Luz, Câmera E Tesão
19 Você aceita ser a minha namorada?
Notas iniciais
Um capitulo doce pra voces *----*
Espero que gostem.
Pov. Bella
Eu realmente fiquei surpresa com tudo o que aconteceu.
Edward chegou à minha casa do nada, abriu seu coração pra mim e então me beijou.
E eu correspondia seu beijo, Nossos lábios se moviam em sincronia enquanto nossas línguas se acariciavam. Sem pressa, apenas deixando acontecer. Mas infelizmente o ar se fez necessário e nosso beijo foi interrompido. Nossas testas continuavam coladas, nossas bocas continuaram unidas, nossos narizes respiravam o mesmo ar e os meus olhos ainda fechados.
Eles continuaram fechados por que eu temi que toda a magia que estava ali presente se dissipasse assim que eles se abrissem.
E então Edward riu baixinho. E sem pensar abri meus olhos só para ter o prazer de ver aquele sorriso se espalhar. Ele me encarava, com seus olhos verdes brilhando e um sorriso radiante nos lábios. E foi impossível não sorrir com ele.
-Não imagina como o seu sorriso me faz bem — Edward sussurrou acariciando a minha bochecha que ficou vermelha imediatamente – Sem falar no que essa bochecha vermelha faz com o meu coração — Ele pegou a minha mão e encostou-a em seu peito — Sente. — O coração dele estava acelerado, mas não mais que o meu.
-Isso por que você não sabe o que o seu sorriso faz com o meu — imitei o seu gesto e o encarei enquanto ele sentia meu coração descompassado. Ficamos um tempo, até que nossos corações se desacelerassem, nos encarando. E tirei a minha mão de seu peito – E o que isso quer dizer?
-Eu não sei –Edward respondeu- Só sei que é muito bom, e que eu quero continuar sentindo isso.
-Eu também quero. –respondi sinceramente. -Quero muito. — E novamente meu coração se acelerou quando Edward beijou meus lábios mais uma vez. Ao contrario dele eu sabia o que estava acontecendo. Não por já ter sentido isso antes, mas por ter lido em milhões de livros como era a sensação.
Eu estava apaixonada.
Eu me apaixonei por Edward, mas eu não tinha coragem de dizer isso a ele.
Aconcheguei-me em seus braços, e ficamos no meu sofá apenas curtindo a presença um do outro, em silencio. Passamos horas assim.
Olhando para ele pensei nos últimos acontecimentos. Eu ainda estava zonza com tudo o que tinha acontecido. Eu passei duas longas semanas me sentindo a pior de todas as mulheres por ter caído na lábia de um “falso amigo”, e eis que ele surge na minha porta para me dizer tudo o que sentia.
Edward disse que era meu fã.
Uma coisa que eu jamais poderia ter imaginado. Mas não tinha como duvidar pela forma com que ele me contou. Acreditei em cada palavra que ele disse, não poderia ser diferente, pois eu sentia a verdade em cada palavra.
O que mais me surpreendeu nisso tudo, foi ele ter largado a faculdade para me procurar, para estar comigo. Ele se dispôs a se expor dessa forma tão plena, expor seu corpo, sua vida por mim. Alem de surpresa eu fiquei comovida.
E fiquei aliviada em saber que aquela mulher linda era irmã dele, mas me senti uma idiota também, afinal esse transtorno todo poderia ter sido evitado se eu tivesse escutado ele em primeiro lugar.
Agradeci a ele, não só por ele ter feito tudo o que fez por mim, para me encontrar, mas também por não desistir de mim, da nossa amizade, de nós.
Nós.
Era bom pensar em nós, mesmo que nós, ainda não fosse nada concreto. Não sabia o que seriamos daqui pra frente, só sabia que queria aproveitar o que quer que fosse.
Eu não entendia o que Edward queria dizer quando falava que queria que eu fosse feliz com ele. Mas eu tinha esse mesmo desejo. Eu desejava se feliz, ao menos uma vez na vida, desejei ser verdadeiramente feliz, de preferência com ele. Suspirei.
No fundo eu me sentia em falta com ele. Edward tinha aberto seu coração, me contou cada um dos pensamentos, enquanto ele ainda não sabia nada sobre mim.
Eu queria contar tudo a ele, desabafar também, mas aquele momento não parecia o certo. Para que trazer a tona uma coisa tão triste, se estamos tão felizes.
-Um doce por seus pensamentos — Edward sussurrou em meu ouvido.
-Depende de que doce estamos falando.
-Depende de que doce você gosta.
-Que tal um pudim?
-Certo –ele riu – Um pudim pelos seus pensamentos.
-Eu estava pensando em quando você me disse que queria me conhecer, saber sobre mim e sobre a minha vida... –Ele esperou que eu continuasse, e como eu fiquei quieta ele disse
-O que tem isso?
-O que exatamente você queria saber?
-O que eu quero saber você quer dizer não é?
–Sim, o que quer saber?
-Eu quero saber tudo sobre você, bem, agora quase tudo por que já sei que o seu doce preferido é pudim –nós rimos – Quero te conhecer melhor Bella, só isso.
-Ok, então vamos lá, pergunte o que quiser. –Edward colocou a mão no queixo, batendo o indicador nele, fingindo pensar.
-Qual a sua cor preferida?
-Não acredito que você demorou tanto pra fazer essa perguntinha tão boba.
-Não é boba. É algo importante. Por exemplo, se eu quiser te dar algum presente, vou saber de que cor comprar.
-E por que você me daria um presente?
-Para de me enrolar e responde.
-Essa pergunta é meio difícil pra mim.
-Como pode ser isso? Eu comecei pela mais fácil de todas.
-É difícil por que eu não tenho uma cor preferida. Ela muda de um dia para o outro.
-Então me diz qual a sua cor preferida hoje? –Ele disse bem pertinho de mim, e respondi olhando hipnotizada para seus olhos
-Verde. –Edward sorriu com a minha resposta e imediatamente senti minhas bochechas se esquentarem por perceber que ele sabia o motivo que me levou a escolher essa cor. Ele me deu um selinho antes de continuar.
-Qual a sua banda favorita? – Dei graças a Deus por ele não ter comentado do meu rubor e nem o motivo que levou a ele.
Edward tinha uma infinidade de perguntas pra mim, coisas banais- algumas coisas que eu sequer tinha pensado – mas que concerteza serviriam pra conhecer alguém, coisas que um namorado saberia.
A cada pergunta respondida, eu ganhava um beijo. O que me fazia responder depressa só para sentir seus lábios mais rápido. E passamos a tarde assim, com uma conversa gostosa e beijos deliciosos.
Por mais que estivéssemos abraçadinhos e trocando beijos, não havia sequer um teor sexual nisso. Era inocente.
A pergunta que Edward formulava foi interrompida pelo som do seu estomago roncando e ele me olhou constrangido. Eu sorri me levantando
-Por que não me disse que estava com fome?
-Eu não queria parar. Está tão bom aqui.
-Acontece que eu também estou com fome. E não precisamos parar por causa disso, você pode seguir com as suas perguntas enquanto eu preparo algo para gente comer. –O puxei guiando para a cozinha.
-A sua casa é a sua cara. –Edward comentou quando chegamos a cozinha — Eu adorei.
-Obrigada. Depois que a gente comer eu te mostro o resto.
-Estou louco para conhecer a casa toda. Principalmente o seu quarto. –Edward falou e eu não precisei olhar para ele para saber que ele sorria. Senti minhas bochechas quentes e escondi meu rosto no armário de panelas, fingindo que procurava algo, até que ele esfriasse. Quando me levantei Edward continuou com as perguntas.
-Com quem você mora aqui?
-Moro sozinha.
-Onde está a sua família? –Tentei não parecer desconfortável com a pergunta, e torci para que a minha voz soasse normal
-Meu pai ficou em Phoenix...
-Phoenix? Você é do Arizona?
-Não. Eu nasci aqui, mas me mudei para lá quando era pequena e meus pais se separaram. Fiquei morando com meu pai, e quando ele decidiu se casar novamente, eu vim morar com a minha mãe. –respirei fundo e continuei- E quando tive dinheiro suficiente comprei minha própria casa.
-E você tem irmãos?
-Não.
-Como assim não? O que eu sou então? Eu não sou nada para você? –não tinha percebido Rosalie entrar, mas lá estava ela com uma expressão indignada — Você me magoou Isabella.
-Rose, você é muito mais que minha irmã, você sabe disso. Você e Jasper são tudo pra mim. –Ela sorriu e veio em minha direção com os braços abertos, me pegando num abraço de urso.
-Eu sei Bells. E você é tudo pra gente também. –Quando percebeu que estava me asfixiando ela me soltou e olhou de mim para Edward algumas vezes antes de dizer. –Eu posso saber o que os dois estavam fazendo aqui?
-Eu estava cozinhando algo pra gente. Quer ficar?
-Não. Eu tenho que me encontrar com o meu ursão essa noite. Temos um encontro duplo, ele vai levar a irmã dele e eu vou levar o Jasper.
-Alice? Jura?
-Ah o Mr.Fuck é meu cunhadinho, eu tinha esquecido. Mas é sim, Jasper e Alice vão sair conosco hoje, e seja o que Deus quiser.
-Pobre Jasper, não sabe onde foi amarrar seu bode. –Edward murmurou.
-Bem, foi muito bom eu ter encontrado vocês dois juntos, adivinha o que eu tenho aqui?
-Mas já? –Respondi já sabendo do que se tratava – onde foi parar o tempo que Caius me deu?
-Ele realmente disse que você podia tirar um tempo, mas Aro foi até a Volturi hoje, para saber das ultimas vendagens e como sempre foram altas. Ao invés de ele se sentir satisfeito ele quer que vocês gravem mais. Foi pessoalmente na minha sala e mandou que eu trabalhasse em mais roteiros para vocês dois, tipo assim, um atrás do outro. Ele está adorando faturar à custa de vocês.
-Claro que está. –Bufei — Me deixa ver o que foi que você me aprontou dessa vez sua pervertida — Rose sorriu e passou o roteiro para as minhas mãos.
-Dessa vez eu peguei leve, considerando o seu estado de espírito, mas pelo visto você já esta muito melhor não é? –Ela falou acenando para o Edward com a cabeça.
-É... Nós conversamos — respondi meio sem jeito e num tom de voz que significava que eu não diria mais nada. Concentrei-me em ler o roteiro que estava em minhas mãos.
-Isso tudo é porque você decidiu pegar leve Rose?
-É... Ficou chochinho esse né? Mas se você quiser eu posso colocar mais “ação” já que esta tudo bem entre vocês dinovo.
-Não. Está ótimo. Pobre de mim se você resolve colocar mais ação nisso aqui.
-O que é? O que vai ser dessa vez? — Edward perguntou curioso estendi o roteiro para ele que se apressou em ler com um sorriso sacana nos lábios. Um tempo depois, quando terminou de ler ele perguntou com um brilho no olhar
-Quando vamos gravar isso aqui?
-Amanha. Caius tentou marcar para segunda, mas Aro disse que tinha urgência. –Edward abriu um sorriso enorme. — Vai ser de manhã e por ser sábado, não vai ter quase ninguém no prédio.
-Legal todo mundo de folga e a gente trabalhando. –Falei emburrada. — Ninguém merece.
-Eu sinto muito Bells.
-Você não tem culpa Rose.
-Bom pelo menos tem alguém que esta se divertindo com isso. –Ela apontou para Edward que sorria sem tirar os olhos do papel em suas mãos.
-Edward você esta feliz por que vamos trabalhar no sábado?
-Não, claro que não –falou tentando esconder o sorriso –eu só gostei do roteiro.
-É claro que você gostou Mr. Fuck, nada supera meus roteiros.
-E a modéstia passa longe né?
-Eu não preciso dela. Sou boa demais e ponto final. O papo esta ótimo querida, mas eu preciso ir, não quero me atrasar. Boa noite pra vocês e não façam nada que eu não faria. –Ela foi se afastando e acenando. Antes de sair pela porta da frente gritou – E não se cansem muito, guardem energia para a gravação amanha hein? –E saiu batendo a porta.
E como era de se esperar minhas bochechas ficaram vermelhas outra vez. Edward percebeu e se aproximou beijando minhas bochechas e depois meus lábios.
...
Quando o jantar ficou pronto, jantamos por ali mesmo na cozinha e Edward pareceu gostar da minha macarronada a bolonhesa, isso ou ele estava com muita fome mesmo.
Depois do jantar, ele fez questão de me ajudar com a louça apesar de eu dizer um milhão de vezes que ele não precisava se incomodar e que cuidaria daquilo mais tarde, não tive resposta quando eu ouvi o seu argumento.
-Tenho certeza que a minha mãe me deserdaria se soubesse que eu não te ajudei. Não quero matar ela de vergonha. –Esse comentário dele me deixou curiosa e eu comecei a perguntar sobre a família dele.
Edward me contou com um brilho no olhar, falando com carinho de cada membro da sua família. Depois que terminou seu relato junto com a louça, ele cruzou os braços e fechou a cara para mim.
-O que foi?
-Você não esta sendo justa aqui Bella. –Ele falou serio, com o cenho franzido. Aquilo me assustou eu não sabia o que tinha feito de errado.
-O que foi que eu fiz? –perguntei temerosa.
-Você me encheu de perguntas e não me deu nenhum beijo se quer. Mas agora eu vou cobrar a conta, e quero juros. –Suspirei aliviada por ser uma brincadeira. Eu sofreria muito por ter magoado ele.
-Não se preocupe. Vou pagar com juros e correção monetária. –Abracei seu pescoço erguendo meus lábios em direção aos dele e me sentindo em casa ao receber mais um beijo dele.
...
Como prometido, mostrei minha casa para Edward que foi comentando o que tinha gostado em casa espaço, repetindo sempre o quanto tinha gostado e o quanto tudo combinava comigo.
Ao chegarmos ao meu quarto, ele nem olhou como fez nos outros cômodos e me arrastou direto para a cama. E me abraçou outra vez.
-Bella – Disse olhando nos meus olhos – Eu acho que temos um problema aqui.
-O que foi? Não paguei todos os beijos que te devia? – tentei fazer graça
-Ainda faltam alguns na verdade – ele respondeu ainda sério – mas não é esse o problema.
-Então qual é? –Ao invés de responder ele me abraçou e me beijou.
-Eu adoro você Bella, adoro você — Falou quebrando o beijo.
-Eu ainda não entendi qual o problema. –respondi de olhos fechados, apreciando as palavras que ele tinha pronunciado.
-É que eu não vou conseguir mais ser seu amigo. –parei de respirar e encarei seus olhos verdes tentando entender o que ele queria dizer
-Por quê?
-Não da pra ser mais seu amigo Bella, eu simplesmente não consigo. Eu quero muito mais. Você aceita ser a minha namorada?
Notas finais
E ai pessoal? Gostaram do capitulo? Me deixem saber, por favor!
E olha que vem filme novo por ai. Alguem tem um palpite do que a Rosalie escreveu dessa vez? Quem acertar ganha spoiler do filme. kkkkkkkkkkkkkk
Bem vinda a nossa loucura novas leitoras. Obrigada pelo carinho
Até terça!
beeeijos
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