Notas iniciais
A semana foi foda, então esse capítulo foi feito para ME relaxar. Espero que faça o mesmo por vcs, amorinhos! Ah, e um agradecimento mais que especial pra Warriormari, que fez a minha primeira recomendação.

Marina engoliu em seco. “Essa noite eu vou ser a sua putinha. Ah, coisinha! Você ainda vai me deixar louca!” As palavras de Clara ecoaram em seus ouvidos e o efeito se fez sentir entre suas pernas. Teve certeza de que o que tinha planejado agradaria a namorada. Levou a mão que a prendia pela cintura para debaixo da regata e deslizou o indicador pela curva das costas da morena, fazendo com que ela arqueasse o corpo em resposta, pressionando os seios contra os seus. Puxou-lhe os cabelos, com mais firmeza do que força, não queria que ela sentisse dor, queria despertar tesão, prazer. Lambeu o maxilar da namorada outra vez, passou a língua sobre seu lábio inferior e tornou a questionar:

– Minha putinha, é? Só hoje, Clarinha? – encarou os olhos castanhos — Hum?

Com a respiração pesada, usando todo o autocontrole que tinha para não jogar a fotógrafa na cama e dominá-la, a morena respondeu:

– Isso depende de você, Marina – disse séria, encarando os olhos famintos.

– De mim? Explica isso direito – a mão não relaxava a tensão em seus cabelos, a carícia em suas costas era contínua e provocante, a voz soava como fogo para Clara.

– Você vai ter que me mostrar se é bom! – Clara olhou firme, como se a desafiasse – Me provar que vale a pena repetir!

A reação da fotógrafa foi rápida. Girou o corpo da morena, mais pelos cabelos em sua mão, agora sim usando um pouco de força, mas apenas o suficiente para fazer a namorada entender que deveria se movimentar daquela forma. Colou seus corpos outra vez, sem muita pressão: somente o suficiente para que Clara sentisse os seus mamilos, rijos, contra suas costas, através das roupas que usavam. Sorriu quando ela gemeu. Sabia o efeito que causava nela quando saía sem soutien.

Guiou a namorada até o aparador atrás de sua cama e ela apoiou as mãos sobre o móvel. Afastou os cabelos castanhos para o lado, expondo o pescoço à volúpia de seus lábios. Lambia e beijava de olhos fechados, saboreando cada centímetro de pele, sentido o desejo aumentar a cada gemido que Clara deixava escapar. Quando sentiu que a morena pretendia se virar, segurou as mãos dela, impedindo o movimento e sussurrando:

– Você é minha, lembra disso, VADIA? Essa noite vai ser do meu jeito!

A assistente notou o movimento de Marina quando ela pegou alguma coisa sobre o aparador. Só não conseguiu saber o que era: além de o movimento da fotógrafa ter sido rápido, ela própria tinha dificuldades em prestar atenção a qualquer coisa que não fossem os seios pressionando suas costas, a boca explorando sua nuca e a força do quadril da fotógrafa contra o seu. Contudo, não demorou a descobrir do que se tratava.

Sentiu as mãos da namorada em seus ombros, antes que elas deixassem de tocá-la. Não teve tempo de reclamar: Marina já esticava o tecido preto diante de seu rosto e levava aos seus olhos. Sentiu a textura suave do lenço de seda, dobrado várias vezes até formar uma estreita faixa, e já não via mais nada.

Marina amarou as pontas do lenço e, antes de voltar suas mãos para o corpo da namorada, tirou o vestido de malha que usava e atirou longe os scarpins, ficando apenas com a calcinha. Foi rápida ao despir-se, ainda assim sorriu, aquele sorriso torto no canto dos lábios, satisfeita por ver que Clara se manteve onde estava, esperando pelo próximo toque, pelo próximo passo. Abraçou-a, deixando que as mãos escorregassem para baixo da blusa e roçando as unhas na barriga lisa, ao mesmo tempo em que brincava com o lóbulo da orelha da morena. Permaneceu assim até ouvi-la gemer. Só então voltou a falar, ao pé do ouvido:

– Tira essa roupa, Clarinha – levou uma mão aos seios da morena e desceu a outra até o sexo dela, ainda sobre a saia – Me mostra o que você tem aqui – apertou os dedos no corpo de Clara, arrancando um som confuso, meio suspiro, meio gemido. Sorriu outra vez e afastou-se, dando alguns passos para trás.

Clara não titubeou. Também ela achava que estava vestida demais, ansiava pelo momento em que teria a pele de Marina colada à sua. Levou as mãos à barra da blusa.

– Não – Marina a interrompeu. A voz firme, embora não falasse alto – Primeiro vira pra mim. Eu quero ver.

Já de costas para o móvel onde antes se apoiava, a morena tirou a regata. Queria fazer movimentos lentos, sensuais, mas não teve certeza do resultado. Sem poder ver a fotógrafa, sem a medida da excitação em seu olhar, concentrou-se um pouco mais na hora de tirar a saia. Deixou os braços caírem ao lado do corpo e prendeu o tecido entre os dedos. Aos poucos, puxou a malha, abrindo a fenda e erguendo a saia longa, exibindo aos poucos as pernas, desde o tornozelo. Pensou ter ouvido Marina arquejar e sorriu. Um sorriso tão obsceno quanto o líquido que lhe tomava o sexo. Apenas quando prendeu em seus dedos a barra da saia é que começou a subir as mãos até o cós da peça, onde prendeu os polegares. Desceu o tecido, ainda enrolado em suas mãos, até os tornozelos, tomando o cuidado de não dobrar os joelhos. Preferiu ficar de lado diante do aparador, dobrando a coluna e empinando a bunda enquanto abaixava o corpo. Deixou a roupa no chão e levantou-se, tirando os sapatos com cuidado, já que não podia atirá-los sem saber se iriam na direção da namorada.

– Não, não tira ainda – Marina impediu que Clara abrisse o fecho do soutien. Queria desfrutar do corpo da morena ainda com a lingerie que tinha determinado o rumo que a noite tomava. Aproximou-se devagar, saboreando a forma ansiosa com que a namorada tentava adivinhar sua presença. O quarto todo tinha o seu cheiro e ela, intencionalmente, usara pouco perfume naquele dia. Clara só sentiria seu cheiro quando estivessem com os corpos unidos um ao outro.

Clara sentiu a mão da namorada segurando seu rosto, pelo maxilar, antes de saber onde ela estava. Marina a fez manter o rosto erguido e tomou posse de sua boca antes que seus corpos se tocassem. A fotógrafa exigiu passagem e os lábios da morena se abriam. Se até pouco tempo Clara precisava usar de autocontrole para manter o jogo que tinha proposto, agora seus instintos a faziam aceitar o modo como Marina a dominava. Quando as mãos de Marina a puxaram, firmes, pelos braços, colando seus corpos, antes de descerem pelas costas apertando com força a sua bunda, ela só conseguiu responder com um gemido em meio ao beijo exigente. Lentamente, levou suas mãos à cintura da namorada. Seu toque era leve e hesitante: temia que ela dissesse que não devia tocá-la.

Marina deixou o beijo já sem ar. Ofegante, passou um dedo sob a alça do soutien da morena, afastando-se apenas o suficiente para observá-la dos pés á cabeça. Suspirou, pensando que nunca se acostumaria: a cada vez que a olhava ela parecia mais bela.

– Você fica linda com esse azul, sabia?

– Você gostou? – Clara sorria. Desta vez um sorriso inocente, satisfeita por ter agradado.

– Claro que eu gostei, Clarinha – Marina agora falava em seu ouvido, roçando os mamilos excitados em sua pele – Gosto ainda mais do que a cor significa, GOSTOSA.

As mãos da fotógrafa envolveram os seios de Clara, apertando a carne, ainda sobre o soutien. Logo a sua boca também estava ali, distribuindo beijos e lambidas, empurrando o tecido e exibindo os mamilos que ela tanto adorava. Chupou, lambeu, mordiscou, puxando o bico de um e outro seio com os dentes e com os dedos, sempre com a mesma pegada firme. Clara gemia, mordendo o lábio inferior, e corria suas mãos pelas costas da namorada, incentivando-a a continuar. E continuar foi exatamente o que Marina fez. Empurrou a morena de volta ao aparador, permitindo que ela tivesse algum apoio e, sem afastar sua boca dos seios dourados, pôs a mão direita dentro da delicada calcinha e, sem cerimônia alguma, enfiou dois dedos no sexo totalmente encharcado, fazendo a assistente gemer, jogando a cabeça para trás e forçando o quadril contra seus dedos.

Vendada, Clara era toda sensações. Sua excitação tinha atingido um ponto alarmante, o corpo pedia urgentemente pelo prazer. Ela sabia que podia pedir, podia implorar. Marina certamente adoraria ouvir os seus apelos e talvez, apenas talvez, a atendesse. Preferiu ousar.

Enquanto movimentava os dedos no estreito e molhado canal, Marina quase se esqueceu do que havia planejado. Poderia estender aquele momento por horas, levando a namorada a implorar para que a fizesse gozar. Mas a morena não imploraria tão facilmente. A fotógrafa perdeu a fala quando se deu conta: Clara contraía os músculos e pressionava seus dedos, de forma ritmada, constante. Fazia com seus dedos o mesmo que costumava fazer com a boca, sugava, só que agora com a vagina. Marina quase enlouqueceu. Apressou o ritmo das estocadas e ouviu os gemidos da morena aumentando.

“Não, ainda não. Não é hora de te fazer gozar, meu amor.” Com algum esforço, a fotógrafa parou o movimento e retirou os dedos de dentro da morena. Seus planos eram outros.

– Marina – Clara protestou – Por fa...

Foi interrompida pela pegada firme em seus cabelos. Marina a segurava pela nuca e levou os dedos molhados à sua boca, fazendo com que sugasse o próprio sabor. Sentiu que era guiada pelo quarto, caminhando de costas, enquanto sugava os dedos da namorada. Pararam bruscamente e Marina tirou os dedos de sua boca, usando a mão para segurar seu queixo. A voz clara e firme, questionou:

– Você veio aqui pra ser a minha putinha, não é? Me diz, Clara, você sabe o que fazem as putas?

Molhada, ardendo de desejo, a morena quase não conseguiu responder. Apenas quando os dedos finos aumentaram a pressão em seu rosto é que conseguiu balbuciar:

– Elas fodem, não é?

– Não é só isso – Marina a envolveu com um dos braços e deslizou a mão livre pelo seu corpo, subindo pela bunda, arranhando levemente as costas e finalmente apertando um seio, ainda sobre o soutien – Clarinha, as putas DÃO PRAZER – soprou a última frase junto ao ouvido da morena – Você vai fazer isso por mim?

Quando ouviu as palavras de Marina, a morena teve a sensação de que suas entranhas se dissolviam em fogo. Queria o toque daquela mulher, tinha urgência em sentir as mãos dela em si. E, ao mesmo tempo, a ideia de lhe dar prazer, ainda que tivesse que adiar o seu próprio, soava infinitamente excitante.

– Hein, Clarinha? Você vai me fazer gozar?

Clara não conseguiu responder. As palavras fugiram de sua boca. Prendeu o lábio inferior com os dentes e balançou a cabeça de forma a indicar a resposta afirmativa. Sentiu que Marina se afastava, sem contudo soltá-la.

– Então, vadia, mostra o que você sabe fazer – Marina lambeu seus lábios, antes de sussurrar – Eu quero você de joelhos, mostrando o que essa sua boca é capaz.

Clara se ajoelhou rapidamente, até porque não tinha muita certeza de que suas pernas a manteriam por muito mais tempo. Quando sentiu os dedos da fotógrafa em seus cabelos, puxando sua cabeça, soube que estava diante da espaçosa poltrona que ficava a alguns passos da cama da namorada. Deixou que Marina a guiasse.

***

Marina viu a morena ajoelhando e se deixou cair na poltrona. Em seus planos, não teria se deixado tocar tão cedo, mas o tesão era incontrolável e se ela não conseguisse algum alívio provavelmente não levaria suas ideias até o fim. Tirou a calcinha e abriu as pernas, colocando uma delas sobre o braço da poltrona e puxou os cabelos da morena, colando o rosto dela em seu sexo.

– Anda, Clara. Me chupa!

A morena aproximou seu rosto do sexo da namorada. Sem poder enxergar, deixou-se guiar pelo cheiro que a embriagava e seu nariz tocou o líquido e o sexo rosado. Aproximou os lábios e beijou, antes de lamber. Suas mãos tatearam o espaço e encontraram as pernas de Marina, fazendo com que ela percebesse o quanto a namorada estava aberta. A fotógrafa pôs as mãos sobre as suas e esse gesto bastou para que entendesse: não deveria usar os dedos, apenas lábios e língua. Gemeu, imaginando o que não podia ver, e se pôs a buscar o prazer da mulher que amava. Chupou e beijou os grandes lábios várias vezes, antes de deslizar a língua, totalmente relaxada, por toda a área. A forma como fazia a língua “gorda” enlouquecia a fotógrafa: os movimentos lentos alcançavam toda a largura do sexo e concentrou-se isso por algum tempo, antes de dedicar-se ao ponto já dilatado e suplicante. Chupou e lambeu o clitóris de Marina, e os ruídos molhados que sua boca produzia na saborosa intimidade da namorada ecoavam pelo quarto. Em pouco tempo a fotógrafa se perdeu em delírio: segurava seus cabelos e esfregava o sexo contra seu rosto, chamando-a de puta ordinária e gozando, gemendo alto.

***

Sentada no colo de Marina, Clara tinha os seios desnudos e sentia a boca da fotógrafa em um e outro, enquanto as mãos da namorada exploravam e apalpavam seu corpo. Respirava com dificuldade, tinha os lábios entreabertos e o rosto corado.

– Marina, por favor – a voz era quase chorosa. A fotógrafa a puxara para cima da poltrona e desfrutava de seu corpo sem, contudo, voltar a tocá-la onde a urgência mais a consumia. A morena sentia os limites da sanidade sendo rompidos.

– Responde o que eu perguntei, Clarinha.

Clara tinha tentado distrair a namorada. Apesar de toda a intimidade, do clima intenso daquela noite, ficou envergonhada quando a fotógrafa pressionou a mão em seu sexo e perguntou se costumava se masturbar quando pensava nela. E Marina não se deixava distrair, provocava seu corpo e exigia a resposta.

– Essa noite você faz o que eu quiser – voltou a dizer – Inclusive responder o que eu quero saber.

– Eu faço, Marina, eu faço sim – Clara se deu por vencida, assumindo a resposta que a fotógrafa esperava.

– Você faz o que? – a pergunta foi proferida tão próxima de seu seio que foi possível sentir na pele o ar que saia da boca da outra.

– Eu me toco pensando em você. Eu fiz isso hoje à tarde.

Seus lábios foram tomados em um beijo profundo, ao mesmo tempo em que a fotógrafa se desvencilhava de seu corpo, deixando-a sentada na poltrona. Ainda com as bocas unidas, sentiu as mãos de dedos finos retirando a última peça que cobria seu corpo. Gemeu com a expectativa do toque, que não veio.

– Mostra pra mim – Marina mandou, firme, junto ao seu ouvido, antes de se afastar.

E de repente Clara estava sozinha na poltrona, completamente nua e excitada. Não sabia em que ponto do quarto estava a namorada, mas já tinha certeza de que ela não voltaria a tocá-la antes que fosse obedecida. Ergueu uma perna, apoiando o pé na borda do assento e afastou a outra perna, deslizando a mão para cima do monte de vênus, onde a pele mais clara que o restante do corpo se exibia. Deixou que o dedo médio alcançasse o interior de seus lábios e começou a se masturbar.

Clara fervilhava em sensações. A forma como Marina a dominava e o fato de não ver o que ela estava fazendo fazia sua libido disparar. Queria alcançar o prazer com o toque da namorada mas já não tinha certeza de que conseguiria esperar. Sob o estímulo da própria mão e inebriada pelo sentimento de que era observada com volúpia, sentiu os primeiros tremores tomarem conta de si, os gemidos escapando mais altos de sua boca. E então a ouviu chamar.

Não foi simples interromper a chegada do gozo. Tampouco foi fácil caminhar os poucos passos que separavam a poltrona da cama. Às cegas, seguindo a voz da fotógrafa, cada movimento das pernas pressionava o sexo pulsante. Quando subiu, de joelhos, na cama, voltou a sentir o toque da fotógrafa, que a jogou de costas.

– O que eu faço com você, Clarinha? – Marina falava de cima, observando o corpo dourado.

– Me fode – passou a língua pelos lábios e implorou – Me fode, Marina, por favor!

A fotógrafa sorriu. Foder era exatamente o que ela planejara. Checou se a cinta estava ajustada ao seu corpo e acariciou o pênis que estava preso ali como se fosse parte de seu corpo. Foderia Clara como nunca tinha feito, queria que ela gritasse de prazer naquela noite. Com um meio sorriso, ordenou:

– Abre as pernas, VADIA!

Quando sentiu os movimentos da namorada se aproximando entre suas pernas, a morena se abriu ainda mais, oferecendo-se para a fotógrafa, esperando que ela a penetrasse com os dedos. Foi surpreendida pelo gesto de Marina, que a segurou por baixo dos joelhos, mantendo suas pernas dobradas. E de repente, sem saber o que, nem que tamanho tinha, foi penetrada por algo que, com certeza, era mais largo e comprido que os dedos da jovem que tanto desejava. A boca abriu-se em surpresa, mas nenhum som saiu dali, afora um gemido de profundo prazer.

Marina baixou o corpo sobre o seu, apoiando-se nas mãos e começou a se movimentar dentro da morena. As estocadas eram rápidas e precisas, ela sabia que Clara não suportaria esperar muito mais. E nem ela mesma conseguiria continuar evitando que a namorada gozasse. Ansiava pelo prazer dela como se fosse seu próprio.

– Gosta disso, Clarinha? – quis saber e a morena apenas conseguiu gemer em resposta – Me fala, você gosta?

– Nã... Não... Para! Não para, Marina!

– Eu não vou parar – e realmente, ela não parou. Acelerou o movimento dos quadris, entrando e saindo cada vez mais rápido do sexo da morena. A base do pênis a estimulava também. Deixou o corpo cair sobre o de Clara, que a envolveu com as pernas e, antes que ambas mergulhassem em um orgasmo arrebatador, conseguiu sussurrar:

– Eu vou te foder a noite toda!

E desabaram as duas, os corpos amolecidos e suados, abraçadas, uma ouvindo a respiração descompassada da outra.

Notas finais
E então? Foi bom pra vocês? Criticas, dúvidas, elogios e recomendações são sempre bem vindos! Comentem, please!