MARVEL: Legião Vermelha
6 Sou um "demônio" mesmo... - Antony / Devil
Notas iniciais
Enquanto eu batia no saco de box, Leon o segurava. Nos dias que se passaram fui ficando cada vez melhor e pontencializei meus outros sentidos. Tenho quase certeza que estou pronto.
Leon: Ei, Tony. Só pra saber, como é que tá o clima com o seu pai? Desde aquele dia que você me falou que descobriu que ele era o Demolidor você não me falou mais nada dele.
Parei e respirei um pouco antes de responder, estava suando pra caramba.
Antony: Sei lá... É ele trabalhando, eu treinando ou estudando... Não conversamos faz tempo e não sei se é por causa da nossa briga ou por que não tamos com tempo pra isso.
Leon: Que chato em...
Antony: Nem me fale... Ah! Deixe eu te mostrar uma coisa.
Fui direto pra minha mochila e mostrei ao Leon o meu "uniforme" de justiceiro mascarado.
Leon: Que maneiro! Como conseguiu fazer isso?
Peguei o meu celular e mostrei pra ele uma imagem: http://static.comicvine.com/uploads/original/8/80111/3486125-marvel_avengers_alliance_daredevil_by_ratatrampa87-d6d892t.png
Antony: Anônimo as vezes quando não tem a foto do herói mostra desenhos, não é? Bem, a partir dos detalhes nesse desenho do Demolidor, fiz o uniforme semelhante ao do meu pai, só que mais no meu estilo.
Leon: Legal. Veste aê, caramba! Quero ver como ficou maneiro!
Me sequei com uma toalha e vesti a roupa. A máscara fiz a partir de um das do meu pai, só corte a parte de cima de maneira que deixasse o meu cabelo visível. A jaqueta de couro vermelha tinha uma gola até o pescoço totalmente fechada e consegui achar por acaso numa loja no centro da cidade, nela já tinha em relevo a cara de um demônio, apesar da grana que custou, valeu a pena. (*Imaginem na jaqueta a cara do demônio de Diablo 3). As luvas eram vermelhas (nesse estilo: https://artmakers.files.wordpress.com/2012/01/luva-customizada-09.jpg ) e pra completar a minha calça era vermelha e minhas botas também (essas felizmente já tinha antes).
Antony: E aí?
Leon: Cara, tá foda!!
Antony: Também não exagere, né?
Leon: Ha! Que modéstia... Só pra saber, dá pra enxergar com essa máscara?
Antony: Claro que não, mesmo assim vou manter dessa maneira. Depois desses meus treinos enxergo melhor sem usar os meus olhos.
Leon: Cara, tu é estranho.
Elevei levemente a máscara e procurei na minha mochila aquela arma esquisita do meu pai.
Leon: Você pegou isso também?
Antony: Até quando você não tava aqui eu andei treinando. Treinei um pouco a usar essa coisa e não é tão difícil como parece. Além disso, é bom para distância média.
Leon: Hum...
Antony: Por enquanto vou usar isso assim, depois vou tentar acrescentar nisso outras coisas como as foices daquele nunchaku que uso mais.
Leon: Aquele troço é um perigo.
Antony: Huhu. Tá ficando meio tarde, vou pra casa.
Leon: Assim?
Antony: Claro que não!
Leon: Sei, tou zoando.
Troquei minhas roupas, me despedi do Leon e fui andando pra casa. No meio do caminho, de repente vi um cara pegar a bolsa de um mulher e sair correndo. Imediatamente me preparei para reagir, mas de repente o cara caiu. QUÊ?!
???: Ha! Muito engraçado de sua parte, otário. — disse um cara com aparentemente 20 anos, jaqueta jeans azul e camisa vermelha e apoiando um arco nas coitas.
Ladrão: Merda!
O ladrão estava com uma flecha presa no calcanhar. Que mira!
Antony: Mas que porra foi essa?!
O cara pegou a bolsa da mulher das mãos do bandido, colocou um dos pés sobre as costas dele e me respondeu:
Ben (???): Hum, não pude deixar de notar que de qualquer jeito se eu não parasse esse cara você iria pará-lo ou ao menos tentar, mas agi por reflexo. Eu me chamo Ben.
Antony: Tony.
Mulher: Ai meu Deus! Obrigada!
Ele deu a bolsa pra mulher, ela agradeceu de novo e foi embora. Ben pegou alguns daqueles lacres de prender mala, colocou um em cada pulso do ladrão, com um terceiro juntou os pulsos dele e com um quarto o prendeu num poste.
Ben: A polícia daqui a pouco aparece pra recolher o lixo... Mora aqui por perto?
Antony: Talvez, não quero ser grosseiro, mas não sou o tipo de cara que confia em qualquer um que anda na rua.
Ben: Hum, nunchaku maneiro.
Disse ele olhando os que estavam visíveis na lateral de minha mochila, eram do tipo básico. Uso esses são mais pra legitima defesa mesmo e estão num bom ponto em que posso alcançar rapidamente.
Antony: O seu arco também.
Ele sorriu coçando a cabeça e depois disse:
Ben: Ok, a gente se esbarra por aí. — Ele falou seguindo o seu caminho.
Devo admitir, o jeito que ele agiu foi maneiro, mas me deixou um pouco irritado por que nem deu tempo de eu fazer nada. Não importa, nessa noite vou fazer algo e não é um simples arqueiro que vai me impedir.
Cheguei no meu apartamento e o meu pai estava na sala lendo uns documentos. De novo ele tava ocupado...
Matt*: Tony, quero falar contigo.
Eu suspirei. Achei que ele iria iginorar minha presença. Larguei minha mochila no sofá e depois me sentei na cadeira a frente de onde ele estava sentado na mesa.
Matt: Estava treinando luta hoje, não é?
Antony: Tava... Vai mandar que eu pare?
Matt: Não. Devia ter tido essa converça contigo a dias: Me desculpe. Sei como você deve ter ficado irritado por eu não ter lhe dito nada.
Antony: De boa.
Matt: Você está mentindo.
Antony: Aff! (odeio quando ele sabe que eu tou mentindo)
Matt: Reconheço que levará um tempo pra você me perdoar completamente, mas, vamos admitir, você mentiu pra mim também e eu estaria sendo falso se não dissesse que fiquei decepcionado com isso.
Antony: É... Sei... Mas se eu dissesse que estava treinando você não iria deixar mesmo.
Matt: Tenho bons motivos pra isso, você sabe. Vou deixar você continuar a treinar, mas só se você prometer que vai estudar bem e escolher alguma profissão que não tenha nada a ver com isso.
Antony: Tá... Prometo!
O meu tom foi um pouco mentiroso, mas o meu pai levou de boa. No final ficamos bem.
Depois de ter anoitecido, saí apenas avisando que iria dormir na casa do Leon (não menti, mas não disse o que iria fazer antes) e meu pai deixou ir. Num local escondido vesti as minhas roupas de justiceiro e subi um prédio e comecei a me deslocar acima de vários.
Peguei o meu celular e liguei pra Leon, ele estava no "QG Infernal" (o nome foi ideia dele).
Leon: Aí, cara, beleza?
Devil (Antony): Já tou me deslocando. Tem alguma coisa rolando por perto?
Leon: Cara, não sou nenhum raker, mas a partir de umas coisas que baixei no pc achei uma coisa. Alguém acabou de ativar o alarme silêncioso de uma joalheria. Você não tá muito longe.
Devil: Tá, beleza.
Desliguei o celular e o guardei.
Cheguei onde estava uma joalheria e ouvir que havia uns movimentos lá. Me aproximei e, como esperado, haviam uns quatro caras roubando joias.
Bandido1: Cara, vamos ficar ricos só de vender uma dessas joias.
Bandido2: Com certeza.
Fiquei apenas parado "observando" o movimento deles, até que um deles percebeu a minha presença. Antes que ele dissesse qualquer coisa ou apontasse a arma pra mim, joguei um dos lados do bastão** na cara dele e ele caiu no chão.
Os outros ficaram confusos, mas tentaram atirar em mim. Me esquivei e dei um soco na cara de um, chutei a arma de outro e antes que o quarto homem pudesse me atingir com um soco me abaixei e o fiz bater em outro cara.
Bandido 3: Que porra é essa?! Não temos tempo pra isso?
Devil: Vai amarelar, gracinha?
Bandido3: Seu merda!
Ele atirou em minha direção, mas desviei a bala com o meu nunchaku de foice e assim joguei o objeto na direção dele e ele sofreu uma perfuração no abdomem.
Bandido4: Fodam-se as joias! Vamô bora!
Os outros três tentaram fugir, mas me coloquei a frente deles.
Devil: Ou vocês se rendem ou vou deixá-los pior que o amigo de vocês.
Bandido 2: Quem é você?
Devil: I'm Devil.***
Tranformei a arma do meu pai num bastão grande e assim lutei com cada um deles e os nocauteei. Me aproximei do primeiro cara que deti e tirem o nunchaku dele. Com esse peguei um pouco pesado.
De um jeito um pouco "sádico", aproveitei o sangue do cara na foice do nunchaku e desenhei em uma das paredes um pentagrama num círculo. Que coisa mais demoníaca, haha! Meu pai não iria curtir isso, já que o nome "demônio" dele não tem nada a ver com satanismo e sim o nome de luta do meu avô (NOTA: Pra quem não sabe, o nome de luta do pai do Demolidor era Jack "The Devil" Murdock).
Percebi que a polícia estava chegando, então rapidamente saí de lá. Subi num prédio próximo e dei uma última olhada nos policiais prendendo os bandidos, antes de sair nas sombras.
Liguei para o Leon:
Devil: Cara, volte pra casa que tou indo lá.
Leon: Ok, já tou indo.
Troquei minhas roupas, e poucos minutos depois cheguei na casa dele. Os pais dele não estavam em casa, era melhor, pois estava mega empolgado.
Leon: E Então, cara? Como é que foi?
Antony: Foi irado! Caramba! Nunca achei que isso fosse tão maneiro!
Leon: Sério?! Cara, será que vai sair nos jornais as notícias disso?
Antony: Existem motivos pra isso não ocorrer (#Censura) Mas não deixa de ser maneiro o que eu fiz.
Acho que isso foi a coisa mais irada que me aconteceu. Quem se importa se o mundo souber ou não? Só de eu ter feito o que fiz valeu a pena.
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