Ma Chérie

15 Capítulo 15: O allstar e o lobisomem


Notas iniciais
Gente! Eu to de férias! (ta mais pra folga, já que é apenas 20 dias mais ou menos).

Então, esse capitulo é um experimento. Se vocês continuarem eu posso fazer uns PoVs da Anne! A japinha recebeu um carinho muito grande das leitoras e me deu vontade de explorar um pouco mais as aventuras e desventuras dela.

AAAAH AAAAAH eu recebi recomendações lindas da Khaleesi e Albuquerque. Obrigada demais suas lindas, mesmo mesmo ♥

Pov Anne

“It's raining men! Hallelujah it's raining men, Amen. I'm gonna go out, I'm gonna let myself get! Absolutely soaking wet.”

O despertador de meu celular tocava It’s raining man de Gloria Gaynor no volume mais alto possível. Eu não costumava ser uma pessoa difícil de acordar, logo meus olhos puxados se abriram e um longo bocejo escapava. Sentei na cama enquanto a música ainda tocava, estiquei meus braços para o alto me espreguiçando e pus minhas pernas para fora da cama enquanto coçava os olhos. Então dei um pulo animado e disposta a acordar de uma vez eu peguei meu celular. Enquanto selecionava uma playlist seguia em direção ao banheiro, deixando que Kate Perry preenchesse o lugar com a música Roar.

Tomei um longo banho às vezes dançando, outras segurando o sabonete a frente de meu rosto servindo como microfone. Quase escorreguei em um determinado momento, mas isso apenas me fez rir sozinha e continuar a brincar debaixo do chuveiro. Na maioria das vezes era assim que começava o meu dia, principalmente quando tinha passado uma noite divertida ou com alguém. Nesse caso foi a primeira opção, já que no meu sábado passei o dia enchendo o saco de minhas vizinhas. Ainda me divertia com as caretas de desgosto que Victoria fazia quando eu aparecia em sua porta quando ela estava sozinha com a Liz. Mas de verdade? Tinha certo receio de que minha amiga fizesse algo errado e estragasse algo que tinha tudo para ser bonito como nos filmes de comédia romântica. Além de um dos meus hobbies favoritos ser perturbar aquela morena, apenas estava unindo o útil ao agradável. Não as deixei sozinhas no sábado e já planejava algo para nosso tedioso domingo.

Assim, mesmo que ainda embalando meu corpo em pequenos passos enquanto me arrumava, vesti uma roupa simples – um short jeans e uma camiseta estampada – e segui direto para o apartamento que ficava a frente do meu. Obviamente não havia tomado meu café, sabia que Liz sempre fazia uma excelente comida. Parada de frente a porta, precisei tocar a companhia duas vezes de maneira irritante até Victoria aparecer com sua típica cara emburrada.

-Sério que pretende conquistar aquela gata ruiva com uma expressão dessas? – questionei em um tom de desaprovação, movendo a cabeça negativamente.

-Ela não está – Victoria explicou e revirou os olhos, dando passagem para que eu entrasse.

-Ah não? Já está fugindo de você? – não pude deixar de brincar enquanto entrava no apartamento, prontamente ido para a cozinha – Ela ao menos deixou comida para mim?

-Infelizmente sim, ela sabia que você ia aparecer.

Sorri de lado, Liz era realmente delicada e prestativa, um dos seus diversos encantos eu diria. Assim que me aproximei do balcão pude ver um sanduiche completo me aguardando, não hesitei em sentar e me servir prontamente. Victoria aproximou e ficou a minha frente no balcão, servindo um copo de suco de maracujá para mim.

-Onde ela está? – indaguei curiosa.

-Pierre ligou, ele quer fazer um churrasco entre amigos, mas acho que só quer ficar de olho nela – Vic contou dando de ombros – Então ela foi à frente para ajuda-lo, eu estava com preguiça demais para levantar.

-Opa, comida de graça! Que horas nós vamos? – questionei prontamente me convidando para a social.

Victoria riu e serviu a se própria com o suco. Dei algumas mordidas no sanduiche e não pude conter um suspiro, aquela garota veio com um dom! Se bem que era difícil de acreditar que ela havia começado a cozinhar há pouco tempo atrás. Quando vi que Victoria estava quieta demais a fitei com o cenho franzindo, apenas para deparar com minha amiga com o queixo apoiado na mão, o braço sobre o balcão e um olhar perdido e bobo. Deus, ela estava realmente com cara de boba! Não aguentei a risada e isso pareceu despertá-la.

-Você está tão ferrada – afirmei ainda com um tom de riso.

-Eu sei! – Vic exclamou em tom choroso, mas logo estava sorrindo grande – Ela me acordou com beijinhos, na verdade eu fingir estar dormindo enquanto ela me sacudia.

-Esperta nem um pouco não é? – ri imaginando a cena em minha mente – Mas como você está quanto esse lance todo de conquista?

-Perdidinha da silva – Victoria deixou a cabeça tombar para baixo em um sinal de derrota, segurando o cabelo na raiz com uma mão, ela sempre fazia isso quando estava nervosa ou confusa – É tudo mais fácil quando se tem apenas de levar para cama ou ter um bom amasso e só.

-Liz não é uma garota comum, mesmo que fosse para ser só isso você teria de se virar nos trinta – comentei entre algumas mordidas – Falar nisso, quer aproveitar a manhã e me ajudar a me inscrever em um evento que vai ter no Rio?

Vic acenou com a cabeça e eu pude sorrir com certo alívio. Ela era uma das poucas pessoas que sabia de uma de minhas particularidades. Terminei o meu café da manhã e seguimos para o meu apartamento para realizar a minha inscrição. Era um simpósio promovido pela UERJ com um tema sobre arte e inclusão social. Porque eu não conseguia fazer algo tão simples? Bem, eu sofria de um transtorno chamado dislexia. Para alguns isso estava na moda, mas para quem possuía não era algo a se vangloriar de forma alguma. Era um dos motivos para eu amar a dança, não um dos principais, mas não podia negar que a possibilidade de me expressar com o corpo salvou o meu juízo e alma. Passamos o resto da manhã ali em minha sala assistindo televisão e, acredite se quiser, vendo desenho animado. Victoria era, sem sombra de dúvidas, a irmã que eu nunca tive.

“I'm bulletproof, nothing to lose, fire away, fire away”

-Opa, meu cellular – Victoria saltou no sofá já que o seu celular estava no bolso, o retirou e logo interrompeu o toque com a música titanium – Ah é uma mensagem da Liz, já podemos ir!

-Espera que eu só vou calçar um tênis.

Corri para meu quarto para pegar um allstar tradicional preto e logo estávamos saindo do apartamento. Pierre não morava muito longe e mal passava do meio-dia, não seria perigoso ir até lá andando. Por todo o caminho seguíamos conversando, ou melhor, a maior parte do tempo era eu implicando com a Vic sobre alguma coisa. Porém, no meio de caminho, a morena parou no meio da calçada e ficou olhando fixamente para uma casa antiga e aparentemente abandonada. Já estava assim há quase um ano e ninguém sabia ao certo quem era o morador, o que dava uma dor de cabeça para os agentes de controle da dengue. Fui para o lado de minha amiga e segui o olhar dela em direção a construção velha. Era formada por um muro mediano de ferro, com pontas em flecha no topo de cada barra. A cor um dia deve ter sido verde, mas agora estava marrom e desgastada. As janelas eram de madeira e com um vitral colorido e quadrado, como as casas antigas costumavam ter antigamente.

-O que perdeu ai? – perguntei sem conseguir entender o interesse de Victoria.

-O que eu achei, olha ali, tem umas flores lindas – Victoria apontou em direção a um muro lateral da casa, bem ao fundo praticamente no quintal.

Ao chão havia flores um pouco grandes, mas com um formato não tão desconhecido. Franzi o cenho as fitando até minha memória dá um estalo quando finalmente lembrei que flores eram aquelas.

-Fala sério! Isso é coisa de Destino mesmo! – exclamei começando a rir alto – Você sabe que flores são aquelas?

-Não, mas eu gostei – Victoria deu de ombros.

-Flor de lis.

Minha amiga abriu bem seus olhos azulados e um sorriso enorme não tardou a aparecer em seus lábios sem batom. Eu já sabia o que ela queria, conhecia aquele sorriso e sabia que sempre, sempre, acabava sobrando para mim.

-Nem pense nisso, é invasão de propriedade! – neguei antes mesmo que ela falasse alguma coisa.

-A casa ta abandonada a mais de um ano Anne! Vamos, me ajude, a Liz vai ficar encantada e vai me dar aquele sorriso dela – Victoria não hesitou em usar o seu tom implorativo.

Arqueei uma sobrancelha a olhando um tanto surpresa, invadir uma casa, roubar uma flor e afirmar que era apenas por um sorriso? Muitos fazia muito menos por uma transa sem compromisso. Respirei fundo em derrota e apontei um dedo para ela.

-Se der merda eu vou te matar – avisei prontamente.

Victoria riu e aproximou do muro de ferro, olhou para os lados em busca de testemunhas para o seu futuro delito e sorriu enquanto começava a escalar o lugar, pondo o pé em uma barra e pegando força. Felizmente, ou infelizmente, era domingo e como uma boa cidade do interior não havia quase ninguém nas ruas. Victoria logo saltou para o lado de dentro do território abandonado e abriu um sorriso travesso idêntico ao de uma criança que iria aprontar. Balancei a cabeça de forma negativa e imitei minha amiga na escalada, caindo um pouco de mau jeito ao chegar do outro lado, quase caindo de cara no chão.

-Vamos logo com isso! – Vic exclamou indo à frente.

A segui perguntando-me o porquê de ainda ser amiga de uma garota tão louca. Aproximamo-nos das flores de lis e Vic não tardou a analisar a melhor forma de cortar o caule. Até aquele ponto eu começava a pensar que tudo daria certo, apesar de todo o momento eu estar olhando para os lados morrendo de medo de ser pego em flagrante. E foi em uma dessas rondas que meus olhos cravaram em uma figura quadrupede, um pouco maltratada e definitivamente sarnenta, mas exibindo os dentes de uma maneira ameaçadora. Era um vira-lata do tamanho de um pastor alemão, de pelo marrom e preto. Ele começou a rosnar como se farejasse o meu medo e pudesse escutar meu coração disparado. Recuei por puro instinto, consequentemente meu corpo no de Victoria.

-Se não for ajudar não atrapalha! – Victoria resmungou retirando a terceira flor.

-Vic, corre – murmurei quase sem encontrar a minha voz.

-O que? – Victoria virou de vez para mim e estava irritada, mas logo seus olhos também encontraram o cachorro maltrapilho rosnando ameaçadoramente.

-Corre porra! – gritei para ela sentindo a adrenalina sendo injetada em meu corpo.

Não precisei gritar de novo. Assim que começamos a correr pelos poucos metros entre o quintal e o muro de ferro, o cachorro latiu forte e começou a correr atrás de nós. Eu estava tremendo de medo e ofegante, pulei no portão me segurando a grade como se aquilo dependesse a minha vida. Já estava prestes a passar uma perna por sobre aquelas pontas enferrujadas quando senti uma pequena dor e meu corpo sendo puxado bruscamente para baixo. Gritei em desespero e fiz a besteira de olhar para baixo, o vira-lata havia mordido o meu sapato e a pressão estava causando aquela dor. Sacudi meu pé freneticamente até o meu tênis sair e o cachorro cair no chão. Depois disso eu praticamente me joguei do outro lado, tendo uma bela queda de bunda, machucando o meu lindo traseiro. Porém não tive tempo de curtir a dor ou entender que estava a salvo, latidos estrondosos vieram atrás de mim e eu já estava levantando e correndo feito uma alucinada. Quando estava já virando a esquina, alguém me segurou com força pelo braço quase me fazendo cair novamente.

-Já estamos salvas! – Victoria me segurou firme pelos ombros.

Meu cérebro demorou a processar aquela informação. Meu cabelo, apesar de curto e liso, estava bagunçado depois de tanta correria e tombos. O ar parecia entrar e sair rapidamente de meus pulmões, não facilitando a minha intensão de me acalmar. Porém, assim que o fiz, o meu primeiro pensamento foi de que Victoria era culpada de tudo aquilo.

-Eu vou acabar com você! – falei cada palavra lentamente e com uma raiva mal contida.

Victoria arregalou os olhos e no segundo seguinte tinha me soltado e começado a correr. Mesmo sem um pé de meu tênis, eu corria atrás dela querendo bater naquela cabeça coberta por cabelos negros. Felizmente Victoria correu pelo caminho da casa de Pierre, que apesar de pequena era muito bem arrumada. Como ele estava fazendo um evento, o portão de entrada estava aberto e Vic passou por ele como um foguete, obviamente eu a segui até o quintal da casa onde estava uma galera sentada bebendo cerveja e comendo um petisco sobre a mesa de plástico da Skol. A morena correu até Pierre que estava no meio de caminho a porta dos fundos e prontamente o usou como escudo.

-Nem pense! Tenha honra de apanhar! – gritei com ela enquanto tentava me aproximar, ela segurava Pierre a sua frente e o girava para que assim ele ficasse. O coitado fazia uma careta engraçada e confusa – Vem aqui sua filha...

-Para com isso, o que está acontecendo?! – Pierre irritou-se e logo se soltou, eu já ia pular encima de Victoria quando ele me segurou como se estivesse apartando uma briga – Você está tentando matar ela?!

-Seria bem merecido! Eu avisei que era perigoso, mas ela escutou? Não! – eu explodi, era a minha única forma de extravasar todo o medo que eu havia sentido.

-Eu tenho culpa se o cachorro gosta de osso made in japan? – Victoria provocou agora que estava segura.

-Colabora ai! – Pierre brigou quando teve de me segurar novamente.

-Mon Dieu, que confusão é essa? – Liz apareceu da porta depois de toda aquela gritaria.

-Sua pseudo-namorada quase me matou! – dedurei prontamente.

-Não foi bem assim! Eu juro que não parecia nada perigoso, tanto que você foi lá comigo – Victoria defendeu-se e finalmente pareceu olhar para a mão que segurava as três flores de lis, uma delas estava com as pétalas quebradas e a outra com duas faltando, havia apenas uma inteira. Victoria bufou e me olhou como se pedisse desculpas, então aproximou de Liz e ofereceu as flores com o rosto corado e completamente sem jeito, mas ao mesmo tempo se fazendo de forte – Eu só estou te dando isso desse jeito porque quase custou minha vida e a perna da Anne. Toma, é para você.

-Nem sabe ser romântica! – levantei as mãos para o alto e revirei os olhos, Pierre finalmente me soltou.

Caminhei até a mesa mais próxima, desabei na cadeira de plástico e peguei uma latinha de cerveja. A abri e bebi direto da pequena abertura sentindo aquele líquido amargo e amarelado acalmar finalmente toda a minha agitação. Voltei minha atenção para Liz e Vic, bem a tempo de ver a ruiva dar um pequeno saltinho caindo nos braços de minha vizinha. A coitada estava com um sorriso idiota no rosto e completamente corada, eu duvidava que ela já tenha dado flores a alguém antes. Se bem que aquelas eram especiais, porque tinha meu sangue, meu suor e meu tênis. Foi então que eu explodi em uma gargalhada, meu espírito finalmente calmo processava tudo o que tinha acontecido.

-Eu não acredito que a gente fez aquilo. Sorte é que não tinha ninguém na rua – comentei ainda rindo.

-Você precisava ser sua cara, seus olhos fechadinhos pareceram até quererem se abrir – Victoria não perdeu a chance de fazer a piada.

Tirei meu tênis sobrevivente e joguei encima dela, quase acertando Liz no processo. No fim a morena aproximou para que pudéssemos contar o que tinha acontecido, todo o lance de encontrarmos a flor de lis, a invasão e o ataque canino.

-Aquilo era um lobisomem! – falei exagerando completamente no meu tom.

-Eita amiga, ele te mordeu, você vai ficar toda peluda! Vou te dar de presente uma caixa de prestobarba de três lâminas ainda por cima! – Victoria provocou.

Eu já estava prestes a dar um tapa na cabeça da Vic, mas a ruiva que estava ao seu lado foi mais perto e a puxou para perto de si me fazendo bater no ar. Olhei para Elizabeth completamente indignada.

-Vai defender ela agora?! – inquiri em um tom de mágoa.

-Ah, foi automático – Liz corou e falou um pouco tímida.

-Estou gostando disso – Victoria sorriu de orelha a orelha.

-Está gostando não de não ter recebido o tapa, mas sim por ter ficado juntinha dela – Pierre entrou na conversa trazendo um prato com carne assada.

Prontamente Elizabeth se afastou envergonhada. Victoria fuzilou o homem com os olhos e eu ri considerando aquilo minha vingança. Passamos a parte da tarde e inicio da noite assim, comendo petiscos sem realmente almoçar, escutando um samba e músicas da MPB, conversando sobre diversas coisas e rindo a maior parte do tempo. Eram nesses momentos que eu não me arrependia de ter saído de São Paulo e ter vindo parar em uma cidade interiorana do Rio de Janeiro.

(...)

Já beirava às dez horas da noite, eu já usava um baby-doll com uma estampa de urso panda quando estava seguindo para a porta de minha vizinha. Depois de tudo o que aconteceu tinha me esquecido de comentar com Liz sobre o evento do Rio de Janeiro, afinal seria bom para ela se atualizar das coisas que acontecia aqui no Brasil e como nós usávamos a arte, e isso incluía a dança, para ajudar na educação e pessoas deficientes. Estava prestes a bater na porta quando escutei gargalhadas delicadas vindo dali de dentro.

-Para Vic! – Liz implorava, era ela quem estava mais rindo — S'il vous plaît! Ne pas le faire!

-Entendi porra nenhuma! Então eu vou continuar até você admitir que eu sou a brasileira mais linda que você já viu! – eu podia escutar Victoria falando com aquele seu jeito sapeca e teimoso.

-Sem cócegas! Para! P-para! – Elizabeth continuava a rir e a implorar.

Sorri de lado e afastei um passo. Talvez naquela noite elas pudessem ficar um pouco sozinhas, curtindo uma a outra. Retornei para meu apartamento, prometendo a mim mesma falar com Liz assim que estivéssemos dentro do ônibus, nem que para isso tivesse de roubar o lugar de Vic ao seu lado. O pensamento me fez sorrir enquanto fechava a porta de meu próprio apartamento. Mas logo aquele singelo gesto foi desaparecendo quando percebi o silêncio que se encontrava o meu lar. Deixei um suspiro escapar enquanto colocava a lateral de meu cabelo atrás da orelha. Queria ser forte para expulsar aquela sensação de solidão que sempre me invadia quando ficava sozinha em meu apartamento. Geralmente quando essa sensação vinha eu corria para Victoria e passávamos a noite falando besteiras. Porém agora havia Elizabeth e por mais que eu soubesse que seria a ruiva a cuidar de minha amiga, eu não podia deixar de sentir a falta que a morena iria fazer em minha vida.

Para todos os efeitos, eu ainda era intrometida o suficiente para exigir a presença das duas em minha vida. Por aquela noite eu iria curti aquela sensação escutando músicas de Adele, que em minha opinião era a diva máster da depressão. Talvez eu estivesse apenas precisando de alguém e isso me fez pensar que eu devesse comprar um cachorro. Acabei rindo sozinha ao lembrar o lobisomem que havia pegado meu allstar como brinquedo de mastigar. Definitivamente aquele domingo iria ser marcado como um dos dias mais divertidos e esquisitos de minha vida.

Notas finais
Capitulo pouco revisado, verdade. Então, o que vocês acharam da Anne? Tem umas coisas que soltei no capítulo que seriam explicadas nos outros povs dela.