Lágrimas Do Inferno
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Mas, ok.
Obrigada, à: Natali Winchester e Anna Winchester...
Por causa delas, estão lendo esse capítulo.
Emily
Acordei com a maior ressaca da minha vida. Claro que eu já tive muitas, mas aquela era pior. Estava tão bêbada, que fiquei gritando e alucinando pela rua. Agi como uma pirralha irresponsável.
Com a mão na cabeça, levantei, tropeçando.
Meus joelhos se vergaram, e senti que ia cair no chão.
Senti mãos em minha cintura, que me seguravam, fortes.
– Você tá bem? — Dean perguntou, enquanto me amparava.
– Sim — murmurei, tentando ficar em pé sem sua ajuda.
– O quê aconteceu ontem? — perguntou.
Pov Geral
A loira se esforçava para lembrar o que aconteceste na noite anterior.
Mas, quanto mais forçava a cabeça, mais dor sentia.
Dean, quando percebeu isso, falou:
– Calma. — Apontou para a cama dela, gesticulando. — Deite-se novamente.
– Sarah já acordou? — A loira perguntou, negando-se a deitar novamente.
– Sim — respondeu. — Ela e Sam foram pegar mais pistas do caso.
Emily ficou confusa.
– Caso? Que caso?
– Vejo que temos muito o que conversar. — Suspirou, o Winchester mais velho.
Depois que tomou o remédio dado por Dean, Emily se sentia um pouco melhor.
– Cadê o meu cachorro? — perguntou.
– Está dormindo na cama do Sam — respondeu Dean, olhando para a cama do irmã e rindo fracamente.
Emily olhou o cachorro que dormia, sereno, e sorriu.
– Ele é tão bonitinho — disse a loira, por fim.
– Quando está dormindo — murmurou Dean.
– O quê ele fez para você ficar tão irritado?
– Simplesmente dormiu na minha cama — resmungou.
Emily contraiu os lábios, mas não teve jeito. Soltou uma gargalhada alta.
Dean, olhou-a, irritado.
A sua risada era tão alta, que acabou acordando Ozzy, que veio até ela abanando o rabo, feliz em vê-la.
EuEmily e o Winchester estavam sentados na cama do loiro, até que o cachorro pula no colo de Dean, quase o fazendo surtar.
– Emily — disse, pausadamente, quando o cachorro começou a lambe-lo — , tira isso daqui, agora.
– Deixe-o ficar aí, Dean — respondeu ela, revirando os olhos. — Ele está quieto, não está?
Realmente, o cachorro ficou quieto. Acomodou-se no colo dele e dormiu tranquilamente.
– Hum — Emily murmurou, sonolenta -, acho que vou dormir.
– Tudo bem — falou Dean.
Então ela tirou o cachorro do colo do loiro, colocando-o perto do travesseiro, deitando sua cabeça ali. Dean reagiu surpreso, mas não a afastou. E eles ficaram assim por um bom tempo.
Pov Sam
(Sam: HEHEHE!!! um pov meu. Só meu. Meu precioso)(NA: Shiu!)
Saímos do hotel, indo para a casa da Carry Ann, a mulher que matou a criança.
Eu e Sara demoramos umas duas horas para convencer Dean de nos emprestar seu carro. Ele perguntou porque não poderia ir junto, e Sarah respondeu que ele precisaria ficar com a Emily.
Sarah, que estava no bando do carona, resolveu ligar o rádio. Estava tocando a música do Bon Jovi"It's My Life".
Sam não se importou de ter o rádio ligado e continuou prestando atenção na estrada.
Quando chegaram à casa dela, a morena tocou a campainha.
A mulher abriu a mesma, com a aparência um tanto acabada.
– Posso ajudar?
– Sim — disse Sam, retirando o distintivo do bolço. — Somos do FBI, queremos lhe fazer algumas perguntas.
– A polícia já veio aqui — avisou, coçando os olhos vermelhos e inchados com as costas da mão.
– Sim, mas não somos da polícia. — Sarah falou.
– E você, quem é? — A mulher perguntou, carrancuda.
Sarah e eu nos entreolhamos.
– Ela é minha estagiária — disse.
– Que belo método de treinar, não é mesmo, agente? — perguntou, debochada.
– Hum — disse, desconfortável, tentando mudar de assunto. — Podemos lhe fazer algumas pergunta, senhora?
– Senhorita — disse, dando passagem para entrarmos.
– Senhorita — murmurei, tentando ignorar o fato que a mulher tinha 40 e poucos anos.
Entramos na casa.
Ela falou para nos sentarmos no sofá. Aceitamos.
– Então senhorita Park, qual foi o motivo da senhora ter matado aquela criança? — Sarah perguntou, sem rodeios.
Não sei o jeito que ela e Emily interrogam as pessoas, mas é bem diferente do meu e de Dean.
– Bem — A pergunta a pegou de surpresa. Ela deveria pensar que faríamos essa pergunta, mas não agora — , foi o que eu disse aos policiais, uma mulher de vermelho me disse que, se eu matasse uma criança, teria meu filho de volta.
– Filho este, que a senhora, quero dizer, senhorita, perdeu mês passado? — perguntei.
– Sim — concordou e logo depois, caiu no choro. — Eu não queria ter matado essa criança. Eu achei que a mulher era uma ilusão. Não liguei. Mais aí, um mês se passou, e... Eu estava muito mal. Estava muito, muito, acabado pelo fato de meu filho estar morto. A garotinha estava brincando no parquinho e caiu do balanço, quebrando a perna. Eu não a ajudei. Pensei na proposta daquela mulher misteriosa. Meu filho aqui, comigo, era muito tentador. Acabei com a criança. E, naquela noite, ela apareceu, dando-me o meu filhos. Só que ele estava morto.
Engoli em seco. Mesmo que a mulher de vermelho tenha a influenciado, ela matou aquela criança por conta própria. A mulher à minha frente, tremia e gaguejava. Estava enlouquecendo.
– Você não foi presa. — Observou, Sarah.
– Vou ser transferida para a ala de loucos — murmurou, envergonhada.
– Essa mulher te fez assinar algo? — Perguntei, receoso.
– Não, não. Só... apareceu.
– Te desejamos melhoras. — Sarah disse se levantando.
– Me desculpem — falou enquanto eu me levantava também. — Eu não queria fazer isso!
Estava na porta, quando me virei e respondi:
– Mas fez.
Quando saí, achei um pouco cruel de minha parte o que eu disse, mas eu estava revoltado.
– Sam — Sarah me chamou. — Vamos voltar para o Hotel. Temos que planejar o que vamos fazer.
Concordei e entramos no Impala, indo para o Hotel.
A viagem foi silenciosa.
Quando chegamos no quarto de hotel, fomos recebidos por uma cena um tanto estranha.
Dean e Emily estavam dormindo, junto ao Ozzy, na cama.
Sarah abafou um riso, enquanto eu sorria. Sabia que eles se resolveriam.
Fui ai banheiro. Lavei o rosto, e quando olhei o espelhor quase caí pra trás. Eu vi o rosto pálido de Castiel, me olhando.
– Castiel! Quantas vezes vou ter que te dizer para não fazer mais isso! — exclamei.
– Não temos tempo, Sam. — Sua voz era urgente. — Eles estão vindo.
– Eles quem? — perguntei, receoso.
– Querem Sarah. — Respondeu.
– Se quisessem levar Sarah já a teriam pego. Sabem que estamos aqui. — avisei.
– Não — Castiel balançou a cabeça -, eu fiz um feitiço de proteção. E, pelo visto, não está funcionando.
Fiquei em silêncio.
– Eles estão vindo. — Repetiu o anjo.
Notas finais
Até mais. lembrando: tenho 12 leitores, então espero comentários.
XD
Fale com o autor