Mad World

13 Chapter 12 - Mood Morning


Notas iniciais
Yo minna o////// Devo algumas explicações. Bom, era para o capítulo anterior ter sido lançado há duas semanas e este na sexta-feira passada. Mas, porém, entretanto, todavia, eu, muito baka, achei que a data fosse para o próximo capítulo, por exemplo, ter uma data definida. Eu tinha lido a notícia sobre a programação de postagem, mas esqueci > ////

Kaito Shion correu como nunca havia feito. Nem mesmo quando sua mãe levou um monte de vizinhos até sua casa para que ele pudesse ter muitos amigos, ou pelo menos algum amigo. Nem mesmo quando fora ao shopping e quase fora engolido por uma multidão de estranhos de todos os tipos. Ele esse estava superando até a vez que umas amigas de sua mãe o pararam para dizer que ele era muito bonito.

Não, isso estava superando tudo.

Ele observava as pessoas no seu caminho enquanto desviava delas. Claro, precisava alcançar seu objetivo e nem mesmo aquelas vaias pessoas o impediriam.

Kaito Shion precisava se esconder. E rápido.

Ele só parou quando chegou até seu destino, uma grande e grossa porta de madeira com uma placa dourada cuja a qual tinha escrito: Auditório. Fazendo um pouco de força, Kaito a empurrou.

Como esperava, o lugar estava vazio e escuro.

Kaito deixou a porta se fechar sem sua ajuda. A escuridão tomou conta de tudo. Ele começou a tatear a parede em busca de um interruptor. Quando o achou, o ligou.

O feixe de luz que surgiu pirou em cima de um piano, no meio do palco. O piano era preto de cauda. Um dos pianos mais bonitos que Kaito vira. Por isso ficava espiando-o todo dia, sozinho. Seus dedos formigavam. A ansiedade crescia. Kaito precisava tocar. Precisava muito tocar.

E então deu passos curtos até o centro do palco. Passou os dedos pelas teclas e se sentou no pequeno banco. Respirou fundo.

Não havia ninguém ali. Ficaria tudo bem.

Ele começou. Seus dedos intercalavam rapidamente entre si, sol, fá, mi, no começo. Achava que estava enferrujado, não tocava há muito tempo, mas até que não estava tão mal.

A melodia de Mood Morning ecoou pelo auditório ele fechou os olhos, absorvendo cada nota. Seus dedos percorriam as teclas com uma leveza absurda. Era apenas ele e o piano. Achava que Edvard Hagerup Grieg era excelente.

Quando terminou, levantou e foi até o começo do palco. Curvou-se.

Para sua surpresa, os aplausos ecoaram pelo auditório.

– Isso foi... incrível. – disse uma voz atrás dele. Kaito se virou lentamente. Estava mais pálido que o normal.

Alguém além de sua antiga professora de piano o ouvira tocar. Isso era assustador.

Ele levantou os olhos para a loirinha. Ela deu seu melhor sorriso de encorajamento. Kaito estremeceu. Quando tudo começou a desabar? E ainda por cima, nessa velocidade?

– E-e-eu... – Kaito foi perdendo a voz.

Seu pior pesadelo estava lá, em forma baixa e loira. Rin balançou a mão perto de seu rosto.

– Você está bem? – perguntou.

Se ele estava bem por alguém tê-lo ouvido tocar? Se ele estava bem porque, depois de todo esse tempo, escondendo esse segredo de quase todos, agora havia sido descoberto? Se ele estava bem porque agora precisava (tecnicamente seria obrigado) a tocar na frente de várias pessoas?

Não, ele não estava bem.

Kaito estava pronto para sua escapada estratégica quando Rin segurou seu braço.

– Não fuja, por favor. – pediu. – Toque uma música que você inventou, criou, compôs, eu não sei.

Kaito ficou parado. Não conseguia mais se mover. Misteriosamente, suas pernas pesavam como chumbo.

Ele engoliu a seco. Só havia composto uma música para o piano, e fora alguns dias antes, para uma garota que não era Rin. Na verdade, ele era suficientemente teimoso para não admitir. A realidade é que estava confuso. Kaito só queria se esconder em algum lugar.

Bem, ele nunca ia conseguir alcançá-la com aquela música. Iria gaguejar quando dissesse que inventara uma música para ela, e ela com certeza a irritaria como sempre, e seus dedos tremeriam tanto que não conseguiria tocar.

Subitamente, perdera o medo de Rin. Ele assentiu e sentou novamente no banquinho. Não trouxera a partitura, mas se lembrava perfeitamente de cada nota.

Quando terminou, ele sorriu, achava que não tinha sido tão ruim quanto esperava. O que era surpreendente.

– Você compôs essa música para alguém, não é? – perguntou Rin. Kaito abaixou o olhar. – Eu – uma das várias portas que davam ao auditório foi aberta. – também gosto de alguém – disso até mesmo Kaito sabia. Era do loirinho entediado. – mas ele não estuda nessa escola.

Rin tampou a boca. Por que estava mentindo? Ela e Kaito procuraram pela pessoa que havia entrado, mas a porta já estava sendo fechada de novo. Rin se sentiu meio zonza, pois, apesar dele ter fechado a porta e ido embora, ela claramente viu os cabelos loiros.

– Len! – gritou. Como não houve resposta do outro lado, foi atrás dele.

Kaito balançou a cabeça. O que foi aquilo?

Ele sentiu mãos envolvendo a gola de sua camisa e o prensando contra a parede.

– Você é um traidor. – rosnou Gakupo. Seus olhos estavam ferozes, e seus cabelo roxo enorme estava bagunçado, com a trança desfeita.

Não, aquele só parecia Gakupo. Kaito tentou lembrar de como ele era chamado, apesar de todo o nervosismo, ele definitivamente levaria uma surra, até que conseguiu. Dada a sua atual situação, o apelido Dominador combinava perfeitamente.

Gakupo levou um murro de uma mão feminina. Agora era a vez de Meiko segurar Kaito no alto.

– Você é um idiota. – berrou. Ela deixou uma mão livre e com ela lhe deu um murro. Gakupo se recuperou do susto e também deu um murro em Kaito. Kaito tinha a leve impressão de que suas bochechas nunca mais voltariam ao normal. Tanto Gakupo, ou melhor dizendo, Dominador e Meiko ergueram Kaito mais alto e se prepararam para socá-lo, quando alguém os impediu.

– Não. – Luka entrou no meio deles, com os braços erguidos e um olhar determinado. Os dois soltaram Kaito. Meiko bufou. Pelo jeito, apenas Luka Megurine a parava.

– Eu odeio você. – falou uma voz. Todos olharam Miku, agora com o cabelo completamente solto. – Eu odeio você. – repetiu.

Kaito só retornou do transe quando nenhum deles estava lá. As palavras reverberavam em sua cabeça. De repente, ele achou que a luz em cima do piano, fora drasticamente apagada.

Notas finais
Obs.: A Meiko é agressiva assim por um motivo. Obs 2.: A música que o Kaito fez é Rolling Girl, só as notas do piano mesmo. Eu esqueci de perguntar para a Amanda quais eram, Ç-Ç!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.