Notas iniciais
Nunca consegui imaginar uma transa onde apenas uma gozasse. Se Clara agradou, Marina jamais deixaria por isso mesmo...

Clara nunca estivera mais excitada. Entre suas pernas, o sexo molhado clamava urgentemente por atenção, exigia um toque. Ver Marina gozando daquela forma tinha feito sua libido disparar. Ainda assim, quando olhou para a namorada, deitada, ofegante, quando a viu delirante, com a pulsação irregular, ainda perdida nas sensações do orgasmo que acabara de provar, Clara sentiu o coração inundar de ternura.

Sem tirar os dedos de dentro de Marina, usou a outra mão para acariciar seu rosto, afastando as mechas de cabelo que tinham aderido ao suor. Beijou-lhe a testa e esperou que recuperasse o fôlego, apoiando a cabeça em seu peito e ouvindo o seu coração, que aos poucos retomou o ritmo normal.

– Eu te amo, Marina. Não esquece, nunca. Eu te amo muito, muito. Pra sempre.

Marina demorou algum tempo para retomar o controle de seu corpo. Quando finalmente conseguiu se mexer, não fez nada além de provocar a namorada. Tirou os dedos dela de seu sexo e, olhando nos olhos de Clara, levou os dedos melados do próprio gozo até a boca e chupou um e outro, faminta. Clara voltou a sentir fisgadas intensas entre suas pernas e percebeu que sua excitação, provavelmente, estava escorrendo entre suas coxas, apesar da calcinha.

Marina subiu no corpo da namorada, o sexo molhado roçando a pele de seu abdômen. Tomou-lhe a boca num beijo carregado de volúpia, invadindo sua boca, explorando cada espaço com a língua faminta. Quando faltou o ar e as boas se separaram, sem que pudesse pensar, sussurrou apressada:

–Clarinha! Eu quero provar cada pedacinho seu! Eu quero te... – a razão gritou mais alto e ela parou de falar. E se Clara a julgasse vulgar, logo de cara, na primeira vez? “Pega leve, Marina, pega leve!”

– Quer o quê? – Clara sorriu em sua boca – Fala, Marina, o que você que fazer comigo?

Clara a tinha novamente presa pelos olhos. Não conseguiria pensar em nada mergulhada naquele castanho profundo e disse o que realmente tinha em mente.

– Quero te chupar, meu amor. Quero te chupar, te foder. Eu quero te fazer gozar muito! – “Ai, droga! Agora ela vai sair correndo, pensando que eu não presto e nunca mais vai querer olhar na minha cara!” O medo da fotógrafa era quase palpável.

Clara não demonstrou surpresa. Nunca tinha acreditado que o sexo devesse ser certinho, fofinho. Gostava da pegada da namorada e as palavras dela só aumentaram o fogo que ardia em seu sangue. Mal podia esperar para que ela continuasse.

– Então vem. Me mostra o que você gosta – colou os lábios no ouvido de Marina – Me fode, Marina!

A fotógrafa não esperou que ela pedisse novamente. Depois de outro beijo intenso, levou a boca aos seios de Clara. Alternava lambidas e leves mordidas, sugava como se disso dependesse a própria vida, enquanto suas mãos exploravam todo centímetro de pele que pudessem alcançar e permaneceu assim até que ouviu a namorada gemendo seu nome.

Levantou a cabeça e olhou para ela. A jovem embaixo de seu corpo mordia o lábio inferior e tinha os olhos castanhos famintos. Marina podia ver que naqueles olhos ardia um tesão tão grande quanto o seu. E o tesão que sentia era enorme.

Colocou uma mão em cada seio, apertando e prendendo o mamilo entre os dedos e sustentou o olhar da assistente enquanto deslizava a língua no espaço entre os seios, deixando ali um rastro de saliva. Clara se contorceu e pressionou o corpo contra suas mãos, ao mesmo tempo em que a puxou para junto de si e Marina se preparou para outro beijo, mas foi surpreendida pela outra, que virou seu rosto e gemeu em seu ouvido:

– Por favor, Marina! Eu não aguento mais! Eu PRE-CI-SO de você...

A fotógrafa sorriu. Depois do que Clara fizera com seu corpo, não tinha a menor dúvida de que era desejada. Ainda assim, tinha alguma insegurança, sabia que ela nunca tinha tido relações com mulheres. Tê-la assim, entregue, era tudo o que precisava se sentir confiante e a sensação de felicidade era tão intensa quanto o pulsar de seu sexo. Ergueu o corpo e tomou as mãos da assistente, fazendo com que ela tocasse o próprio quadril, posicionando-as nas laterais da calcinha. Com o indicador, e depois com a língua, traçou o contorno da peça no ventre de Clara e desceu a mão para entre as pernas dela, apertando com carinho e mordendo o lábio ao sentir o quanto o tecido estava úmido. Olhou o corpo bronzeado e tirou a mão de onde estava, sussurrando:

– Tira! – e viu Clara atender prontamente.

Ajeitou-se entre as pernas dela e olhou o corpo nu, com os lábios entreabertos. Puxou-a para seu colo e fez com que ela segurasse em suas costas. Mergulhou o rosto em seus cabelos e tocou seu sexo pela primeira vez. Gemeram juntas.

Passou o indicador ao longo dos grandes lábios e os abriu lentamente. Clara puxou seus cabelos, fazendo com que seus olhares ficassem novamente presos um no outro. Marina deslizou o dedo outra vez pelo sexo da jovem, indo e vindo várias vezes, antes de se concentrar no clitóris, onde começou a fazer movimentos circulares, rápidos. A intimidade de Clara molhava sua mão e os gemidos dela molhavam seu sexo. A assistente deixou a cabeça cair para trás e Marina usou a outra mão para segurar suas costas. Alcançou o seio com a boca e a penetrou com dois dedos, fazendo com que seu corpo tremesse. Começou a fazer um lento movimento de vai e vem dentro daquele sexo molhado e Clara a olhou novamente.

– Gosta disso? – Marina perguntou baixinho e Clara mergulhou o rosto em seus cabelos, prendendo entre os lábios a ponta de sua orelha, provocando-a com a língua antes de pedir:

– Mais! – o sussurro demonstrava urgência – Mais rápido!

Marina aumentou a velocidade das estocadas. Seus dedos escorregavam facilmente dentro da namorada e chegavam cada vez mais fundo, pressionando o interior de seu sexo e fazendo com que ela gemesse, rebolasse e chamasse seu nome. Sentiu que ela estremecia e perdia o fôlego, que o sexo dela se comprimia ao redor de seus dedos e voltou a sussurrar em seu ouvido:

– Goza, Clarinha! Goza pra mim!

Clara gritou e arqueou o corpo, empurrando seu sexo contra a mão da jovem, fazendo de seus seios uma oferta que Marina não recusou, beijando um e outro, antes de escolher um para sugar. A assistente logo apertou suas pernas ao redor de seu quadril, parecendo perder o controle dos próprios movimentos e Marina deixou o seio para beijar-lhe a boca e sufocar o grito, permanecendo assim até que Clara quase perdesse os sentidos em meio ao prazer.

A fotógrafa retirou os dedos do sexo da morena e usou ambos os braços para segurá-la, mantendo-a sentada em seu colo, até que a morena conseguisse, ela própria, segurar-se ali. Marina então se moveu. Deixou uma das pernas onde estava e estendeu a outra sobre a perna da namorada, posicionando-se como uma tesoura em um papel. Clara enlaçava suas costas e aguardava, ansiosa. Estremeceram as duas quando a fotógrafa fez com que seu sexo molhado encontrasse a umidade da jovem. Instintivamente, Clara começou a mexer o quadril, seu clitóris já inchado de tesão e percebeu que Marina se movimentava da mesma forma, pressionando o corpo contra o seu. Em pouco tempo gemeram uma na boca da outra e gozaram em meio a um beijo. Os braços de Clara continuavam envolvendo o pescoço de Marina e uma usava o apoio da outra para não desabar na cama. Marina, a mente toda ocupada pelo desejo de fazer a noite da amada um momento inesquecível, tão logo recuperou o controle do próprio corpo deitou Clara na pilha de almofadas e travesseiros e usou os lábios naquele corpo bronzeado, descendo pelo pescoço, pelos seios e barriga e parando os lábios sobre o monte de vênus. Observou a pele branca, macia e absolutamente depilada, daquela região e antes de provar-lhe o gosto, sussurrou o quanto era linda. E então provou o gosto da morena, lambendo e chupando avidamente o clitóris excitado e usando os dedos para penetrá-la, até que ela gozou, sussurrando:

– Me chupa, Marina! Chupa!

Notas finais
Queria um texto que despertasse algum tesão, me digam se acertei, please!