Luz Na Escuridão

21 Dando início à minha vingança!


Notas iniciais
Olá amadassssssssssssssssssss!

Tudo bem com vcs??? Espero que sim.

A partir desse cap, a vingança de Carolyne irá começar. E será dividido em alguns capítulos emocionantes.

Não recebi muitos comentários... e agora estou falando sério! Sem comentários, sem cap novo! Vcs são minhas maiores incentivadoras!
Portanto, comentem.

Vcs me inspiram!

Desculpem os erros... kkk!

Bjs, chuchu's! =)

Fecho a porta e caminho até a cozinha. Sinto que Robert vem logo atrás de mim e solta a garrafa de vinho na mesa. Faço o mesmo com as flores. Olho para ele e pego duas taças. Sento. Robert fica de pé e enche nossas duas taças e senta ao meu lado. Silêncio. Apenas Robert sorri. Enquanto isso, fico pensando o que fazer com ele. Uma coisa é certa: vou me vingar!
O silêncio começa incomodar, então tomo frente.

— Por que está fazendo isso Robert? Encara-o. Ele sorri. Desgraçado! Só sabe sorrir e isso vai me tirar do sério.

— Eu nunca te esqueci Carolyne... preciso de uma chance para provar que mudei. Aquelas coisas que me disse... Ele passa as mãos no cabelo. Eu não imagina que você não sentia nada quando fazíamos amor... Ele quase sussurra. Está envergonhado.

— E algum dia você me perguntou? Se eu gostava ou se sentia prazer? Não! Você sempre pensou só em você! Não sei como a gente namorou por quatro anos... sempre fomos diferentes. Você rico e eu pobre. Você estudava em escola particular e eu em escola pública. Você com roupas de marca, e eu, com roupas de liquidação. Sempre, sempre diferentes.

— Eu te amava Carolyne! Ele aumenta a voz.

— Amava? Que lixo de amor era o seu... Tomo todo o meu vinho e ele me serve novamente e não tira seus olhos dos meus.

— Era sua alegria, sua rebeldia e simplicidade que fez eu me apaixonar. Você era totalmente diferente daquelas patricinhas fúteis que viviam me cercando. Você tinha quinze anos quando nos conhecemos, e eu, já tinha dezessete. Estava no último ano e você havia entrado para o ensino médio. Nem fiquei muito na escola, logo me formei... mas enfim, eu não queria aquelas garotas. Nunca vou esquecer o dia que te conheci... Reviro os olhos. Até hoje não sei como ele gostou de mim. Estava na praça da cidade com alguns amigos, tentando andar de skate. Quando o vi, me apaixonei logo de cara, fiquei tão desconcertada com sua presença, que caí o maior tombo da minha vida e trinquei o braço esquerdo.

— Como não esquecer né... me ferrei por você desde o primeiro dia! Meu comentário o faz rir. Ele coloca mais vinho em sua taça.

— Eu sinto tanto Carol, tanto... praguejo a Débora até hoje. Robert esmurra a mesa.

— Não coloque a culpa nela Robert... você foi o principal culpado! Digo.

— Eu sei. Fui fraco. Mesmo assim eu amava você! Ele coloca sua mão sobre a minha. Quando fui embora, pensei que ia passar. Mas não passou! Sonhei com você todos os dias e eu pensava: porque? Sou jovem, aquela foi sua uma paixão. Mas me enganei. Encontrei o amor da minha vida cedo demais, e não dei valor. Mas peço que entenda, que era jovem e jovens fazem besteiras. Ele justifica.

— Você foi meu primeiro homem Robert. Devia ter terminado comigo dignamente, pelo menos. Retiro minha mão debaixo da dele. Você está me falando tudo isso, mas soube que você e Débora ficaram um tempo juntos, antes de ir embora.

— Sim. Ela não me deu paz... parecia um chiclete enjoativo. Meus Deus! Como me arrependo! Robert coloca sua cabeça entre as mãos. Já passou tanto tempo... me dê uma chance, por favor! Ele implora.

— Justamente... passou tanto tempo. Não acredito que me ama. Você continuou sua vida e eu, fiquei parada no tempo, por um longo período. Não acredito no seu amor!

— Eu voltei por você! Se não, jamais pisaria nessa merda de cidade. Acredite em mim! Sinto muito se te causei tanto mal assim... Seus olhos se entristecem. Débora me contou que você se cortava... Sua voz é calma, mas tensa.

— Tenho que concordar com você... cidade pequena é uma merda! Viro minha taça e num único gole, termino meu vinho. Robert o enche. Pra você ver, que não é tão simples assim Robert. Chegar e querer mudar nossas vidas...

— Me senti um monstro e tive vontade de te procurar. Mas sei que seria em vão. Ele dá de ombros.

— Soube o que aconteceu com Débora? Levo a conversa para outro lado. Robert me olha assustado, não esperava essa pergunta de mim.

— Não! Faz tempo que perdemos o contato.

— Ela também foi embora. Uma vez ela e eu nos encontramos por aí... ela estava chapada. Uma puta de uma drogada. No começo pediu desculpas e quando viu que não ia conseguir nada, começou a gritar como uma louca. Disse que ela não teve culpa se eu não fui mulher suficiente para te segurar. Robert está espantado. Quer saber o que eu fiz? Ele apenas balança a cabeça, em sinal positivo. Nada. A droga já está a derrubando. Foi embora da cidade vender seu corpo. Acho que a vida está sendo cruel o bastante. Jamais faria algo para alguém que estivesse em seu estado, mas confesso que tive vontade de lhe dar um soco na cara.

— Volto a falar que você é uma pessoa maravilhosa! Também confesso, fiquei surpreso com o destino dela. Prostituta? Meu Deus... Ele toma mais um gole do seu vinho. Espero que não acreditado em uma só palavra dela. Você foi mulher o suficiente sim! Eu que fui um idiota e deixei parecer o contrário. Robert fica de pé em minha frente e passa as mãos em meu cabelo. Logo em seguida me levanta e acaricia meu rosto. Você está com aquele cara que saiu aquele dia? Suspiro. Henry. Mal sabe que o cara é seu primo. Uma raiva cresce dentro de mim.

— Não existe cara nenhum em minha vida! Robert sorri novamente.

— Me dá uma chance? Deixa eu te fazer feliz? Estou entre a cruz e a espada. Na minha frente está o canalha do meu ex, por quem fui perdidamente louca, apaixonada. Longe daqui, está seu primo, Henry. Que não sei bem o que sinto, mas que me deixa cheia de desejo, fogo. Ainda sinto raiva de Robert, mas vejo uma oportunidade de vingança. Não posso perder essa chance. Mas e o Henry? Foda-se o Henry! Ele não nos deu uma chance e praticamente me jogou nos braços de Robert. Só preciso pensar em algo.

— Obrigada pelo vinho e pelas flores! Digo e afasto-me dele. Mantenho a calma. Respiro. Vou pensar Robert. Juro. Ele não se contém. Vem até mim e abraça-me forte. Me solta e olha profundamente em meus olhos.

— Vou esperar o tempo que for Cacá! Cacá? Não acredito que ele acabou de me chamar pelo mesmo apelido de anos atrás. Ele beija minha testa, em seguida vai embora. Espero alguns minutos, termino de tomar a garrafa de vinho, pego o buquê e dou a uma senhora que passa em frente de casa. A mesma não entende meu gesto, mas agradece. Entro, tranco a porta e aumento a música de novo. Preciso de AC/DC para me acalmar.
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Sábado. Preguiça. Não quero acordar e encarar a realidade. Ontem á noite, dei esperança a Robert. Fui contra meus princípios em busca de vingança. Vou matar dois coelhos numa paulada só! Henry também vai sentir por ter me abandonado. Só preciso pensar num plano fatal.
O dia passa tranquilamente. Sinto falta de Henry. Bia me ligou, mas nem contei a ela sobre meu plano. Ela jamais ia concordar. Disse que a viagem está maravilhosa e só falta eu lá. Conversamos durante um tempo, mas logo desligamos, pois iriam passear de barco.
Vou almoçar novamente na casa de seu Zé. Passo a tarde lá, como ontem, e volto quando está anoitecendo. Preciso manter a cabeça ocupada. Recebi algumas mensagens de Robert, mas não respondi nenhuma ainda. Não quero ser precipitada.
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POV ROBERT:

Saí da casa de Carolyne muito feliz. Ontem a noite foi muito bom, mesmo sem ter rolado nada. Tenho esperança que ela volte a ser minha. Só minha! Dormi como anjo e hoje acordei radiante. Não quero pressioná-la. Mas mandei algumas mensagens. Ela não respondeu nenhuma delas, mas entendo. Ela precisa de um tempo para pensar e eu, vou esperar. Amanhã terá uma festa de família na casa de minha mãe. Vou convidá-la, mesmo sabendo que as chances dela ir, é zero. Passei o dia ajudando minha mãe a preparar a festa. Contratamos garçons, Buffet e tudo mais. Contei que talvez levaria alguém e ela ficou feliz. A coisa que ela mais deseja é me ver casado e com filhos. Ficamos a tarde toda em função disso. Tomo um banho e vou assistir um pouco de tevê. Mando uma mensagem a Carolyne.

Terá uma festa amanhã aqui em casa. Quer vir?

Carolyne demora a responder.

Festa? Do quê?

Respondo:

Festa de família. Henry, aquele meu primo, também estará lá. Acho que vai levar a Carla, a ex dele que voltou. Assim podemos conversar nós quatro lá e beber um pouco. Pense na proposta. Bjs!

Ela demora a responder novamente. Fico angustiado, até que meu celular apita.

Vou sim! Que horas passa me buscar?

Nem acredito em sua resposta. Ela aceitou! Então respondo:

Será na hora do almoço. Te busco às 11:30 pode ser?

Ela responde:

Pode sim. Até amanhã!

Estou tão feliz. Respondo:

Até amanhã Cacá! Bjs...

Minha vida está entrando no eixo. Sinto uma alegria enorme em meu peito.

Notas finais
Gostaram?

Espero os comentários, viu?!

Sugestões e critícas são bem vindas.

Bjs amadas!

=)