Luz e Trevas

18 Poder Supremo


Notas iniciais
Olá, estamos de volta com mais um cap. sei que demorou, já disse no recado anterior tudo que aconteceu, agora é seguir em frente, bom essa fic em particular ela já estava entrando em seu arco final, então muitas emoções estão por vir, pra você que é novo por aqui Bem vindo, dou a Cami espero que você goste da leitura.

Tempo a entidade suprema, o detentor de tudo e todos, que afeta desde as partículas ate o seres superiores, aquilo que tudo leva e tudo trás, o tempo era o bem mais precioso, tempo de vida, de morte, de sobrevivência e sacrifício.

O chão do campo de batalha era banhado por sangue, o cheiro férrico tomava o ar, naquele local, a morte deixaria ali uma marca que jamais seria esquecida.


Shaka trocava golpes com Radamanthys ferozes, as espadas se chocavam tão rápido e forte, quem observasse saberia que um mero erro e a luta teria um fim, as laminas eram pressionadas um contra a outra, olhos azuis nos olhos amarelos.

O loiro empurra o inimigo para trás e se põe em posição novamente, correram em seguida em direção do inimigo, as espadas tilintaram, se afastaram e repetiram o ataque , a espada de Shaka desceu pela direita e a de Radamanthys subia pela esquerda, ambos causando um corte.

— Devo admitir que você é um guerreiro forte, mas é uma pena que terá que morrer aqui!— O guerreiro das trevas tinha a voz carregada de sarcasmo.

Shaka não havia respondido, havia sentido uma mudança no espaço, como se um véu tivesse coberto o campo de batalha, algo iria acontecer e ele deveria estar preparado.

— Este será o meu ultimo golpe. — Shaka dissera aquelas palavras e apontou a espada para o outro guerreiro.

Radamanthys sentiu que o loiro estava serio, sua postura mais agressiva, ele tinha a intenção e como seu adversário também se pós em posição de ataque, um deles seria morto no próximo golpe.

Shun continuava estático em seu lugar, Milo, Camus e Aiolia lutavam bravamente para que nenhuma das criaturas o alcança-se, não sabiam explicar o que estava acontecendo mas algo em definitivo ia acontecer.

Milo e Camus a cada instante buscavam o olhar um do outro, não havia espaço para palavras.

O jovem de olhos verdes abriu os braços estendendo as mãos para cima, pequenas partículas negras começaram se juntar nelas e abaixo de si um circulo negro se formou, ar próximo ao menor pareceu ficar rarefeito, as criaturas rugiram de medo e recuaram por um instante, mas agora se mostravam mais raivosas diante as pequenas ações do menor, seus corpo estalaram e cresceram ainda mais, seus dentes e garras ficaram maiores, seus rugidos mais selvagens, seu desejo por sangue incontrolável.

Aiolia lançou um olhar sobre o ombro para Shun, tentava entender o que aquele ser pretendia, estava claro que o que fosse era a cartada final.



No espaço branco Hyoga estava de frente a Shun, seu coração palpitando de medo, duvida e esperança. Quando acordou naquele lugar achou que havia morrido mas então estava de frente a Shun, mas sabia em seu interior que não era totalmente ele, que havia mais alguém ou algo, que aquele ser de trevas estava ali para lhe dar uma luz.

— Olá Hyoga.

— Onde estamos? — Retorquiu o loiro.

— Entre aqui ou lá, entre a Luz e as trevas.

—Por que estou aqui? Onde esta o Ikki ... tenho... — Estava tão confuso.

—Você sabe porque esta aqui, você escolheu estar. — Shun tinha um semblante serio. — O ritual.

Ao ouvir aquelas palavras Hyoga sabia o que viria a seguir, o que poderia ser tirado de si.

— Qual será o preço?

—Você quer acabar com a guerra.— Shun disse simples.


— Ele ira sofrer.— Loiro tinha os olhos tristes.

— Eu sei.— Shun aconchegou o rosto de Hyoga em sua mão. — Mas é preciso.

— Por quanto tempo?— Hyoga fechava os olhos, não podia desistir.

— Tempo que for necessário, tudo vai depender dele, do quanto vai estar disposto.

Hyoga sentia o coração sufocar, não havia outro caminho a escolher, era aquilo ou a morte.

— Posso me despedir? — Perguntou com a voz falha.

— Sim, mas você sabe as regras. — Os olhos heterocromáticos o encararam.

Shun estão abriu os braços e os fechou batendo palma , não estavam mais no espaço branco, sim no campo de batalha.


Ikki perseguia Pandora, toda criatura que vinha em sua direção o moreno atava sem piedade, estavam se distanciando cada vez mais dos outros e iam para dentro de um desfiladeiro mais afastado da batalha principal, a cada passo estava mais próximo, mas Pandora usava das bifurcações e diversas passagens para tentar despista-lo.

Não iria deixar que ela fugisse novamente, antes que ela entrasse em mais uma passagem, Ikki lançou um ataque na parede de pedras a frente da Morena, bloqueando o caminho da mesma, agora ela não poderia mais escapar.


— Esse é o fim. — Ikki se aproximava a passos lentos segurando a guarda da espada com força, tentava se controlar pois se atacasse de qualquer forma poderia machucar Hyoga no processo.

— Não se aproxime!— Gritou Pandora puxando Hyoga de cima da criatura e incitando a mesma para atacar Ikki.

— Não, você vai morrer aqui. — Erguendo a espada minimamente o lorde matou a criatura com um único golpe. — Liberte-o.

Pandora estava encurralada, sentia a intenção assassina vida de Ikki, ele ia mata-la, estava disposto a tudo pelo rapaz, mas ela também e iria provar, poderia morrer ali, sabia que não tinha poder o suficiente para derrotar Ikki, mas sabia que tinha o necessário para matar uma parte dele, seu coração.

— Não, ele também vai morrer aqui. — A jovem puxou o corpo desfalecido de Hyoga para perto e puxou uma adaga encostando no pescoço alvo.

— Pandora... — Ikki parou onde estava.

— Esta vendo !— A mulher riu escandaloso. — Ele te faz fraco, o que aconteceu com meu Lorde, aquele que todos o temiam, que ninguém ousava levantar o olhar pois temiam encontrar a morte, onde ele esta? pois desde a chegada dele eu não o reconheço mais.

— Pandora você é carne da minha carne, pode sentir... O que ele representa para mim...— Ikki tinha o tom serio.

— O que ele representa!! ele não representa nada! — Seus olhos tinham fúria. — Ele é fraco, frágil ... E faz você assim, mas isso acaba hoje, senhor pode não me perdoar, pode ate me matar, mas ira me agradecer no final.

Então rapidamente Pandora ergueu a lamina e a desceu em disparada ao coração de Hyoga, quando a mesma estava preste a tocar o tecido da roupa do jovem, tudo parou.

O tempo havia parado.

Notas finais
Obrigada por ter lido até aqui, qualquer comentário construtivo é bem vindo, espero que tenham gostado, até o próximo cap.