Notas iniciais
Oiiii galerinha! Que bom estar de volta. Sentiram saudades? Desculpem pelo sumiço, mas a semana foi complicada mesmo. Enfim, olha a hora que a pessoa conseguiu postar! Nathy, my angel, obrigada por betar.

Emma ressonava tranquilamente deitada no colo da morena. Após a maratona de sexo que terminou no chuveiro, haviam reposto as energias com um singelo lanche e, em seguida, se acomodaram no sofá para assistir uma serie qualquer. Cinco minutos depois, a loira tinha adormecido enquanto Regina lhe acariciava os cabelos.

A morena visualizou as horas no celular e suspirou. Ficou com dó, mas precisaria acordar Emma em alguns minutos, pois a xerife trabalharia no turno da noite naquele domingo. De repente uma notificação chegou no aparelho celular da loira e o som acabou por despertá-la.

— Ei, meu anjo. — ao ouvir a voz rouca, os olhos verdes encontraram os castanhos brilhantes e foi impossível evitar o sorriso.

— Oi, linda. Dormi muito? — Emma perguntou ao receber um beijinho nos lábios.

— Só um pouquinho. — estendeu o telefone — Chegou uma mensagem.

“Espero que estejam descentes. Já estamos chegando!”

Assim que Emma terminou de ler, Lola correu para a porta de entrada e começou a soltar rosnados incrivelmente fofos. Logo a porta foi aberta, sem cerimonias, por uma Ruby sorridente, trazendo uma vasilha plástica cheia de brownies.

— Cadê meu casal favorito? — a morena de olhos verdes entrou escandalosa, fazendo Lola soltar alguns latidos e mostrar os pequenos dentinhos. — Oun que gracinha!

Vendo que a intrusa não havia recuado, a cadelinha soltou um ganido e correu para se esconder atrás das pernas de Regina.

— Olha aí, loira. — soltou uma risadinha — Corajosa igual a você.

— Não fala assim do meu bebê, Ruby! — Regina ralhou e pegou a cachorrinha no colo. — Não é, meu amorzinho?!

Ruby gargalhou dessa vez, pois Emma estava com um olhar desacreditado. A loira achou que Regina havia partido em sua defesa e não de Lola.

— Você é uma idiota, Ruby. — Swan cruzou os braços — Onde está o meu filhote?

— Então, parou em frente à casa que era dos Thompson. — agradou Lola que ainda lhe enviava olhares desconfiados — Uma família acabou de se mudar e ele se ofereceu para ajudar a descarregar o caminhão.

— O quê? Ruby, você conhece essas pessoas? — Regina perguntou confusa e caminhou até a entrada da casa para observar o movimento.

— Relaxa, Regininha. Se trata de um casal de velhinhos fofos e mais a neta adolescente.

— Essa eu quero ver. O garoto reclama até para jogar o lixo fora! — Emma saiu no encalço da morena e do lado de fora conseguiu enxergar o filho em frente à casa dos novos vizinhos. Henry era todo prestativo para com a mocinha que deveria ter a mesma idade que ele. Bem, agora estava explicada a situação. Respirou fundo e coçou a nuca, se segurando para não chamar o filho, afim de afastá-lo da tal garota que, na opinião de Emma, estava mandando muitos sorrisos exagerados para o seu bebê.

— Acho que tem alguém com ciúmes... — Regina cantarolou e tocou a pontinha do nariz de Emma com o indicador, antes de entrar em casa.

Ciúmes?! Ora, ela não estava com ciúmes. Só queria proteger seu bebê daquela garota que deveria estar cheia de segundas intenções.

Na cozinha, Ruby estava concentrada na geladeira, escolhendo os ingredientes que usaria para fazer o jantar. Regina, apoiada no balcão, apenas acompanhava os movimentos da amiga, que agia como se aquela fosse sua casa. Atitude que, de forma alguma, irritava Mills, pelo contrário, era engraçado de ser ver. Ruby não tinha filtro e nem vergonha, características que faziam Regina lembrar-se da irmã. Era como se estivesse lidando com Zelena, porém tratava-se de uma versão mais light, sem palavrões e cigarros.

— Interessante... — Regina falou chamando a atenção da amiga — Emma não ficou assim quando Henry trouxe a Lauren.

— Ela não sentiu a ameaça. — fez aspas com os dedos — Você sabe, o instinto sapatônico dela reconheceu a Jauregui como uma semelhante. A gente tem faro para essas coisas. — enviou uma piscadinha.

— Sim, faz sentido. — soltou uma risadinha do jeito divertido da amiga — Ei, o que vai fazer para o jantar?

— Farei uma refeição bastante nutritiva. Afinal, vocês precisam repor as energias depois dessa noite intensa. — disse a morena de olhos verdes enquanto lavava alguns legumes.

— Ruby! Como foi que você... — nem completou a frase, apenas levou as mãos até a face, sentindo-se constrangida.

— Ah, por favor, assim você me subestima. Vocês não apareceram na minha festa e ainda deixaram o garoto comigo. Sem contar esse semblante acabado de Emma.

— Acabada é a sua avó. — retrucou a loira praticamente se materializando na cozinha.

— O que está procurando, Emm? — Regina perguntou ao observar a mulher vasculhando algumas sacolas plásticas.

— A coleira de Lola. — a cadelinha ergueu a cabeça ao ouvir seu nome — Vou leva-la para dar uma volta no quarteirão.

— Ah, mas nem pensar! — colocou as mãos na cintura — Eu sei muito bem que você vai lá atrapalhar a conversa dos dois.

— Mas, linda, aquela garota...

— Se você sair dessa casa, eu juro que convido a menina e os avós para jantar conosco. — ergueu uma sobrancelha desafiadora.

— Você não seria capaz. — arregalou os olhos.

— Não me tente, querida. — deu um sorrisinho que fez a loira se arrepiar por inteiro.

— Ok, que seja. — sentou-se na banqueta, formando nos lábios um bico enorme.

— Boa, menina. — Regina beijou a loira bicuda e seguiu para o quintal, levando Lola consigo, sob o olhar divertido de Ruby que acompanhava toda a cena. Ao encarar a amiga, Lucas soltou uma gargalhada.

— O que é tão engraçado para ficar rindo feito uma hiena ridícula? — Emma a fuzilou com o olhar.

— Me diz uma coisa... Como você consegue ficar cada dia mais trouxa por essa mulher? Você é tão domada, loira.

— Só não quis deixa-la nervosa, você sabe... Pelo bebê. — se defendeu.

— Uma vez assisti um documentário no Discovery H&H. — comentou enquanto cortava os legumes com uma destreza invejável. — Dizia que em toda relação tem uma figura dominante e uma trouxa.

— E esse programa de TV idiota te transformou em uma terapeuta de casal? Pensei que era formada em administração, não psicologia. — disse debochada.

— Pelo menos eu não sou a trouxa da relação. — indicou seu celular que descansava na bancada ao lado. — Se duvida de mim, faça o teste que tem aí no telefone.

— Você já fez? — perguntou, procurando o tal teste.

— Por favor, eu não preciso. — gabou-se — Lena come na minha mão.

— Sei... — ironizou, em seguida leu o título do teste — “Descubra qual seria sua casa em Hogwarts”. Isso é sério, Ruby?!

— Não é esse. — revirou os olhos — Procura direito no histórico e...

O celular de Ruby emitiu o som de um miado, indicando a chegada de uma mensagem. A morena deu um pulo, quase decepando o dedo e largou tudo para correr até o aparelho, praticamente o arrancando das mãos de Swan. Leu a mensagem avidamente e ao final, se parecia como o emoji com os olhos em formato de coraçõezinhos.

— Era a Leninha. — esclareceu, como se o sorriso pateta não tivesse denunciado a identidade da remetente.

— Aham, isso porque você não é a trouxa da relação, certo? — a morena bufou — Desisto de procurar esse teste inútil.

— Que teste, Emm?

A loira deu um pulo ao ouvir a voz de Regina.

— É sobre as casas de Hogwarts, linda. — não fazia o menor sentido repetir as besteiras que a amiga falava.

— Ah, sim. Rubs me enviou o link mais cedo. — sorriu — Minha casa é a Sonserina.

Emma se perguntou mentalmente quando Regina havia feito o quiz. Pois quando não estavam dormindo, estavam transando pela casa inteira. Só de lembrar-se o que haviam feito naquela cozinha... Mordeu o lábio encontrando os olhos castanhos que pareciam dividir o mesmo pensamento.

— Ah, não! Vocês estão no cio, só pode. — Ruby reclamou indignada. — Será que poderiam ao menos disfarçar?

— Do que você está falando, Rubs? — Regina se segurava para não rir.

— Talvez ela esteja adivinhando o que fizemos nesse balcão, linda. — Emma colocou pilha.

— Ah, não! Que nojo... Credo. Eca!!! — Lucas que estava com o braço direito apoiado no balcão, voou até a pia, lavando com detergente da mão até o cotovelo. Resmungava, ouvindo a gargalhadas das amigas. — Você não tem pena da sua mulher, Emma? Olha, essa criança vai nascer vermelhinha de tanto esforço que vocês fazem.

— Você chega a ser indiscreta de uma forma que nem posso explicar. — a loira puxou Regina para os seus braços — Por que não vai para sua casa, hein?

— O que aconteceu com o “Mi casa es su casa”? Você é uma ingrata, Swan.

— Te magoei ao ponto de você querer dar o fora daqui?

— Nah, não é para tanto. — deu de ombros, temperando a carne — E para demonstrar que já superei, prometo te fazer uma gemada. Você sabe, precisa de energia ou então não vai dar conta desse mulherão aqui. — moveu as sobrancelhas para cima e para baixo, passando o braço livre pela cintura de Regina.

— Solta a minha mulher, idiota! — puxou novamente sua morena para junto de si. — E antes que eu me esqueça: Vá à merda.

Ficaram naquela provocação por mais alguns minutos até Emma subir para se arrumar para o trabalho. Quando a loira desceu, Henry já estava em casa, ajudando a organizar a mesa. Deu um beijo no filho e sentaram-se para comer em meio a conversas e implicâncias por parte das duas melhores amigas.

O jantar estava divino para variar. Ruby era uma cozinheira incrível, tinha o dom de pegar ingredientes simples e transformá-los em pratos deliciosos. Swan suspirou ao encontrar o olhar da amiga, que desviou rapidamente, já imaginando o pensamento da loira. Era uma pena ver todo aquele talento permanecer no anonimato, quando Ruby poderia se tornar uma Chef de renome. Tudo por incompreensão de Eugenia Lucas e pelo receio de Ruby em magoar a avó ao correr atrás de seu sonho.

Emma foi desperta de seus pensamentos por um suave ofego de Regina. A morena levou ambas as mãos até a barriga e observava a protuberância com uma expressão surpresa.

— O que houve, linda?

— Acho que acabei de sentir o bebê mexer. — um belo sorriso se desenhava na face de Regina. Logo três pares de olhos verdes encararam fixamente a barriguinha redondinha que estava a amostra pela camiseta levemente dobrada.

— Oh, minha pandinha resolveu participar da conversa. — Emma já estava sentada no chão, ao lado da cadeira da morena.

— Dói? — Henry perguntou maravilhado. Regina apenas negou com a cabeça, sentindo Emma passear a palma da mão pela extensão de seu ventre.

— Ainda são movimentos leves, filho. Apenas Regina sentirá.

— Tem certeza que não são gases? — Ruby perguntou curiosamente. Estava contente por participar daquele momento, mas não conseguiu frear a língua.

— Tenho, Ruby. São movimentos suaves, é como se houvessem borboletas no meu estomago. — Regina explicou sem tirar o sorriso dos lábios. Ruby era uma figura.

Emma nem deu ouvidos para as asneiras da amiga, concentrava-se em conversar baixinho com sua filha. Recordou-se de sua gravidez, ela era uma adolescente na época, não tinha muita dimensão do que significava carregar um bebê dentro de si, porém tudo mudou ao sentir o primeiro movimento do seu filho, aquele fora um belo despertar para a maternidade. Oh, foi tão bom sentir cada movimento daquele pequenino ser em seu ventre, desde as leves oscilações até os chutes mais intensos.

— Obrigada por estar aqui, por compartilhar mais essa linda experiência. — Swan falou docemente, encarando o semblante emocionado de sua amada.

— Eu te amo. — Regina sussurrou no ouvido da loira, colocando sua mão esquerda sobre a dela, que ainda permanecia em seu abdômen. Os olhos de Emma brilharam.

— Imagino que daqui a algumas semanas ela estará mexendo-se como se fosse uma jogadora de futebol. — Ruby falou.

— Ou uma bailarina. — Henry opinou.

— Talvez ela queira ser uma lutadora de judô. — a morena de olhos verdes contrapôs — O que você acha, Emma?

— Que ela vai ser o que ela quiser. — respondeu recebendo um afago nos cabelos loiros enquanto beijava a bela barriguinha de sua amada, deixando todos emocionados com aquela cena.

Infelizmente o celular de Emma começou a tocar insistentemente, quebrando o encanto daquele momento em família.

—Xerife Swan.... —atendeu a chamada —Sim, daqui a pouco estarei ai... O que tem a escola? — esfregou os olhos, ouvindo a ocorrência. — Era só o que me faltava. Tudo bem, já estou indo.

— Algo errado na delegacia? — Regina indagou preocupada.

— Alguns garotos invadiram a escola durante a madrugada para brincar de caça fantasma. Fizeram uma verdadeira bagunça! A diretora está lá na delegacia cuspindo fogo.

— O que aconteceu com as casas mal-assombradas? — Ruby negou com a cabeça — Esses moleques de hoje em dia não sabem nem se divertir.

— Bem, já estou de saída. — disse pegando as chaves do carro — Preciso me preparar mentalmente, pois prevejo que a diretora Blue vai azucrinar meu juízo até encontrar os culpados.

— Ei, mãe. — a loira olhou para o filho, ao mesmo tempo em que guardava a carteira no bolso. — Não que eu seja culpado. — apressou-se em se defender — Mas nem por um segundo você chegou a cogitar que eu estivesse no meio desse grupo?

— Não, eu conheço o filho que tenho. E pode ter certeza que se estivesse envolvido nisso, a única coisa que caçaria seriam as teias de aranha do sótão porque você iria limpá-lo de cima a baixo até que ficasse brilhando. — finalizou com um sorriso de lado. Henry tinha os olhos arregalados, com certeza pensaria duas vezes antes de aprontar o que fosse.

Do lado de fora, Emma trocou um beijo de despedida com sua mulher. Mais uma vez passaria a noite acordada, mas diferente da madrugada anterior, a noite seria altamente estressante.

Notas finais
E ai? Curtiram os capítulos? Tentarei não demorar dessa vez.