Notas iniciais
Então gente, estou um pouco triste pelo fato de ninguém ter comentado, ou seja, não sei se devo continuar a fic, já que tenho ela mais do que a metade salva no meu pc. Então eu decidi fazer o seguinte; vou postar hoje e manhã, e se não tiver nenhum comentário em nenhum capitulo, não posto mais.

Anterior.

— Tudo bem... Então o carro ficou destroçado. Sua filha ficou presa nas ferragens, o que na verdade foi mais um lucro do que se ela tivesse sido arremessada para fora do carro, pois teria uma conclusão na coluna, o que a levaria a ficar paraplégica ou tetraplégica. Parece que estava sem cinto de segurança. Tiraram-na de dentro do carro, mas perdeu muito sangue. Apesar de ter sido grave, ela vai ficar bem. Contanto que tenha um bom descanso. — Frederick escutou atentamente.

Annabeth não sabia onde estava. Só via fragmentos de cores. Azul e branco. Sua visão foi se acostumando. Uma luz ofuscante entrava na sala onde se encontrava. Fechou os olhos algumas vezes, até que conseguiu enxergar novamente. Sua visão entrou em foco em um homem com aparência de 40 anos. Óculo de grau, e um chapéu. Era Frederick, seu pai. Onde estava? Só Deus sabia, e provavelmente seu pai também.

— O-onde e-estou? — perguntou com certa dificuldade.

— No hospital. O que pensou que estava fazendo, Annabeth? Onde era que estava com a cabeça? Você nunca foi assim...

— Primeiramente. O que foi exatamente o que eu fiz? Por que certamente não sei onde está minha cabeça agora!

— Você quase se matou. Foi quase um suicídio! Pegou o carro dirigiu descontroladamente pela interestadual-81, à noite! E sem cinto...

As palavras de seu pai iam ficando enroladas cada vez mais para Annabeth. Até que o acidente veio a sua mente, como um tsunami. Annabeth ficou chocada pelo que aconteceu. Sempre fora cuidadosa. Como deixara aquilo acontecer? O que a fizera fazer aquilo?

— Oh, meu Deus! Quanto tempo ficara desacordada? — perguntou ainda com dificuldade.

— Um dia. Foi rápido a sua recuperação. — a expressão de Frederick era dura.

— Ainda bem... — Annabeth parou de falar, a expressão de seu não mudara nada — Não é mesmo?

— Você foi irresponsável, Annabeth. Por isso, vai morar com sua Avó.

— Ah, com a vovó Chase? Tudo bem, ela mora em Nova York mesmo.

— Não, a “vovó” Páternom. Em Los Angelis. — falou.

— Como assim? Quer acabar com a minha vida? É isso? Pode falar! Você nunca se importou comigo! Só pensa em si mesmo e em seu trabalho! É um estranho para mim! Os empregados cuidam mais de mim do que você, que se diz ser meu pai! Você pai? Isso não se chama de pai! Você nunca pensa em mim, em como eu me sinto, FREDERICK CHASE! — ela cuspiu as palavras ameaçadoramente para Frederick.

Frederick ficou chocado com a atitude da filha, ela nunca foi assim. Mesmo chocado, não deixou a que ela percebesse.

— Sua mãe não se orgulharia disso. — foi a única coisa que disse, antes de sair da sala.

Sua mãe não se orgulharia disso. Sua mãe não se orgulharia disso. Essas palavras voavam entorno de Annabeth. Onde está mamãe? Ela deveria estar aqui, não? Foi ai que a enxurrada de lembranças veio átona. E ela se lembrou de tudo.

Um dia antes.

— Não, não, não! Não pode ser. — Annabeth falava. Gritava. Esperneava.

Aquilo não podia estar acontecendo. Não com ela. Aquilo era um pesadelo. Só que ela nunca iria acordar desse pesadelo. O mundo dela perdeu o chão. Como seria daqui em diante?

Sem sua mãe.

Ela perdera a pessoa mais importante da vida dela. E seu pai quase não se importava com isso. Isso era terrível.

Foi um atentado! Como alguém pode conseguir matar alguém, da forma como ela foi...

Annabeth não queria mais pensar nisso. Chorava tanto, não conseguia aguentar. Eles estavam em um hospital qualquer de New York. Onde seu pai dera essa noticia para ela. Annabeth não aguentava mais. Pegou a chave de seu carro. E andou em direção ao elevador, mas antes da porta fechar, escutou seu pai gritando por ela.

Ela não estava nem ai para ele.

Dirigiu seu carro em alta velocidade sem nenhuma direção certa. Uma hora depois percebeu que estava em uma interestadual. Seu celular não parava de tocar. Isso a fez ficar com mais raiva. Ela só precisava de um tempo. Mas o celular não parava de tocar. Ela estava quase explodindo em lagrimas. Seus olhos embaçaram.

A lembrança pulou para outro canto. No milésimo de tempo em que viu o animal cruzando a frente de seu carro. Ela realmente tentou escapar. Fracassou. Atingiu em cheio o animal. Depois caiu na escuridão.

Mas ela se lembrava de ter sonhado. Algo bom. Sua mãe estava nele, não sabia como, pois não se lembrava do sonho. Só sabia.

Cinco dias após a alta de Annabeth, Frederick já havia comprado sua passagem, direto para Los Angelis. Annabeth nunca se sentira tão decepcionada com seu pai. O que exatamente ele queria? Ela era uma boa aluna na escola. Nunca fizera nada de ruim. Sempre tivera bom desempenho em tudo. E nunca fizera nenhuma burrada. A não ser pelo dia do acidente, mas já era se esperar, pelo menos para uma adolescente normal. Mas veja bem, seu pai não a via como uma adolescente normal e nem queria.

E ali estava ela, arrumando as malas para uma maldita viagem. Que não tinha prazo de “validade”. Totalmente absurdo.

Annabeth pegou uma foto de sua mãe e ela, analisou a foto antes de guardar na mala. Era a sua preferida de tantas. Fechou os olhos, não iria chorar, não mais. Tudo estava pronto.

— Vamos Annabeth! — Seu pai gritou do andar de baixo.

Annabeth não respondeu nada. Ficou parada olhando a vista que sua janela a oferecia. Iria sentir tantas saudades daquele lugar. Que aparentava ser o mais agradável possível, com as paredes verdes, contrastando com os verdes das folhas. Estantes e mais estantes de livros. Ela era apaixonada por livros. Era realmente uma pena não poder leva-los. Annabeth se sentia mais infeliz do que nunca.

— Annabeth! O voo sai daqui à meia hora! Vamos. Não vai querer perde-lo, não é mesmo? — seu pai gritou novamente do andar de baixo.

Com certeza ela queria perder mais do que nunca aquele voo.

Antes de sair de seu quarto, ela deu uma ultima olhada. Sentiria tanta falta...

— Annabeth!

— Já estou indo! — gritou aborrecida. E resmungou algo mais como “droga”, ”não da para me deixar em paz?”.

Em vinte minutos eles já estavam no aeroporto. A comissária de bordo já estava anunciando:

— Atenção! Senhores passageiros, do voo 238 para Los Angelis, o voo parte em 30 minutos.

Frederick olhou para Annabeth, com certeza ele estava arrasado. Não mais do que Annabeth, mas arrasado.

— Então é isso. — falou.

— Então é isso. — repetiu Annabeth, que já estava se virando para ir embora.

— Annabeth, entenda, isso é para o seu próprio bem...

— Olha aqui, não quero entender nada! Só voltarei a falar com o senhor, quando me der a minha carta de alforria! Você sempre quer mandar em mim, mas entenda, eu tenho uma vida própria! E você também deveria ter! — Annabeth despejou as palavras duras em cima de seu pai e foi embora, com passos duros.

— Atenção! Senhores passageiros, do voo 238 para Los Angelis, o voo parte em 16 minutos. — repetiu a comissária de bordo.

Assim que Annabeth sumiu de vista de Frederick, o mesmo sentou em uma cadeira passando a mão no rosto. Ele estava tão cansado. Tão triste. Tão aborrecido com Annabeth. Pegou o celular e discou um numero já conhecido. No terceiro toque, o celular fora atendido.

— Alô? — perguntou uma voz branda e sonolenta.

— Senhorita Rivera?

— Sim e quem...?

— Aqui é Frederick Chase.

— Ah, oi! Hm, mas está tarde, aconteceu alguma coisa?

— Só liguei porque gostaria de saber se a senhorita não gostaria de sair para jantar....?

Annabeth chegou de manhã em Los Angelis. O dia estava ensolarado. Muito sol para a pele pálida da garota. Annabeth passou a mão pelos braços. Vida nova. Ela iria odiar aquilo. E ela já odiava. Fechou os olhos.

Estava procurando sua vó. Para falar a verdade, ela procurava uma velha, anciã e gorducha. Com as bochechas rechonchudas. Já estava ficando apavorada, seus olhos rondavam o recinto. Quando sentiu uma pequena mão no seu ombro direito. Annabeth se virou abruptamente.

— Annabeth?

A garota viu uma mulher com menos do que um metro e setenta. Cabelos loiros, olhos cinza. Corpo totalmente perfeito. Rosto jovial. Nada do que Annabeth havia imaginado.

— V-Vovó...? — Annabeth perguntou totalmente confusa.

— Sim. Oh, Annabeth, como você cresceu! Está tão linda! Parece com sua mãe! — Sua vó já estava com as mãos em seu rosto.

Annabeth se entristeceu ao ouvir que se parecia com sua mãe. Lembrar-se de sua mãe era terrível. E o pior de tudo, não pudera nem ir ao enterro de sua mãe.

— Obrigada.

Annabeth seguiu sua avó até seu Nissan vermelho. Sua avó não parava de falar em como ela estava linda, em como ela havia mudado. Diferente. Annabeth não se lembrava de sua avó. Ela não falava com sua avó e muito menos sabia de sua história com sua mãe.

Sua avó guiou o carro até um casarão. De cor marrom, havia um belo jardim na frente da bela casa. Sua avó parou o carro em frente da casa. Annabeth saiu e pegou suas malas que estavam no porta-malas. Ela tinha de admitir, estavam pesadas.

Sua avó abriu a porta. Annabeth quase perdeu o ar. A mobília era linda. A casa era totalmente linda! A arquitetura era perfeita. Annabeth sorriu e olhou para sua avó e disse:

— Oh meu Deus! Isso aqui é lindo! Totalmente perfeito! — Annabeth estava quase pulando.

— Oh querida, agradeço! Mas infelizmente a casa tem alguns problemas, começar pela escada que range a cada passo que damos. Já chamei tantos especialistas... Mas bem, obrigada pelo elogio. — A avó sorriu.

Annabeth olhou para a escada. Aparentemente não havia nada de errado. A escada era de madeira rustica, lindíssima. Mas sua avó estava dizendo que estava com problemas... Depois veria o que fazer.

— Ah, querida, vamos para o seu quarto. — afirmou enquanto ia à frente.

No final sua avó tinha razão. A escada realmente rangia. Parecia um ronco de porco, só que a cada passo que dávamos.

Avó de Annabeth a guiou até o ultimo quarto a esquerda. Ela abriu a porta. Era relativamente divino. Havia uma cama de casal. Com vários travesseiros em cima. Uma janela enorme. Uma escrivaninha. Um closet. Uma espécie de sofá cama, embaixo da janela. E uma cômoda.

— Esse era o quarto de sua mãe.

— Oh vovó... esse realmente era o quarto dela? Ela nunca me falou da vida dela quando morava aqui. — Admitiu. Annabeth odiava não saber. Sempre tinha de saber. Principalmente de algo que envolvia sua mãe.

— Sim esse era o seu quarto. — sua avó afirmou enquanto se apoiava na porta — Certamente tinha muitos motivos para não falar. — ela assumiu em um tom triste.

— É melhor deixar você aqui, certamente deve estar cansada da viagem. — Sua avó a olhou com aqueles olhos cinza que demonstravam uma inteligência inacreditável.

Sua avó estava quase fechando a porta quando escutou Annabeth falar:

—Obrigada, vovó. — não mais alto do que um sussurro.

Mas sua avó escutou e deu um largo sorriso.

Um Porsche Conversível preto andava mais do que em alta velocidade nas ruas de Los Angelis.

— Pelo amor de Deus, Thalia diminua essa velocidade!

— Percy, qual é? Nunca andou em alta velocidade em um Porsche?

— Sim... quer dizer não. Principalmente em um roubado! Agora diminua a velocidade! — Percy se encolhia no banco do passageiro, agarrado ao cinto de segurança.

O cabelo preto de Percy estava totalmente embaraçado por causa do vento. E seus olhos totalmente verdes, demonstravam tanto medo que divertia mais ainda Thalia.

— Thalia, diminua a porcaria da velocidade! — gritou Percy.

— Percy, deixe de ser estraga prazeres. — Thalia respondeu. Seus olhos azuis elétricos estavam zombeteiros.

Continua...

Notas finais
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