Ma Chérie

26 Festival de Primavera - Segundo Dia Noite


Notas iniciais
Eita... Só digo que respirem fundo ok? Ah, escutem a música quando for a hora. É PRA LER COM A MÚSICA U_U

Pov Liz

O segundo dia de show parecia ainda mais cheio do que o primeiro. Anne explicara que é por causa do cantor Nando Reis, que era ainda mais esperado do que as bandas do dia anterior. O dia inteiro havia sido tão especial que eu não poderia pensar em adjetivos suficientes para começar a descrevê-lo. Eu poderia afirmar, sem nenhum pensamento dúbio, que aquele estava sendo um período onde eu estava mais feliz do que nunca.

Victoria pediu-me em namoro em um jeito tão inesperado que pareceu fazer meu amor por ela apenas crescer ainda mais, se é que isso era possível. E então veio aquele dia com os amigos, recheado de risadas, provocações e até mesmo a adrenalina na tirolesa. A Toca eu havia sentido como se meu mundo tivesse encontrado o meu eixo perfeito para continuar girando. E esse eixo era nos braços de Victoria.

Agora estávamos ali, na praia durante a noite, usando roupas leves e brincando uns com os outros. Pierre reencontrou a garota negra, logo estava tentando a sorte mais uma vez. Com o tempo ele a trouxe para perto de nós, a apresentando como Alana. Uma garota esperta e sagaz, não perdia de rebater nenhuma provocação dos garotos. Até onde eu sabia, cursava medicina em Salvador, terminando o curso pretendendo fazer mestrado em São Paulo. Era clara a determinação da garota em seguir seus objetivos, mas ainda assim ela se mantinha em um estado leve, se divertindo com todos ali. Em um determinado momento, ela cedeu aos charmes de Pierre.

Porém algo debatia dentro de mim levantando algumas dúvidas. Eu precisaria de uma terceira opinião. Por isso quando Anne terminou de dançar com Iago, eu pedi para ela me acompanhar ao banheiro. Seguimos para a pousada, mas assim que entramos no quarto eu mordisquei o lábio inferior e encarei Anne com um jeitinho culpado.

Pardon, eu menti – pedi toda sem jeito – Eu só queria falar com você a sós.

–Ok, que merda a Vic fez dessa vez? – Anne questionou prontamente.

–O que? Non! Victoria fez nada – tratei de afirmar e soltei um longo suspiro – Eu que... Eu que quero fazer.

–Pare com esse suspense que eu estou curiosa, o que está pensando Liz?

–Bem... Considerando a velocidade com que as coisas acontecem com Victoria tentando fazer as coisas corretamente, o que eu aprecio muito, há uma determinada coisa que eu não queria que demorasse – disse enrolando no pensamento, desviando o olhar – Na verdade, eu queria o quanto antes.

–Eu não consigo imaginar, seja mais direta para que eu possa te ajudar.

–Eu quero minha primeira vez – despejei em um só folego, meu sotaque francês pesando completamente – Eu quero Victoria como... Minha mulher, em todos os sentidos.

–Oh.... OH! – Anne arqueou as sobrancelhas e abriu bem seus olhos, mesmo que fossem repuxados – Nossinhora!

–Eu sinto que estou preparada, na verdade a muito tempo. Eu tenho esse... Esse desejo todo por Victoria. Há momentos em que nós ficamos bem... Íntimas e eu não quero que pare quando ficarmos mais uma vez.

–Se for pensar, seu namoro só fez formalizar agora. Vocês já namoravam, de certa forma, se duvidar já são até casadas porque moram juntas – Anne ficou pensativa e riu – Entendo sua preocupação, Vic é uma mula quando se trata de você. Demoraria meses para ela achar que está fazendo tudo direitinho.

–Eu aprecio essa preocupação, é meigo e gentil. Mas eu... eu a desejo muito – admiti completamente corada e mordi meu lábio inferior – Eu não sei como proceder para que as coisas prossigam como almejo...

–Você pode tê-la hoje mesmo – Anne abriu um sorriso enorme – Não é tão difícil assim.

–Não?

–Não. Apenas terá de fazer um pouco das coisas que eu mandar e não deixar a Vic beber mais pelo resto da noite.

–Isso não será difícil, mademoiselle faz a maior parte das coisas que quero quando faço a expressão certa.

–Aprendeu rápido que ela ta comendo na sua mão!

Anne riu e me fez sentar na cama, meu coração disparado e cheio de perspectiva, escutando todo o plano que ela tinha feito e a promessa de que iria me ajudar a ajeitar o quarto. Eu tinha certeza que do que queria. Eu enlouquecia pouco a pouco dentro daquele apartamento, perdia toda a sanidade quando ela me beijava de uma determinada forma que fazia meu corpo queimar de dentro para fora. Mas Victoria estava tentando ser um príncipe encantado, um príncipe que galopava lento até aprender a forma certa de fazer as coisas. Ela tomou o primeiro passo para o nosso namoro, eu tomaria esse.

(...)

Pov Victoria

Nando Reis cantava e tocava com o seu violão bem a minha frente. Ok, não tão perto quanto eu gostaria, porque Liz odiava multidões que a sufoquem. Mas eu podia vê-lo perfeitamente de onde eu me encontrava. Sem contar que eu estava ali, abraçadinha a minha namorada, curtindo as músicas românticas, cantando ao pé de seu ouvido os trechos que eu achava mais legais. Trocávamos beijos longos, ela sem se importar já que via outros casais fazendo o mesmo e depois do meu longo discurso de como isso era normal e esperado. Em verdade, havia sido uma troca, eu parava de beber e ela deixava-me beijá-la a vontade. Uma troca similar, já que eu me embebedava com o sabor inebriante de sua boca.

–Amor, podemos ir no quarto? – Liz pediu em determinado momento, sussurrando em meu ouvido – Preciso de algo que eu deixei lá.

–Ah sério? Eu adoro essa música e...

S'il vous plaît mon amour – ela pediu daquele jeitinho dengoso.

Soltei um suspiro de derrota e Liz sorriu já sabendo que eu havia cedido. Eu não conseguia dizer não a ela, não quando eu sabia que poderia fazer qualquer coisa só para vê-la sorrindo daquele jeito. Liz segurou em minha mão e me guiou até a pousada, o lugar estava consideravelmente mais cheio no segundo dia de show, nos fazendo demorar bem mais do que o normal para alcançar nosso destino.

Subimos a escada e Liz foi a primeira a entrar. Assim que passei a porta, meu queixo caiu em surpresa. O quarto havia sido mudado, havia algumas velas espalhadas estrategicamente para deixar o quarto iluminado apenas pelas chamas. As janelas estavam fechadas, impedindo o som da festa de entrar com toda a sua força, soando abafado. Escutei a porta sendo fechada atrás de mim, virei para encontrar uma Liz que sorria sem jeito e estava levemente corada.

–O que significa isso? – indaguei meio confusa.

–Apenas preparei um tempo especial para nós duas – Liz disse sem jeito.

–Não parece ser só isso – contradisse desconfiada.

–Não é... – então ela abriu aquele tipo de sorriso que você nunca esquece em sua vida.

Liz não se prolongou mais em palavras. Aproximou-se de mim, envolveu os braços em meu corpo e me beijou. Ah aquela doce e meiga menina... Desapareceu. Pois aquele beijo foi realmente quente. Ela explorava a minha boca com um domínio de mestre, sabia exatamente como mover a língua sobre a minha, a intensidade certa de sugar meu lábio inferior e o momento certo de levar a mão a minha nuca e arranhar. Eu mal percebi que havia nos movido, apenas quando Liz afastou os lábios de mim e me empurrou fazendo-me sentar em uma cadeira.

–Agora, ma cherie terá de ficar quietinha, ok? – ela pediu com um tom francês cheio de sedução.

–Ok... – concordei quase sem voz.

Liz se afastou e foi até o criado mudo ao lado direito da cama, mexeu em algo que estava ali encima e eu não podia ver. Até porque, eu estava olhando como aquela saia solta estava subindo e quase mostrando a base das nádegas dela. Foi então que uma música (♫♪) começou a ecoar dentro do quarto sobrepondo a música do show. Eu engoli em seco ao escutar aquela batida provocante e sedutora, vendo Elizabeth erguer-se e se espreguiçar de jeito languido, apenas fazendo com que sua blusa subisse e mostrasse aquela barriga chapada, ela balançou a cabeça de um jeito que fez os fios vermelhos moverem-se divinamente. Deus, eu sabia que estava ferrada ao olhar para os olhos castanhos e me deparar com uma mulher fodidamente sedutora.

–Liz não faz isso – eu implorei, ainda assim imóvel no lugar – Eu... Eu não sou de ferro, ok?

Je ne veux pas que vous soyez – ela disse em um francês arrastado, subindo encima da cama descalça, ficando de frente para mim.

Não importava o que ela disse, aquele francês fazia com que minha calcinha molhasse instantaneamente. Ela sabia disso. Ela sabia que quando falava aquelas coisas em francês, daquele jeito tão provocador acabava comigo. Então eu tive quase um infarto na primeira rebolada sensual que ela deu. Meu corpo levantou prontamente, mas Elizabeth esticou o dedo indicador e fez que não, apontando para a cadeira.

–Se comporte – ela ordenou com um sorriso de canto.

Provavelmente aquela ruiva se divertia ao me ver reagindo dessa forma. A olhei surpresa, a olhei cheia de desejo. Eu queria avançar nela assim que ela colocou aquela música, mas sabia que teria de esperar. Sentei na cadeira e segurei bem firme na lateral dela, como que para me manter ali. Liz piscou um olho galanteadora, levou o dedo que indicava até a boca, traçando os lábios, mordendo de um jeito pecaminoso e descendo o corpo de uma vez só. Ficou agachada, os joelhos juntos, o quadril requebrando. Então ela me fitou tão fortemente sedutora que eu remexi meu corpo e arfei. Um gemido escapou de minha boca assim que ela abriu as pernas, segurando nos joelhos, exibindo a calcinha branca que usava. Então ela rebolou, profissional do jeito que era, cada movimento era perfeito. Eram como uma facada em meu alto controle. Eu estava quase engasgando com o ar, meus olhos cravados nela. Liz levantou o corpo, passando a mão pela lateral, subindo propositalmente a blusa e exibindo parte de seu sutiã também branco. A mão esquerda desceu e alisou a coxa, subindo e levantando parte da lateral da saia, exibindo ainda mais a calcinha. E ela dançava. Dançava como se sambasse em meu desejo, como se soubesse que estava manipulando cada nervo meu. Porra, eu mal conseguia respirar naquele momento! Cada inclinar, cada rebolada, cada expressão, tudo nela era excitante, sexy, sedutor.

Liz não acabou por ai, ela virou de costas e começou a descer a saia, requebrando de um lado para o outro para que o tecido escorregasse por suas belas pernas brancas. Ela tirou a blusa devagar, virando o corpo em minha direção. A imagem que eu vi? A de uma deusa. O cabelo ruivo estava cheio, totalmente sexy caindo sobre os ombros dela. A única iluminação do quarto era as velas acesas, destacando o contorno de cada curva de Liz com os seus efeitos de sombras. Eu já podia morrer? Não, porque a coisa só tendia a piorar.

Ela desceu e caminhou em minha direção confiante. Estava determinada, ciente de cada ação que fazia. Por Deus, quem era aquela mulher? Não importava, pois naquele momento, Liz se inclinou e segurou no encosto de costas da cadeira, seus seios bem exibidos para mim fazendo minha boca salivar.

–Não me toque mais do que eu deixar – ela ordenou, voz rouca, baixa. Minha calcinha não tinha mais como ficar mais molhada.

–Jesus Cristo, Liz – resmunguei arfando – O que está fazendo?

Vous séduire.

Maldito francês! Eu gemi quase em dor. Elizabeth segurou em minhas mãos e as levou até seus quadris e segurou firme, deixando claro que era ali que eu deveria manter. Então ela começou a requebrar, rebolando bem a minha frente. Minhas mãos sentia cada movimento, cada curva que o quadril dela fazia. Meu coração estava batendo em dois lugares, encima e embaixo. Deus, eu estava pulsando loucamente por ela. A segurei bem firme, forte, para então ser bruscamente tirada de seu contato. Tentei retornar por puro instinto, mas Liz bateu em minhas mãos.

–Aproveite, mas para isso, não poderá me tocar de forma alguma agora.

Ela não esperou minha resposta, sentou em meu colo, de frente para mim, as pernas bem apoiadas e perigosamente, oh muito perigosamente de meu sexo. Ela apoiou os braços no alto do encosto da cadeira, um em cada lado de minha cabeça e me fitou jogando o cabelo lentamente para o lado. Com aquele maldito olhar quente. Eu pensei que estava ferrada, até que ela começou a rebolar encima de meu colo. Eu gemi alto e tentei tocá-la, mas assim que isso aconteceu, ela parou e me olhou severamente. Gemi mais, afastando as mãos com relutância. Ela fez movimentos para frente e para trás, mordeu o lábio inferior e me olhou de um jeito lascivo. Rebolou duas vezes, desceu e subiu, requebrou no ritmo fodidamente excitante da música. Minha respiração era forte, como se eu estivesse correndo sem parar. Meu corpo parecia estar em febre alta de tão quente que se encontrava. Minha mente? Não atravessava nenhum pensamento coerente. Seria ridículo que eu gozasse ali naquele momento, completamente vestida e a tendo rebolando em meu colo daquele jeito malditamente gostoso. Mas não era nem um pouco impossível.

–Toque-me – Liz sussurrou provocativa em meu ouvido, soltou o ar de maneira sedutora – Eu sou sua mulher.

Aquilo foi o fim para a minha sanidade, para o meu autocontrole e para minha calcinha completamente encharcada naquela altura. Eu a agarrei pela bunda, segurando firme enquanto levantava de uma vez só com ela em meu colo. As pernas, meu Deus que pernas, envolveram minha cintura para manter-se ali. Eu a beijei, a beijei como uma fera faminta, esmagando nossos lábios, exigindo a língua dela ao redor da minha, sugando tudo o que podia. Fui caminhando em direção a cama e nos joguei lá, caindo encima dela tendo um resquício de cuidado em não machuca-la com esse movimento.

–Porra Elizabeth! – resmunguei contra os seus lábios, afastando meu corpo para tirar a minha própria blusa – Merda, eu vou te fazer minha a noite toda. TODA!

A beijei antes que tivesse uma resposta. Liz retribuía o beijo a altura, mordia meus lábios com força, chupava a minha língua, tentava lutar pelo domínio. Eu estava fora de mim naquele momento, era como se fazê-la minha fosse o meu maior propósito em vida. Minhas mãos deslizaram por seu corpo até encontrar o sutiã. Para a minha santa felicidade, a abertura era frontal. Bastou um movimento simples e a peça se abriu. Afastei meus lábios para tirar o item branco. Meus olhos devoraram aqueles seios redondos, mamilos rosados e endurecidos, denunciando a excitação dela. Eu estava sem fôlego só de vê-la seminua, o pensamento de como eu estaria quando fodê-la a sério quase me tirou de órbita. Gemi baixo, voltando a beijá-la para não devorar os seios dela e machuca-la, pois o estado em que eu me encontrava estava beirando um ponto de total falta de controle.

Mas Liz não facilitava. Ela mesma encontrou um meio de tirar meu sutiã e ergueu o corpo, chocando nossas peles nuas, pressionando nossos seios. Gememos juntas com o toque, o prazer vindo como uma onda forte com tão pouca coisa. Liz girou, deixando-me por baixo e ficando por cima. Aquela garota estava tão cheia de atitudes que aquilo me colocava ainda mais louca. Logo ela estava atacando meu pescoço, mordendo e chupando de uma forma que nunca tinha feito antes. Pior, ela começou a roçar nossos corpos, nossos seios se encontrando, as peles criando atrito, e, por Deus, ela sabia como se mover encima de mim. Eu gemi, ela gemeu, meu corpo tremeu. Minhas mãos agarraram a calcinha dela, brincou com o elástico testando a resistência... Até rompê-la e rasgar aquele frágil tecido. Nos girei mais uma vez, rolando e quase nos levando ao limite da cama. Ergui meu corpo, afastando os fios negros de meu cabelo que caiam sobre meu rosto.

Então eu poderia morrer naquele momento, pois havia visto a coisa mais linda, sexy e atrevida que qualquer ser poderia ver. Liz estava nua, os cabelos vermelhos espalhados selvagemente pelo forro branco da cama. Seus lábios inchados e molhados. Seus seios subindo e descendo pela respiração irregular. A pele branca iluminada tanto pelo luar quanto pelas velas. Aquela era a minha mulher. Aquela beldade era só minha e eu poderia provar daquele corpo, eu poderia devorá-la se quisesse.

Mas aquela era a primeira vez dela.

–Eu não quero machuca-la – eu murmurei em um fio fino de controle.

–Não vai – Liz respondeu em igual tom.

–Isso deveria ser romântico, você merece algo romântico – prossegui tentando buscar meu raciocínio.

–O jeito que você me olha, como se eu fosse a coisa mais preciosa que deseja, é romântico. O jeito que você está, me querendo, é romântico – Liz disse e ergueu-se sobre os cotovelos, olhando diretamente para mim – Eu quero que me faça mulher, sua mulher.

–Tire meu short – ordenei finalmente ficando de joelhos – Você também precisa ver meu corpo. É com esse corpo que irá fazer amor, sexo, transa durante a noite toda.

Liz sentou na cama, as mãos dela tremulas apenas me avisavam que ela também estava nervosa, apesar de decidida. Aquilo era na verdade um teste, uma forma de acalmar minha mente de que ela realmente queria aquilo, de que iria até o fim. Colocar-me nua para que aquela noite se concretizasse era a forma de confirmar a decisão dela. E Liz o fez. Abriu meu short, o descendo junto com a calcinha. Então ela me olhou com curiosidade, surpresa e principalmente com desejo. A ruiva soltou um suspiro apaixonado, começando a dar beijos por minha barriga.

Ela me queria. Só esse pensamento me encheu de um sentimento tão poderoso quanto o tesão. Eu não resisti por muito mais tempo. Segurei o cabelo dela meus dedos embaraçando os fios vermelhos enquanto mantinha uma pegada firme. A fiz me fitar enquanto descia meu corpo sobre o dela. A beijei, a beijei intenso, voraz, a devorando com minha boca sobre a dela. Liz tornou a ficar quente, muito quente novamente. Seu corpo movia-se querendo o meu, suas mãos deslizavam por sobre minha pele me conhecendo. Soltei aqueles lábios, chupando o inferior até escutá-la gemendo de dor pela sucção forte. Afastei e desci uma trilha invisível de beijos até o pescoço, dando o primeiro chupão que deixaria uma bela marca. Liz cravou as unhas em minhas costas, arfando forte. Mantive minha boca ali, mordendo e chupando, enquanto minha mão subia pela lateral de seu corpo, encontrando o seu seio. O cobri e apertei com gosto, mantendo uma pressão gostosa e que não causaria dor. O massageei com movimentos circulares, finalmente descendo minha boca para capturar o outro e começar a suga-lo ao mesmo tempo.

Elizabeth gemeu e falou algo em francês, aquilo só me fez estremecer. Suguei com um pouco mais de vigor, ela segurou meu cabelo e o puxou forte, o corpo arqueando um pouco para fora da cama. Gemi com a puxada, mas não me afastei, apenas parei de sugar para mover a língua sobre o mamilo, com ele ainda dentro de minha boca. Demorei-me ali até dar-me por convencida de que havia ainda outras coisas a explorar. Desci minha boca pela barriga lisa dela. Lambi, mordi, chupei, deixando pequenas marcas facilmente por aquela pele tão alva. Liz mais uma vez falou em francês. Deus, ela não sabia que aquele idioma maldito ficava terrivelmente sexy quando dito cheio de prazer como ela fazia?

Voltei a erguer-me, encaixando nossas bocas em mais um beijo. Eu estava viciada naqueles beijos fortes e intensos. Liz respondia-me, gemia contra minha boca... Apenas para afastar os lábios e me olhar surpresa quando meus dedos encostaram em seu sexo tão molhado. Eu gemi forte ao perceber o quanto ela estava excitada. Eu poderia facilmente fazer qualquer coisa ali, naquele ponto. Liz fechou os olhos, segurando firmemente meus ombros, ela gemeu longamente quando encontrei seu clitóris, mordeu o lábio quando o pressionei, mas falou uma palavra forte em francês quando comecei a massageá-lo de maneira circular. O quadril dela levantou, exigindo mais, roçando em minha mão, pressionando mais o contato.

Reagrupei todo o controle que eu tinha, o resto dele, e desci minha mão pelas dobras dela, tocando aqueles lábios secretos. Até encontrar a entrada dela e ficar brincando, ousando penetrar sempre um pouco para acostumá-la a ideia de invasão. Liz me fitou, um olhar que implorava por mais. Um olhar torturado. Sorri de forma sacana, penetrando um dedo bem lentamente. Mordi meu lábio inferior ao vê-la gemer de dor, mantive o dedo dentro dela, a beijando com um pouco mais de calma, roçando meu corpo ao dela, tentando fazê-la esquecer da dor. Só depois de um tempo Liz começou a relaxar e eu comecei a mover dentro dela, com calma... Ao menos até escutar o primeiro gemido de prazer.

Deixo claro que escutar Elizabeth gemendo enquanto eu a penetrava com o dedo era a coisa mais absurdamente sexy que existe. Foi o fim para mim. Retrocedi e a penetrei mais uma vez, mas dessa vez com dois dedos. Ela gemeu forte, me agarrando, surpresa e sem o costume daquele tipo de invasão. Deus, ela estava tão apertada! Eu queria manter o controle, juro que queria, fazer amor lentamente e apaixonado. Mas tudo o que eu conseguia era estocar meus dedos cada vez mais rápido dentro dela. Era tão gostoso ali! Liz me arranhou, mordeu meu ombro forte e então começou a arquear as costas, a gemer tão gostoso ao pé de meu ouvido que me fazia gemer em conjunto. Tudo piorou quando ela veio com um francês entrecortado, meio gemido, meio suspirado. Eu comecei a aplicar força, investindo cada vez mais fundo, levando meus dedos ao máximo que eu podia. Liz começou a rebolar, a descer o quadril de encontro aos meus dedos, tão naufragada naquele desejo insano quanto eu.

Mas eu precisava de mais ainda. Ajeitei-me entre suas pernas, posicionei meu quadril na minha mão entre as pernas dela, apoiei-me com o outro braço e a fitei. Empurrei meu quadril, fazendo com que meus dedos entrassem facilmente, com um impulso extra. Empurrei de novo, dessa vez com força. Os dedos a penetraram em igual intensidade, fazendo o corpo dela mover levemente para cima e soltar um gemido mais alto. Primeiro fui lento, até pegar o jeito correto da coisa. Depois? Comecei a me mover sobre ela, cada vez mais forte, mais rápido, em frenesi. Liz tinha uma mão em meu cabelo, puxando os fios enquanto a outra mão me arranhava. A sua expressão de prazer era alucinadamente gostosa. Ela mordia o lábio tentando conter os gemidos, ela fechava os olhos e empurrava a cabeça para trás quando gemia mais forte. Ela me fitava com intensos olhos escuros, me devorando por completo. Seu corpo inteiro balançava, indo para a frente e para trás, seus seios roçando aos meus em cada movimento mais brusco. O quadril dela dançava junto com o meu, ela rapidamente tinha pego o ritmo e aumentado ainda mais aquele momento.

Então finalmente veio. Elizabeth arqueou as costas me agarrando. Seu gemido foi abafado em meu pescoço, o corpo todo dela tremeu forte enquanto suas paredes internas esmagavam meus dedos antes de inundá-los. Ela teve o seu orgasmo, por Deus, um longo e intenso orgasmo, enquanto seu mel escorria em meus dedos. Aos poucos o corpo dela foi caindo, eu mantinha movimentos bem lentos até retirar completamente os meus dedos de dentro dela. Não resisti a leva-los a boca, os chupando e gemendo ao sentir o sabor mais puro de minha namorada.

–Victoria – Liz gemeu ao ver a cena.

–Elizabeth – murmurei a fitando e soltando um suspiro – Machuquei você?

Liz negou fortemente com a cabeça, seu rosto totalmente vermelho, alguns fios grudados ao seu rosto. Soltei um suspiro mais aliviado, a beijando dessa vez com todo o carinho do mundo. Foi o tempo que eu dei para que ela se recuperasse, pois assim que a senti parando de tremer, rompi o beijo e sorri sapeca. Ergui meu corpo e abri as pernas dela sem nenhum pudor, a deixando completamente vermelha.

–Vic...?

–Oh meu amor, eu só estou começando. Você não pode dançar daquele jeito, me seduzir completamente e esperar que só façamos uma vez – aleguei determinada, começando a me posicionar entre as pernas dela – A noite é toda nossa.

Liz agarrou forte o lençol da cama e gemeu antes mesmo que eu fizesse algo. Ah a noite seria deliciosamente longa. Encaixei-me melhor nela, ansiando também o meu próprio ápice e sem deixar de proporcionar algo a ela. Assim que nossos sexos se encontraram, meu corpo inteiro tremeu e Liz arfou. Apoiei-me melhor com os braços na cama, fechei os olhos e mordi o meu próprio lábio, começando a movimentar encima dela. Deus, aquilo era tão gostoso! Eu estava tão molhada e ela prontamente estava excitada novamente. Eu estava tão perdida, tão envolvida, que mal senti quando Elizabeth me segurou e girou nossos corpos, invertendo as nossas posições.

Abri os olhos surpresa, sem ar, a vendo com um sorriso nada tímido tomando a mesma posição de que eu estava minuto atrás. Liz encaixou-se perfeitamente, mordeu rapidamente o lábio ao sentir o corpo tremer mais uma vez com o encontro molhado. Ela apoiou-se sobre o colchão, o tronco erguido, o quadril pressionado ao meu. E então ela começou a se movimentar lento, aprendendo como fazer cada encontro de nossos clitóris. Deus, eu tinha uma ruiva gostosa sobre mim criando atrito entre nossos sexos! Eu tentei não gemer, mas era impossível. Meu corpo inteiro arrepiava, tremia e me traía nas sensações. Então ela pegou o jeito... E foi o fim do mundo. Liz começou a se mover mais rápido, mas rebolando, pressionando tão gostoso que eu sentia falta de ar. Ela era uma dançarina, uma maldita dançarina que sabia rebolar e posicionar o corpo. Uma que estava cada vez mais rápido, esfregando nossos sexos tão molhados que produzia sons baixos durante o atrito. Eu agarrei a bunda dela, apertei, pressionei para aumentar ainda mais a força dos movimentos. Eu a sentia se movendo nas minhas mãos, cada rebolada gostosa, cada vez que seu corpo subia e descia. E Liz estava linda. O corpo sobre o meu, o cabelo vermelho completamente bagunçado, mas uma bagunça tão sexy que estava perfeito. Ela estava corada, os lábios entreabertos deixando escapar palavras em francês e gemidos tão gostosos que me tiravam totalmente desse mundo.

Então veio. Forte. Poderoso. Longo. Um orgasmo como eu nunca tive na vida, um que me tirou da cama e me fez sentar. Logo depois Liz agarrou-me, abafando o grito que liberou em meu ombro, tendo o seu segundo orgasmo da noite. Nos abraçamos apertado, ofegantes, satisfeitas, suadas e completas. Apenas quando minha respiração melhorou um pouco ousei me mover, ainda sentindo leves vertigens de prazer ao fitar aquela mulher incrível.

–Venha, vamos tomar um banho – sugeri aplicando um longo selinho nela.

–Juntas? – ela indagou baixo.

–Definitivamente.

Liz sorriu um pouco cansada, mas ela sabia, sabia que naquela noite ela seria minha a cada hora, minuto, segundo que passasse.

Notas finais
Então, então? Valeu a pena a espera?