Notas iniciais
Eu queria pedir desculpa pra quem esta acompanhando, mas a segunda fase da unesp esta aí e eu estava sem tempo. Sem contar que estou atolada com as coisas da formatura. Enfim, espero que gostem *-* ( E comentem -q )

“Pela primeira vez em minha vida eu estava apaixonada, ao menos era isso que eu achava estar acontecendo comigo. Toda vez que pensava nela o meu coração disparava e um sorriso bobo se formava em meus lábios. Desejava a todo momento poder encontra-la, quando não o fazia ficava triste e sem motivação para nada. De uma hora pra outra ela tinha virado o eixo principal do meu mundo, que agora tinha um pouco mais de cor. Mas com todas essas coisa vinha as inseguranças proporcionadas por esses sentimentos reveladores. Pra começar nunca tinha gostado de tal maneira de uma pessoa, e ainda mais com uma mulher. Além disso ela era a minha professora e isso podia trazer muitos problemas. O maior dos problemas seria a minha família, muito conservadores. Driblar tudo isso foi o meu maior desafio durante aquele mês.”

– No que esta pensando tanto? – Ela colocou um copo de sorvete na minha frente e sorri com aquilo.

– Que você não devia ficar pagando as coisas para mim. – Ela fez um biquinho e então chupou a primeira colherada do sorvete.

Kátia havia me chamado para sair e dessa vez estávamos na varanda de uma lojinha na Praia de Laranjeiras. Claro que meus pais achavam que eu tinha saído com meus amigos, eu não podia falar que estava saindo com a minha própria professora, isso era suicídio.

Passear com ela por aí era uma maravilha, ela sempre procurava me levar para lugares diferentes da normalidade e eu apreciava isso. Não sabia muito bem o que a nossa relação estava significando para ela e por isso tentava não criar tantas expectativas, mas era quase impossível. Ela me tratava com tanto carinho e cuidado, como se eu fosse um objeto raro, que era impossível não ter esperanças de que ela sentisse algo a mais por mim.

– A lá, esta mergulhada nos pensamentos de novo. – Voltei a realidade com a sua voz e com ela cutucado a minha bochecha com a colher, sorri sem jeito e coloquei a minha franja que havia caído para trás.

– Eu faço muito isso, é bom se acostumar. – Rimos juntas ao dizer isso e então terminamos de chupar o sorvete.

Assim que acabamos Kátia pegou em minha mão e me puxou para a praia quase fazia por ser fim de tarde e fora de temporada. Era um belo lugar para se passear e havia alguns casais, isso deixava tudo mais intimidador. Nós andamos de mãos dadas e de vez em quando ela brincava comigo, ao lado dela tudo era tão perfeito e diferente, eu adoraria que tudo aquilo durasse mais do que algumas horas.

Depois de caminhar pela praia pegamos o ônibus de volta para cidade e durante todo o caminho ela ficou abraçada comigo como se fossemos um casal de verdade. A coisa que eu mais admirava nela era o fato dela ser quem era sem se importar com o lugar. Não importava onde estava ou quem estava com ela, Kátia sempre iria ser quem ela era de verdade.

– Não tem medo de alguém ver você assim comigo? – Perguntei ao atravessarmos a esquina da casa dela, onde iríamos ver um filme e então ela iria me levar para a casa.

Kátia me encarou por um momento quando escutou aquilo e respirou fundo. Naquele instante tive medo de mais uma vez ter falado de mais, como sempre fazia e sempre me ferrava. A minha boca grande era a principal causa de normalmente nunca me dar bem com as pessoas. E se eu tivesse imaginado coisas de mais?

– Assim como? Não estamos fazendo nada de mais, apenas amigas que aproveitam a vida, não é?

Ao escutar aquilo a única coisa que consegui fazer foi concordar com a cabeça e seguir em frente até a casa dela. Então ela não queria que eu fosse nada além daquilo? Talvez eu realmente não passasse de um passa tempo para ela, mas na minha situação, eu preferia ficar do lado dela sendo o que ela queria do que simplesmente voltar a viver minha vida na caverna do meu quarto.

O apartamento da Kátia era bonito, ela morava sozinha e tudo era organizado. Tinha de admitir que ela tinha um bom gosto para os móveis. Pensei em como seria viver sozinha longe da família, deveria ser tediante e chato. Deve ser por isso que ela passava a maior parte do tempo fora de casa.

– Vou fazer a pipoca, já venho. – Sentei-me no sofá ao ouvir aquilo e sorri para ela.

Fiquei brincando com os meus pés enquanto ela fazia a pipoca e observando o lugar. No criado mudo ao lado do sofá havia uma foto de duas mulheres, uma era a Kátia um pouco mais nova e a outra parecia ter a mesma idade, porém era loira e tinha um par de olhos azuis brilhante.

– É a Ana, minha ex, ela morreu de câncer a um ano atrás. – Dei um pulinho quando escutei a sua voz e então a encarei.

– Me desculpa, eu sinto muito. – Olhei para os meus pés enquanto Kátia sentava ao meu lado.

O silêncio reinou entre nós enquanto ela colocava o filme para assistirmos. “Harry Potter e o Enigma do Príncipe” começou e eu me alinhei ao sofá para assistir melhor.

– Você gosta de Harry Potter? – Escutei ela me perguntando e então levantei o meu olhar para ela.

– Na verdade, é um dos meus filmes preferidos. – Vi um sorriso se formar em seus lábios e ela mastigou mais algumas pipocas.

– Também é um dos meus preferidos. – Retribui o seu sorriso e cheguei um pouco mais perto dela.

Durante todo o filme ela fazia algum comentário, e como eu também já havia assistido, não hesitei em responder eles, já que me considerava uma fã nata daquela saga. Ninguém podia negar que era a saga da geração.

Vire mexe eu a observava imitar a voz dos personagens ou falar uma fala de cor. Era legal e interessante ver como alguém com tanta responsabilidade também tinha o seu momento de voltar a ser criança e relembrar os momentos que lhe marcaram.

– Da próxima vez que for ficar me olhando o tempo todo, você ao menos podia disfarçar Lily. – Meu coração deu um salto ao escutar aquilo e senti as minhas bochechas se esquentarem. – Esta com vergonha? – Ela se aproximou de mim deixando os nossos corpos lado a lado e apenas naquele momento tive coragem de encará-la.

– Talvez eu quisesse que você notasse que eu te observo. – Sinceramente não sabia de onde havia tirado coragem para dizer aquilo.

Nossos rostos estavam tão próximos que eu era capaz de sentir a respiração dela. Meu coração estava tão acelerado que daqui a pouco iria saltar pela minha boca. Kátia colocou uma mão em minha bochecha me dando carinho.

– Eu me lembrei agora, que você ainda esta me devendo um pagamento. – E então ela eliminou a distância que havia entre nossos lábios.

Kátia me abraçou enquanto eu me entregava totalmente aos seus lábios. Enrosquei os meus braços em torno de seu pescoço enquanto nossas bocas se moviam em um ritmo perfeito. A língua dela invadiu a minha boca e a única coisa que consegui fazer foi acompanhar aqueles movimentos. Eu não me importava com mais nada, apenas queria pertencer a ela.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim huehuehueh Me desejem sorte pra prova a amanhã e não esqueçam de comentar
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.