Notas iniciais
Oii pessoal! Muito obrigada pelos comentários e favoritos ♥ Espero que gostem do capítulo de hoje.

Na manhã seguinte, Regina foi a primeira a despertar. Abriu os olhos com dificuldade pela claridade da manhã e respirou fundo, dando-se conta da posição em que se encontrava. Amanheceram simplesmente abraçadas. A cabeça de Emma descansava sobre os seios da morena, que a mantinha firmemente agarrada ao seu corpo, enlaçando a cintura da loira com ambos os braços. Quase gemeu quando tentou mexer as pernas e percebeu que estavam entrelaçadas nas de Emma de uma forma íntima.

— Ai, loira… Assim não aguento. — murmurou.

Com cuidado para não perturbar o sono da amiga, Regina soltou-se lentamente da mulher ao seu lado, conseguindo sair da cama. A loira se mexeu sentindo a ausência do corpo quente colado ao seu. E logo se acalmou ao abraçar o travesseiro que carregava o cheiro da amada.

Regina por alguns segundo a observou dormir, encantada pelo rosto belo e sereno. Delicadamente, afastou uma mecha do cabelo loiro que deslizara pela face e soltou uma risadinha abafada quando Emma resmungou algo inteligível.

A morena deu um beijinho suave na testa alva e deixou o quarto, tomando cuidado para não fazer ruídos, afinal, ainda estava muito cedo para que a amiga acordasse. Só não imaginava que Emma já estava acordada há muito tempo.

Em seguida, Swan decidiu se levantar. Já havia passado da hora de sua corrida diária então apenas se aprontaria para o trabalho e aproveitaria para tomar um café mais longo ao lado da família.

Minutos depois, quando desceu as escadas, encontrou Regina servindo-se de um copo de suco. Gemeu internamente ao se deparar com a morena trajando uma roupa de ginástica que moldava-lhe perfeitamente as curvas, ao mesmo tempo em que evidenciava a pequena e redondinha barriga. Simplesmente Linda!

Perdeu-se admirando a amada de uma forma que levou o maior susto quando o filho apareceu ao seu lado, cumprimentando-as.

— Bom dia, queridos! — disse a morena ao avistá-los próximos a escada.

— Nossa, dessa vez você se superou, Regi! — o garoto comentou ao ver a mesa recheada de coisas saborosas.

— Não tenho nada a ver com isso. — ergueu as mãos — Quando desci a mesa já estava posta.

— Uauu!! Temos uma governanta e eu não estou sabendo? — a loira se pronunciou, sentando-se ao lado de Regina.

— Não, mas parece que temos uma chef. — Regina disse ao encontrar um bilhete pregado na porta da geladeira.

Bom dia, pessoas lindas!

Depois de passar a madrugada em uma DR com a minha gatinha irritadiça, fizemos as pazes!

Portanto, aproveitando o meu momento de felicidade e inspiração, resolvi preparar esse café da manhã para me desculpar pela inconveniência da noite anterior.

Tentei trabalhar com os recursos escassos da despensa, tarefa árdua! Juro que o armário fez até um eco quando abri uma das portas. Enfim, espero que apreciem, pois foi feito com muito carinho.

— Tia Ruby esteve aqui? — Henry franziu o cenho em confusão.

— Longa história, garoto. — a loira respondeu, colocando o pão na torradeira. — Em resumo, ela brigou com a namorada e veio conversar um pouco.

— Espere, ela deixou algumas observações. — Regina apontou para a folha de papel em sua mão.

— Deve ser alguma bobagem e… — interrompeu a fala ao levar um choque. — Ai merda! Droga!

— Você está bem, Emma? — indagou preocupada, assim como Henry.

— Sim, só levei um choque dessa porcaria de torradeira.

— O primeiro aviso era exatamente sobre isso. — balançou o bilhete, antes de recomeçar a leitura. — O guaxinim fez a festa durante a madrugada. Pelo estado do quintal, acho que rolou até convidado VIP.

— Henry, quantas vezes eu disse para fechar o contêiner? — encarou o menino que se encolheu na cadeira.

— Foi mal, mãe! — sorriu sem graça. — Não esquecerei mais, ok?

— Não esquecerá mesmo porque o senhor vai catar cada pedacinho de sujeira que aqueles bichos deixaram no quintal. — o garoto assentiu a contragosto — Tem mais avisos? Estou até com medo de ouvir.

— Ela só diz que… — sorriu de lado — Que se você quiser mantê-la longe, é melhor trocar a senha do alarme da casa, pois a minha data de aniversário combinada a de Henry é uma senha muito óbvia.

Se Emma havia ficado embaraçada? Muito! As bochechas adquiriram um forte tom avermelhado, que se alastrou até o pescoço.

— Ora, são números mais fáceis de memorizar. — se defendeu, ignorando a risadinha de Regina e a expressão de moon face do Henry.

— Mãe, posso ir até a casa dos Jauregui mais tarde? — o garoto pediu assim que terminou a refeição. — A Lauren ganhou um game novo.

— Depois do almoço, filho. — o menino concordou — Não se esqueça de limpar a bagunça que seus amigos guaxinins deixaram no quintal. — piscou para o menino que bufou.

— Emm, você vai me buscar após a aula de yôga para irmos ao supermercado?

— Acho mais prático você ficar com o carro, linda. — limpou os lábios com o guardanapo — Precisa apenas me deixar na delegacia. Depois que terminar de organizar as coisas por lá, pego uma carona na viatura com um dos rapazes.

A morena assentiu. Ela já sabia andar pela cidade sem se perder, até porque Weston era pequena, haviam poucos bairros e apenas um centro comercial.

***

Regina estacionou a caminhonete em uma das vagas destinadas aos clientes do hipermercado da cidade. Esperou Henry descer e ativou o alarme. O menino havia ligado, pedindo para que ela o buscasse, pois segundo ele, precisava fazer algumas comprinhas.

— Vamos esperar minha mãe? — perguntou assim que chegaram próximos aos carrinhos de compras.

— Não, querido. Sua mãe pediu para que nos adiantássemos nas compras, mas logo ela estará aqui. — escolheu dois carrinhos e entregou um deles para o garoto. — Vamos precisar de mais de um.

Seguiram pelos corredores empurrando os carrinhos e coletando os itens que estavam na lista de compras, às vezes, acrescentavam alguns itens que lhe chamavam a atenção, principalmente Henry que havia se esquecido do mundo ao ver a sessão de doces e petiscos. Regina já estava na sessão de produtos de higiene pessoal quando o garoto apareceu trazendo vários pacotes de biscoito.

— Regi, posso escolher o shampoo que passa no comercial? Não gosto da marca que minha mãe compra, tem cheiro de bebê. — fez uma expressão de desgosto.

— Fique à vontade para escolher o que quiser, meu amor. — sorriu para ele e voltou sua atenção para a gôndola de absorventes, tentando se lembrar qual deles era da preferência de Emma. — Acho que é esse aqui.

Passaram pelo corredor das fraldas e Regina recordou-se dos cupons que Mary havia lhe enviado. Seria divertido trocá-los, depois poderia doar para alguém que realmente necessitasse. Para sua sorte, trazia os cupons na bolsa. Precisou ler as regras, verificar as marcas e pronto! Tinha vários pacotes de fraldas no carrinho.

— Bem, terminamos neste setor. — disse para o rapazinho ao seu lado, na medida em que alcançavam a parte de bebidas. — Você pode pegar alguns refrigerantes, mas não exagere.

Analisou algumas marcas de cerveja, identificando a que Emma e Ruby gostavam.

— Deixe-me ajudá-la, dona Regina! — o homem de voz áspera lhe chamou atenção. — A senhora não pode carregar peso.

— Olá, Leroy! — sorriu agradecida ao vê-lo colocar uma caixa de bebida no carrinho — Obrigada pela ajuda.

— Não há de quê. — suspirou olhando para a variedade de bebidas.

— Como está? — puxou assunto, preocupada por vê-lo tão vulnerável.

— Tentando me manter longe de encrenca. — coçou a nuca, constrangido — Mas é muito difícil, dona Regina. Acho que a sua marida… — pigarreou, se corrigindo rapidamente — Desculpe, a sua esposa deve ter comentado sobre o meu problema.

— Ouça, você já tentou o internamento em alguma clínica de recuperação? — não queria parecer invasiva, porém gostaria muito de auxiliar Leroy.

— Não tenho condições financeiras, senhora. Minha esposa tentou conseguir pelo governo, mas até agora não foi possível. — respondeu acanhado.

Regina assentiu pensativa. Leroy queria se tratar, faltava-lhe apenas uma oportunidade. Bem, talvez ela pudesse de alguma forma ajudá-lo.

***

Emma chegou cinco minutos depois, quando estavam no setor de hortifrúti. Com a presença da loira conseguiram agilizar as compras, principalmente na hora de escolher as frutas e legumes.

— Regina, vou escolher mais alguns tomates. Acho que pegamos poucos. — a morena assentiu enquanto observava os potes de sorvete no freezer, junto com o Henry.

Escolheram alguns sabores e colocaram os potes no carrinho, retornando para onde Emma estava ou, pelo menos, deveria estar, pois Regina a encontrou envolvida em uma conversa com uma bela loira.

— Quanto tempo não nos encontramos, Emma! — dizia a loira, lhe acariciando o braço. — Poderíamos marcar alguma coisa, sair para dançar ou quem sabe algo mais íntimo.

— Então, eu...— Emma desviou do toque da outra mulher no instante em que Regina chegou ao seu lado.

— Meu anjo, já finalizamos as compras.. — a morena abraçou-lhe a cintura firmemente, atraindo a atenção da loira desconhecida para aquele gesto possessivo.

— Daqui a pouco nos vamos. — Emma sorriu internamente ao notar que a morena estava com ciúmes, estava adorando aquela situação. — Deixa-me te apresentar à Ashley Boyd. Ashley, essa é Regina Mills.

Ambas se cumprimentaram brevemente, pois Regina mal desgrudava da amiga.

— Bem, Emma… — Boyd continuou, incomodada pelo olhar fuzilante da morena — Poderíamos aproveitar e almoçarmos juntas, o que acha?

— Oh, vai ficar para um outro dia, queridinha. — Regina se intrometeu. — Emm já tem um compromisso comigo e com nosso menino, não é mesmo, meu bem?

— Claro, linda. — sorriu de lado — Até mais, Ash! Foi bom revê-la.

— Tchau, Emma. — acenou, desconcertada. — Qualquer coisa me liga, você tem meu número.

Henry apenas observava com empolgação o desenrolar da cena a uma distância segura, claro. Regina, por ouro lado, estava se segurando para não revirar os olhos e agradeceu mentalmente quando a mulher se distanciou.

— Então quer dizer que temos um compromisso, srta. Mills?

— Até onde eu sei, nós almoçamos juntos no sábado. — ergueu a sobrancelha — Mas se quiser pode ir almoçar com a sua amiguinha.

— Está com ciúmes, baby?

— Ora, não seja boba, Swan! — cruzou os braços irritadiça — Imagina se eu teria ciúmes de você com a aquela tal de Alex.

— É Ashley. Por acaso não lembra dela?

Óbvio que ela lembrava do nome! Havia se retorcido de ciúmes todas as vezes em que Emma tinha saído com a mulher, porém dizia a si mesma que era apenas ciúmes de amiga. Ledo engano!

— E porque eu teria que lembrar?! — disse fazendo bico enorme. Emma sorriu e a puxou para os seus braços.

— Você fica ainda mais linda bravinha! — sussurrou-lhe no ouvido, causando um arrepio dos pés a cabeça.

— Quem disse que estou brava?

— Oh, você só está com ciúmes. Vamos, admita!

— Não admitirei coisa nenhuma, Swan. Agora vamos, pois o bebê e eu estamos com fome. — empinou o nariz e saiu de perto dela.

— Adoro mulher brava! — comentou com um sorriso ao ver a morena pisando forte na direção em que Henry estava aguardando por elas.

***

Regina revirou o pedaço de frango na grelha e observou pela centésima vez o relógio de parede. A loira não deveria demorar para chegar em casa, pois naquela manhã haviam combinado de sair para jantar fora e depois pegar um cineminha na cidade vizinha. Contudo, já era hora do jantar e não havia nem sinal de Emma, sequer uma ligação para avisar que se atrasaria.

Alguns minutos depois, a morena enxugou as mãos no pano de prato e armazenou a comida no forno para que não esfriasse. Mil e um pensamentos se passavam pela cabeça de Regina para explicar a demora da loira, na maioria deles, terminavam com Emma na cama de uma certa loira. Bufou lembrando-se das duas ligações que Swan tinha recebido desde o dia em que haviam encontrado a tal de Ashley no supermercado.

— Se aquelazinha pensa que vai ficar com a minha loira, ela não conhece Regina Mills!

Pegou o telefone e digitou o número de Emma. Enquanto esperava completar a ligação, caminhou até a janela da sala para ver se enxergava a caminhonete da amiga. Notou que já tinha escurecido por causa das nuvens carregadas que anunciavam um temporal.

— Droga, Swan! Onde você está? — murmurou quando a ligação caiu na caixa postal e posteriormente a linha sequer sinalizou.

Subiu as escadas e bateu à porta de Henry, entrando em seguida. O menino estava entretido jogando no computador, totalmente alheio ao que acontecia.

— Vamos jantar, querido? — o chamou, lhe acariciando os cabelos.

— Espera só um pouquinho, Regi. — disse atento a tela do aparelho — Só quero ver se o meu personagem vai evoluir no trabalho.

— Que casa mais graciosa! — sorriu ao prestar atenção ao jogo.

— Legal, não é? Se chama The Sims! Nesse game nós podemos moldar personagens desde a aparência física, as aspirações, as profissões e até mesmo a personalidade. — clicou com o mouse, indicando tudo o que falava. — Podemos também construir uma casa e decorá-la como quisermos.

— Veja, acabou de entrar um rapaz na sua casa. Ele mora ai também?

— Não, ele é o jardineiro. — riu — Ele também é namorado do meu vizinho.

Regina ergueu as sobrancelhas. Que jogo interessante.

— Fiz a nossa família também. — salvou o jogo e abriu o menu, mostrando três personagens que eram muito parecidos com ela, Emma e Henry. — Família Swan Mills

— Oh, eles realmente se parecem conosco! — sorriu — Interessante o sobrenome. Você joga com eles?

— Não, seria muito estranho. — franziu o cenho, depois fez uma expressão desgostosa. — Só criei os personagens para ver se conseguia deixá-los parecidos.

Regina sorriu do jeitinho dele e se levantou para fechar a janela. A chuva estava ficando cada vez mais forte.

— Henry, começou a trovejar, é melhor desligar seu computador.

Nessas alturas, a morena já havia passado do estágio ciumenta. Se encontrava nervosa e verdadeiramente preocupada com Emma. Quase saltou sobre o telefone quando o aparelho sinalizou uma chamada.

— Regina, é a Ruby. — um frio subiu-lhe a espinha — A Emma acabou de dar entrada no hospital!

Notas finais
Pois é... Vamos balançar um pouco essa história. Vocês estavam mal acostumados com tanto amorzinho, né? Comentem o que acharam, por favor. Até a próxima!