Lâminas Gélidas

1 Lâminas Gélidas – Capítulo – 1 – As Correntes.


Notas iniciais
o começo é sempre turbulento mas, logo tudo será esclarecido...

Desde que Hawk veio para Skyrim sinto um arrependimento enorme, não somos bem vindos nas cidades, principalmente em Windhelm, aquele Ulfric Stormcloak é muito ''desconfiado'', os nórdicos na maioria são uns racistas raramente não era completamente insultado quando me deparava com um grupo deles, somente quando estou com os meus posso me sentir seguro, quanto a isso viver nas estradas é horrível principalmente agora com dragões retornando.

Depois de algumas horas desde que sai de Riften fui me encontrar com Ahkari em Whiterun, ela é uma grande amiga de Hawk desde Elsweyr, no caminho fiquei com fome e fui caçar, empunhei meu arco Dwarven um presente de Ahkari, sorrateiramente fui andando pela densa floresta ao leste de Whiterun.

Sentei entre duas árvores e lá esperei, um coelho surgiu dentre um arbusto, mas não era de grande tamanho, tive paciência, depois que o Sol já estava se pondo e Masser já era um pouco visível no céu uma cabra apareceu.

– Perfeito. Pensei, retirei uma flecha e disparei. — atingindo seu olho esquerdo, num salto rápido sobre ela empunhei minha adaga de aço e a degolei, retirei seus chifres, sua pele e sua deliciosa carne, uma poça de sangue escoava até um riacho, e pronto agora posso ir embora, mais a frente vejo uma clareira com sinais de uma fogueira á muito tempo apagada, acendi-a novamente e fui me deliciar.

De manhã acordo com uma voz alta e rouca.

– Rápido leve-os por aqui ! — escutei ao longe uma voz mais rouca ainda.

– Andem prisioneiros, andem ! — me escondi atrás de uma árvore ao lado, deitei sobre a grama para observar, arrastei-me até uma ribanceira e de lá vi uns oito Khajiits seguidos de três Argonianos acorrentados entre si, com amarras nas mãos, escoltados por um grupo de nórdicos, e um Orc, entraram numa espécie de forte, mas muito, muito protegido por arqueiros e mercenários, pelas armaduras não eram simples contratados.

– Olha só o que achamos, um gatinho bisbilhoteiro. — me viro e levanto os olhos um nórdico de barba amarronzada, muito alto e musculoso, com uma aradura de aço, acompanhado de uma mulher nórdica, e um Bretão ambos com armaduras de couro.

Engoli seco, saltei da ribanceira e logo o nórdico gritou.

– Um Khajiit ali, ele tava espionando, peguem-no. — corri o mais rápido que pude até chegar ao um penhasco, quando me virei, a mulher pegou um pedaço de um galho e me acertou na cabeça, um zumbido tomou minha mente.

– Você o matou ? O que você fez ? Perguntou o nórdico com a armadura de aço que chegou pouco tempo depois.

– Não só dei uma boa paulada nele. Cai de joelhos com a mão sobre a cabeça, então o nórdico segurou meu pescoço e me arrastou até a ponta do precipício, no momento que senti seus dedos me largando, um outro nórdico apareceu.

– Não o mate, podemos levar ele também !

– Não ele deve morrer estava nos observando agora a pouco.

– Você quer desperdiçar um Khajiit sadio que nem ele ?

– Está certo. — respondeu e deu um sorriso tenebroso, me colocou de joelhos novamente segurou minha cabeça e o soldado me deu um forte soco, seguido de outro que me fez desmaiar.

Quanto tempo estaria ali, um Khajiit de cor negra se perguntava e perguntava aos outros dentro de uma cela com um incomodo persistente das amarras em suas mãos, a sua direita outro Khajiit meio acinzentado seguido de um Argoniano verde escuro com um de seus chifres cortado numa das pontas, fiquei feliz em saber que não era o único de minha raça ali.

– Como se chama ? — o khajiit negro me perguntou. – Hawk e você ?

– Abdir, e este é meu irmão Absei, o Argoniano é Saan. Acenei com a cabeça em forma de um comprimento.

– Levantem prisioneiros ! — gritou um guarda, com um tom muito firme, um tempo depois um homem apareceu do canto mais escuro dali.

Nos levantamos, o guarda abriu a cela e nos levou até uma parede onde conversava com o homem, começou a nos inspecionar, como se procurasse algo, olhava de cima para baixo, mexia no rabo, olhava as orelhas, os dentes, depois voltou ao soldado e balançou a mão em um gesto de que incluía todos ali, depois de alguns minutos eles sairão e em seguida vários mercenários nos seguraram e nos levaram até uma carruagem com uma gaiola, já era noite aquele banco de madeira era muito desconfortável, as amarras estavam muito apertadas, ninguém falava nada somente os mercenários que nos escoltavam

Olhava para o céu rogando aos deuses para que me ajudassem a escapar dali, os outros conversavam muito baixo e me juntei a conversa perguntando.

– Por que só tem nossa raça e a dele por aqui ? Apontando para o Argoniano.

– Absei acha que é por que ninguém se importa com os nossos, e não iriam se importar se agente sumisse, claro os outros de nós iriam reparar, mas duvido que alguém se incomodaria de nos procurar não acha ?

Voltei meus olhos para a estrada e a carroça começou a desacelerar, os mercenários que cavalgavam atrás de nós correram para a frente, a outra carroça a frente que levava alguns mercenários já estava vazia, somente um estava lá vi o nórdico que me capturou me olhando e e seguida retirou um machado de Ébano das costas e desceu.

Depois de algumas horas lá parado no frio, um arqueiro chegou ao homem que guiava a carroça.

– São apenas bruxas, nada demais, estavam fazendo um tipo de ritual macabrocom vários corpos desmembrados, sangue espalhados em jarras e cálices, me parecia um culto a algum Daedra.

Os mercenários subiram nas carroças e em seus cavalos, desta vez estávamos mais rápidos como se estivéssemos atrasados, meu rabo ficou dolorido após tanto chacoalho, e subitamente a carroça parou novamente, pude ver ao longe se aproximando um garoto aparentemente nórdico com uma belíssima túnica branca, com detalhes em dourado, uma capa branca que na altura da cintura virava duas, era impressionante, seu capuz tampava seu rosto, e mais incrível ainda ele montava um Tigre-Dente-de-Sabre-da-Neve, e levava com sigo uma foice de gelo.

Notas finais
Obrigado por lerem meu primeiro conto, ainda estou me acostumando com as regras do site, mas logo logo vou postar outros.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!