Lutando Por Mim
2 Capítulo 1
Notas iniciais
Aí vai mais um capítulo!
Capítulo 1
"-Adeus, Bella — disse ele na mesma voz baixa, tranquila.
-Espere! — Eu me engasguei com a palavra, estendendo o braço para ele, obrigando minhas pernas dormentes a me levarem para a fente.
Pensei que ele também estivesse estendendo os braços para mim. Mas suas mãos frias se fecharam em meus pulsos e prenderam-nos ao lado de meu corpo. Ele se inclinou e tocou os lábios muito leve na minha testa pelo mais breve dos instantes. Meus olhos se fecharam.
-Cuide-se — sussurrou ele."
Pode-se ver que é uma ruptura sem trauma. Isso é bom. Vai se curar com mais facilidade, com mais rapidez. Ora ele devia ter pensando melhor em ruptura sem trauma, todas as noites eu tinha o mesmo sonho dele indoembora, e eu vagando naquela maldita floresta. Acordei gritando e suada, ótimo o dia hoje vai ser maravilhoso! O sarcasmo era uma das minhas armas para continuar o zumbi que me tornei.
Levantei-me e fui fazer minha higiene matinal, eu estava vagamente consciente de que já havia passado um bom tempo desde que eles se foram, eu tentava ficar normal dava até alguns sorrisos de alguma piada que Mike contava, dizia boa noite para Charlie e respondia as ligações ou me encntrava com Jake. Mas todos percebiam que eu não estava prestando atenção nenhuma no que ocorria ao meu redor, esse era o meu limite fingir era o básico a se fazer, só o Jake conseguia arrancar de mim um mínimo sorriso verdadeiro.
Graças a Charlie eu teria que sair com a Jéssica essa noite, eu gemi de frustração, a última coisa que eu queria era uma tagalera ao meu lado. Eu esperava que ela não me fizesse muitas perguntas, porque eu não saberia responder, eu nem sabia onde ela estava me levando. Ela parou ao lado do cinema em Port Angeles.
-Então Bella, comédia romântica, terror ou romance? — Ela perguntou-me, com toda certeza eu não iria escolher romance.
-Pode ser terror, andei lendo as críticas desse filme dizem que é muito bom — claro que eu estava mentindo mas esperava que acreditasse.
-Tá legal, você que sabe. Fica aqui que eu vou comprar os ingressos.
Estava olhando para onde Jéssica estava indo quando eu a vi, ela era forte no jeito que andava e se postava perante as pessoas com uma certa classe e indiferença, aquilo me causou uma certa inveja. Como se notasse que estava sendo encarada por mim ela olhou em minha direção, eu queria desviar até porque é muito feio encarar as pessoas, mas aquele olhar queria dizer-me algo.
Seu olho era verde um pouco escuro, seu olhar era confiante mas com uma ponta de solidão ou seria sofrimento, não sei. Na mesma hora me sensibilizei com ela, o que será que ela sofreu? E como ela conseguia ser indiferente?
Jéssica enfim voltou, compramos pipoca e fomos para a sala, enquanto eu ainda pensava em como aquela estranha conseguia ignorar todos a sua volta, agora além de ser um zumbi ambulante eu também estava ficando louca.
Sentamos na penúlitma fila e depois de um tempo o filme começou, então alguém sentou ao meu lado e era a mesma garota.
-Eu sei que você sofre, eu sei que você não suporta mais e eu sei que você quer libertar-se dessa vida de merda que leva. E eu estou aqui porque fui com a sua cara e quero te ajudar, então se você quer ser alguém a ser lembrada me liga e a gente conversa.
Ela me passou um papel com o seu número de telefone, eu acho. Fiquei sem saber o que fazer ainda estava assustada com atitude dela e esses olhos me chamavam atenção, eu praticamente virei uma estátua, tirando meu peito que subia e descia rapidamente já que minha respiração estava acelerada, todo o resto do meu corpo estava parado, em choque.
-Bye-bye baby! Não esquece de me ligar.
Ela se foi deixando um perfume de chocolate, o que aquilo significava. Eu tentava me controlar para não sair correndo atrás dela e confrontá-la sobre o que ela relamente queria comigo, mas ela era uma completa estranha e poderia ser perigosa, aliás perigo exalava dela, e Jéssica ainda estava ao meu lado com seus olhos curiosos esperando que eu falasse algo.
-Quem era aquela garota, Bella?
-Er... Era — droga o que eu iria falar, Jéssica já me achava estranha tinha que bolar algo convincente. — Ela? Ela é uma amiga minha de Phoenix, nossa não esperava encontrar ela por aqui.
- Ah! Sei. — Ela voltou sua atenção para o filme e eu fiquei calada pensando no que devia fazer.
Eu estava curiosa, confusa e espantada. Como ela poderia me ajudar? Porque ela queria me ajudar? Será que ela iria conseguir me fazer parecer com ela, eu queria ser fria e marcante.
Jéssica nos levou para casa contando que o filme era muito bom mesmo e que iria voltar para assistir de novo, eu apenas assenava concordando com o que ela dizia. Droga eu não sabia o que fazer, porém agora eu teria que assumir uma expressão de alegria para quando chegasse em casa, Charlie contava comigo para superar ele e apesar daquela garota ser uma completa estranha eu contava com ela para me fazer superar ele.
Cheguei em casa e meu pai estava sentado no sofá assistindo a uma luta, eu queria que ele não me perguntasse nada porque minha cara de felicidade não estava totalmente ensaiada ainda.
- Como foi o filme?
-Pai foi demais, nós assistimos a um de terror que a Jéssica disse que era bom. Eu não gostei muito dos efeitos mas a história era interessante.
Eu esperava não ter exagerado muito na mentira, Charlie me analisava e eu tinha que fazer algo antes que ele concluisse que eu estava mentindo.
-Ah ... — bocejei fingindo cansasso — Eu tô cansada, vou dormir. Até amanhã pai.
Subi as escadas, me enfiei no quarto e fiquei andando de um lado por outro tentando criar coragem e ligar para aquele número. Droga garota pelo menos uma vez nessa sua vidinha seja corajosa. Certo eu vou ligar.
Chamou uma...
Chamou duas...
Chamou três...
-Sabia que você iria me ligar, então quando é que a gente vai se encontrar? — ela disse que uma voz cautelosa, acho que não queria me assustar.
-Bom... er... eu achei que você poderia me ajudar, eu eu...
-Hey calma aí, você não precisa me dizer nada agora. Que tal você me encontrar no Hard Cafe? Sabe onde fica?
-Sei? — ela deu uma risada e falou:
- É perto do cinema, umas duas ruas abaixo.
-Sei sim. — Falei já com medo desse encontro, porque mesmo eu estava concordando com essa maluca.
-Tá baby, te vejo amanhã as 10hrs. Durma bem e tchau!
Ela desligou sem eu me despedir, fui ao banheiro tomei banho frio mesmo tava precisando. Tomei alguns calmantes e fui dormir, pelo menos eu dormiria algumas horas com a ajuda do calmante. Estranhamente eu não tinha sonhado aquela noite, fui me arrumar e já estava ficando nervosa com o encontro com a estranha.
-Acordada? Nossa que progresso. — Charlie falou entrando na cozinha, normalmente eu só descia do meu quarto quando o Jake tava aqui.
-Bom dia pai. Eu vou sair hoje, encontrar com uma amiga.
-Posso saber quem é essa amiga? — Ele perguntou.
-Ah ela morava em Phoenix, encontrei com ela por um acaso no cinema ontem. A gente marcou de se encontrar em um café de Port Angeles, ela quer me contar as novidades.
Eu não sabia se tinha o convencido, mas ele deu um meio sorriso então eu estava melhorando a mentira. Isso é tudo o que eu quero poder enganar a todos pelo visto tava conseguindo. Quem havia dito mesmo que eu não consigo mentir?! Arrumei o quarto e fui por uma roupa, desci ja eram 09hrs eu teria que sair agora para não chegar atrasada, a minha picape não corria muito.
Fui o caminho todo pensando no que tinha me dado na cabeça para ir me encontrar com uma louca que eu nunca tinha visto. Eu devia estar mesmo desesperada para encontrar uma saída, ao falar nisso eu começava a sentir a dor voltando, eu nunca conseguia esquecer-me por mais de algumas horas, ela sempre estava ali na espreita para me derrubar assim que tivesse uma chance.
Cheguei na frente do café e entrei, estava um pouco vazio. Fui para mesa que estava na janela, assim eu veria quando ela chegasse. Não demorou muito e ela apareceu em um carro todo preto com os vidros muito escuros. Ela saiu com aquele mesmo ar de superior, olhou para o meu carro e balançou a cabeça negativamente.
-Hey! Nossa você ta péssima hein.
-Essa sou eu — falei tentando esquecer a dor que me rondava.
-Cara entendi tudo, quem te deixou? — ela falou enquanto chamava a garçonete.
-Oi Mary, me traz um capuccino e um café expresso para minha amiga aqui. — Ela me olhava esperando uma resposta, mas eu não estava pronta para falar com ela sobre ele. — Tá eu começo se você preferir. Meu nome é Melanie Jones tenho 18 anos, vou te contar um pouco sobre a merda que é minha vida.
Notas finais
Curiosas sobre a vida da Melanie???!
Estão?! Bom o próximo capítulo vai esclarecer tudo basta apenas você deixar um review e pronto!!!
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