Mad For It

3 Capítulo 2 - A viajem


Notas iniciais
Olá pessoal. Demorei pra postar esse capítulo né? Escrevi correndo por causa da demora, então não liguem para os erros porque, sinceramente, estou sem tempo de ler tudo para corrigir. Mesmo assim, espero que gostem.
Obrigada e um grande abraço a todos os leitores.

POV. Bella

Ouvi alguns barulhos do lado de fora do meu quarto. Minha cabeça estava explodindo de dor. Abri os olhos lentamente e queria xingar a mim mesma por causa da maldita dor de cabeça. Peguei meu celular no criado mudo e me deu vontade de matar tudo e todos, pois marcava 5:20 da madrugada. Mais que porra, como que Carlisle compra passagens para um voo de 6 horas da manhã? Coloquei o travesseiro em cima da cabeça tentando abafar o barulho, o que foi inútil, pois os barulhos só aumentaram na porta do meu quarto, e eu entendi o recado.

- Ok, eu me rendo! – Falei em voz alta, me levantando.

- Minha próxima tentativa era arrombar a porta. – Ouvi a voz do Cullen, vinda de trás da porta.

Revirei os olhos e fui tomar um banho. Ao sair, vesti um suéter preto, pois em Londres era exageradamente frio, um jeans tremendamente apertado e meu all star cano longo. Joguei a honey nas costas e peguei minha mala. Desci as escadas ás 5:30 e estavam todos sentados no sofá, exceto Rose e Alice.

- Cadê as sebosas? – Perguntei.

- Chegou a Samara. – Emmett sorriu.

Esme, Carlisle e o Cullen riram.

- Era só o que me faltava. Samara?

- É, as vezes você me dá medo porque parece a Samara! – Fez careta.

- Concordo com o Emmett, quando que você vai sair do poço pra matar nossa família? Tenha piedade da minha vida, sou tão bonzinho! – Gargalhou o Cullen.

Decidi ignorar esses lesados e me sentei ao lado de Emmett pra esperar as princesas usurpadoras. Ao dar 5:40, o Cullen e o Carlisle foram no quarto para levar as meninas para fora de casa. Edward desceu as escadas carregando Alice no ombro e Carlisle carregava Rose. Ri daquela cena e acompanhei os quatro.

- Que cena mais patética! – Gargalhei.

Havia algo errado no rosto das duas, mas não consegui detectar o que exatamente, só sei que estava muito engraçado.

- Cala a boca, irmã traíra! AAAAH... Detenha nosso pai, eu e Alice só passamos maquiagem em um lado do rosto.

Ah sim, agora está explicado. Não aguentei e cai na gargalhada juntamente com o Cullen. Rosalie e Alice se debatiam tentando escapar. Eles jogaram as duas dentro do taxi e voltaram para pegar as malas. Fui até as meninas gargalhando.

- Eu não posso sair na rua desse jeito. – Choramingou Alice.

- E eu? Vou acabar com minha reputação! – Rose cobria o rosto com as mãos.

- Você já teve alguma reputação, maninha? – Provoquei.

- Cala a boca, vaca asquerosa. Traíra do caramba!

Mostrei o dedo médio pra Rose.

- Meninas, parem! – Esme se aproximou. – Cadê o Emmett?

- Não estava com você? – Perguntei.

- Falou certo, “estava”. Ele sumiu e eu não consigo acha-lo.

Não era de se admirar Emmett ter sumido, do jeito que ele era um jumento, deve estar na casa do vizinho procurando lagartixa.

- Olha, ele está na casa da sra Millicentt. – Apontou Alice.

Fui com Esme buscar o Mané. Quando chegamos à casa da velha, o cabeçudo estava segurando um gatinho branco dos olhos verdes, até que era fofinho, mas eu tinha uma tremenda alergia, e não demorou muito para que eu começasse a espirrar.

- Filho, vamos perder o voo.

- Mãe, ganhei um gato. – O cabeçudo sorriu.

Era só o que faltava. Quanta burrice, senhor, salve essa criatura.

- Não podemos levar um... – espirrei. – gato.

- Bella tem razão, deixe o gato ai e vamos logo. Carlisle já está nervoso. – Esme pegou o gato e soltou no chão, mas o danado começou a acariciar as pernas de Emmett.

Que ridículo. Meu nariz estava ardendo e eu estava com vontade de chutar o gato pra longe. Espirrei pela décima segunda vez.

- Não podemos deixar o bichonhô aqui. – Emmett pegou o gato novamente.

Bichonhô? Esse era o nome do capeta do gato? Perdi a paciência.

- EMMETT, DEIXA A PORRA... — espirrei -... A PORRA DESSE GATO AQUI!

- Aqui está querido. É só colocar o gatinho aqui dentro. – A velha Millicentt apareceu com uma bolsa especial para animais, e por um momento eu queria que Emmett coubesse dentro daquela bolsinha.

- Opa, vamos para Londres, Bichonhô. – Emmett sorriu para o gato assassino de alérgicos.

- Desculpa sra Millicentt, mas o tal bichano ai...

- É bichonhô, mãe. – Emmett corrigiu Esme.

- Bichinhô! Então, o Bichonhô não vai conosco. – Indagou Esme, olhando para o tal gato.

- Sim, sim, ele já vacinou. – Millicentt era meio surda ou era impressão minha?

- PESSOAL, VAMOS LOGO! – Gritou Carlisle, já na porta do taxi.

- Tudo bem, vamos levar o Bichonhô. – Esme foi para o taxi.

Não estava acreditando nisso. Espirrei mais uma vez e corri até ela, enquanto o cabeçudo do Emmett nos seguia segurando a maldita bolsa com o Bichonhô.

- Esme, você só pode estar brincando. Vamos levar um gato pra Londres? – Perguntei.

- Deixe Emmett, ele é tão sozinho.

Dei um sorriso sarcástico e entrei no carro onde o Cullen, Alice e Rosalie estavam, pois me recusei a ir ao mesmo carro que Emmett e seu gato dos infernos. Chegamos ao aeroporto ás 6:20, mas nossa sorte foi que o voo tinha atrasado. Tivemos que brigar com metade dos funcionários do aeroporto para autorizarem que o Bichonhô fosse com agente, só apoiei porque adoro um barraco. Carlisle teve que pagar o equivalente a 2 passagens pra levar o animal do Emmett, mas não liguei, já que ele estava bancando toda a viajem. Quando me sentei na poltrona, suspirei de alivio. Sentei-me ao lado da janela, Rosalie sentou ao meu lado e Alice ao lado de Rose. Esme e Carlisle ficaram mais a frente e os meninos com o Bichonhô ficaram nas poltronas do lado esquerdo ao nosso.

Depois de tomar 3 comprimidos antialérgicos, peguei meu ipod e aumentei no ultimo volume ouvindo The Bravery – Ours. Fiquei olhando para o céu através da janela e quando meus olhos pesaram, fechei e logo adormeci.

POV. Edward

Mas que merda Emmett estava fazendo?

- Cara, você está dando veneno para o gato? – Olhei curioso, enquanto Emmett enfiava uns caroços dentro da bolsa onde o gato estava.

- Não cara, é que o Bichonhô gostou do amendoim. – Ele sorriu e continuou jogando amendoim para o coitado do gato.

- Tem certeza que ele pode comer isso? – Perguntei curioso.

- Claro que pode!

Duvidava do que Emmett respondeu, porque ele não sabia nem diferenciar verde de azul. Aconcheguei-me na poltrona e fechei os olhos. Estava animado com essa viajem, afinal, sair de Forks era a melhor coisa do mundo. Forks não era tão ruim, mas era muito pequena e ficar muito tempo ali acaba nos prendendo das outras coisas. Já tinha 18 anos e por isso queria curtir mais a vida e aproveitar para fazer tudo que tenho direito antes de voltar pra cidadezinha de sempre. Quero extravasar, aproveitar, beber muito, e com certeza, namorar de mais. Sorri enquanto me imaginava andando pelas ruas de Londres com meuSaleen S7 Twin Turbo azul. O sono chegou e deixei que os sonhos tomassem conta de mim.

(...)

- É LONDRES, BICHONA.

Sobressaltei ao ouvir Emmett gritar e me cutucar.

- Que isso, cara? Quer me matar? – Coloquei a mão sobre o peito. – Meu coração quase saiu pela boca.

- Vai dar um de boiola agora, Edwarda? – Provocou.

Dei-lhe um tapa na cabeça e ele gemeu de dor colocando a mão no local da pancada. Emmett pareceu não ligar, então pegou uma sacola que estava em seus pés e tirou um urso de pelúcia com um boné e uma blusa escrito: I Love Forks.

- Vai dormir com um ursinho de pelúcia de Forks e o boiola sou eu? – Gargalhei.

- Não cara. Não vou dormir com essa porcaria. – Disse chateado. – Vi o urso no aeroporto e quando vi o boné e a blusa lembrei do Bichonô. – Sorriu, arrancando o boné e a blusa do urso, e o jogando para mim.

Agarrei a aberração e o cabeçudo tirou o gato da bolsa.

- Não acho que seja uma boa ideia tirar o Bichonhô dai. – Olhei para o gato e ele parecia estar babando.

- Relaxa, tenho tudo sob controle. – Emmett colocou a blusa no gato, e depois o boné.

Comecei a gargalhar ao ver o gato igual uma aberração. O coitado do gato parecia incomodado com aquela roupa, mal se mexia.

- Não está o máximo? – Perguntou o cabeçudo.

- De mais. – Menti.

O gato começou a babar mais e a baba escorreu pelo braço de Emmett. Ele fez cara de nojo e soltou o gato, que caiu no chão e correu pelo corredor. Tentei segurar o fujão, mas só consegui ganhar um arranhão no meio do braço.

- PUTA QUE PARIU, CABEÇUDO. – Dei outro tapa na cabeça de Emmett.

Ouvi gargalhadas vindas do outro lado e nem precisei olhar para saber que era a Swan. Quando olhei, Alice estava com boquiaberta olhando para o corredor, onde o gato correu. Rose nos fitava parada sem expressar nenhuma reação e seu rosto estava pálido. Já Swan, estava vermelha de tanto gargalhar.

- Temos que achar o Bichonhô, cara. – Emmett se levantou e abaixou no meio do corredor, olhando por debaixo das poltronas. – Me ajudem.

- Nós estamos ferrados. – Rose abaixou, atrás de Emmett.

- Bastante ferrados. – Concordou Alice, passando por Rose e Emmett e perguntando se as pessoas tinham visto o tal Bichonhô.

Levantei-me e fitei sério a Swan.

- Nem pensar. Não vou me abaixar no corredor de um avião pra procurar um maldito gato que me trás alergia, fora que isso é responsabilidade de vocês. – Isabella balançou a cabeça negativamente.

- O problema é que se não acharmos esse gato, Emmett vai entrar em depressão, vão processar seu pai por abandono de animais e ele ainda pagou duas passagens para levar a droga do gato para Londres. – Tentei soar o mais sério possível.

A Swan bufou e pareceu pensar um pouco, mas decidiu ceder e nos ajudar a procurar o Bichonhô. Abaixamos e ficamos olhando canto por canto. As pessoas nos olhavam como se fossemos doidos que fugiram do manicômio. Não ligamos e continuamos a procurar pelo Bichonhô pelo resto do avião. Estava de joelhos na frente e a Swan logo atrás de mim.

- CUIDADO. – Gritou Isabella.

Sem entender, olhei para trás e antes que tentasse saber o que aconteceu algo esbarrou em mim, ou melhor, alguém. Senti um peso cair sobre minhas costas me fazendo desabar por completo no chão, olhei para frente e uma bandeja caiu em cima da Swan, enquanto um copo de wisk voou até cair em cima de um passageiro. Eu e Isabella nos encaramos e vi seu rosto corar. Senti minha cara queimar também, e eu desejei estar morto exatamente nesse momento.

Continua...

Notas finais
E ai? Gostaram? A história está meia monótona mas prometo que ira melhorar. Muito obrigada mais uma vez.