Luz, Câmera E Tesão
40 Resolução, confissões e libertação
Notas iniciais
Só lembrando que a história se passa em um universo alternativo e muito provavelmente as leis que tem aqui nao batem com as leis que existem de verdade ;)
Vamos ver o que vai acontecer
Espero que gostem!
Pov. Emmett
Assim que Edward desligou o telefone, pensei em fazer uma horinha na cama, já que ainda eram 6h30min, mas resolvi me levantar e me preparar para agir. Analisei outra vez os papéis e pude ver que com o pedido de rescisão em aberto mais o pagamento da multa previsto em contrato, eu conseguiria resolver isso em poucas horas.
Esse é o meu primeiro trabalho de verdade, e eu estou emocionado em fazê-lo, ainda mais por ser algo tão pessoal para mim, já que além de minha cunhada Bella era minha amiga e eu não medirei esforços para ajudá-la.
Visto tudo, eu coloquei meu terno e desci. Minha mãe já estava sentada a mesa com uma xícara fumegante de café.
-Bom dia meu filho. Caiu da cama foi?
-Bom dia mãe, eu diria que foi o Edward que me derrubou.
-Como assim? Edward nem dormiu em casa.
-Eu sei, mas ele acabou de me ligar...
-Tão cedo? O que houve?
-Eu não sei ao certo, mas ele estava meio sinistro no telefone. Ele me pediu para que eu cuidasse do contrato da Bella. Ela aceitou que você pagasse a multa e era para que eu resolvesse isso o quanto antes. Em minha opinião aconteceu alguma coisa, ele implorou para que eu a tirasse de lá o mais rápido possível.
-Que bom que ela aceitou e eu realmente espero que ela esteja bem. – Ela me olhou de cima a baixo analisando minha roupa – Você esta indo resolver isso agora?
-Vou sim, o quanto antes melhor.
-Me espere um pouco filho, eu vou com você. Não vou conseguir ficar em casa esperando noticias.
-Sem pressa mamãe, ainda esta um pouco cedo. Vou aproveitar e dar um telefonema até que você volte.
-Mesmo assim eu não me demoro meu bem. – Ela largou a xícara na pia e falou por cima do ombro antes de sair – Coma um pedaço do bolo de chocolate que eu fiz, é o seu favorito. –Eu como sou um bom filho, muito obediente, me servi de um pedaço generoso do bolo e comi bem devagar saboreando aquela delicia. Ah Dona Esme merece um premio por fazer um bolo tão maravilhoso assim.
Quando eu estava terminando o meu terceiro pedação, eu me dei conta de que se passou muito tempo desde que minha mãe foi se arrumar, isso por que ela disse que não iria demorar. Mulheres. Eu bufei e peguei mais um pedaço.
-Esta com raiva do bolo? – meu pai vinha chegando do hospital e passou por mim bagunçando meu cabelo – Cadê o resto da família?
-Mr. Fuck dormiu fora – respondi com a boca cheia – a anã provavelmente esta dormindo e a sua esposa faz quase uma hora que subiu para se arrumar, por que ela vai sair comigo, e ainda não voltou.
-Eu percebi mesmo que você esta todo arrumado para sair, e esta muito bonito, mesmo com essa mancha enorme de chocolate na sua gravata.
-Mas que merda! – reclamei tentando limpar e ganhando uma mancha maior ainda – Eu vou ter que trocar. Se a mamãe descer diz que eu já volto – fui até meu quarto para pegar uma gravata e acabei encontrando um filme de Edward que eu peguei emprestado em uma noite que a ursinha tinha me deixado sozinho.
Tirei a gravata suja, peguei outra e antes de descer passei no quarto do meu irmão para devolver o filme antes que ele desse falta e criasse caso com isso. Cheguei à cozinha finalizando o nó Windsor e lá estavam minha mãe e Alice totalmente emperiquitadas.
-Até que em fim Dona Esme, achei que a senhora não ia mais sair da toca hoje.
-Oh me desculpe querido, mas a sua irmã acordou e quis vir junto, e foi ela quem demorou não eu.
-Eu já deveria ter imaginado que essa demora toda tinha alguma coisa a ver com a Alice. – Meu pai assentiu.
-Sempre tem. – Minha mãe concordou.
-Não demorei tanto assim – ela mostrou a língua – e o que importa é que eu já estou pronta e podemos ir.
-Aonde vocês vão? – meu pai perguntou
-Vamos pagar a multa da Bellinha para ela não ir mais para a Volturi – Alice respondeu animada – Eu me sinto uma super-heroína prestes a salvar a donzela em perigo.
-Emmett vai como advogado da Bella, Esme vai pagar a multa e você vai fazer o que lá filha?
-Ela vai de chaveirinho! – respondi gargalhando e fazendo meus pais me acompanharem.
-A minha família toda contra mim hoje, que tristeza meu Deus, que tristeza!
-Não estamos contra você princesa, eu estava só pensando se tudo se resolver hoje por que você não faz o que sabe fazer de melhor?
-É isso mesmo Alice. Vai gastar dinheiro enquanto nós cuidamos de tudo.
-Não foi isso que eu quis dizer Emm, e não inventa que não é o seu dinheiro que ela vai gastar – meu pai me deu um tapa na cabeça – o que eu quis dizer é que já que o Emm vai resolver tudo hoje, por que você não faz uma festa para Bella, ela merece não acha? – Os olhos da baixinha brilharam
-Sim! Sim! Sim! Sim! Mil vezes sim! – Ela pulava umas dez vezes por segundo com saltos enormes – é uma ótima idéia, papai tomara que ela goste! Emm onde esta a Rose?
-Ela foi para a Volturi – o rosto dela desmoronou um pouquinho.
-Ah... Mas hoje é sábado!
-Ela foi terminar de escrever um roteiro que precisava ser entregue hoje, sabe como é eles precisam de antecedência para preparar os cenários e essas coisas.
-Já que tocou nesse assunto, como vamos pagar a multa hoje se é sábado?
-Não se preocupe mãe. Um amigo meu do ministério publico que esta cuidando disso vai me acompanhar até o cartório e me ajudar nesse processo, eu já ligue para ele e vamos nos encontrar lá.
-Não sabia que eles abriam aos sábados.
-Abrem sim e fecham mais cedo também por isso eu estava com pressa para ir. Alias, vamos? Embry já deve estar nos esperando.
-Eu não vou mais, tenho muitas coisas para fazer. Vou ligar para a Rose e preparar a festa.
-Tudo bem, mas não exagere.
-Eu nunca exagero mãe – ela revirou os olhos – Voltem para me ajudar o quanto antes, mal posso esperar para ver a cara da Bellinha com a surpresa que eu estou planejando. Boa sorte lá. – ela gritou por cima do ombro enquanto corria em direção a escada.
-Você precisa passar no banco? – perguntei a minha mãe
-Não, eu saquei o dinheiro quando eu tive a idéia de ajudar a Bella. Sabia que ela aceitaria, coração de mãe não se engana.
-Ok dona vidente. Podemos ir? – Minha mãe assentiu e nos despedimos do meu pai que foi para o quarto descansar depois do plantão. Minha mãe ofegou a me ver desativar o alarme do meu jipe.
-Emmett você não vai me fazer subir nessa coisa não é?
-Calminha dona Esme, ele é seguro. Alem do mais só temos esse carro disponível.
-Podemos pegar o do seu pai ou o da Alice...
-Não podemos não. A baixinha provavelmente vai sair para comprar alguma coisa para a festa e já imaginou se o Dr. Cullen tem alguma emergência? Como ele vai para o hospital? Digamos que ele vai a pé e chega lá minutos depois da pessoa que precisava dele ter morrido, como eu poderei viver com isso? Eu não posso mãe, não posso...
-Chega Emm, eu já entendi. – Ela suspirou e eu segurei o riso, meu poder de convencimento é infalível. Definitivamente eu estou na profissão certa, apesar de achar que Hollywood esta me perdendo.
Abri a porta para ela. Eu tive que gargalhar quando ela deu uns pulinhos para subir no jipe e antes que ela ficasse brava eu a ajudei a entrar e entrei também ainda rindo dela.
-Vai devagar meu filho, pelo amor de Deus.
-Pode deixar mamãe – pisquei para ela que se segurou aos bancos com força. Dirigi devagar como ela tinha pedido e mesmo assim ela pareceu só respirar quando chegamos ao cartório.
-Nem é preciso perguntar para saber que é a mãe da Alice. Ô mulher exagerada! – eu ri e a ajudei a descer e entramos juntos no cartório.
-Cullen eu estava te esperando.
-Call! – apertamos as mãos – Obrigado por vir, mesmo sendo sábado. Eu precisava resolver isso para ontem.
-Tudo bem, eu entendo. Esse caso é realmente muito serio.
-Essa é a minha mãe, Esme. Mãe esse é Embry Call representante do ministério publico. Ele esta a frente do inquérito sobre a Bella e esta aqui para nos acompanhar. – Eles também trocaram um aperto de mãos e a minha mãe perguntou a ele.
-Então o que faremos?
-Estamos aqui para deixar registrado em cartório o pagamento da multa – disse Embry – esta foi a melhor decisão que tomaram por que o caso por si só já era bem complicado para enfrentar mais um processo de rescisão. Que coisa horrível o que aconteceu a essa moça não? A própria mãe... Se isso cai na imprensa vai ser um reboliço.
-Não – minha mãe falou horrorizada – a imprensa não pode saber disso de jeito nenhum. A pobrezinha não pode passar por mais essa.
-Seremos discretos senhora Cullen, mas a imprensa sempre acaba descobrindo essas coisas não sei como.
-Sim, eu entendo obrigada.
-Vamos resolver isso logo meu caro amigo, sei que esta louco para voltar para a sua esposa. –Entregamos o dinheiro ao Embry e o tabelião formulou um documento confirmando o pagamento da multa. Eu assinei representando Bella, minha mãe como testemunha e Embry como representante da lei.
-Aro não teria que estar aqui para pegar o dinheiro? – minha mãe perguntou enquanto saiamos do cartório.
-Embry vai levar, ele tem autoridade para isso.
-E vai hoje mesmo?
-Vou na segunda feira em seu escritório, assim eu aproveito para começar as investigações. Eu ainda não tenho uma convocação para que ele deponha, mas eu espero ter a colaboração dele.
-Mas o problema do contrato já foi resolvido certo? Isabella não trabalha mais para ele não é?
-Sim tudo resolvido. A única coisa que falta é a assinatura de Aro, mas com o dinheiro ele não poderá se negar.
-Finalmente!
-Sim. Aro tem um mês para depositar o dinheiro que ela tem direito, previsto no contrato – Embry disse – e se nesse prazo ele não pagar você deve me procurar caro amigo, e colocaremos a policia atrás dele.
-E quando vencermos o processo ele devera dar muito mais dinheiro a ela certo?
-Sim, há as indenizações por danos morais e corporais, pelo trabalho escravo que ela sofreu e por trabalho infantil, já que ela era menor de idade quando foi iniciada nesse meio.
-Vamos tirar tudo daquele crápula – falei animado.
-Nós não precisamos disso meu filho. O que importava nós já conseguimos, Bella finalmente esta livre, o resto é resto.
-Se você diz – dei de ombros.
-Sim, eu digo. Vamos embora que Alice deve querer a nossa ajuda. –minha mãe disse sorrindo – Muito obrigada Senhor Call, fez muito pela nossa família hoje.
-E eu pretendo continuar fazendo senhora Cullen conte comigo para o que precisarem. – ela apertou a mão da minha mãe e depois a minha.
-Me conte como foi a conversa com o Volturi. Vou aguardar a sua ligação.
-Segunda nos falaremos então. – Nos despedimos e voltamos para o meu jipe, onde minha mãe só entrou depois de se benzer bastante.
-Vamos que vamos ver o que a Alice esta preparando para a festa da Bellinha – falei dando a partida.
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Pov. Bella
Acordei me sentindo protegida com os braços de Edward em volta da minha cintura e com a cabeça no peito do homem que eu amo e que inacreditavelmente ainda estava ao meu lado. Suspirei de alegria e me aconcheguei mais em seu peito e ele me abraçou com força, beijando meus cabelos. Ainda com os olhos fechados eu distribui beijos por seu peito forte.
Abri meus olhos, finalmente secos depois de todas as lagrimas derramadas na noite anterior e encontrei um par de olhos verdes me examinando. Corei com o seu olhar em mim e carinhoso como sempre Edward acariciou minhas bochechas me fazendo corar mais ainda.
-Você está bem? Esta sentindo dor?
-Eu estou bem sim, a xilocaína realmente funciona.
-Ainda bem. –Ele deu um sorriso fraco, suspirou e beijou meus lábios, delicadamente como se esperasse alguma reação da minha parte, ele parecia meio desconfortável.
-E você, como esta?
-Se você esta bem, eu estou bem também. – Eu olhei nos olhos dele e ele nos meus, um esperando que o outro quebrasse o silencio do quarto. Até que ele finalmente disse:
–Você me assustou muito ontem, mas a culpa foi toda minha. Eu não deveria ter deixado você fazer isso, eu deveria ter... – Eu coloquei meus dedos em seus lábios para impedi-lo de falar.
-Amor, não faz isso. A culpa foi minha, eu quis... Eu precisava fazer isso. Não tem nada que você poderia fazer para me impedir.
-Você se arrependeu?
-Para ser sincera não. Era o que precisava ser feito e eu te agradeço por ter ficado do meu lado, até agora.
-Eu achei que você já tivesse entendido que eu não vou sair do seu lado por nada desse mundo Bella. Eu não entendi e nem aprovei o que você fez, mas nem isso e nem nada vai me tirar do seu lado.
-Isso é muito bom – Eu sorri acariciando seu rosto – E nem foi tão ruim quanto eu achei que seria.
-Então... Então o que fez você chorar daquele jeito? – Edward perguntou hesitante. Seu olhar era profundo e eu me senti no dever de abrir meu coração para ele.
-O peso de tudo o que eu passei naquele lugar, cada filme que eu fiz, cada humilhação que eu sofri ali caiu sobre meus ombros quando Caius finalizou o filme. Eu sabia que depois disso eu seria livre, mas foi impossível segurar as minhas lagrimas. – Edward acariciava minhas costas num ritmo lento e tranqüilizador enquanto eu falava.
–Eu chorei de raiva – continuei – raiva da minha própria mãe por ter planejado tudo isso contra mim, raiva de Aro por ter me feito sofrer tanto quanto podia, raiva de mim por ter caído nas armadilhas deles. Chorei de vergonha. Vergonha ao pensar nos milhares de pessoas do país ou do mundo que viram os filmes que eu fiz, vergonha ao imaginar em quantas pessoas desejam meu corpo e devem imaginar que eu sou uma vadia, como eu fingia ser...
-Amor, fica calma. Agora tudo se acabou, escute, eu liguei para o Emm e ele provavelmente já resolveu tudo a essa hora. É tempo de esquecer tudo isso, vida nova meu amor, esquece o passado. Agora você é só minha.
-Edward, mesmo que eu tenha estado com vários homens , eu só pertenci e pertenço a você. Você é o dono dos meus sentimentos, do meu coração e eu sou sua, só sua.
-E eu sou seu – ele respondeu sorrindo – encontrei em você muito mais do que pensei que encontraria. Não foi só uma parceira perfeita na cama, foi uma parceira para a vida.
-Sabe... –eu falei sorrindo – A Renée me fez acreditar por tanto tempo que eu tinha nascido só para ser a parceira de cama de alguém, que eu nunca teria alguém que me amasse de verdade na vida que eu realmente me imaginei passando dez anos fazendo filmes, e saindo de lá com quase trinta anos completamente sozinha – eu ri – O que me deixava muito triste por que desde criança eu imaginava que com essa idade eu estaria casada com três filhos, pequenos e de idade bem próximas em escadinha e mais um filho na minha barriga e com planos de ter outros depois desse. Mas ela matou toda a esperança que eu tinha de ter isso.
-E quais eram seus planos quando o contrato acabasse?
-Eu iria correr de volta para o meu pai. Esse era o meu único plano, ele me acolheria de braços abertos sem precisar saber o que eu fiz esse tempo todo, ou melhor, eu rezaria para que ele não descobrisse.
-E depois você iria procurar um pai para os seus filhos? – Eu ri
-Não, isso não estava mais nos meus planos. Eu acreditava que iria passar o resto dos meus dias toda amargurada cheia de gatos e sem nunca ter tido um orgasmo de verdade na vida. Isso é claro antes de você aparecer...
-Você nunca tinha tido um orgasmo? Sério?
-Não um de verdade. Veja bem, se o clitóris é estimulado, eu vou sentir prazer mais não é um orgasmo, definitivamente não. Até por que na maioria das vezes a lubrificação não é suficiente nem para uma penetração confortável. E é por isso que o sexo oral é tão importante nos filmes pornôs, é um truque nosso, nós babamos o máximo possível para que o pênis entre facilmente.
-E é só isso que fazem por vocês? Isso deve doer, principalmente sem lubrificação, ou não?
-Dói, dói sim. Principalmente nas primeiras vezes. Caius me ajudava bastante, ele tinha um lubrificante para mim, e às vezes alguns atores bonzinhos cuspiam para facilitar.
-Ah eu sempre desconfiei que era por isso que eles cuspiam mesmo.
-E você tinha razão. – Eu sorri para ele e ele sorriu de volta me incentivando a continuar falando – No começo eu não tinha lubrificação nenhuma, mas com o tempo eu fui me acostumando e permitindo que a minha mente se entregasse relaxando meu corpo e sentindo a estimulação do meu clitóris. E era isso que eu considerava um orgasmo, quando eu tinha a lubrificação necessária para que não doesse. – Ele me olhava com tanto carinho naqueles olhos verdes que eu tanto amo. – Ainda bem que você apareceu, por que você me deu muito mais do que um orgasmo descente. – ele riu.
-O prazer é meu também. Você já se sentiu atraída por algum ator?
-Não, foi só por você. Eu me senti atraída por você desde que eu te vi, o que não deve ser novidade para você já que é tão lindo – ri – Aquele nosso primeiro filme, do jeito que as suas mãos grandes me pegaram com força e como os seus dedos fizeram mágica dentro de mim, a forma com que você me chupou e me fez gozar de verdade pela primeira vez, foi o que bastava para me deixar caidinha por você.
-Eu sabia que a gente ia ficar gravando juntos por um bom tempo, principalmente depois que o nosso filme estourou e eu me via ansiosa para gravar com você, para saber o que a Rose tinha escrito e como você me faria gozar. Mas eu comecei a me sentir mal por estar gostando.
-Por quê?
-Por que a Renée disse que um dia eu gostaria disso e que eu seria como ela quando esse dia chegasse, mas quando você quis ser meu amigo – eu ri com a lembrança – e depois meu namorado, eu percebi que não era dos filmes que eu gostava, era de você.
-Então você se interessou por mim do mesmo jeito que eu me interessei por você. –Ele olhou para baixo e riu – Quando eu comecei com isso eu era super tímido, eu juro que até hoje eu não entendo como foi que consegui. Eu sempre sonhava com você – Edward parou de falar e respirou bem fundo, então ergueu a cabeça e olhou em meus olhos
–Eu sempre sonhava com você, sempre mesmo, quase toda a noite para dizer a verdade e eu falo quase por que as vezes eu passava as noites em claro vendo seus filmes – ele riu sem graça e continuou – e nos meus sonhos eu ficava paralisado na sua frente. E eu achava que isso iria acontecer quando eu te encontrasse e que seria o maior vexame da história. – Ele esticou a mão e acariciou o meu rosto com o meu sorriso torto nos lábios.
-Mas quando eu te vi, de carne osso e gostosura na minha frente eu me senti em casa, me senti em casa principalmente dentro de você, eu me viciei e não consigo mais ficar longe nem que eu queira.
-É... Nós temos uma história e tanto hein? – falei sorrindo – só que não é a do tipo que se conta aos netos.
-Enquanto são crianças, por que quando eles crescerem eu vou contar, queira você queira, queira você não.
-Contar você pode, mas mostrar os filmes não. Até por que, que tipo de netos queria ver seus avós tranzando?
-Se os avós deles tiverem sido Mr. Fuck e Sweet, os nossos.
-Você é impossível de desencorajar – Edward assentiu e eu ri negando. Ele subiu em cima de mim e me beijou, eu segurei firme em seus cabelos aprofundando nosso beijo até que o ar faltou. Nossas bocas se desgrudaram, mas as nossas testas permaneceram unidas.
–Eu não sou mais capaz de viver sem você – eu sussurrei – fica comigo para sempre?
-Eu vou ficar com você, além disso – ele olhou nos meus olhos –Eu não conseguia viver sem você antes de te conhecer, agora que eu te tenho seria impossível. – Ele beijou minha testa e sorriu – Agora eu preciso cuidar de você – eu sorri e mordi meu lábio, ele riu e revirou os olhos – não é disso que eu estou falando.
-O que é então? – perguntei com um biquinho.
-Já são mais de três da tarde e você ainda não comeu nada hoje, deve estar faminta.
-Eu acho que posso ficar sem comida por mais alguns minutos, ou horas – falei me esfregando nele que riu.
-Bella, amor, vamos comer primeiro, depois eu como você. – Ele me deu um beijo rápido e se levantou completamente nu. – Espero que não se importe, eu não tenho nada para vestir.
-Não – suspirei olhando para o seu belo corpo – nenhum pouco.
-Espere aqui, vou fazer algo pra nós.
-Eu vou com você – me levantei e foi a vez dele de me olhar. Sorri feliz quando ele gemeu
-É melhor você vestir alguma coisa ou eu não me responsabilizo.
-Eu não quero você responsável, eu quero que perca a cabeça – ele respirou fundo e saiu do quarto eu ri e fui atrás dele.
Ao chegar na cozinha ele já tinha colocado vários ingredientes na mesa e estava preparando alguns sanduiches para nós. Ele me olhou quando cheguei e encarou meu corpo nu de cima a baixo com aqueles olhos verdes cheios de desejos. Como quem não quer nada eu me sentei e fiquei observando ele trabalhar. Edward tagarelava sem parar e sem olhar para mim, talvez tentando resistir.
-Eu estava mesmo com fome e não sabia – falei pegando mais um dos deliciosos sanduiches que Edward tinha feito – a culpa é toda sua. Você me distrai muito, tanto que ate de respirar eu me esqueço às vezes. – ele riu fraco e tomou um gole de seu suco, seu olhar estava longe e ele parecia um pouco preocupado. Larguei meu prato e me sentei em seu colo segurando seu rosto em minhas mãos
-Eeii o que foi agora? O que esta te levando para longe de mim?
-Eu estou pensando no Emmett. Enquanto você dormia eu liguei para ele e pedi que cuidasse da multa. Eu não vou deixar você voltar naquele lugar Bella...
-Eu não vou voltar. Eu tenho certeza que o Emm vai cuidar de tudo, confie nele. Eu confio.
-Eu sei que ele vai...
-Então por que essa carinha?
-Eu acabei de me dar conta de que hoje é sábado, muita coisa não funciona de sábado. E se o Emm não conseguir pagar a multa hoje? E se formos chamados para trabalhar na segunda? Eu não quero que você vá e... –Eu beijei seus lábios o impedindo de continuar falando.
-Não quero que você pense nisso agora meu amor. Pense em nós, só em nós – Me ajeitei em seu colo e deitei minha cabeça em seu ombro e logo eu senti seus braços me envolverem
-Me perdoe amor. Eu queria te dar paz e fiquei falando sobre coisas desagradáveis – Ele beijou meus cabelos e eu ergui a cabeça oferecendo meus lábios. Edward me beijou, um beijo mais urgente que estava me ascendendo. Me afastei um pouco e passei uma de minhas pernas para o outro lado das dele fazendo nossos sexos se encontrarem arrancando um gemido meu e dele.
As mãos dele encontrou minhas coxas e ele fazia um caminho quente por elas, passeava desde o joelho até a minha virilha, indo e voltando, me provocando. Seus lábios passaram para o meu pescoço e logo encontraram meu seio, e sua língua o meu mamilo e eu gemi em seu ouvido passando a rebolar em seu colo.
-OMG! EDWARD O TESÃO É TANTO QUE VOCÊ NÃO CONSEGUE NEM LEVAR A BELLINHA PARA A CAMA? – Alice entrou na cozinha com uma Esme muito vermelha em seus calcanhares.
-Alice, pelo amor de Deus o que é que você esta fazendo aqui? – Edward perguntou com raiva. Eu estava morrendo de vergonha e tentei me levantar dali, eu queria correr e me esconder bem longe, mas Edward não deixou – é melhor você não levantar daqui não Bella – ele falou baixinho e pressionado sua ereção em mim. Meu rosto corou mais ainda e eu só pude esconder meu rosto no peito dele. – Alice como foi que você entrou aqui?
-A Rose me emprestou a chave eu vim ver como vocês estavam. A mamãe estava preocupada já que nós ligamos para os celulares de vocês e pra cá também, mas nada de noticias.
-Ok, vocês viram que estamos bem, agora podem ir.
-Não fale assim com elas Edward – eu falei baixinho e olhei para cima. Alice tinha um olhar presunçoso e Esme estava com a cabeça baixa tão ou mais vermelha que eu.
-Não se preocupe querida, ele tem razão, não deveríamos ter invadido assim. Eles estão bem Alice, vamos embora.
-Mas mãe...
-Mary Alice, vem e não discute comigo. – Ela bufou, revirou os olhos e saiu atrás de Esme resmungando algo baixinho.
-Eu acho que é melhor você confiscar a chave da Rose, ela não é mais confiável. – Edward falou depois que elas se foram.
-Ai que vergonha, eu acho que não vou ter coragem de olhar para a sua mãe.
-Não se preocupe, ainda mais que a culpa foi dela. Além disso a dona Esme já me pegou em situações parecidas, ela esta acostumada.
-Situações parecidas?
-Sim, excitado e com você. Bom não com você de verdade, você na TV.
-Mesmo assim Edward, a gente não deveria ficar assim no meio da casa e a culpa é toda minha eu não deveria ter atacado você aqui...
-Se quer culpar alguém culpe a Alice, ela sempre é a culpada das coisas. E não pense mais nisso meu amor, já passou. Além do mais estávamos fazendo algo muito mais interessante. – Ele beijou o meu pescoço e voltou a acariciar minhas coxas, me provocando novamente. Eu me afastei ficando de pé e fazendo que não com o dedo
-Se você quiser continuar com isso vai ter de ser lá no quarto – eu pisquei e sai da cozinha e logo Edward estava atrás de mim me agarrando e me levando para o quarto.
Edward me colocou na cama e sua boca foi direto para o meu seio, chupando com vontade enquanto sua mão percorria todo o meu corpo parando em minha boceta. Seus dedos beliscaram meu clitóris e depois desceram ate a minha entrada me invadindo. Ele gemeu com a boca em meu seio esquerdo.
-Hmmm... Tão molhadinha amor. – Ele desceu passando a língua no meu corpo, e circulou com ela o meu umbigo e continuou lambendo até chegar a minha boceta. Ele beijou minha virilha e lambeu meus lábios vaginais bem devagar. Se afastou um pouco e soprou forte me fazendo arquear as costas e gemer pedindo mais.
-Seu cheiro me deixa louco Bella – ele gemeu e me lambeu toda me fazendo gemer e gozar, um gozo arrebatador que me fez sair de orbita, nem sei por quanto tempo.
Voltei a mim quando Edward voltou a me acariciar, passando a mão pelo meu corpo, sem pressa, me ascendendo novamente.
-Você é tão linda. – Edward subiu em mim posicionando seu membro em minha entrada e me penetrando logo em seguida – Eu amo tanto você.
Não consegui responder. Apenas movia meu corpo em sincronia com o dele apertando contra mim e querendo que esse momento durasse para sempre, mas antes que pudéssemos esperar gozamos juntos e nos preparamos para recomeçar.
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Acordei e me espreguicei na cama. Olhei pela janela e vi que já tinha escurecido, Edward e eu passamos o resto da tarde nos amando e agora ele dormia tranquilamente ao meu lado.
Olhei para meu quarto e ainda tinha alguns vasos com as rosas – agora murchas – da primeira vez que nos amamos bem aqui, como uma doce lembrança do nosso amor. Eu fiz uma nota mental para me lembrar de guardar uma pétala comigo.
Eu admirava meu Edward quando eu ouvi um barulho estranho vindo da sala. Tentei apurar os ouvidos para ver se eu conseguia ouvir outra vez, mas não consegui. Estava quase desistindo quando eu ouvi dinovo, então eu resolvi acordar o Edward.
-Edward, Edward acorde.
-O que foi Bella? – Ele respondeu meio grogue de sono.
-Tem alguém na sala – e como se fosse para confirmar o barulho se repetiu mais forte dessa vez. –Tem, tem sim. Tem alguém lá Edward – eu falei assustada.
-Eu vou lá ver Bella, não saia daqui. – Ele sussurrou e saiu apresado provavelmente se esquecendo que estava sem roupa.
-PORRA! – ele gritou da sala e eu fique mais assustada ainda. Quem será que estava lá?
O tempo foi passando e já se passaram dez minutos desde que ele tinha gritado, e eu não ouvi mais nada, nem barulho nem Edward. Eu estava desesperada então resolvi vestir um hobby e ir atrás dele.
Sai do quarto com as costas coladas na parede e fui andando devagar. A casa estava toda escura e silenciosa. Eu estava apavorada, minhas pernas tremiam e eu suava.
-Edward – chamei do corredor e não ouvi nada – Ai meu Deus Edward cadê você? – Ainda sem resposta, mesmo apavorada decidi seguir em frente e fui até a sala. As cortinas também estavam fechadas deixando tudo um breu total.
Encostada na parede eu fui tateando até encontrar o interruptor e ascendi a luz e mal pude acreditar no que eu estava vendo: Ali estavam reunidos bem embaixo de uma faixa enorme escrita “Curta a sua liberdade!” Esme e Carlisle, Rose e Emmett, Alice e Jasper, Edward e uma almofada cobrindo seu membro e no cantinho Caius sorrindo com um copo na mão.
-O que esta acontecendo? – Eu falei tão baixo que não tenho certeza se alguém ouviu. Edward saiu de onde estava largando a almofada pelo caminho e me abraçou me levantando do chão.
-O Emm conseguiu meu amor, você está livre!
Notas finais
Acabou Sweet e Mr. Fuck mas Bella e Edward ainda estão com tudo!
A gente ainda nao viu as consequencias do feito da Bella, mas elas vao chegar, preparem -se.
Oh e ja imaginou se a imprensa descobre, a vida do nosso casal vai se tornar um inferno...
espero ansiosa pela opinião de voces.
Beeeijos e té terça que vem :)
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