A Siderúrgica Sionis é uma dos maiores indústrias de base de Gotham. Localizada no extremo oeste do grande bairro industrial, a siderúrgica também é o maior dos negócios de Roman Sionis, mais conhecido por Máscara Negra, desde que a Cosméticos Janus foi totalmente assumida pelas Empresas Wayne. No entanto, dizem as más línguas que a siderúrgica nada mais é do que um dos inúmeros estabelecimentos de lavagem de dinheiro do mafioso. A pesada segurança do local, assim como as constantes chegadas e partidas de caminhões em horários estranhos apenas serve para reforçar os boatos que correm em torno da infame indústria. A verdade é que todo aquele que se aventurou demais em busca de respostas, seja policial ou oficial de justiça, tem invariavelmente o mesmo fim: o abraço úmido e gélido das águas do Rio Gotham. Isso quando seu corpo é encontrado.

Também é verdade que essa foi uma das poucas realizações legais que Roman erigiu em vida, verdadeiro fruto de seu suor e da determinação de mostrar ao seu falecido pai que ele era um igual. E que mesmo após suas debanda para o submundo do crime, ele tomou extremo cuidado para manter a siderúrgica na legalidade, ou, pelo menos, esconder todos os registros e provas do contrário.

Dentro de seu escritório, Roman espera ansiosamente pela chegada do relatório do "balanço comercial" do mês. Ele receava que haveria um grande prejuízo, uma vez que um de seus caminhões fora detido pelo DPGC e outros dois foram interceptados pelo pessoal do Pinguim.

"Aquele bastardozinho miserável está implorando por uma guerra. Mas em breve, ele vai ter uma bela surpresa. Ah, se vai!" pensou consigo mesmo e um sorriso se formou por trás de sua máscara enquanto ele relaxava em sua poltrona.

– Os negócios não vão bem, Sionis?

Subitamente, toda o seu relaxamento e diversão vai embora. Ele reconheceu a voz antes mesmo que a frase fosse terminada. Aquela voz. Aquela maldita voz. Sentando-se direito, Roman percebeu o vulto em meio às sombras da luminária. Estaria ele ali há alguns segundos? Não, não tinha como. Mas o que importa? O morcego é cheio de truques mesmo...

– Sabe, a maioria das pessoas costuma usar as portas.

Calmamente, Sionis levou sua mão direita até o botão de alarme embaixo da mesa. Se ele conseguisse ativá-lo, em pouco tempo aquela sala estaria apinhada de homens armados e com um morcego morto.

– Não adianta ativar o alarme. Eu o desativei assim que entrei.

– Então, — disse Sionis, ainda com as mãos debaixo da mesa. O alarme não era sua única defesa. A .45 carregada debaixo da mesa servira para fazer o serviço. — a que devo a honra dessa visita?

– Ann Sheppard foi morta pelo Crocodilo, seu corpo foi encontrado há algumas horas.

– E você acha que eu paguei o Croc para fazer isso? Bem, sinto muito por desapontá-lo, mas isso é algo imbecil demais para se fazer. Digo, essa seria uma morte que deveria ser sutil o bastante para não despertar suspeitas. O Crocodilo pode até ser bem eficiente, mas ele não é nada sutil.

A sombra em meio as trevas lançou um último olhar para Máscara Negra e proferiu, com uma voz firme e autoritária.

– Isso ainda não acabou, Sionis.

– Ah, sim. Isso acaba agora, morcego! — Com um movimento extremamente rápido, Roman Sionis saca a arma mas, antes que possas disparar um batrangue disparado das sombras acerta suas mão. Urrando de dor, ele larga a arma e grita e amaldiçoa uma sombra que já não se encontra mais lá.

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– Como foi o encontro com o Sr.Sionis, patrão Bruce?

– Tão improdutiva quanto a anterior. Agora me resta apenas uma outra pessoa em Gotham que tinha algum problema com a senhorita Sheppard.

– Oh, não me diga que o senhor irá ver aquele desagradável senhor Cobblepot.

– Não tenho escolha, Alfred. A propósito, tente baixar os arquivos sobre o Crocodilo dos bancos de dados do DPGC e do Arkham.

– Procurando algo em especial, senhor?

– Esconderijos, antigos colegas de trabalho, parentes, qualquer um que possa fornecer abrigo para ele.

– Como queira, senhor.

A transmissão é uma vez mais encerrada. Desta vez, um pressentimento sobre a verdadeira natureza do caso paira sobre a mente do detetive como o morcego que o assombrara a tanto tempo atrás e ele torce, como nunca torcera antes, para que esteja errado.