Notas iniciais
Pessoal, este capítulo pode parecer estranho, principalmente pois Lia vai em uma missão em que ela nem sabe qual é e com quem ela nem conhece, mas as explicações estarão em outros capítulos.

Acordei com meu típico despertador, mas, diferentemente dos outros dias, não fiquei triste, pois me lembrei que mais tarde haveria o campeonato de desenho no parque da cidade, o qual meu melhor amigo, Dan, estava participando, e, como ele não fala de outra coisa e me obrigou a ir, também fiquei ansiosa.

Ao olhar a hora, quase cai para trás. 8:30! O concurso começava ás 9:00! Ia jogar meu despertador na parede, mas parei com o drama e fui me arrumar; Comi somente uma bolacha e já fui correndo escovar os dentes e lavar o rosto, depois só coloquei minha blusa da Grifinória e um jeans.

Minha mãe, Paula, como sempre, estava gritando comigo por eu quase esquecer o celular, e quando voltei para pegar o telefone, ela começou o discurso ‘’ não fale com estranhos, não desvie do caminho, etc’’, sabe, eu entendo minha mãe, mas, fala sério! E u tenho 14 anos e eu vou até a esquina!

Concordei com tudo e finalmente saí para o parque, e quando cheguei lá, ele estava lotado! Logo encontrei Dan e o concurso começou.

O concurso foi muito bom, as pessoas eram ‘’feras’’ no desenho! Mas, infelizmente, Dan ficou em 4° lugar.

Quando estavam saindo, senti um vento muito forte e, quando olhei para cima, vi que um avião estava descendo! Como era possível que um avião estava descendo ali e ninguém estava percebendo?

Olhei para Dan, na esperança de que pelo menos ele tivesse percebido o avião, mas ele estava conversando com o ganhador do concurso, muito concentrado e nem estava percebendo nada á sua volta.

O avião finalmente pousou em um campo de futebol á pouco menos de 100 metros de onde eu estava, e um senhor, pelo que pude ver rapidamente, desceu do avião e estava vindo em minha direção, mas quando pude finalmente olhar para ele, percebi que não era uma pessoa e sim um robô (mas que parecia muito um ser humano).

Ele finalmente chegou em mim e perguntou, com aquela voz robotizada:

-Olá! Você é a Lia? Eu sou Jaden, e venho do ano de 2220! Poderia me acompanhar?

Eu dormi muito pouco, é claro, estou sonhando! O que um robô que se diz vir de mais de 200 anos no futuro estaria querendo comigo, Lia?

-Olha, hum... senhor, eu sei que isso é uma pegadinha, então pode parar de graça!

-Isto não é uma pegadinha! Se fosse, como saberia que seu nome é Lívia Meireles de Souza, nascida em 22 de julho de 2000, filha de Paula Meireles de Oliveira e Carlos de Souza Silva, do signo câncer e...

-Tá, tá, tá! – O interrompi- E como exatamente isso prova que você veio do futuro e por que você veio me procurar?

- Primeiramente: eu vim do futuro, pois estamos escolhendo jovens de 14 anos para poder nos ajudar a mudar o passado, não afetando, assim, o futuro.

-Mas o que tem de mais no futuro?

Jaden me mostrou um vídeo, mas prefiro não comentar sobre ele, pois era praticamente um mundo pós-guerra.

-O mundo se tornará desse jeito?-Perguntei, muito assustada.

-Sim, infelizmente sim, é por esse motivo que estamos escolhendo jovens para mudar isso.

-E por que eu?

-Porque você é determinada, corajosa, e parece disposta a mudar o mundo.

-Mas, se eu for, e minha vida aqui?

-Para as pessoas daqui, o tempo não passará, ou seja, se você ficar 3 anos lá, aqui não passarão nem 5 minutos.

Confesse para mim mesma que tudo era um pouco convincente, e, sei que depois iria me arrepender muito depois disto e estaria ignorando o conselho de minha mãe, mas, fui mesmo assim.

-Eu vou!-Tentando ser convincente.

-Que bom! Você ficará na Toca, o lugar em que estamos levando os jovens recrutados, e lá encontrará comida, água e moradia.

Entrei no avião, olhando para o parque e para Dan, não sabendo se um dia eu iria voltar a ver aquilo tudo, mas me sentei no assento e dormi, imaginando que quando acordasse, tudo não passaria de um sonho.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.