Luta Pela Vida
8 Parte VII
Notas iniciais
Algumas semanas depois....
—... nesse ano, eu passei por muitas, coisas mas nenhuma delas fez com que eu desistisse de viver, quase perdi meu marido, sim marido, muitos hoje podem me achar doida por ter me casado com apenas dezoito, mas não é quando se ama de verdade. A vida é passageira, para você morrer apenas basta estar vivo, por isso quero apenas deixar um recado para os meus colegas, familiares e professores. Aproveitem a vida ao máximo, viva cada dia como se fosse o ultimo, faça aquilo que sempre teve vontade, se arrependa pelas coisas que você tiver feito e não pelas coisas que podia ter feito e não fez. O momento é esse, cometa erros, aprenda, tenha opiniões, mude de opiniões, viva a vida ao máximo. Porque você não sabe o que pode acontecer amanhã e muito menos se ele vai existir. Sejam felizes.
Eu me levantei lentamente, sorrindo, mesmo sabendo que ninguém poderia ver esse meu gesto, aplaudindo orgulhoso da minha esposa que acabava o seu discurso, ela deu um sorriso envergonhado vindo para meu lado, eu apenas a olhei intensamente sabendo que ela veria pelo meu olhar o quanto ela havia sido maravilhosa.
Ela coçou a ponta no nariz, dizendo em nossa linguagem muda obrigada, enquanto virávamos para ouvir mais algumas palavras do diretor, depois tudo que vi foi muitos quepes sendo jogado para cima, eu tirei o meu e fiz o mesmo vendo Bella também fazer isso.
Virei-me para ela e a puxei pela cintura a abraçando intensamente, ela colocou suas mãos nos meus ombros retribuindo o meu abraço.
— Eu te amo — sussurrei fazendo um biquinho por estar com aquela mascara idiota e não poder beija-la.
— Eu te amo, também — ela falou sorrindo para mim — Queria poder te beijar agora — ela sussurrou.
— Não seja por isso — falei fazendo menção de tirar a mascara.
— Não — ela parou minhas mãos — Não a tire, não quero arriscar que você fique doente — ela falou.
Eu rolei meus olhos, a máscara havia sido ideia dela, era apenas a segunda vez que eu havia saído depois do transplante á primeira havia sido para ir visitar Charlie no cemitério, já que eu tive que ficar cerca de um mês no hospital, sem poder sair, porque o risco de infecção era grande. Não pude consolar Bella em seu enterro, ainda me odiava por não estar ao lado dela quando ela teve que enterrar seu pai.
Incrivelmente, o transplante havia sido bem sucedido, meu corpo não rejeitou a medula e meu recuperamento estava sendo incrível, segundo os médicos que disseram que nunca havia visto um paciente se recuperar tão bem como eu estava indo. Nesse ritmo eles disseram que eu poderia até começar a universidade no próximo semestre e já havia sido até liberado para ter relações sexuais. Graças a Deus eu precisava sentir Bella.
Os médicos ainda não entendia como Charlie havia morrido. Tudo estava ocorrendo bem, mas segundo Dr. Eleazar na hora que terminaram de tirar a medula dele e estavam levando-a para mim, o corpo dele, simplesmente sofreu espasmos e morreu.
Uma semana depois da morte de seu pai, Bella havia se aberto comigo, ela havia me mostrado a carta que Charlie havia deixado para ela e disse que estava se sentindo culpada por não ter ficado tão triste com a morte dele, já que isso fez com que eu fosse salvo, e entre ele ou eu ela disse que sempre me escolheria, eu entendia seu ponto se fosse para eu escolher entre minha mãe e Bella, eu escolheria Bella, sempre. É claro que sofreria perdendo qualquer um dos meus amigos ou familiares, mas tudo seria pior se eu perdesse minha mulher, porque ela era uma parte de mim a qual eu não poderia viver sem.
Mas eu percebia que ela sentia falta dele, sempre ia visitar Seth, levava ele para passear, cuidava dele, era bom saber que isso havia fortalecido o laço entre eles.
Meus pais fizeram um pequeno jantar na minha casa, mas foi algo bem simples. Apenas eu e Bella, eles, Sue e Seth. Emmett havia ido jantar com os pais de Rosalie e Jasper e Alice com seus pais.
— Obrigada por ter vindo, Sue — Bella disse abraçando amavelmente a mulher.
— Não por isso, Bella. Você sabe que você é como uma filha para mim. Pode contar comigo, para qualquer coisa — Sue disse beijando Bella no rosto.
Acomodei Seth na cadeirinha para Sue enquanto elas conversavam rapidamente.
— Você é um bom menino, Edward. Charlie fez a coisa certa — ela disse se despedindo de mim.
Eu apenas assenti a abraçando rapidamente.
Ela entrou no carro eu e Bella olhamos ela partir pela estrada. Em silêncio voltamos para dentro da casa, meus pais já haviam ido para o quarto, nós o imitamos também, Bella foi para o banheiro e eu esperei enquanto ela tomava banho, ela saiu já vestida em seu moletom cinza, estava fazendo muito frio essa noite e a previsão é que iria piorar, tomei meu banho também e vesti meu moletom, quando sai ela já estava deitada na cama embrulhada.
Deitei-me ao seu lado me enrolando com o edredom, deixando meus pés tocaram os dela minhas mãos abraçaram seu corpo, ficamos de conchinha.
— Eu te amo — murmurei sabendo que ela ainda estava acordada.
— Eu amo você — ela respondeu baixinho sem abrir seus olhos, mas aconchegando mais seu corpo no meu, entrelaçando sua mão na minha.
Beijei seus cabelos e logo adormeci pacificamente.
Virei-me na cama meio adormecido, meio acordado, procurando a minha coisa cheirosa e macia, mas não encontrei. Abri meus olhos, confuso, tentando ver na escuridão do quarto.
— Bella? — chamei seu nome com a voz grogue de sono. Não ouvi nada.
Levantei-me preocupado, ela não estava no banheiro. Será que havia ido à cozinha?
Na escada vi que a porta da sala estava aberta, andei até lá silenciosamente coloquei a cabeça para fora sentindo o vento frio em meu rosto, ainda bem que estava bem agasalhado. Vi Bella sentada na cadeira de balanço que tinha ali na varanda toda encolhida, enrolada com uma manta, ela fitava a escuridão em sua frente, seus ombros desciam e subiam suavemente conforme sua respiração.
— Bella, amor, está tudo bem? — perguntei preocupado me agachando a sua frente.
Ela pareceu acordar de seu estupor.
— Edward, o que está fazendo? Está frio... — ela disse colocando sua mão em meu rosto, acariciando minha bochecha com carinho e preocupação.
— O que você está fazendo aqui? Eu acordei e estava sozinho na cama — disse pegando ela em meus braços facilmente e me sentando na cadeira, colocando ela em meu colo, agora nós dividíamos a manta, meus pés procuraram os dela.
— Eu não conseguia dormir — ela murmurou encostando sua cabeça no meu peito.
— O que te preocupa?
— Eu só sinto falta de Charlie, mais eu me sinto mal por não ficar tão triste por ele ter partido, por que se ele estivesse aqui você não estaria, é errado eu preferir você a meu pai? — ela disse a última parte tão baixo que eu quase não ouvi.
— Se é errado eu não sei, mas eu prefiro você também a qualquer membro da minha família — eu respondi sinceramente — Nós somos uma família agora, eu e você e futuramente nossos filhos — disse afagando sua barriga — Preferirmos um ao outro não faz com que sejamos ruim, só faz com que agente seja forte em admitir que não podemos viver um sem o outro, que um é o ponto fraco do outro.
Bella não disse nada apenas me abraçou mais apertado, eu beijei sua testa e olhei para o céu incrivelmente estrelado a cima de nós.
— Está vendo aquela estrela? — falei apontando, sem medo, meu dedo para estrela mais brilhante do céu.
Ela assentiu minimamente.
— Sempre quando olhar para ela e sempre quando sentir falta dos seus pais imagine que são eles ali, cuidando de você e mesmo quando estiver de dia eles vão estar aqui, sempre. — eu disse colocando a mão em seu coração.
Ela deu um sorriso verdadeiro para mim, beijei sua mão com a aliança.
— Você quer ter muitos? — ela perguntou mudando de assunto. Demorou um momento para eu perceber do que ela falava.
— Pelo menos dois, um menino e uma menina.
— Eu quero ter um menininho, igualzinho ao pai.
— Pode ser um casal de gêmeos. Um menino igual a mim e uma menina igualzinha a você, ela vai ser linda.
Ela sorriu — Acho que temos alguns planos para quando terminarmos a universidade — ela disse.
— Com certeza nós temos — eu concordei, inclinando meu rosto e beijando seus lábios com amor e suavidade.
— Faz amor comigo? — ela pediu baixinho me olhando intensamente.
— Sempre — respondi me levantando com ela nos meus braços em direção ao nosso ninho de amor.
A época da universidade foi bem diferente do que esperávamos.
Eu, Bella, Alice, Jasper, Emmett e Rosalie cada um tinha um sonho diferente, mas nos decidimos todos estudar no mesmo estado. Não queríamos ficar longe um do outro. Então nos seis alugamos um apartamento de três quartos que ficava em um ponto bom para todos nós.
Meu irmão, surpreendendo a todos, escolheu seguir os passos do nosso pai, nós pensávamos que ele fosse fazer Educação Física, então quando disse que havia passado para medicina, foi uma surpresa. Rosalie havia escolhido fazer psicologia, Jasper direito e Alice odontologia, acho que ela seria a dentista mais baixa do mundo, eu e Emmett não parávamos de provoca-la sobre isso. Minha Bella faria inglês, todos eles estudariam na Columbia University, eu era o único que estudaria em uma universidade diferente, Julliard.
O primeiro semestre foi corrido, éramos calouros. Tentávamos nos adaptar a nova rotina e a conviver todos juntos dentro de um apartamento. Pouco a pouco foi ficando cada vez mais difícil conciliar tudo, mas com muita paciência e comunicação conseguimos fazer com que quase nada prejudicasse nossa amizade, ou até mesmo nossa relação com nossas namoradas, no meu caso mulher.
No segundo ano, Bella começou a estagiar em uma editora de jornal, prestigiado em NY, enquanto eu fazia algumas apresentações em musicais com orquestra sinfônicas de Julliard, mas parece que meus professores queriam que eu seguisse carreira solo segundo as palavras deles: “ Você é muito bom, para ficar tocando em orquestras” e eu fui começando a participar das trilhas sonoras de peças teatrais e de dança, ou até mesmo só música em NY.
Os problemas começaram no ano seguinte. Eu iria ser o músico principal de um concerto que era muito prestigiado pela classe alta da cidade, ele havia sido divulgado durante meses na cidade toda. Como sempre eu toquei com minha alma e meu coração, fui muito aplaudido, mas meus olhos só estavam em Bella, que mesmo cheia de trabalhos para fazer havia conseguido um tempo para vim me prestigiar, já que era um passo muito importante para mim. E as coisas simplesmente explodiram. No dia seguinte eu estava nas paginas de todos os jornais e revistas da cidade, comecei a ser chamado por várias pessoas influentes na cidade produtores do meio artístico, executivos, pessoas ricas que esbanjavam dinheiro fazendo eventos e elas me queriam neles, para tocar. E eu ainda nem havia terminado o meu curso de música.
Primeiro tudo aconteceu em Nova Iorque, fui chamando para dar entrevistas, participar de programas primeiros só da cidade, mas depois programas nacionais começaram a me chamar.
Com isso conseguir me formar um ano mais cedo era começado a ser chamado para tocar em vários eventos, cada um mais importante que outro, até recebia convite para tocar fora de NY também, eu recusava não queria ficar separado de Bella.
Isso acarretou nossa primeira grande briga. Eu não queria ficar longe dela e ela não queria que eu perdesse essa chance na minha carreira, a verdade é que eu agora era um pianista muito famoso, e tinha até fãs. Eu.
Deus, como isso tudo aconteceu?
Acabei aceitando algumas propostas, não tinha como recusar o salario era alto e além do mais iria fazer uma coisa que eu amava que era tocar, comecei a viajar de norte a sul de leste a oeste pelo país fazendo mais e mais concertos, dando entrevistas e até participando de uma trilha sonora de um filme que estava fazendo muito sucesso, isso fez eu me tornar mais famoso ainda.
Não sei como, mais aos meus vinte e um anos eu já tinha formado o sonho de todo americano, ter um milhão de dólares.
Era milionário. Novamente eu me perguntava como tudo chegou nisso.
28 de abril de 2005
Eu entrei no nosso quarto com cuidado, não queria acordar Bella, ela dormia no meio da nossa cama, abraçava o travesseiro, o lençol só cobria seu quadril, suas lindas pernas estavam descobertas, percebi que ela usava apenas uma camisa velha minha. Sua boca tinha um lindo biquinho.
Coloquei minhas malas no chão, trancando a porta me aproximando dela. Suavemente, com as pontas dos meus dedos afastei suas mechas de cabelos que estavam espalhados pelo seu rosto, colocando atrás de sua orelha.
O que havia acontecido? Ela havia chorado? Pensei preocupado.
Ao redor dos seus olhos estavam inchados e vermelhos e só agora eu percebia que tinha um lenço de papel em sua mão fechada.
O que havia acontecido? Quando eu havia conversado com ela dois dias atrás parecia que tudo estava bem. E hoje era um dia tão especial para a gente.
Chutei meus sapatos e meias foras, me deitando ao lado dela na cama. Pressionei meus lábios em sua testa, bochecha, nariz, cantinho de sua boca, chamando seu nome com delicadeza. Ela se remexeu mais não acordou, morrendo de saudades dela e decidido a afastar qualquer coisa que havia feito chorar, fiz uma abordagem diferente.
Tirei o lençol de seu corpo e afastei cuidadosamente suas pernas.
Droga ela estava de calcinha. Como eu iria tira-la sem acorda-la.
Tirei minha calça e camisa, ficando só com minha cueca boxer preta.
Sabendo que não conseguiria tirar sua calcinha sem acorda-la decidir fazer com que ela percebesse que estava ali. Subi a blusa até mostrar seu umbigo expondo a calcinha cinza de algodão simples que ela usava.
Acariciei suas deliciosas coxas e virilhas, sentindo-a remexer seu quadril, aproximei minha boca do seu centro lambendo sua deliciosa virilha e abaixo do seu umbigo.
— Ed...ward... — Ela murmurou ainda dormindo. Pelo jeito eu teria que apelar. Com um sorriso por ela mesma inconsciente saber que era eu que estava ali, comecei a acariciar seu sexo por cima de sua calcinha, observando com satisfação aparecer uma mancha úmida deixando o pano mais escuro. Ela estava ficando excitada e eu também.
Consumido de desejos e saudades, já tinha mais de duas semanas que não tínhamos nenhum contato físico e agradecendo mentalmente pela minha camisa que ela usava ser de botão, soltei os botões expondo todo seu colo delicioso para o meu deleite.
Lambi meus lábios observando seus lindos seios que estavam com os mamilos quase que duros. Soprei-os e percorri a minha língua observando eles ficarem eriçados.
— Hum... Tigresa o que eu faço para você acordar? — Murmurei acariciando seus seios em minhas mãos. Abocanhei um, chupando com força rodeando minha língua em seu mamilo. Dei uma mordidinha e sentir seu corpo despertar.
— Edward... — A ouvir dizer sonolenta — O que?.. Oh... — Seja lá o que ela fosse dizer foi interrompida quando eu pressionei meu membro muito duro em seu centro.
— Eu preciso de você... Agora — eu disse alternando minha boca em seus seios.
— Eu também — ela arfou — Tira — disse erguendo seu quadril para mim, tirei sua calcinha rapidamente e meu dedo deslizou para o seu sexo úmido de desejo — Rápido antes que eu acorde — ela demandou rebolando seu quadril e tirando minha cueca.
— Oh, baby! Você não está dormindo — eu disse deslizando para dentro dela com facilidade.
Casa. Finalmente.
Parece que ela queria ficar no comando, então quando ela fez um impulso para girar na cama eu permitir deixando ela por cima.
Ela começou a cavalgar com força e maestria. Minhas mãos apertavam sua bunda e seus seios, minha boca beijando e chupando cada parte do corpo dela que alcançava, não demorou muito e eu senti seu sexo me apertar e ela gozar, despejei meu liquido dentro dela soltando um grunhido baixo, tentando me lembrar de que tinha gente dormindo no quarto ao lado, mas era tão sexy vê-la cavalgando em mim, só vestida com aquela camisa branca de linho.
Havia sido rápido, mas foi tão intenso e maravilhoso.
— Eu deveria deixar você sem isso até em meus sonhos, para você aprender a não esquecer nossas datas importantes — ela disse ofegante descansando sua cabeça no meu peito suado — Mas... Uau... Meus sonhos... Nunca foram tão reais assim — ela continuou murmurando.
O quê? Ela ainda pensava que estava sonhando?
— Bella, meu amor, você não está sonhando — eu disse acariciando suas costas suadas por de baixo da camisa que ela ainda usava.
— Ha... Isso é o que você quer que eu pense — ela falou sarcástica acariciando meu peito.
— Bella — eu a chamei a fazendo olhar para mim, peguei sua mão e coloquei em cima do meu coração que batia acelerado, olhei ao redor do quarto rapidamente, para ela fazer o mesmo — Isso está parecendo um sonho? — eu perguntei.
Ela olhou ao redor do quarto, seus olhos indo para o despertador que marcava 3:37 p.m, depois para minhas malas e roupas jogadas no chão.
— Você está mesmo aqui? —ela perguntou erguendo sua cabeça, para me olhar melhor, um lindo rubor rosado aparecendo em suas bochechas.
— Onde mais eu poderia está, se não aqui, com você, no nosso aniversário? —eu perguntei colocando seu rosto entre minhas mãos — Hoje faz três anos que estamos casados, minha tigresa dá para acreditar?
— Dá para acreditar que você realmente está aqui e que não esqueceu que hoje é nossas bodas de trigo ou couro?
— Como que eu iria esquecer o dia mais importante da minha vida?
— Eu pensei que você tinha esquecido, você viajou e não comentou nada, nem nos telefonemas, nem falou que dia iria voltar... Droga, Edward... E-eu nem comprei seu presente, estava realmente chateada com você — ela falou mordendo seu lábio nervosa.
— Não importa, eu tenho o presente perfeito para nós. Mas me perdoe, eu só queria fazer uma surpresa.
Ela deu um longo suspiro, olhando para mim. De repente seus olhos brilharam e ela me abraçou fortemente, suas mãos se infiltraram no meu cabelo cor de cobre que com certeza estava todo bagunçado.
— Você está aqui — ela disse beijando meu corpo a onde sua boca alcançava.
— E sempre vou estar — falei puxando seu queixo e colando nossas bocas com paixão.
— Eu te amo — ela disse ofegante — Senti sua falta.
— Eu também te amo e senti muito a sua falta — falei mordiscando seus lábios.
Não demorou muito e nossos corpos estavam conectados novamente e dessa vez nossa blusa foi parar no chão, ao pé da cama.
— A onde você pensa que vai? — perguntei meio grogue, acordando momentaneamente quando senti ela tentar se livrar do meu braço que a segurava com firmeza no meu corpo.
— Não, volte a dormir, não queria te acordar, ainda é cedo — ela sussurrou acariciando meu rosto.
Repeti minha pergunta, beijando seus cabelos.
— Só queria preparar um café para você — ela disse — Hoje é um dia especial.
— Sim é, mas eu que deveria trazer um café para você — falei me sentando na cama, tentando não olhar para seu corpo nu— Que tal tomarmos um banho e depois sairmos para tomar café na Starbucks?
— Isso soa ótimo para mim — ela falou com um sorriso se levantando na cama, meus olhos percorreram cada ângulo do seu corpo.
Levantei-me pegando ela no colo e indo em direção ao nosso banheiro.
— Isso é mesmo necessário? — ela perguntou quando entrou no meu carro e eu peguei uma venda preta no porta objetos do carro, havíamos acabado de sair da Starbucks e eu queria mostrar logo meu presente a ela, estava ansioso querendo saber sua reação, ela sempre me surpreendia.
— Sim, quero surpresa total — falei amarrando a venda, cobrindo seus olhos.
Ela bufou se aconchegando no banco de couro do carro.
Eu ri pela sua carinha linda e beijei seus dedos antes de dar partida no carro. Dez minutos depois eu parei no estacionamento que me era designado, sair do carro e ajudei minha mulher a sair.
— Onde nós estamos? — ela perguntou curiosa, quando entramos dentro do elevador e eu apertei o botão da cobertura.
— Logo, você vai saber minha tigresa — disse sorrindo esperançoso de que ela gostasse, abraçando ela por trás, descansando meu queixo no ombro dela.
Ela suspirou ansiosa.
O elevador parou na cobertura e eu a guiei parando em frente à única porta daquele andar. Tirei sua venda, deixando-a ver a porta branca, com detalhes espelhados.
— Feliz aniversário de casamento, meu amor — eu disse colocando a chave na mão dela.
Ela olhou confusa de mim para a porta, depois para a chave.
— O quê? Isso é o que eu estou pensando...?
— Sim, comprei um apartamento para agente, espero que goste — falei.
— Ah, Edward, meu Deus, obrigada — ela disse atordoada me abraçando.
— Acho que já passou dá hora de morarmos sozinhos, vamos abra — falei.
Ela colocou a chave na fechadura e rodou-a. A porta se abriu, antes dela empurra-la peguei-a em meus colos. Ela deu um risinho rodeando meu pescoço com seus braços, chutei a porta do apartamento entrando com o pé direito nele.
— Edward... — ela sussurrou maravilhando, olhando tudo ao redor — Isso...isso... É maravilhoso — ela falou, sua voz cheia de emoção.
Eu sorri pegando em sua mão e a puxando para um beijo rápido.
Mostrei a sala que era grande tinha um sofá enorme bem macio bege em formato de L uma mesinha no centro, uma televisão grande na parede, podia ver a cozinha da sala já que o que separava era apenas uma bancada com alguns banquinhos, a cozinha era tão grande como a sala. Toda decorada com armários, e eletrodomésticos em inox. Levei-a para conhecer uma sala onde já tinha meu piano, que era junto de um pequeno escritório de prateleiras ainda vazia, planejava colocar nossos livros nele, tinha uma enorme foto do nosso casamento de corpo todo no momento do beijo com uma coluna do lado cheia de pequenas fotos nossas, com nossos amigos e familiares.
— Bom tem apenas três quartos — falei abrindo a porta de um que não tinha nada — Esse será do nosso futuro filho — falei afagando a barriga dela — O outro por enquanto é de hóspedes, até vim o segundo bebê — disse sorrindo.
Passei direto do nosso quarto e indiquei uma escada ela subiu comigo atrás. Era o sobrado que tinha um pequeno jardim e uma piscina, lá em baixo podíamos ver o Central Park e ao longe a estátua da Liberdade.
— Oh, é como se estivéssemos na clareira — Ela disse e eu sorrio, foi á ideia que eu havia dado ao jardineiro que havia arrumado aqui, fico feliz que havia conseguido meu objetivo.
— Vem quero mostrar nosso quarto — disse com um sorriso cheio de segundas intenções descemos as escadas novamente e entramos em um quarto enorme e arejado, indiquei primeiro o closet e o banheiro.
— Essa cama é grande — ela disse olhando para o objeto que estava bem no meio do quarto — e macia — acrescentou sentando nela.
— Gostou? — Eu perguntei — Se não tiver gostado de alguma coisa podemos conversar com um decorador e mudar.
— Eu amei, fofinho, é perfeito — eu sorri feliz.
— Eu já disse que amo você hoje? — Perguntei puxando seu casaco de frio cinza que ela usava.
— Só umas dez vezes hoje — ela falou dando de ombros como se não fosse nada de mais e não era. Nossos olhos não quebraram o contato enquanto seus dedos abriram os botões da minha blusa.
Ajudei-a, a me livrar daquela peça, sua mão acariciou meu abdômen até o cós da minha calça.
— Acho que vamos começar a estrear a cama — eu digo deitando por cima dela em cima dos lençóis de algodão.
— Bom, ainda temos muitas coisas que precisam ser estreadas — ela falou me beijando com um intenso desejo. Nós não falamos nada durante as horas que se passaram. Palavras não eram necessárias. Nossos olhares, toques, carícias, gemidos, diziam tudo o que sentíamos.
Girei na cama procurando minha coisa macia e cheirosa e não encontrei. Ergui meu tronco nu e esfreguei meus olhos me apoiando no colchão macio com um braço. Um papel pequeno perto da minha mão chamou minha atenção.
Meu fofinho,
fui comprar seu presente. Volto rápido.
Eu te amo,
Sua tigresa.
PS: obrigada pelo apartamento, eu amei.
Um sorriso bobo nasceu no meu rosto e eu me joguei novamente na cama.
Precisava escrever no meu diário, mas não estava com ele, teria que ser depois.
Porque o amor nos faz sentir assim? Tão bobos, felizes...
Obriguei-me a me levantar do local que cheirava ao nosso cheiro misturado, quando minha bexiga protestou. Fui rapidamente ao banheiro, decidi não tomar banho, o cheiro de Bella parecia estar impregnado em mim e não queria perder isso. Depois, enquanto voltava para o quarto meus olhos caíram no enorme espelho que tinha ali.
Encarei meu reflexo nu.
Meu sorriso bobo se transformou em um sorriso maroto. Eu estava marcado.
Havia uma marca roxa no meu pescoço, meus lábios estavam inchados e vermelhos, meu cabelo gritava "acabei de sair de um sexo maravilhoso". Sorri vendo uma marca próxima ao meu membro, que agora jazia feliz e flácido entre minhas pernas, descansando da maratona de sexo que havia tido nas ultimas horas.
Em falar em horas... Vi que já eram 12:48 peguei minha boxer embolada no chão vestindo ela do avesso mesmo. Fui em direção à cozinha, foi preciso eu abrir a geladeira para lembrar que não havia nada para comer ali. Em minha cabeça tentei me lembrar de algum telefone que entregava comida, pedi comida chinesa para mim e Bella, falar nisso, eu já estava louco por estar longe dela. Voltei ao quarto pegando meu celular e discando seu numero rapidamente.
Ela atendeu no terceiro toque.
— Edward...
— Amor, onde você está?
— Eu já estou chegando.
— Você está dirigindo? — Perguntei já preocupado, dela dirigindo e falando ao celular ao mesmo tempo.
— Estou sim, mas não se preocupe está conectado ao carro.
Respirei aliviado.
— Melhor assim, não quero que aconteça nada com você. Pedi comida chinesa para agente, tudo bem?
— Tudo sim, não quis almoçar sem você. Estou estacionando agora, menos de dois minutos e eu estou aí. — Ela disse.
Ufa!
— Estou te esperando.
— Beijo. Eu te amo.
— Idem.
Abri a porta esperando o elevador. Assim que ele parou andei até ele. Abracei seu corpo quente.
— Edward, e se não fosse eu? — ela falou me repreendendo pelas minhas roupas, ou a falta delas.
— Só nós moramos nesse andar, Bella — Eu disse pegando as sacolas que ela carregava — Victoria Secrets? — perguntei com um sorriso de expectativa vendo a sacola.
— Não fale nada, não estrague a surpresa — ela disse fechando a porta do nosso apartamento.
— Tudo bem — falei colocando as sacolas em cima do sofá e puxando ela para meu colo me sentando no assento confortável do sofá.
Minha boca já foi afoita imediatamente procurando a dela e minhas mãos tentando tirar sua roupa.
— Edward...
— O quê? — perguntei com uma cara inocente.
— Não faz nem duas horas que estivemos juntos — ela falou ofegante do meu beijo.
— E daí? Fiquei sem ter você duas semanas, portanto estou com tesão acumulado — eu disse beijando seu pescoço.
— Tesão acumulado? — Ela riu.
— Não ria — fingi cara de bravo. Ela mordiscou meu queixo.
— Vai dizer... Que não se aliviou? — Ela perguntou arqueando sua sobrancelha perfeita para mim.
— Você sabe que não. Você me deixou na mão naquele telefonema — a lembrei da nossa tentativa de sexo por telefone — Só você chegou lá.
— Desculpe — ela falou corando — Alice e Rosalie quase me pegaram, eu havia esquecido de fechar a porta, mas vai dizer que você não se aliviou sozinho?
Dessa vez eu corei.
— O que? Você está corando... Conte-me — xigiu acariciando meu rosto.
— Ah... É só que foi....broxante — eu disse em um murmuro, não podendo esconder nada dela.
— Você broxou? — ela perguntou incrédula
— Ah, Isabella. Você me deixou ali fervendo, quase lá e do nada desligou depois de chegar ao seu ápice. Eu fiquei confuso, frustrado e com a cabeça pensando em diversos motivos de você ter desligado e aconteceu.
— Oh, meu Deus —Ela começou a rir.
— Não ria disso — Pedi com carinha de chateado, mas já havia superado isso. Acho que todo homem passa por esse momento em alguma parte da vida, eu só tinha que agradecer que minha mulher não presenciou isso a cores e depois das ultimas horas, havia provado e muito bem que de broxa eu não tinha nada.
— Desculpe, mas eu te expliquei depois o motivo — ela falou.
— Depois — repeti dando ênfase a palavra.
— Por isso você estava mal humorado quando conversamos depois — ela falou se lembrando.
Eu apenas assenti.
— Você é tão fofinho — ela falou beijando minhas bochechas e as apertando.
— Fofinho, Bella? Acho que eu não sou nada fofinho.
— Oh, sim. Você é. E sempre vai ser o meu fofinho.
— Só seu — eu falei finalmente colocando sua boca na minha.
Nossas bocas se encachavam perfeitamente, pedi passagem com minha língua e penetrei a sua, encontrando a sua língua e a acariciando com a minha, minhas mãos desceram para suas pernas acariciando suas coxas que infelizmente estavam cobertas pela calça jeans.
Bella cruzou seus tornozelos em minhas costas, envolvendo minha cintura com suas pernas rebolando em cima do meu membro que estava duro por baixo do tecido da cueca, nossas bocas só se desgrudavam para pegar um pouco de ar e depois estavam juntas novamente. Minhas mãos desceram para o meio de suas pernas, acariciando por cima de seus jeans, as dela acariciavam meu membro duro por cima da minha cueca, estávamos parecendo dois adolescentes dando um amasso no sofá, e que amasso!
Desci meus lábios para seu pescoço mordiscando ele, a ouvindo gemer baixinho.
Na hora em que minhas mãos estavam prontas para se livrarem da blusa dela, a campainha tocou.
— Merda — eu praguejei, me lembrando de que havia pedido comida.
Bella respirava ofegante, olhando para mim, podia sentir que ela estava frustrada e eu também.
— É nosso almoço — eu falei — Vou pegar — disse, mas ela não saiu do meu colo.
— Eu vou — ela falou imediatamente — Se você for lá assim, vai deixar o pobre do entregar invejoso — ela falou ainda acariciando minha ereção por cima da cueca me fazendo gemer.
— Tudo bem, o dinheiro está ali — falei apontando para a mesinha do centro.
Meus olhos a seguiram enquanto minha mão ia para minha ereção, ela pegou as sacolas e deu o dinheiro, fechando a porta.
— Agora volte aqui — falei batendo nas minhas pernas, querendo ela ali de novo.
— Não vamos comer primeiro — ela falou negando com a cabeça.
— Mas, Bella... — fiz cara triste, olhando para minha ereção que só faltava escapar da cueca.
— Pelo jeito, você não vai broxar — ela disse pensativa — Mas só vamos fazer isso depois de comermos, bom que você vai estar mais que pronto para minha surpresa. — disse convicta.
— Surpresa?
— Aguarde — ela disse rindo.
O almoço foi um sufoco. Toda hora meu membro latejava clamando por uma aliviada, Bella sabia disso e não parava de me provocar, fazendo gestos sensuais, com palavrinhas cheias de significados ocultos e esbarrando nele “acidentalmente”. Quando finalmente, acabamos de comer e eu estava preste a agarra-la ela falou que ainda tínhamos que lavar a louça, ainda bem que isso não durou nem cinco minutos, já que eram poucas coisas.
— Pronto — disse secando os últimos talheres — Que desculpinha você vai usar agora?
— Nenhuma — ela disse — Mas você vai para o quarto me esperar enquanto eu vou arrumar a surpresa para você — ela pediu manhosa.
— Vai demorar muito? — perguntei com um muxoxo. Meu membro reclamou.
— Não, dez minutos e eu estou lá — ela prometeu — E nem pense em resolver isso sozinho — completou acariciando meu membro.
— Não me deixe esperando, Sra. Cullen — eu disse indo em direção ao quarto.
Dez minutos depois, Bella apareceu na porta, sentir minha boca se abrir.
Meus olhos percorreram todo seu corpo demoradamente. Ela
vestia, acho que era um vestido. Preto de couro e muito justo. Seus seios estavam firmes e pareciam maiores, a saia não cobria nem até a metade de suas coxas, seus cabelos estavam soltos e pareciam selvagens, como se ela tivesse acabado de fazer sexo, comigo. O batom vermelho realçava seus lábios. Suas pernas não tinha nenhuma vestimenta, nem calçados.
Perfeita. Meu membro que estava quase adormecido, ficou ainda mais duro que antes.
Acho que nossa bodas de couro ainda nos reservava muitas surpresas. Mal podia esperar as Bodas de Renda e Bodas de Seda.
Ela caminhou para mim sensualmente, parecia uma felina pronta para atacar sua caça que nesse caso era eu. E eu, um pobre mortal, estava torcendo que ela me atacasse logo, simplesmente perdemos a noção do tempo.
— Ai, droga, não tem nada aberto? — ela perguntou quando eu desliguei pela décima vez o telefone, depois de ligarmos para outra tele entrega que estava fechado.
— Bella, amor, o que você esperava são duas horas da manhã — eu falei realmente achando engraçada a situação.
Ficamos a tarde inteira na cama, dormirmos a noite e só viemos acordar agora de madrugada, com o estomago reclamando por comida, mas todos os números que ligávamos só chamavam e ninguém atendia.
— Isso é culpa sua — ela disse bufando se virando na cama, o lençol que cobria seu corpo deslizou revelando seus seios perfeitos.
— Minha? — disse me sentando na cama — Se me lembro de bem você que me atacou — falei seriamente, escondendo minha felicidade por dentro, lembrando-me de cada momento, controlei o sangue que queria se acumular só em uma parte do meu corpo.
— Você está insaciável, hoje, Edward — ela reclamou dando um tapa de brincadeira na minha perna.
— Isso é ruim? — perguntei com um biquinho que ela beijou.
— Vai ser se eu ficar ardida — falou.
Eu respirei fundo, beijando-a levemente.
— Vou sair e ver se encontro algo aberto — falei me levantando.
— Vou com você — ela disse rapidamente.
Eu sabia o que ela sentia, não queríamos ficar um segundo longe um do outro.
E o tempo voou.
Minha mulher se formou na universidade e conseguiu um emprego de revisora em uma editora de livros. Meu irmão e nossos amigos também se formaram, eles casaram meses depois. Alice e Jasper primeiro e Rosalie e Emmett dois meses depois, mas ao contrário da gente, eles voltaram para Seattle.
Foi difícil tomarmos essa decisão, ficarmos longe de nossos amigos e família, mas eu era feliz com meu emprego de pianista, ainda era muito chamado para tocar em eventos, mas a fama diminui um pouco com o tempo quando surgiram pessoas novas, mas eu tinha aqueles fãs fieis que sempre me chamavam para tocar em um evento.
Fãs. Quando que eu imaginaria isso. Bella não gostou muito a principio, já que a maioria eram mulheres, mas quando fomos abordados por umas que foram muitas civilizadas e gentis com agente, ela desencanou um pouco.
Mais de ano se passou, com ele surgiu uma oportunidade única para mim. Fui chamado para fazer uma turnê mundial.
M-U-N-D-I-A-L
Eu pensando que isso tinha acabado e quando menos espera surgi isso, tudo depois de eu escrever outra música para o tal de filmes de vampiros que estava fazendo muito sucesso no mundo todo.
— Você vai viajar de novo — Bella disse chorando — Para onde dessa vez?
— Pela Europa, alguns países do Ocidente, Austrália, Brasil, Argentina...
— O quê? Mas isso vai durar meses, Edward — ela chiou. Minha cabeça doía já havíamos tido aquela discussão milhões de vezes e ela insistia em bater na mesma tecla.
— Bella, não posso perder essa oportunidade, você sabe.
A amei intensamente aquela noite, prometendo que voltaria, eu sempre voltava.
Madrid, 14 de outubro de 2007
Tigresa,
Sinto tanta sua falta.
Quase um mês. Dá para acreditar nisso? Já vai fazer um mês, que não sinto você, que não vejo você. Que tenho que me contentar apenas em ouvir sua voz, nos rápido telefonemas que temos e neles, espero que seja impressão minha, eu sinto você tão distante, triste. Você sente a minha falta também, droga ainda tenho mais de um mês longe de você, não sei se vou aguentar.
Eu te amo, sinto sua falta.
Berlin, 19 de outubro de 2007
Meu amor,
Acho que nesse momento não existe alguém mais feliz que eu.
Obrigado por essa imensa surpresa que você me fez, ainda não sei como conseguir tocar depois de vê-la ali na plateia, me aplaudindo. Tão linda. Porque você não me falou que vinha? Teria conseguido entradas para o camarote, mas pelo menos você estava ali na primeira fila. A forma que nos amamos tão intensamente, é algo que não sai da minha cabeça, ainda bem que você se curou daquela infecção que estava na garganta, semana passada, fiquei tão preocupado e angustiado por não ter estado ao seu lado, para cuidar de você. Obrigado por ter me proporcionado passar uma semana contigo. Só mais quatro semanas amor e eu volto finalmente para casa.
Eu te amo,
Sinto sua falta ainda mais, mande um beijo para nossos amigos e família.
Seattle, 24 de novembro de 2007
Bella,
Antes de tudo quero te pedi perdão, mais uma vez, por ter sido tão negligente com você, mas deveria ter me contado o que você estava sentido. Se tivesse me falado sobre isso, poderíamos ter evitado e eu teria pegado o primeiro avião para mostrar como você sempre foi e sempre será a primeira prioridade em minha vida.
Quando acordei, estava com uma estranha sensação de que algo iria acontecer, é claro que eu não imaginava que seria isso, achei que fosse só a ansiedade e saudade, queria ver você logo, te abraçar, te beijar, te convencer a faltar o trabalho amanhã e ficar comigo. Mas as coisas não saíram como eu imagine e mesmo assim foi melhor do que o esperado. Quando pisei no solo americano e não te encontrei lá, no aeroporto esperando por mim, sabia que tinha algo errado e comecei a realmente me preocupar, cheguei a pensar que você estava com outra pessoa, me perdoe por isso, não deveria ter desconfiado de você nunca. Mas qual é a minha surpresa quando chego ao nosso apartamento depois de tanto tempo e a encontro sentada no sofá, a principio não notei as malas na entrada.
FLASHBACK
— Bella, amor o que houve? — Eu perguntei preocupado ajoelhando na sua frente.
Afastei o cabelo do rosto dela, para encarar seus incríveis olhos chocolates, mas eles não estavam brilhantes. Estavam sem vida, vazios, ela se retraiu ao meu toque.
Alarmei-me.
— Está tudo bem? — Perguntei.
Ela respirou fundo. Se levantando do sofá sua expressão era decidida, convicta, determinada.
— Eu estou voltando para Seattle — ela disse olhando para algum ponto perto da porta. Segui seu olhar vendo uma mala grande de rodinhas e sua frasqueira.
— O quê? Por quê? Eu acabei de chegar, não podemos esperar mais um dia, estou um pouco cansa... — Parei notando sua expressão negativa — Quando você disse eu...eu estou incluso, certo? — Perguntei hesitante um enorme desespero crescendo em mim.
— Estou me referido só a mim, Edward — ela falou. Meu coração quebrou.
— C-como aassim?
— Não posso continuar fazendo isso. Passo mais tempo sozinha do que com você, fico longe dos meus amigos de verdade e da minha família. Para que? Para passar meses sem você perto de mim? Eu me casei para ficar com você perto de mim e não com medo de que seu avião caia quando vocês atravessa o mundo de lá para cá.
Eu sabia que não deveria ter contado isso a ela. O dia em que o avião em que estava quase não conseguia pousar, mas conseguiu e sem ninguém ferido.
As suas palavras me machucaram.
— Você me disse que estava tudo bem... — Falei em um murmuro, meus joelhos cedendo, caindo no chão sentia minha força sair de mim.
— Você acha que eu poderia pedir para você não ir? Isso era importante para você — ela falou sua voz embargada.
— Nada é mais importante para mim do que você — eu falei notando sua imagem ficar embaçada, por causa das lagrimas que saiam de mim.
— Isso não importa agora. Eu estou indo embora — ela falou, sua voz vacilante, hesitante.
— Você não pode ir embora, você não quer ir — falei encontrando força em algum lugar, para lutar pelo meu casamento, minha mulher, minha vida. Não iria deixar ela, simplesmente, partir, assim
— Eu tenho que ir.
— Não você não tem, por que você teria?
Ela respirou fundo, limpando suas lagrimas.
— Eu não posso mais ficar aqui, não quando você atravessa o mundo e eu fico sozinha sem ninguém, ainda mais agora.
— Eu não vou mais viajar, não vou mais fazer turnê. Só vou tocar aqui na cidade e quando você puder estar lá — falei o que eu já havia pensado antes, depois de descobrir como é angustiante ficar tanto tempo sem ela — Eu não consigo fazer isso, Bella, assim que eu partir daqui, eu quis voltar, ficar longe de você, sem você, me machuca, mas eu assinei a merda de um contrato que me impedia de fazer isso e você nunca me falou como estava se sentindo.
— Eu sei mentir bem — ela falou engolindo seu choro.
— Não você não sabe — falei me aproximando dela e a abraçando. Ela enterrou rosto no meu peito e começou a chorar sem parar.
Eu apenas a abracei mais forte, sentando com ela no sofá enquanto ela chorava sem parar, apenas a confortava, confuso sussurrando que a amava e que nunca mais nos separaríamos.
FIM DE FLASHBACK
... Depois do que me pareceram horas, você me beija, o beijo que eu esperava receber no aeroporto, um beijo cheio de saudade, amor, paixão, desejo foi intenso, mas tinha algo mais. Nós fizemos amor ali mesmo no sofá, não há palavras que descrevem como foi esse momento, nada que eu escreveria aqui chegaria perto do que foi para mim. E quando finalmente você me conta o motivo disso tudo....
FLASHBACK
—Hormônios? — Eu digo confuso acariciando as costas nua dela que estava deitada sobre mim.
— É acho que sim — ela respondeu confusa sua mão acariciando meu cabelo suavemente.
— Então você não vai embora? — Pergunto beijando sua testa novamente, pronta para fazê-la mudar de ideia se dissesse que sim.
— Não sem você — responde me fazendo respirar aliviado.
Sinto-me leve, rio.
— Você está tendo problemas com seus hormônios? — brinco sério olhando para seu rosto.
Bella se senta de repente apreensiva, mordendo seu lábio que ainda deveria ter meu gosto nele.
— Na verdade só no ultimo mês.
— Você já foi ao médico? — Pergunto agora preocupado, me sentando também, colocando suas pernas em cima das minhas.
— Fui — ela falou agora dando um pequeno sorriso. Então estava tudo bem. Mas era um sorriso que nunca havia visto no seu rosto. Um sorriso de... Adoração...?
— O que ele disse? — Pergunto ansioso.
— Disse que meus hormônios ainda vão oscilar muito durante os próximos meses. Eu estou grávida — falou com um enorme sorriso, colocando minha mão em sua barriga.
— Gra-gra-vida? — Consigo gaguejar, a informação me pegando de surpresa.
—Sim, eu sei que não foi planejado, o médico disse que o efeito do anticoncepcional foi cortado quando eu tomei aqueles antibióticos para a garganta inflamada, e bem quando eu fui ver porque minha menstruação não tinha decido, no mês, descobri. Estou gravida — ela repetiu.
Gravida. Filhos. Família. Meu e de Bella. Be...
— Oh Deus, nós vamos ter um bebe?
— Esse vai ser apenas o primeiro de muitos —falou ela.
— Eu te amo, eu te amo, eu te amo — digo repetidas vezes beijando sua boca antes de descer meus lábios para sua barriga ainda plana e fazer o mesmo.
— Oi, bebê, aqui é o papai. Meu nome é Edward, você ainda não deve me ouvir, mas saiba que já é muito amado e esperado por seus papais.
FIM DE FLASHBACK
Não entendi o que você quis dizer a principio, mas quando finalmente você levou minhas mãos a sua barriga e pronunciou as palavras que abriram espaço no meu coração para um amor totalmente novo, desconhecido e bem vindo. Meu coração assustado, encontrou mais um motivo para bater.
Você me deu um presente maravilhoso. Gravida. Da para acreditar nisso? Vamos ser papais. Já posso imaginar uma mini Bella me fazendo brincar com suas bonecas ou um mini Edward aprendendo a tocar piano comigo. Isso é tão perfeito. É permitido uma pessoa sentir tanta felicidade assim?
Eu te amo tanto, Sra. Cullen. Obrigado por aturar esse marido tão humano e cheio de imperfeições como eu, ouço sua voz me chamando agora, tenho certeza que você vai estar com um sorriso bobo no rosto ao terminar de ler isso, assim como o que está no meu rosto ao terminar de escrever.
Eu te amo, Isabella Cullen,
Eu te amo, baby Cullen.
Vocês são tudo para mim.
É permitido uma pessoa sentir tanta felicidade assim?
Descobrir a resposta para essa pergunta, meses depois, dá pior forma possível.
Não, não era permitido.
Os meses que se seguiram, foram maravilhosos. Bella não enjoava muito nessa gravidez, era bem raro ela ficar enjoada, por isso ela só desconfiou que estava grávida quando ficou mais de um mês sem menstruar.
A primeira vez que ouvimos o coração do nosso bebe, foi inesquecível. Eu ali sentado ao lado dela, enquanto segurava a sua mão. O som encheu os nossos ouvidos, nem a mais bela música que eu já havia tocado ou composto chegava perto daquele som perfeito e único para mim.
Quando ela fez quinze semanas descobrimos que teríamos uma linda menininha.
Menina.
A felicidade apenas duplicou.
Saímos do hospital e fomos direto para uma loja de departamentos de bebes, comprando roupas, bonecas e bichinhos de pelúcia para nossa menininha.
Decidimos chama-la de Reneesme Carlie Swan Cullen, uma homenagem aos nossos pais.
Renée Esme.
Carlisle Charlie.
Entretanto quando Bella completou 22 semanas, o nosso mundo caiu.
Cheguei ao nosso apartamento cansado, havia passado quase que o dia todo em Julliard resolvendo problemas e estava preparando uma nova música, em homenagem a minha princesinha. Estava louco de saudade da minha mulher e do nosso bebê.
Bella estava tão linda grávida, sua barriga não era muito grande, apenas um pouco mais cinco meses, mas já estava bem redondinha.
E toda vez que eu tocava nela, nossa princesinha se mexia chutando no local exato da minha mão.
Nunca vou esquecer a primeira vez que eu sentir ela se mexendo, era raro ela se mexer para os outros, mas bastava eu colocar minha mão que ela me recebia com seus chutes fortes.
— Tigresa — eu falei assim que tranquei a porta do nosso apartamento Bella apareceu do corredor, estava tão louco de saudades, que não notei sua expressão de preocupada.
— Oi, meu amorzinho. Como você está? Papai sentiu a sua falta — eu falei me agachando em frente à Bella, colocando minhas mãos em sua barriga e beijando o local, ouvi um soluço alto, olhei para Bella já preparado para seus hormônios, ela com certeza iria falar aquela mesma frase que sempre falava quando eu falava primeiro com sua barriga do que com ela. Mas não encontrei a expressão brincalhona que esperava, ela estava angustiada, chorava... — Bella, amor. O que aconteceu? — eu perguntei preocupado me levantando a abraçando.
Ela soluçou alto.
— Eu... não sei — ela disse chorando, fungando forte — Ela...ela... não está se mexendo — falou, percebi que era verdade, sempre que eu falava com nossa filha ela se mexia e agora nada.
— Ela deve estar dormindo — falei a confortando.
— Não, Edward. Ela não se mexe desde de ontem, aconteceu alguma coisa, eu não sei, eu não sinto mais ela — ela falou desesperada entre soluços — E...eu... eu acabei de vim do banheiro, estou sangrando.
A preocupação e medo explodiram em mim.
Fui com Bella, até o carro. Ela estava agarrada em mim, chorava sem parar. Dirigi com cuidado e calma pelas ruas cheias da cidade, ainda bem que o hospital ficava perto.
— O Dr. Smith — falei a recepcionista que já nos conhecia ali.
— Sr. Cullen, você tem hora marcada? — ela perguntou confusa, nós havíamos estado ali na semana anterior e estava tudo bem.
Dessa vez também estaria, tinha que estar.
— Não, mas nós precisamos ver ele, é urgente — Bella falou.
Só agora a recepcionista notou o real estado do nosso desespero quando viu como minha esposa estava.
— Eu vou ver se ele pode atender vocês agora — ela falou se levantando.
Aguardei com Bella, segunda a recepcionista, estávamos com sorte já que a paciente daquele horário havia desmarcado a consulta.
O nosso obstetra era um homem gordo e baixinho, fiquei doido quando Bella me contou que era um médico que a consultava, mas relaxei ao saber que ele era casado e extremamente profissional.
— Edward, Bella. Aconteceu alguma coisa? — ele perguntou preocupado nos cumprimentando educadamente.
— Nossa bebe... — Bella começou a dizer, mas seu choro se intensificou e ela começou a chorar sem conseguir concluir a frase.
— Ela não está se mexendo e está sangrando — eu terminei olhando para o médico.
— Não está se mexendo? Desde quando? — ele perguntou agora parecendo preocupado, nossa bebe era bem ativa e ele sabia disso muito bem.
— Ontem á tarde — Bella respondeu — E... eu fui ao banheiro agora pouco, eu...eu estou sangrando.
Limpei suas lagrimas, a olhando com angustia, não tinha como negar minha preocupação agora.
— Bom, vamos ver qual é o problema — ele falou, indo até o aparelho de ultrassonografia.
Bella se deitou na cama, levantando sua blusa até seus seios, como sempre fazia, segurei sua mão beijando seus dedos e sua aliança, tentando passar uma confiança que não estava mais sentindo.
O médico espalhou o gel em sua barriga e colocou o aparelho nela.
— Aqui está ela — ele falou apontando para a imagem na televisão.
O respiro de alivio que Bella soltou foi rápido de mais, ela percebeu ao mesmo tempo em que eu o barulho que estava faltando.
— Cadê o som do coração dela? — ela perguntou alarmada, ao mesmo tempo em que eu perguntava:
— A caixa de som está desligada?
— Sim, está — ele respondeu a compreensão passando pelo seu rosto.
— Então...
Ele mexeu em mais algumas coisas.
— O que está acontecendo? — Bella perguntou desesperado.
— Bella, Edward, vocês vão ter que serem fortes agora — ele falou calmamente.
— Por quê? — eu perguntei hesitante com medo da resposta.
— Sinto muito, mas... bom nós usamos o termo de natimorta.
— ELA ESTÁ MORTA? — eu gritei desesperado.
— Sim, sinto muito.
— O QUÊ? NÃO! ISSO NÃO — Bella começou a gritar desesperada e não tinha ninguém para consola-la, pois eu estava sentindo a mesma dor.
O resto foi tudo um borrão.
O médico nos explicou que isso não era raro, mas também não era muito incomum, que muitos bebes, morriam sem nenhum motivo aparente, ele disse que nós podíamos pedir uma necropsia depois que o bebe fosse...tirado, mas eu e Bella decidimos que não.
Foi extremamente difícil nós conversamos sobre isso, o bebe podia ser retirado por indução ou cesariana. Foi uma decisão difícil, mas Bella manifestou ao obstetra que sua preferência era ser por cesariana, o médico também disse que no caso dela era a melhor opção, já que a indução exigia participação ativa da mãe, para fazer força e Bella não estavam em termos emocionais para isso.
Mesmo a cesariana deixaria uma cicatriz em sua pele, Bella preferiu isso, eu não quis opinar muita era uma decisão dela, eu estaria ao lado dela qualquer que fosse sua escolha.
Enquanto nós esperávamos ás doze horas obrigatório para qualquer cirurgia, não conversamos muito, o médico ficou mais ou menos uma hora conversando com agente, junto com um psicólogo do hospital.
Ele disse que nós podíamos ver o bebe se quiséssemos, foi difícil tanta para mim e para Bella tomar essa decisão, mas nós décimos vê-la sim. O psicólogo conversou com a gente sobre isso e disse que ver a bebê ou até pegá-la no colo poderia ajudar no processo de luto, e que essa prática é bem comum aqui, nos Estados Unidos.
Foi difícil ligar para nossos parentes e amigos. Só consegui falar
com minha mãe apenas conseguir babulcionar: “Mãe, eu... nós, precisamos de vocês aqui... por favor venham assim que possivél”
Quatro horas antes da cirurgia, minha mãe e Sue chegavam ao hospital, ela disse que havia vindo correndo assim que viu o recado, e que havia apenas deixado um bilhete para os outros explicando rapidamente e dizendo para tomarem conta de Seth. Esme e Sue havia se tornado grandes amigas com o tempo.
Não consegui explicar para elas o que aconteceu, acho que no momento que minha mãe me viu ela entendeu o que aconteceu, chorei em seu colo durante minutos intermináveis, enquanto ficava agradecido por Sue estar com Bella.
Mas nada era capaz de tirar dos nossos corações a imensa dor que sentíamos.
Segurei em suas mãos tentando controlar a dor, o choro que sentia no momento da cesariana, o médico nos mostrou nosso bebe, era tão pequeno, frágil, mas ele estava gelado, não se mexia não chorava. Inclinei-me e beijei sua testa fria e com sangue, Bella soluçava alto.
A felicidade que sentíamos que exalávamos foi tirada da pior forma possível.
Não conseguimos enterrar o filho que nem se quer conhecíamos, que nunca conheceríamos, que nunca veríamos ele viver. Só que tem uma parte de si, sabe como é não ter mais essa parte, como é se sentir incompleto.
Eu e Bella lidamos com nosso luto da pior maneira possível.
Ela se fechou. Eu me fechei.
Sua recuperação da cesariana foi rápido, os dias que se passavam fazia a dor diminuir, mas nunca ser esquecida. Nossa família e amigos sempre tentavam nos animar, mas eles tinham suas próprias vidas para seguir.
Eu me fechei tocando, ela se fechou no trabalho, mal nos falávamos a distância da cama não era maior do que a distância de nossos corações. Fazíamos tudo mecanicamente, não tínhamos vontade de nada, não tínhamos porque lutar, não queria.
Nosso aniversário de casamento de seis anos passou nossos planos de comemorar esse dia tão especial, perdidos dentro de uma caixa. Na frente da nossa família, nós erámos forte, sorríamos nos beijávamos como tudo estivesse certo, normal. Mas não estava. Nada seria igual a antes, segundos, minutos, horas, dias, semanas, messes se passavam e não nos reconhecíamos mais.
Não existia mais o Edward.
Não existia mais a Bella.
Apenas existia duas almas que lutavam para seguir com a vida, mas faziam isso da maneira errada.
Felizmente, eu percebi isso.
É como dizem antes tarde do que nunca, já havia passado quase um ano que tudo havia acontecido.
Nova Iorque, 3 de janeiro de 2008
Bella,
É tão estanho estar aqui falando de novo depois de tanto tempo. Eu não escrevia mais. Não depois de tudo, mas precisamos botar isso para fora, antes disso matar a gente. Essa noite eu sonhei com Charlie, ele dizia que se eu não fizesse algo para mudar isso, ele pegaria no meu pé à noite. Achei-o muito bem humorado, para alguém morto. Falou que ele não me deu a medula óssea, para nós nos entregarmos assim tão facilmente.
Eu sei, meu amor. Dói em mim também, a dor que você sente, eu também sinto, na mesma intensidade.
O pai é mãe também, mas ele só recebe um nome diferente.
Você me disse uma vez para eu lutar, para eu não desistir que a vida ainda nos reservava muitas coisas.
Agora eu digo a você. Vamos lutar pelas nossas vidas juntas, salvar o nosso casamento, nosso amor que eu sei que ainda está guardado dentro de nós, não vamos desistir, o médico disse que ainda poderemos ter muitos bebes, nós vamos ter muitos filhos ainda. Eu sei que sim, não vai ser pecado se nós enterramos isso e seguimos em frente.
Eu sei é doloroso falar sobre isso. Então apenas vamos empacotar nossas coisas e voltarmos para Seattle, nossa cidade, onde tudo começou. Alguns anos depois poderemos falar sobre isso, não agora. Quando não doer tanto, lembrar-se disso.
O que você me diz?
Quer largar tudo e recomeçar em Seattle? Comigo?
Vamos fazer isso dar certo, fizemos uma vez, vamos fazer de novo.
Eu te amo, muito.
Olhei para Bella. Ela estava deitada na cama encarando o nada. Fechei o diário terminando de escrever. Olhei para ela e ela me olhou de volta, nos encaramos por alguns segundo. Minha mão acariciou seu rosto com delicadeza como há tempos não fazia. Coloquei o diário em cima do criado mudo, como sempre fazia depois que terminava de escrever e queria que ela lesse algo.
— Vou estar lá no piano — eu disse me inclinando e beijando levemente sua testa.
Fui para a sala do piano e comecei a tocar as músicas que havia composto. Não sei quanto tempo passou, já estava angustiado, decidi me levantar e ir ver se estava tudo bem, mas no momento que eu dei o primeiro passo senti seus braços quentes me envolverem e ela me abraçar de um jeito que há muito tempo não fazíamos.
Ficamos em silêncio, por tempo indeterminado, minhas mãos acariciavam suas costas. A dela massageava minha nuca, minha cabeça de um jeito que só ela sabia fazer para me relaxar.
— Nós podemos morar perto de Alice e Rose? — Ela perguntou respondendo indiretamente minha pergunta.
— Nós vamos morar a onde você quiser — eu falei beijando seus cabelos.
— Eu amo você — ela disse limpando algumas lágrimas que tinha no meu rosto, eu fiz o mesmo no dela.
— Eu amo você — falei também, finalmente nossos lábios se tocaram em um beijo terno e sem pudor.
Algumas semanas depois nós nos mudávamos para Seattle, a cidade que meu deu mais um motivo para sorrir.
Que nos fez renascer, que nos deu um motivo para lutar novamente.
Quando você acha que sua vida está tão ruim, que não há nada que aconteça que vá fazer você sofrer mais ainda. Não se preocupe é quando as coisas estão começando a se encaixar.
Nós só damos valor á vida quando passamos por um momento de provação e vencemos.
Eu e Bella, passamos por muitos desses momentos, doença, mortes, distância e mesmo depois de tudo continuamos juntos. O amor é isso. É você estar sempre junto, apoiar, mostrar o que tem que fazer, quando parece que estamos sem saída. Lutar.
É nunca desistir, por pior que seja a pedra que você encontre no caminho.
Na vida nada é de graça, quando for é porque não é para ser. A felicidade tem que ser conquistada, eu e Bella finalmente havia conquistado a nossa, reencontrado ela.
Dificuldades? Problemas? Brigas?
Ainda teríamos muito, o casamento é isso, mas não deixaríamos esses momentos subir a cima dos momentos que vivíamos juntos e que eram mais forte que tudo. Todas as coisas que havíamos passado havia servido, apenas para fortalecer nosso amor, nossa mente, nosso amadurecimento.
Nunca mais deixaríamos algo quase acabar com nossa vida, nosso amor. Todos nós erramos afinal somos humanos, temos que reconhecer o erro, conserta-lo e seguir em frente.
Notas finais
AAAh, o que acharam desse capitulo?
Espero que tenham gostado... Foi... uou... eu escrever ele, aiin, tentei fazer o menos dramático possivel.
Estou meia desanimada para escrever o proximo, então tentem me animar com muito comentários e quem sabe recomendações..
O proximo vem só dia 10 de dezembro, essa semana começa as provas finais na escola, então fica dificil escrever... E ele é o ultimo. Nossa! Passou tão rápido... Mais ainda teremos um epilago... UHUUL...
Prometo que vai ser só felicidade de agora em diante, eu acho.
haushausa
beeijo, uma ótima semana
lalac
PS: OMG! O QUE FOI AQUELE FILME?? PERFEITOO...
Ah, já ia esquecendo... rss. criei um twitter quem quiser me seguir @lalac_rk, podem ficar a vontade para falar sobre a fic, estou precisando de novas amizades... ;)
Agora é tchau mesmo, rss
beeijinhos
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