Mad Alice
1 Capítulo 1- O pesadelo de Alice
Notas iniciais
Alice estava parada na frente da casa. Era senhorial e branca, uma enorme mansão. A menina pensava em tia Abby, sozinha na casa que já fora de seus pais. Algo em sua mente a fez parar de sentir pena.
-Ora, foi ela que me mandou aqui! Duvido que mamãe e papai fariam isso!- resmungava , enquanto arrastava as malas da até a porta da casa.
Bateu três vezes.
Um senhor de cabelos grizalhos saiu da casa, e disse:
-Alice! Oh, Alice, minha neta!- disse Auguste, o avô materno da menina.
Os dois eram muito parecidos. Ele tinha os mesmos olhos azuis, e os cabelos acinzentados já tinham sido da mesma cor dos de Alice. A unica coisa intensificaria a diferença entre os dois: uma fúria selvagem que despertaria nos olhos de Alice, apagando todas as semelhanças entre os dois, e a fazendo parecer constantemente pronta para atacar a proxima vitima. Mas naquela epoca Alice ainda sorria sem ser de escárnio, e seus olhos apresentavam o mesmo brilho inteligente dos olhos de seu avô.
Alice estava apatica. Sempre fora pálida, mas ultimamente estava mais do que nunca. Abby dizia que ela apenas não comia o suficiente: a menina perdera o apetite. Todos os dias seguia a mesma rotina: acordava, tomava uma xícara de café e ficava o resto do dia trancada no quarto, escrevendo.
- Olá, vovô. — disse, sem nenhuma emoção.
O avô insistiu de levar as malas da garota para dentro da casa, ignorando seus protestos. A casa era ainda mais bontia por dentro. o avô de Alice não era um homem falante, mas era muito agradavel. Disse estava feliz em ve-la, e que era muito parecida com a mãe. Alice agradeceu.
Auguste a levou para o quarto, um lindo comodo de paredes brancas e brilhantes. Uma cama com lençois azul- claro estava num canto, e uma parede era tomada por livros. Alice não pode deixar de demostrar interesse: era louca por livros. Examinou os volumes por algum tempo, e indentificou alguns com o nome do avô na lombada.
-O senhor escreve? — perguntou, pegando um deles da prateleira "Meu demonio".
-Ah, sim! Claro, de onde você acha que sua mãe tirou o seu talento?- respondeu, alegre- Lice, vou te deixar desarrumar as malas, depois vamos tomar um chá.
Alice concordou e se pôs em desarrumar as malas. Colocou todas as roupas no armário, e os sapatos embaixoda cama. A menina colocou os prprios livros entre as escolhas do avô, e depois arrumou rapidamente os material de escrever na escrivaninh: um caderno encapado de couro preto, um estojo com alguns lapis de cor e grafites, canetas e um pincel de nankin. O nankin era apenas usado em ocasiões especiais, como escrever convites (tia Abby fazia Alice fazer isso volta e meia.), de modo que o frasco que continha a tinta ainda estava quase cheia.
Alice estava colocando os remédios para asma e para dormir na mesa de cabeceira quando Auguste a chamou. A menina se dirigiu a sala, onde uma espetacular mesa de chá estava posta. A menina se sentou na frente de Auguste, que estava absorto em um livro, mas o título era em frances. Uma mulher rechonchuda sorriu para ela:
-Alice, minha querida! Você está muito parecida com sua mãe!- gritou, e plantou um beijo molhado na bochecha de Alice.
Alice agradeceu e tomou um gole da xícara de chá. Sabia que elas tinha pertencido a sua mãe.Isso não melhorou sua fome. Conversou com Auguste sobre os livros que já lera, até que finalmente cehgara a hora de ir para a cama.
Olhou para o ceu estrelado. Antes de fechar os olhos rezou para o pesadelo ter sido afastado. Esperava que naquele lugar as coisas seriam diferentes, que não teria problemas com aquele lugar esquisito de seus sonhos. Como se enganara
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