MENTA: a face obscura de cada um
6 Maré de Vingança
Notas iniciais
"Hearts will sacrifice It's do or die ( Corações vão se sacrficarem. É fazer ou morrer) — Rebel Love Song, Black Veil Brides"
Todos estavam correndo em uma mesma direção: A cerca. A cerca tinha mais ou menos três metros de altura e era toda feita de arame farpado, o que dificultava na hora de ultrapassar ela. Antes de atingir o limite máximo, parei. Não seria uma boa tentar escalar, porém, eu poderia dizer que uma quantidade de pessoas estavam tentando fazer isso. Era possível notar a mão se tornando em carne viva enquanto escalavam. Parece que realmente ninguém queria saber qual seria a consequência.
Eu fui para o lado, dando passagem para os corredores furiosos. Percebi que os mais pequenos tentavam passar pelas os espaços abertos, mas a minha estrutura não seria tão pequena para passar.
– Sai da frente garota- um cara quase me derrubou ao passar correndo.
Então, foi aí que notei um pequeno detalhe que poderia fazer qualquer diferença. Eu já estava em grande desvantagem e por isso, precisava agir o mais rápido possível. Em um certo ponto, a terra se tornava areia, como se tivessem feito de propósito. Se eu me abaixar em um certo ponto do último espaço e me arrastar, seria possível passar sem obter um único arranhão. Me encolhi no chão e mesmo engolindo poeira, fui me arrastando, e sentir que havia um buraco, como uma grande área vazia. Surpresa com o resultado, me levantei do outro lado e quando olhei, notei que uma vasta multidão de pesssoas estavam fazendo o mesmo, mas o espaço só permitia que uma pessoa passasse por vez. Truque, veio em minha mente. A comissão de estratégista militares elaboraram isso, sem dúvida alguma. Só o primeiro recruta poderia passar sem danos.
Depois que limpei o máximo que eu podia da poeira do meu rosto, levantei o meu olhar e foi então que percebi. O Comandante estava olhando diretamente para mim sem mostrar nenhuma expressão. Desviei o olhar e comecei a correr. A mata era muito densa, porém, o local de obstáculo foi limpado de forma deixar alguns galhos e plantas para a complicar a vida do ser humano em questão. Maravilha. Algumas cercas e diferentes obstáculos como pequenas montanhas para escalar foram armadas durante o trajeto. Algumas pessoas já estavam a minha frente, contudo, eu estava conseguindo alcançar muito rápido.
Cheguei até ao ponto em que uma grande barra de metal estava armada e conforme a instrução da placa era preciso pular, algumas varetas vermelhas de metal sinalizador estavam estendidos no chão, mas a quantidade não era suficiente para todos (mais um presentinho da comissão). Os mais altos conseguiam pular sem as varetas para o impulso. Quando cheguei lá, notei que sobrava apenas uma.
Quando estiquei a minha mão para pegar, senti um grande impulso de um lado e uma garota bem mais alta do que eu e com os cabelos cor de cobre, preso em uma trança em volta do cabelo me empurrou sem piedade para o chão. Notei que ela já tinha o bastão na mão. Isso não ia ficar assim. Como minha treinadora de resitência uma vez disse, mostre ser muito boa, mas não a melhor.
Flashback on
Meus pequenos braços aparentemente frágeis, mas muito fortes, seguraram a barra por uma noite inteira, sustentando o peso do meu corpo. Minha treinadora entrou batendo palmas:
–Parabéns. A melhor das melhores- dizendo isso, ela me puxou pela as pernas e eu acabei caindo no chão, com as palmas das mãos dormentes abertas sobre o chão.
– Por qual motivo fez isso?- Perguntei entre os dentes.
– Estou orgulhosa com seu desempenho, mas só mais uma lição: Mostre ser muito boa, mas não a melhor. Esconda o seu potencial e vocês vai está escondendo o seu ponto fraco de todos.
Flashback off
Me levantei e segurei o bastão com a minha mão, enquanto ela segurava de um dos lados também.
–Eu cheguei primeiro e então, eu digo que essa porcaria de ferro pertence a mim- encarei ela.
– Eu digo que a sua linda e estúpida face é minha- ao dizer isso, recebi um impacto no meu rosto.
Quando levantei o meu rosto, senti o gosto metálico do sangue na minha boca. Então, calculei o metro de distância e ataquei com um chute esquerdo. Derrubando a garota de cabelo cobre no chão, notei que um grande círculo se formava ao nosso redor e o grande telão apontava uma garota de cabelos longos (que agora parecia que tinha leva choque pelo o estado que se encontrava) com sague nos lábios e uma garota forte deitava sobre as raízes verde da floresta.
A garota levantou do chão e quando menos esperou, ofereci um golpe na sua barriga, e enquanto arfava em busca de ar notei que o brilho do seu olhar buscava vingança. Muita vingança.
– Soldados! Separem elas- Quando olhei a voz sombria dando ordem, senti um leve, porém ardente raspão. A garota forte portava uma faca na mão.
Dois soldados puxaram nossos braços de cada lado para separar e entre nós, o Comandante Cipriano apareceu.
Acesse aqui a música ( é a segunda ou terceira faixa)
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