendi ao ver o professor de geografia na sala poxa hoje e terça, ele so da aulas na sexta

Como já não converso com ninguém mesmo, com quem eu Iria falar alguma coisa?


Estava no intervalo, ja ia para meu cantinho habitual, estava mesmo convencido de que aquilo era apenas um sonho muito esquisito, ah e a troca de professores também era estranho, não acontecia com freqüência... acho que nunca vi acontecer,

Me surpreendi ao ver que a natsuyo veio falar comigo de novo


– TAKEDA KUN !

– takuya.... bom dia natsuyo-chan.

– voce ta bem? Eu soube o que aquele cretino fez com voce. Não imaginei que ele faria uma coisas dessas!

–eh... eu to bem.. obrigado por perguntar

– nossa fiquei tao preocupada...

–eh natsuyo, bem, por que os professor de geografia veio hoje?

–como assim?

– bem, por que ele deu a aula dele na terça, se o dia dele e sexta?

– takeda kun...hoje e sexta...

–nananah... ontem foi segunda entao....

– takeda... por isso fiquei preocupada.. voce sumiu por trea dias...

–como eh?

– tem certeza que ta bem? Ele Não bateu muito forte na sua cabeça não?

– eh... deve ter sido isso..


Nesse momento valkyria lembrou do que raziel havia lhe falado “ entao vem dai a tal latencia de tres dias“


Ja estava em casa, devia ser por volta das oito da noite, recebi uma mensagem no meu celular, era munha tia dizendo que estava vindo passar uns dias comigo

Estranhei porque ela comunicou isso por mensagem de celular, minha tia não sabe mexer direito em aparelhos eletronicos modernos, mas pensei, pode ter sido.minha prima que escreveu e enviou pra ela, entao fui encontrar-me com ela na estaçao.

Esperei por horas la , ja deviam ser onze da noite quando um trem chegou na estaçao, eu procurei por ela, chamava ela mas não a via em nenhum lugar, entao perguntei a um guarda quando chegaria o proximo trem, ele me disse que aquele era o ultimo do dia, e que era pra eu ir pra casa.

Sai de la totalmente confuso, pois não entendia por que minha tia teria falado aquilo comigo, esperava entao uma resposta dela, ainda voltava p casa deviam ser onze e meia da noite.

De repente um carro passou em alta velocidade do meu lado e parou, alguns homens fortemente armados desceram do carro, me assustei e comecei a correr na direçao oposta, quando notei que havia outro carro com mais homens armados , entrei em um beco , achei que poderia me esconder la.

Havia parado um instante para tomar fôlego, o susto foi muito grande, quando me virei vi que os homens haviam entrado no beco, estavam realmente a minha procura

– hei, você é takuya shibara né?

– de,de, desculpa...mas vo,vocês devem ter feito alguma confusão..eu não sou de família rica...não vale a pena me seqüestrar, devem estar procurando outro takuya.

Ele apontou a arma pra mim e disse...

–seqüestrar? Essa foi boa...

Ele começou a disparar contra mim, não sei como eu consegui pular de uma parede a outra e saltei sobre o muro. Virei e disse : — como foi que eu fiz isso?

Logo os carros apareceram na outra rua e me perseguiram não sei como consegui correr tanto estava até admirado nunca fui de praticar esportes e de repente estava conseguindo fugir de um carro.

Tudo aquilo era muito estranho, umas pessoaa que nunca tinha visto antes tentando.me.matar sem nenhum motivo aparente, e eu com um.desempenho atletico impressionante, como que eu , a pe, conseguia fugir de bandidos de carro? E como eles sempre me achavam, mesmo quando eu despistava eles? Nao importava pra onde eu correse, eles me achavam.

Enfim achei um estacionamento subterraneo onde eu pensei que poderia me esconder, ainda assim me acharam, começaram a atirar, eu corri mas jogaram um granada perto de mim, a explosao me jogou longe, eu bati a cabeça e desmaiei.

Tudo pareceu um sonho, algo bem onirico, mas seu que foi real.

– capitao, a missao foi concluida! O tal f

Garoto realmente foi dificil mas conseguimos pegar ele

–pelo contrario, sua verdadeira missao começa agora.

– como assim capitao?..alo?.. capitao?. Alguem na escuta?


– tem alguma coisa se mexendo la, o moleque ainda ta vivo?


– QUERIAM BRINCAR COMIGO NE? CERTO ENTAO! LETS PLAY!