Notas iniciais
Oi gente :) Ai ai.. Cheirinho de casamento no ar, estão sentindo? é a hora da verdade também, estão preparados? Então lá vai. espero que gostem, boa leitura!

Pov. Bella

–Uau Bella, o seu namorado é mesmo muito lindo – Sue cochichou para mim enquanto saíamos da sala.

O clima da sala não tinha melhorado em nada. Eu começava um assunto, toda animada e o meu pai respondia apenas com uns resmungos, de cara fechada olhando para o Edward. Foi nessa hora que Sue chegou animada como sempre ficou feliz em me ver com um namorado. Agora estávamos na cozinha e eu a ajudava a preparar lanches para nós.

–Sim, Edward é mesmo um homem maravilhoso. É ainda mais lindo por dentro do que por fora – Ela olhou para mim sorrindo

–E pelo o que eu estou vendo, você esta muito feliz com ele.

–Sim, muito feliz Sue. Mas vamos voltar logo para a sala antes que o seu marido acabe com a razão da minha felicidade.

–Não exagere Bella, Charlie é só um pouco ciumento, mas ele se acostuma. –Ela me deu um sorriso doce e pegou a bandeja para levar a sala enquanto eu levava a jarra de suco.

A expressão do meu pai não tinha mudado quando chegamos à sala, ele ainda estava olhando de cara feia e sentado em sua poltrona onde se sentia rei. Edward abriu um lindo sorriso de alivio quando me viu entrar.

–E então Bella, conte para nós como foi que se conheceram – Sue perguntou quando começamos a comer

–Hmm... Nós... – Eu estava nervosa sem saber o que dizer, nós não tínhamos conversado sobre isso. Para ganhar tempo resolvi beber um pouco do meu suco e acabei engasgando.

–Calma Bella – Edward riu dando tapinhas nas minhas costas – lá na jarra tem mais, não se preocupe – mostrei a língua para ele quando finalmente parei de tossir e nós dois rimos.

–Vai Bella conta como foi que se conheceram – Sue insistiu eu corei e olhei para meu pai e Edward pegou na minha mão

–Eu conto, é uma boa história – eu fiquei com medo do que ele diria, mas ele me olhou me tranqüilizando – eu estava precisando de dinheiro e um amigo meu tem uma pizzaria estava precisando de um entregador então eu resolvi ajudá-lo. – Edward me olhou cheio de significados e eu corei, não acreditando que ele ia contar a história verdadeira da primeira vez que nos vimos.

–Eu fui levar uma pizza na casa da Bella. E eu me apaixonei no instante em que a vi – Ele afirmou olhando nos meus olhos com um sorriso torto, o meu favorito, nos lábios – desde aquele dia eu não a deixei mais em paz, até que nos tornamos amigos, depois ela aceitou sair comigo e mais tarde, finalmente, aceitou ser a minha namorada – sorri com a lembrança de quando éramos amigos. Fiquei impressionada de como Edward conseguiu contar a verdade sem revelar verdadeiramente a nossa historia.

–Realmente é uma boa história, parece coisa de filme – Sue falou sonhadora e Edward levantou uma sobrancelha rindo. Eu não pude deixar de acompanhá-lo. Meu pai pigarreou nos fazendo calar

–E Então rapaz...

–Pai, o nome dele é Edward – Falei revirando os olhos.

–Que seja! Edward... Então você então é entregador de pizza?

–Não. Eu fiz isso uma única vez, para ajudar um amigo.

–Se não entrega pizzas, o que você faz? – Fiquei tensa, mesmo sabendo que Edward jamais diria: “Sou ator de filmes pornográficos”

–Estou cursando o segundo ano de medicina senhor.

–Nossa médico. – Charlie levantou as sobrancelhas grossas parecendo surpreso – O que levou você a escolher essa profissão? – perguntou ele como se interrogasse um criminoso

–Meu pai. Ele é um excelente cirurgião, quero ser como ele.

–Isso é bom, seguir os passos do pai mostra que a família é boa. Fale-me sobre a sua família.

–Minha mãe é decoradora, mas não trabalha há muito tempo, a não ser vez ou outra que alguma amiga dela quer reformar a casa. Minha irmã estuda moda e meu irmão acabou de se formar advogado.

Depois que Edward terminou de falar meu pai ficou em silencio com a expressão pensativa. Então Sue começou uma conversa animada contando sobre o que eu perdi nos anos em que eu passei fora.

Passamos o dia assim, entre conversas agradáveis, Sue e eu pelo menos. Edward escutava e ria, mas não tinha nada a acrescentar e meu pai, que já não fazia cara feia, mas ainda estava emburrado demais para participar.

Depois do jantar nos sentamos na sala e meu pai assistia a um jogo de futebol. Ele e Edward trocaram alguns poucos comentários sobre a partida e quando o jogo acabou meu pai se levantou.

–Bem já esta tarde, vamos todos dormir. Bella arrume o sofá para o seu namorado e depois vá dormir também.

–Mas pai...

–Sem mais Bella – ele veio até mim e me abraçou forte – é ótimo ter você sobre o meu teto outra vez garota. – ele se afastou e sorriu – boa noite! – Sue nos desejou boa noite e foi para o quarto. Subi com eles e peguei um travesseiro e lençóis e arrumei o sofá para Edward dormir.

–Bem essa vai ser a sua cama no próximo mês – Sorri para ele.

–Por mim tudo bem, principalmente se você vier se deitar comigo de vez em quando, mas eu acho que a gente não vai ter muito tempo a sós se depender do seu pai não é?

–Parece que não – eu ri – mas eu vou sentir muito a sua falta – cheguei perto dele e sussurrei em seu ouvido – ainda mais levando em conta a promessa que você me fez, não pense que eu esqueci

–Bella, não me provoca ou eu não respondo por mim – Edward falou com os olhos arregalados

–Vai perder o juízo bem debaixo dos bigodes do Chefe Swan? – Perguntei espalmando minhas mãos em seu peito e beijei seu maxilar. Edward segurou em minha cintura e me beijou cheio de desejo.

Sem que eu tivesse muita certeza de como, nós já estávamos deitados no sofá com Edward por cima de mim. Suas mãos acariciavam a minha coxa e já era possível sentir a sua ereção me pressionando.

–Isabella vai para cama agora! – Meu pai gritou do alto da escada, me fazendo levantar depressa. Edward continuou sentado com um travesseiro no colo. Charlie chegou perto de nós olhando atentamente de mim para Edward – Eu já tinha pedido para você ir dormir antes.

–Eu só estava dando boa noite para ele pai...

–Vai para a sua cama Bella – respirei fundo e revirei os olhos, mas fui para o meu quarto. – Eu estou de olho rapaz. E eu tenho o sono muito leve, não se esqueça disso – escutei meu pai falar num tom ameaçador enquanto eu subia as escadas.

Charlie sempre foi tão ciumento, ai meu Deus... Como eu vou contar a ele que eu fui atriz pornô se ele não aceita nem que eu tenha um namorado e que durma com ele? Sei que foi para isso que eu vim, mas onde é que foi parar a minha coragem?

Deitei na cama e respirei fundo. Bem pelo menos eu ainda tenho um mês para me preparar.

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O dia seguinte foi mais tranqüilo, apesar do meu pai estar mais carrancudo do que nunca depois de nos ter pego juntos na sala. Ele encheu o Edward de perguntas de todo o tipo e ficou de olho em nós, sempre dando um jeito de interromper quando começávamos a nos beijar e fazendo Sue nos acompanhar a qualquer lugar que queríamos ir quando ele não podia.

Não tínhamos um minuto de paz, principalmente na hora de dormir.

Alguns dias depois, em uma tarde muito bonita para ficar em casa, enquanto Charlie estava na delegacia, resolvemos dar um passeio na praia e Sue estava conosco.

–Sua madrasta é tão legal – Edward comentou quando ela foi comprar refrigerantes para nós.

–Sim, ela é – eu respirei fundo – ela sempre foi muito legal comigo, mas quando ela se casou com o meu pai eu me sentia uma intrusa no meio deles. Sei que eu seria muito feliz se tivesse ficado aqui com eles, mas a Renée...

–Eei meu amor, não fica assim. Já passou, tudo acabou Bella – Edward me abraçou e beijou a minha bochecha – não fica se remoendo.

–É que eu não consigo parar de pensar que se eu tivesse ficado eu não teria que ter essa conversa com o meu pai, não precisaria ver a dor que eu sei que vou ver em seus olhos quando descobrir o que eu fiz.

–Você esta nervosa por causa disso não é?

–Muito – admiti – a cada dia que passa eu me sinto pior.

–Bella, se tem uma coisa que eu vi no seu pai é que ele te ama, te ama muito – Edward acariciava meu rosto enquanto falava – Ele vai sim ficar triste pelo que te aconteceu, vai ficar triste por não ter te ajudado quando você mais precisou dele, mas eu sei que ele não vai ficar contra você nunca. Fica calma, a gente ainda tem muito tempo. – Sorri para ele e ficamos abraçadinhos.

–Vocês são tão lindos juntos – Sue voltou com nossos refrigerantes e começamos a conversar animadamente.

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O tempo foi passando e meu pai começou a relaxar, deixou que Edward o chamasse de Charlie dispensando assim o Chefe Swan. Ele não fazia mais careta quando Edward pegava na minha mão e nem interrompia os poucos beijos que trocávamos, sempre levava Edward para pescar no fim de semana e eles estavam se dando bem, na medida do possível.

Os dias iam passando e eu não tinha encontrado uma maneira de contar ao Charlie. Estava tudo tão bom que eu tinha medo de estragar o clima feliz que estava entre nós.

E assim o mês se passou. Foi um mês feliz com meu pai e meu amor comigo. Nós iríamos embora no dia seguinte bem cedo e eu ainda não tinha encontrado a coragem de contar ao meu pai.

Sue tinha se despedido de nós à tarde já que passaria a noite no hospital com a sua mãe que tinha passado mal. Eu estava sentada no sofá do lado do meu pai aproveitando meus últimos momentos com ele, Edward estava sentado na poltrona do Charlie. Os dois viam e comentavam um jogo de basquete que já estava no fim.

Quando o jogo terminou meu pai se levantou para ir dormir, mas Edward o impediu dizendo:

–Charlie, como vamos embora amanha, eu gostaria de falar com você, se não se importa.

–Claro que não. O que foi? – Ele perguntou sentando-se novamente.

–É... Charlie – Edward endireitou os ombros e encarou meu pai – Com todo o respeito eu quero lhe dizer que eu amo a sua filha – ele olhou para mim com os olhos cheios de emoção – Eu a amo mais do que tudo no mundo, mais do que a minha própria vida, e... Por algum milagre... Ela me ama da mesma forma. Sei que faz pouco tempo que estamos juntos, mas eu sinto como se a conhecesse toda a minha vida e não vejo por que esperar. – Ele respirou fundo e olhou para o meu pai outra vez – Charlie eu quero muito viver a minha vida toda com a Bella. Posso me casar com ela?

Meu coração parou de bater por um minuto inteiro e eu não conseguia respirar.

Provavelmente a minha expressão se espelhava a do meu pai: estávamos em choque. Eu não tinha idéia do que o Edward pretendia fazer isso, e agora que fez eu não sabia como reagir, não sabia como o meu pai reagiria. Ficamos imóveis por um longo tempo até que finalmente meu pai respirou fundo e olhou para mim.

–Você quer se casar com a minha menininha?

–É o que eu mais quero senhor – Edward respondeu seguro. Eu não olhei para ver a sua expressão, mas sabia que ele estava serio e apreensivo.

–Minha Bella – meu pai acariciou meu rosto com as costas da mão – Faz quase três anos que você saiu para morar com a sua mãe, e você mudou tanto desde que foi...

–Pai... – falei com a voz embargada e ele me parou colocando um dedo nos meus lábios.

–Deixe-me falar. Eu fiquei pouco mais de dois anos sem olhar para você, sem te ver, mas eu sabia que você não era a mesma só pelo som da sua voz quando você ligava para mim, você não era a mesma menininha que saiu daqui para morar com a mãe. Não sabia o que tinha acontecido talvez você tenha amadurecido, mas que você não era a mesma, isso não era mesmo.

Eu me lembrei do começo do meu pesadelo, quando eu me sentia a pior pessoa do mundo e então eu ligava para o meu pai na esperança de me sentir amada, jamais pensei que ele saberia o meu estrado de espírito só por ouvir a minha voz, já que eu sempre disfarçava.

–Três meses atrás quando você finamente veio me ver – Charlie continuou – eu vi em seus olhos uma tristeza tão grande que me deixou agoniado, eu nunca me senti tão inútil como me sinto desde então. Eu queria tanto ver você sorrir, mas não sabia o que fazer. E agora você volta, com esse rapaz, que pelo visto te ama de verdade, e a alegria esta de volta aos seus olhos, parece que você esta de volta, graças a ele – Eu assenti em meio a lagrimas – Então, ates de dar a minha resposta a ele eu quero saber de você: quer se casar com ele querida?

–Pai, eu amo o Edward, amo muito. Eu estou cem por cento certa dele na minha vida – meu pai olhou pra o Edward e assentiu uma vez, ficou de pé se afastando um pouco e no instante seguinte Edward estava se ajoelhando na minha frente com uma caixinha de veludo nas mãos.

– Meu amor, minha Bella. Tudo o que eu quero nessa vida é amar você, todos os dias, estar ao seu lado e realizar cada sonho seu, te proteger de tudo e de todos e ter muitos filhos com você – Ele abriu a caixinha e estendeu ela para mim – Quer se casar comigo?

–Sim – sussurrei tomada de lagrimas. Eu queria gritar pular no pescoço dele e o encher de beijos, mas eu estava paralisada vendo Edward deslizar a linda aliança oval cheia de pequenos diamantes no meu dedo.

Eu então escorreguei do sofá e me sentei em seus joelhos beijando com todo meu amor. Nosso beijo começou calmo, mas estávamos há tempo demais longe do outro, Edward passou a língua no meu lábio inferior e eu o abri dando passagem a ela. Gemi quando nossas línguas se tocaram e meu pai pigarreou.

–Eu sei que vão se casar crianças, mas vocês ainda não se casaram então solta ela – meu pai falou me segurando pela mão e me tirando do colo de Edward – vem aqui garota – Charlie me abraçou apertado. Isso era muito atípico dele, já que sempre foi muito fechado e não tinha esses rompantes de carinho, o que me faz pensar, depois de tudo o que ele disse o quanto ele deve ter sentido a minha falta e o quanto estava preocupado comigo.

–A minha menininha, tão nova e já vai se casar. Parece que foi ontem que eu tinha que te subornar para que fosse tomar banho.

–Pai! – eu ri envergonhada sendo acompanhada por ele. Charlie suspirou e olhou para o Edward

–Eu estou confiando a você o maior tesouro que eu tenho nessa vida, por favor, cuide bem dela.

–Eu vou cuidar senhor. Bella é a minha vida agora, não vou deixar que nada de mal aconteça a ela – meu pai assentiu olhando nos olho de Edward, eles estavam muito brilhantes e sérios, era impossível duvidar dele.

–Papai, não se preocupe com isso, Edward cuida de mim há muito tempo – de repente a coragem que eu não encontrava durante o mês apareceu. Eu me espelhei na coragem que Edward teve em enfrentar o chefe Swan por mim e decidi que era a minha vez de fazer isso, Charlie precisava saber.

Estendi minha mão para Edward que a pegou no mesmo instante, ele sabia que com esse meu gesto eu estava pedindo apoio a ele e como sempre ele estava disposto a me oferecer.

–Senta pai, eu tenho muita coisa para te falar.

–O que aconteceu?Para onde foi o clima de festa e nostalgia? – Ele perguntou com o cenho franzido olhando de mim para Edward e provavelmente percebendo a tensão que existia entre nós – Bella o que você quer me falar? –Edward pegou a minha mão e me fez sentar ao seu lado no sofá, eu fiquei olhando para nossas mãos juntas quando comecei a contar:

–Papai, você sabe no que a mamãe trabalha?

–Sua mãe? – Ele franziu o cenho – ela trabalha? Pelo que eu me lembro ela era uma dondoca e dondocas não trabalham.

–Aro, o marido dela, tem um negocio que ela ajudou a levantar no começo do relacionamento deles.

–Eu estou surpreso com isso. O que eles fazem?

–Quando eu fui morar com eles –respondi me esquivando da pergunta – a empresa deles estava só começando e eles pediram a minha ajuda e eu tive que ajudá-los. Foi graças a mim que a empresa cresceu e se tornou uma das mais famosas e conceituadas do país – meu pai abriu um grande sorriso

–Eu sempre soube que você tinha talento e o que quer que fosse que você fizesse iria se dar bem, você é esforçada e brilhante, meu maior orgulho –fechei os olhos com força.

Aquelas palavras me feriram e eu duvido que ele pense assim de mim quando soubesse do que se trata. Edward apertou a minha mão com força, me incentivando a continuar.

–Bella, se você se dá tão bem na empresa porque você está tão tensa por me contar isso? Alias o que é que você faz?

–Antes de te contar, eu queria que você soubesse que eu não queria fazer nada disso pai – me esquivei novamente – Aro me obrigou.

–Como assim?

–Ele disse que contaria a minha mãe que eu ficava provocando ele todos os dias. Que eu queria levá-lo para a cama e...

–Mas ele não tocou em você certo? – Charlie perguntou furioso – Se aquele maldito filho da puta tocou um só dedo em você eu mesmo o mato com as minhas próprias mãos.

–Não foi nada disso pai, não foi do jeito que você está pensando. – fechei os olhos e respirei fundo – Uma vez minha mãe nos encontrou de um jeito que ela pensaria que era verdade, eu não tinha como negar a fazer o que ele me pedia.

–Querida, era só você ter falado com a sua mãe, ela acreditaria em você. A verdade é sempre o melhor caminho.

–Eu sei pai, mas eu tive medo. Ela não me conhecia, para ela eu poderia ser uma garota desse tipo, eu poderia ser qualquer coisa, afinal por que ela acreditaria em mim e não no seu marido? Eu estava com medo e resolvi fazer o que ele me pediu. Eu me arrependo tanto de não ter ficado aqui com você e a Sue.

–Mas você o ajudou e ele te deixou em paz? – balancei a cabeça em negação – E você contou para a sua mãe?

–Ela sabia. Foi idéia dela me levar para lá justamente para isso. Ela mesma teve a idéia de me chantagear, sabia que assim eu não me negaria a fazer o que eles queriam. Quando eu comecei e viram que daria certo, que eu ia ganhar muito dinheiro foi ai que eles não me deixaram em paz. Aro batia em mim papai, batia muito e Renée não fazia nada para me defender, ela ria de mim, era horrível.

–Ele... Batia... Em você? –meu pai estava vermelho com os olhos arregalados.

–Batia, principalmente quando eu me negava a fazer... Tinha, tinha algumas coisas que eu não podia... Que eu não conseguia fazer e ele ficava muito bravo comigo.

–Bella, por que você não ligou para mim? Eu teria saído daqui, largado tudo e ido defender você, teria te ajudado.

–Eu não queria você envolvido nisso papai, eu tive muito medo de que você ficasse com vergonha de mim e eu não poderia suportar isso. Além do mais a Renée te ameaçava. Dizia que algo de mal poderia acontecer a você se eu te contasse.

Eu estava com a cabeça baixa, olhando fixamente para a minha mão entrelaçada com a de Edward. As minhas lagrimas corriam soltas a essa altura. Edward passou o braço na minha cintura e me abraçou cochichando em meu ouvido

–Continue querida, você esta indo muito bem. Seu pai esta ao seu lado assim como eu, ele também te ama. Conte para ele – eu olhei para cima e meu pai estava com o rosto lívido.

–O que aconteceu Bells, o que foi que fizeram com você? – Abaixei minha cabeça levando um minuto inteiro até ter a coragem de soltar

–A Renée me obrigou a fazer filmes pornôs papai. Eu fiquei pelada sendo submetida a fazer sexo de todas as formas possíveis, com vários homens diferentes para a diversão das pessoas – olhei para cima e meu pai estava com os olhos bem fechados como se sentisse dor, muita dor – eu juro que não tive escolha papai, eu não podia deixar que eles fizessem nada com você. Tudo o que eu mais queria era sair de lá, me livrar disso e vir ficar com você e a Sue, mas eu não podia correr o risco de te perder.

Charlie continuava com uma expressão de dor. Ele balançava a cabeça como se não acreditasse no que estava ouvindo. Eu chorava em silencio esperando para ver qual seria a reação dele, esperando que ele dissesse alguma coisa, qualquer coisa.

Edward estava ao meu lado, colado em mim, seu braço ainda em volta da minha cintura. Eu podia sentir seu olhar, mas não conseguia tirar os olhos do meu pobre pai em agonia.

Depois do que me pareceu séculos ele abriu os olhos e falou baixinho:

–Meu Deus... Então era mesmo você. Aqueles garotos... – ele ficou em pé caminhando nervoso pela sala, falando coisas desconexas, olhando para todos os lados menos para mim – Quantos filmes você fez?

–Foram 354 filmes... – ele balançou a cabeça ainda andando pela sala.

–E aonde esse rapaz entra nessa história?

–Eu me apaixonei pelos filmes dela – Edward respondeu – e então resolvi procurá-la. Tornei-me ator, atuei com ela e foi assim que nos envolvemos.

–Eu me preocupei a vida toda com a honra da minha filha, desde criança cuidando para que nenhum maldito filho da puta acabasse com ela. Eu impedi que o Edward dormisse no mesmo quarto que ela sendo que o país inteiro já viu os dois juntos.

–Pai, fica calmo, por favor.

–Como você quer que eu fique calmo Isabella, como? – Ele gritou olhando para mim pela primeira vez – Foi só você sair de perto de mim para a sua vida desmoronar, eu não deveria ter deixado você ir.

–Pai, não fica assim. Eu não faço mais isso, foi por isso que voltei. Edward e a família dele me ajudaram, eles cuidaram de mim...

–Eles cuidaram de você... Eles cuidaram de você! – ele virou as costas e foi em direção ao seu quarto subindo a escada de dois em dois degraus.

–Pai! Espera pai! – Eu gritei, mas ele nem se quer olhou para trás – Ai meu Deus Edward era disso que eu tinha medo, ele me odeia, me odeia!

–Não meu amor, isso não é verdade – Ele me abraçou apertado me deixando detonar sua camisa com as minhas lagrimas – Ele só precisa de um tempo para assimilar isso tudo – eu assenti.

Nós ficamos boa parte da noite abraçados no sofá, as minhas lagrimas caiam silenciosamente. Eu não queria ir para a cama por que no fundo eu esperava que meu pai viesse falar comigo em algum momento.

Mas ele não veio.

Edward ficou comigo, a noite toda nessa minha vigília, como o companheiro perfeito que era. Meu futuro marido. Ele ficou em silencio ao meu lado, limpando uma ou outra lagrima que corria pelo meu rosto. Os primeiros raios do sol atravessaram a janela ao mesmo tempo em que Edward sussurrou para mim

–Amor nosso vôo é bem cedinho, nós temos que ir – eu assenti e me levantei. Tomei um banho rápido seguido por Edward. Em menos de uma hora estávamos aguardando o taxi, todas as nossas malas colocadas na frente da porta desde a noite anterior.

Meu pai não estava por perto. Por um lado isso era bom. Significava que eu não veria sua expressão de dor novamente, mas era tão ruim que eu fosse embora sem poder me despedir direito, sem o perdão dele.

O taxi buzinou na porta e Edward foi levando as malas até ele. Eu olhei para a casa me despedindo silenciosamente do lugar em que eu cresci, sem saber quando voltaria. Com um suspiro eu ia fechando a porta...

–Isabella – Meu pai gritou do alto da escada. Eu voltei para olhar e ele estava com uma mala na mão. – Eu vou com você – ele chegou ao meu lado antes que eu pudesse pensar em alguma coisa para dizer

–Mas, eu pensei que...

–Os Cullen cuidaram de você, mas esse é o meu trabalho e eu assumo de agora em diante.

Notas finais
E ai gente? O que voces acharam? contem para mim :) Aposto que nao foi esse jeito que Edward pensou em passar a noite em que ele pediria a Bella em casamento. Voces pensaram que o Charlie ia abandoná -la né? Ele jamais faria isso gente. Só nos resta esperar para ver o que o Charlie vai fazer agora. Vejo voces na terça? BEeeeeeeeeeeeeijos