Notas iniciais
Boa leitura

Acordei com um pulo correndo para o banheiro, limpando o sangue que escorria pelo meu nariz, odiava isso. Quando parei o sangramento percebi no meu celular que ainda faltava meia hora para a hora que eu normalmente acordava. Mesmo assim eu tomei um longo e relaxante banho, vesti uma calça jeans escura, uma blusa branca com gola V e por cima uma xadrez. Decidi calçar o tênis depois que eu tomasse café, gostava de andar descalço. Olhei-me no espelho já acostumado com minha imagem careca, passei a mão em minha cabeça, olhando para a toca em cima da cômoda.

Foda-se, pensei ignorando a touca.

Sai do meu quarto, andando pelo corredor, podia ouvir os roncos de Emmett vindo do quarto dele já que ele estava com a porta aberta. O quarto dele era ao lado do meu, mais todos nossos quartos eram revestidos acusticamente, isso era ótimo, não sei se faria bem para minha sanidade ouvir Emmett e Rosalie a noite inteira, eles era muito vocais.
Quando passei pela porta do escritório do meu pai, notei um barulho, abri a porta sem bater.
— Ah, pai desculpe — falei notando meu pai vestido de branco com seu jaleco, sentado em sua poltrona confortavelmente, mas sua aparência era de cansaço.
— Não filho, tudo bem. —ele falou sorrindo — Como você está?
— Estou bem — disse dando de ombros.
— Sente-se — ele apontou para a cadeira na frente de sua mesa, me sentei.
— O senhor está chegando ou indo para o hospital? — perguntei.
— Chegando. Tive uma cirurgia de madrugada.
— Ocorreu tudo bem? — perguntei.
— Sim, era um transplante de coração. O homem esperava há dois anos receber um coração.
— Que bom que ele conseguiu, mas é triste, pensar que outra pessoa teve que morrer.
— Sim — ele assentiu pensativo — Edward eu quero dizer que estou orgulhoso de você, por finalmente você está lutando e voltando a ser aquele Edward que você era antigamente, meu filho.
— Obrigado pai. — disse meio envergonhado — Mas são vocês que eu devo agradecer, por estarem aqui e me apoiarem sempre, até em meu momento rebelde.
— Sua mãe e eu não fizemos nada do que um pai não faria, Edward. Somos uma família. E isso que uma família faz, ela apoia, briga, dá carinho, amor. Mas fico mais feliz ainda por ter dado tudo certo para você, seus amigos e principalmente Bella.
— Eu tenho sorte de tê-los.
— Nós que temos sorte de ter você em nossas vidas, Edward. — ele disse.
— Obrigado, pai, eu não sei o que vai acontecer, mas eu não vou desistir. Saiba que eu amo você — falei sentindo a necessidade de dizer isso. O que é? Quem disse que um pai e um filho não podem dizer um Eu te amo, isso não é coisa de boiolas não.
— Eu sei, campeão, eu também te amo — ele falou vindo me abraçar.
Nós abraçamo-nos apertado, beijando-nos no rosto.
— Que Emmett não saiba que isso aconteceu — ele brincou se separando, percebi que ele estava emocionado.
Eu sorri.
— Minha boca é um tumulo meu velho — brinquei dando um soco de leve no seu ombro.
— Ainda bem que você bate que nem uma mulherzinha, não sei se aguentaria dois Emmett dando socos nos meus braços.
— Oras cala a boca. — disse com uma careta saindo dali.
Ouvi uma gargalhada vindo do quarto da minha mãe, fui para lá.
— Emmett, para... Ah, meu Deus... para... —minha mãe falava se remexendo na cama. Meu irmão estava em cima dela fazendo cosquinhas. Urgh! Ele vestia só uma cueca samba canção de coração. Que gay!
— Ei, não mexa com minha mãe, cabeção — eu falei alto, os fazendo notarem minha presença, pulando em cima da cama que quicou. Rapidamente dei um pontapé no grandão que caiu da cama e me coloquei na frente da minha mãe.
— Meu salvador — ela brincou beijando minha bochecha.
— Tá vendo como são as mães, não é maninho? Quando somo pequenos, bebezinhos, elas fazem de tudo por nós, cuidam, alimentam, dão banho, beijos, cosquinhas, depois que crescemos manda agente fazer as coisas, brigam com agente e nos trocam pelo primeiro irmão mais novo que aparece — ele falou fazendo um bico de criança e cruzando os braços se levantando do chão.
— Eu te dou um doce se você der um tapa de leve na testa dele — minha mãe cochichou no meu ouvindo, rindo.
— Eu faço de graça — disse me esticando e dando um tapa nele.
—Outch... — ele reclamou passando a mão na testa.
Nós rimos. Deitamos deixando nossa mãe entre nós.
— Eu amo vocês tanto — ela falou nos abraçando e dando um beijo em cada um de nós — Meus bebes.
— Argh! Nós também amamos a senhora.... — eu comecei olhando para meu irmão.
—Sim, mas nada de bebes. — ele falou — Ou eu faço cosquinha — ameaçou.
— Oh, sem bebes, meus nenês — ela disse rindo.
Eu abri a boca para falar algo, mas meu pai chegou bem na hora.
Ele olhou para nós sorrindo, feliz, seu rosto parecia de um homem realizado.
—Nossa querida, eu não posso passar uma noite fora que você já me troca e ainda por dois homens.
— Oh, meu amor, não se preocupe aqui tem lugar para você também. — ela disse se afastando de Emmett, meu pai não perdeu tempo e tirou seus sapatos se deitando na cama,
Nós ficamos rindo e conversando, nós quatro brincando, fazia tempo que não ficávamos assim. Antes quando eu e Emmett éramos crianças era um ritual todo sábado ir para a cama deles e ficarmos lá, contando com o que sonhamos.
— Ih, assim não dá não — Emmett falou pulando da cama.
— Carl... — minha mãe disse tentando se separar do meu pai que a beijava afoitamente, mas ele não deixou.
— Tá bom, se quer ficar sozinho com ela era só falar — eu falei.
— Vamos logo, maninho, antes que eles começam a tirar a roupa na nossa frente.
Eu ri saindo com meu irmão do quarto, lembrando de uma vez que eu e ele, quando tínhamos uns dez anos, pegamos eles em uma situação bem pior.
— Você lembra daquela vez, na cozinha — eu falei rindo.
— Hum, droga! Nem me lembre — ele falou com uma careta entrando em seu quarto.
Bella pareceu não acreditar quando eu saí do carro sem pegar a touca. Sua mão se entrelaçou a minha e isso foi o que me deu forças para enfrentar todos os olhares curiosos que eu recebi durante o dia. Alguns alunos fofoqueiros puxaram papo comigo querendo saber o que tinha, não dei trelas para eles, disse apenas a alguns professores que eu gostava e alguns colegas, como Angela e Ben que eu sabia que eram boas pessoas.
Mike riu de mim e Bella me disse que ele havia ido tirar satisfações com ela porque o havia trocado por um careca. Idiota, estava com uma enorme vontade de bater nele. Eu pensei que algumas meninas iriam parar de ficarem me encarando, mas ao contrário elas pareciam, mas fissuradas que antes. O que elas viam em mim? Eu estava careca, magro de mais.
— Eu falei — foi tudo que Bella disse quando eu comentei com ela, rindo — Você está mais lindo que antes, se isso é possível.
Não me aprofundei no assunto, tinha que trabalhar minha baixa autoestima, geralmente era eu quem tinha que ficar chamando Bella de linda, já que ela que tinha problema com isso, ás vezes.
Eu dei graças a Deus quando bateu, finalmente, o último sinal. Andei apressado querendo encontrar Bella ainda no ginásio, cheguei lá a tempo, mas depois de algum tempo que se passou e ela não saiu, eu comecei a me preocupar. Entrei no ginásio que já estava vazio, exceto por alguns alunos que fariam treino de basquete, pedi para uma menina verificar no vestuário feminino, mas não tinha ninguém, lá. Foi o que ela me garantiu a não ser que mentia para mim.
— Edward... — escutei alguém me chamar.
— Ah, oi Angela — cumprimentei-a educadamente. Ela era uma das poucas meninas que não tiveram uma queda por mim, não que eu me ache convencido, mas no meu ensino fundamental todo eu fui perseguido por um grupo de meninas, elas me davam medo, mas felizmente diminuíram no ensino médio quando eu comecei a namorar Bella.
Bella, onde ela estaria?
— Está procurando por Bella?
— Sim. Você sabe a onde ela está?
Eu corri até a enfermaria atrás de Bella quando Angela me disse o ocorrido. Encontrei-a deitada na maca que tinha lá com uma bolsa de gelo em sua testa, ainda vestida na sua roupa de ginastica.
— Bella — eu a chamei a fazendo abrir seus lindos olhos para mim.
— Edward... — ela murmurou se sentando.
— Você está bem? — perguntei preocupado, pegando a bolsa de gelo em minhas mãos, observando que sua testa estava um pouco vermelha.
— Eu estou bem, não foi nada de mais. O professor que foi exagerado me trazendo para cá — ela murmurou emburrada.
— Exagerado nada — eu o defendi, preocupado — Você poderia ter uma convulsão.
— Edward não seja exagerado também — ela falou batendo de leve no meu peito.
Eu dei um beijo de leve no local onde Jessica Stanley havia batido na minha menina com a bola de vôlei. Ela disse que havia sido sem querer, segundo Angela, mas eu apostava meu carro como havia sido querendo tinha muitos motivos para isso, incluído entre eles, que ela fazia parte das meninas perseguidoras.
— Posso ir embora? — ela disse alto, perguntando a enfermeira.
— Claro, querida. Tenho certeza que Edward cuidará de você. — ela falou sorrindo educadamente. Nós éramos íntimos ali, já que Bella vivia se machucando na aula de educação física, ou não. Minha desastrada.
Eu peguei sua mochila e ela se levantou.
— Você quer passar no vestiário para trocar de roupa? — perguntei, passando minha mão em sua cintura.
Bella se olhou. Ela vestia uma bermuda preta que ia até o seus joelhos de lycra, uma blusa branca folgada que mostrava seu top preto e tênis esportivo.
— Não, eu quero ir embora logo dessa escola. — ela falou dando de ombros.
— Você fica maravilhosa vestida assim — disse a abraçando, beijando seu pescoço.
— Obrigada, meu fofinho — ela falou sorrindo corada, seus braços rodearam minha nuca e nós nos beijamos sem pressa, saboreando o beijo.
— Mas eu acho melhor você se trocar se você quiser sair para algum lugar — eu disse me separando dela acariciando sua bochecha.
Bella pensou por um momento sem me soltar.
— Eu quero ir para sua casa — falou ela, nós seguíamos para o meu carro.
— Seu desejo é uma ordem, minha linda dama — eu disse fazendo reverência e abrindo a porta do passageiro para ela entrar.
Ela apenas riu lindamente e entrou no carro. Eu fechei a porta e fui para o lado do motorista, coloquei as nossas mochilas atrás. Peguei na mão dela assim que comecei a dirigir, apenas a soltando para passar a marcha no carro ou ás vezes quando fazia uma curva fechada.
Nós chegamos à minha casa como sempre, entramos e eu estranhei está tudo silencioso.
— Vamos ver se tem gente na cozinha — eu falei fazendo-a me seguir sem soltar sua mão.
Como presumi não tinha ninguém ali, mas tinha um bilhete grudado em um imã na geladeira.


Filhos,

estou sequestrando a mãe de vocês por hoje, talvez só voltemos amanhã de manhã. Se cuidem, qualquer coisa liguem no meu celular.

Com amor,

Papai.

— É tão estranho pensar que eles fazem sexo — eu pensei alto, soltando o papel.
— Por quê? — Bella quis saber.
— Ah, sei lá... Só que eles são meus pais.
— E daí Edward? Vai dizer que você não vai querer fazer sexo comigo quando tivermos filhos?
Eu não respondi, desviando meu olhar do dela.
Bella. Sexo. Comigo.
Eu. Doente.
Balancei minha cabeça, afastando os pensamentos que começaram a me dominar.
— Quer fazer o quê? — eu perguntei torcendo para ela não insistir na pergunta.
— Podemos ir para o seu quarto?
— É claro.
Já no meu quarto eu me sentei na cama, puxando ela para se sentar ao meu lado. Peguei o controle do som no criado mudo e liguei, Clair de lune começou a tocar.
Bella suspirou, deitando sua cabeça ao lado da minha.
— Você acha que Emmett está na Rosalie? — ela perguntou de repente.
— Com certeza ele está lá.
— Será que ele vai demorar?
— Acho que sim. Por quê? — ela corou e não respondeu me fazendo ficar mais curioso ainda — Por quê? — repeti insistindo.
— Nada — ela disse mastigando seu lábio.
— Vamos, me conte pequena — eu pedi beijando o canto da sua boca.
Ela ficou em silêncio durante alguns minutos.
— Eu quero uma coisa... — finalmente ela falou hesitante
— O quê? É só me dizer e será seu.
— Você — ela falou fazendo-me rolar os olhos.
Como se eu já não fosse todo dela.
— Uma coisa que já não tenha, Bella — disse beijando seus lábios rapidamente.
Bella franziu sua testa respirando fundo. Ela se inclinou para mim, soprando seu hálito doce em meu rosto.
Não resistir e colei meus lábios aos dela, beijando, chupando, mordiscando eles, nossas línguas se acariciando com vontade. Eu nos deitei de lado, aprofundando o beijo, minha mão deslizando pela lateral do corpo dela parando em sua coxa.
Paralisei sentindo as mãos dela tentando tirar a minha blusa, foi como um estalo que entendi o que ela queria.
— Não, Bella — eu falei ofegante me separando dela.
Entretanto, ela pareceu não escutar, fez meu corpo se deitar na cama e ela se deitou por cima de mim, me beijando com desejo.
Ai, droga. Como eu resisto a ela assim?
Sua pequena língua percorria cada canto da minha boca, eu não tinha forças para me separar dela, correspondi ao beijo, envolvendo minhas mãos em suas costas, tentando tirar forças de algum lugar que eu não tinha. Suas mãos estavam espalmadas em meu peito, era impossível meu corpo não corresponder ao dela.
— Bella... — eu meio que gemi me separando dela que me encarou — Eu...eu...nós não podemos... — falei sem conseguir formular nada direito.
— Nós não podemos ou você não me quer? — ela perguntou se afastando de mim, seu semblante triste.
— É claro que eu quero, Bella — eu falei, será que ela não sentia o quanto a queria? Parecia bem visível para mim. — Sua boba, linda e supersensível — dei uma gargalhada, mas logo fiquei sério. —Eu só acho que você deveria fazer isso com alguém especial.
— Mas especial que você? — ela disse parecendo perplexa — E quem seria essa pessoa Edward Anthony Masen Cullen?
— Bella, eu só acho que, você deveria esperar sabe... eu...eu posso morrer a qualquer momento e...
— Edward é por isso que eu quero você agora. Nós não sabemos quanto tempo temos, podemos ainda ter a vida toda ou só até uma semana. Eu quero você, preciso de você, eu quero fazer isso com você, enquanto ainda tenho você comigo. — ela diz profundamente.
Eu não consigo resistir a ela.
Beijei-a com paixão, ela retribuiu na mesma intensidade.
Eu a amava.
Ela me amava.
Por que não fazermos isso?
Eu não tinha muito tempo, eu queria isso, ela quero isso.
Bella.
Nossas línguas se acariciavam mutuamente, era um beijo forte, intenso, nossas mãos percorriam um o corpo do outro. Mas eu parei. Separei-me dela, respirando ofegante.
— O quê? — ela perguntou confusa.
— Hoje, não, pequena — falei decido.
— Mas...
— Amanhã — eu prometi.
Ela pensou por uns segundos antes de assenti.
— Você acha que consegue convencer seu pai para dormir fora?
— Eu posso falar que vou dormir na Alice.
— Eu prefiro que você não minta — falei sinceramente.
— Tudo bem, acho que ele deixa, e bem ele não tem o que deixar eu já sou maior de idade.
— Não quero que brigue com ele, se ele disser não.
— Tudo bem — ela falou rolando seus olhos — Eu te amo — acrescentou depois de um momento — Obrigada.
— Eu sei e eu sinto o mesmo meu amor, não agradeça por isso — falei delicadamente.
Nós nos beijamos levemente tentando controlar nossos hormônios que pareciam estarem mais tranquilos.
— Eu quero te pedir uma coisa. — ela disse arfante.
— O quê? — perguntei curioso espalhando beijos por seu pescoço.
— Promete que vamos realizar todas as coisas que estão nessa lista? — disse parecendo nervosa, tirando um papel no bolso e me entregando.
Oh, droga..., pensei depois de ler o titulo da lista.

10 coisas para fazer antes de morrer

Onde você encontrou isso?


— Estava dentro do diário, dobrado.
Eu peguei a lista observando atentamente cada item.
1. Pedir perdão a Bella, dizer que a amo, que ela é a pessoa mais importante da minha vida.
2. Fazer Bella feliz
3. Casar com Bella
4. Fazer amor com Bella
5. Pedir perdão aos meus amigos
6. Ter filhos com Bella
7. Fazer tudo que possível (e o impossível) com Bella
8. Ajudar as pessoas
9. Fazer uma apresentação de piano
10. Comprar um Aston Martin- Vanquish
Não era para ela ter visto essa lista, eu nem me lembro de quando a havia feito, provavelmente em um momento em que estava muito sensível. Mas enquanto lia cada item, uma ideia surgiu em minha mente.
Eu sorri, será que daria certo, meu plano? Era absurdo e muito egoísta, mas eu tinha que tentar. Eu queria fazer tudo aquilo que estava na lista e tinha que ser antes de eu morrer e ela havia acabado de dizer que também queria fazer. Mas eu podia fazer isso com ela, sabendo que apenas faria ela sofre? Mas eu sabia que ela nunca aceitaria isso por pena e além do mais se ela negasse, nós podíamos ignorar o que eu estava prestes a fazer.
— Bella — eu declamei seu nome, pegando seu rosto delicadamente entre minhas mãos, afinal era a coisa mais importante da minha vida que eu tinha entre elas — O quanto você me ama?
— Muito Edward, eu te amo. Essa frase não é o suficiente para dizer, é tão pequena e meu amor por você é tão grande, é indescritível, incontável. Pode somar todas estrelas do céu, com as gostas de agua que existe nesse mundo e multiplicar pelos grãos de areia, não dará nem um terço do que eu sinto por você.
— Você faria uma coisa por mim? — falei emocionado com suas palavras.
— Faria qualquer coisa por você.
Eu sorri torto a beijando com paixão. Eu sabia que era loucura o que eu iria pedir, mas eu tinha que tentar.
— Vamos — falei me levantando puxando ela.
— Edward a onde nós vamos? Eu não estou entendendo nada.
Eu a ignorei não querendo mentir para ela.
Dirigi apressado, tentando me lembrar da época que eu e Bella conversamos sobre casamento, não queria esquecer nenhum detalhe.
— Você confia em mim? —eu perguntei parando em frente em sua casa.
— É claro que sim, o que estamos fazendo aqui? Pensei que...
— Eu me lembrei de que tenho que resolver algumas coisas — eu disse uma meia mentira.
— Mas, eu pensei que iriamos ficar um pouco sozinhos... — ela disse com um biquinho lindo.
— Desculpe amor. Mas eu preciso mesmo resolver esses negócios — disse acariciando sua bochecha.
— O que você vai fazer?
— Eu te amo, ok? Confie em mim — eu falei, não podendo responder sua pergunta sem mentir.
— Argh! Tudo bem, tchau. — ela disse visivelmente chateada, pegando sua bolsa e abrindo a porta do carro, coloquei a mão em seu pulso.
— Não fique assim — eu pedi — Prometo que vou te contar depois.
— Vou ver você à noite? — ela perguntou dando um suspiro com um biquinho.
— Se der eu venho aqui te ver — falei sinceramente. — Posso ter um beijo de despedida agora?
Eu não esperei resposta, a puxei para mim e a beijei com entusiasmo, ela correspondeu da mesma forma.
Nós nos separamos ofegantes, eu beijei sua testa.
— Se cuide — disse a observando sair do carro, ela apenas assentiu. Fiquei ali até que ela entrou na sua casa.
Eu me sentia cansado, mas eu tinha que ter forças, pois se tudo desse certo esse seria o dia mais corrido da minha vida.
Só esperava que desse tudo certo no final.
Eu não sabia o que fazer se ligava primeiro para Alice ou falava com Charlie?
Decidi o último.

Estacionei o carro em frente à delegacia cerca de cinco minutos depois, sair do carro com uma coragem que eu não tinha.
Eu estava indo fazer isso mesmo?
Podia sentir meu coração bater acelerado, minha pulsação e droga... eu acho que estava começando a suar.
O motivo de tudo isso?
Simples, eu Edward com apenas meus dezoito anos e não sabia se chegaria aos dezenove não por achar que Charlie poderia me matar com o que iria dizer, mas porque era doente, estava indo pedir a mão em casamento da minha namorada a um policial em uma delegacia.
Bom, pensando pelo lado engraçado, seria uma boa história para contar aos meus filhos, se é que algum dia eu os teria. Esperava que sim.
— O Chefe Swan, se encontra? — eu perguntei a um policial que encontrei na recepção.
— Sim.
— Posso falar com ele?
— Qual é o seu nome?
— Edward Cullen.
— Só um momento, eu vou ver com ele.
O homem saiu, entrando em uma porta e voltou segundos depois acompanhando de Charlie.
— Edward, algum problema? Bella está bem?
— Sim, ela está. Eu queria falar com você. Será que podemos conversar?
— É claro, me avise se tiver alguma emergência, Steven — ele avisou ao policial — Entre Edward, sente-se.
Eu entrei na pequena sala me sentando de frente para ele.
— Qual é o problema? — perguntou.
Eu respirei fundo, pensando em minhas palavras.
— Charlie, vou ser sincero com você. Você me conhece desde pequeno, sabe que eu sempre amei sua filha e sempre vou amar. Eu sei que só temos dezoito anos e somos muito novos, mas você sabe o que eu tenho e que eu possa...morrer a qualquer momento. Eu quero fazer Bella feliz Charlie e bem... ela me pediu algo que eu quero muito isso com ela, mas eu quero fazer isso da maneira correta, quero me casar com ela Charlie, fazer Bella feliz, isso me fará feliz também.
Eu não sabia mais o que acrescentar então esperei em silêncio, observando Charlie que estava paralisado, ele olhava para mim, mas parecia não me ver ali na sua frente.
— Você a pediu em casamento? — ele diz depois de um longo tempo, parecendo bem tranquilo.
— Não, ainda não. Eu quero fazer uma surpresa para ela.
— Sabe, eu não precisei ler seu diário todo, eu sabia desde a primeira pagina que li, que você era o cara certo para minha menina e só por isso, por eu saber, eu vou conceder isso, mas claro que só se ela aceitar.
— Obrigado, Charlie e eu nunca obrigaria Bella a nada.
— Eu sei que não — ele sorriu — Agora vamos, me conte o seu plano.
Eu soltei um suspiro de alivio contando meu plano a ele.
Assim que sai da delegacia liguei para Alice, depois de ouvir muito gritos, reclamações, nós discutimos um pouco e eu contei o que queria para o meu casamento com Bella, ela disse que iria providenciar tudo com a ajuda de Rose e também falaria com Sue, eu disse que minha mãe a ajudaria também, mas precisava primeiro contar a ela.
Não queria ter que atrapalhar os planos do meu pai, mas eu tinha que contar para eles.
— Oi pai.
— Edward aconteceu alguma coisa? — ele falou preocupado e parecendo ofegante. Argh!
— Não pai na verdade eu preciso falar com você e mamãe urgente.
— Urgente mesmo ou pode para esperar? — ele falou e eu o ouvir gemer de dor depois de um barulho de tapa.
— Querido está tudo bem? — minha mãe deve ter tomado o celular dele.
— Mãe será que podemos nos encontrar? — perguntei.
— É claro que sim, nos encontre em dez minutos no hotel que agente sempre vai.
— Tudo bem já estou indo para lá. — falei.
Eu estacionei o carro em frente ao hotel, encontrando meus pais na recepção, nós nos cumprimentamos rapidamente e fomos para o restaurante do hotel.
Sentei-me de frente para eles.
— Eu vou me casar — soltei de uma vez olhando para eles.
Analisei-os enquanto esperava eles absorverem a noticia.
— O quê? Mas...
— Eu vou pedir Bella em casamento — falei convicto.
— Você tem certeza filho, casamento é um grande passo e...
— Eu tenho certeza pai, não sei quanto tempo de vida eu tenho e eu quero fazer o que eu faria durante minha vida, quero aproveitar agora, viver a vida intensamente. Eu quero me casar com Bella.
— O que ela acha disso? — minha mãe falou visivelmente emocionada.
— Ela não sabe ainda — falei sinceramente começando a contar meus planos para eles.
Depois que eu contei a eles meus planos, eles me apoiaram e me aconselharam, nós fomos para casa, ainda tínhamos muito que fazer.
Minha mãe chorou me abraçando e meu pai mostrou o anel de noivado que minha avó Elizabeth Cullen havia deixado de herança para mim, ele era perfeito eu tinha certeza que ela iria ama-lo e combinava com ela.
Decidi falar logo com Bella, liguei para ela falando que a pegaria as sete da noite para sairmos, enquanto isso eu sai para comprar a roupa que iria usar com a ajuda de meus pais e Emmett, fiquei feliz quando encontrei Sue, Charlie e Seth no shopping também. Comprei também as nossas alianças, era simples, não quis deixar meu pai pagar, eu mesmo queria pagar, então tive que usar quase todo o dinheiro das minhas economias, mas não me importei.
Era meio louco o que nós estávamos fazendo, Bella poderia dizer não e tudo iria por agua a baixo, mas eu sentia e acho que todos também que ela aceitaria ser minha mulher.
Eu reservei uma mesa no La Bella Italia, foi o primeiro restaurante que fomos ao nosso primeiro encontro de verdade, logo depois de contarmos aos nossos pais sobre o nosso namoro, era um lugar importante para agente.
Tomei um banho relaxante, meus músculos protestavam e eu me sentia muito cansado, mas eu tirava forças de Bella, só por ela eu ainda estava de pé.
Vesti uma roupa confortável, uma calça jeans clara, tênis, uma blusa de mangas compridas com gola V coloquei uma jaqueta por cima, é claro que eu não conseguia parar de pensar na caixinha de veludo que estava muito bem protegida no bolso da minha jaqueta.
Eu me despedi dos meus pais rapidamente e Emmett tentou me convencer a não estragar minha vida fazendo isso, ganhou um tapa de Rosalie, depois falou que brincava. Ambos me desejaram sorte.
Parei o carro em frente à casa de Bella, sentindo-me nervoso. Respirei fundo saindo do carro, não precisei bater na porta, ela se abriu e Bella apareceu sorridente.
E linda.
Vestia uma calça jeans clara e justa, uma blusa verde clara que mostrava o seu colo, seus cabelos estavam presos deixando seu pescoço livre, ela usava uma bota preta que ia até seus tornozelos e uma jaqueta de couro preta.
— Maravilhosa — eu falei pegando em sua mão e colocando um beijo nas costas dela.
Ela sorriu ficando ainda mais bonita, se é possível, virou pegando sua bolsa e gritando um: — Tchau pai.
Ofereci meu braço para ela e andamos juntos até o carro, abri a porta para ela que entrou sem dizer nada, dei a volta no carro sentando no banco do motorista.
— A onde vamos? — ela perguntou quebrando o silêncio enquanto eu dava a partida no carro.
— Ao La Bella Italia — falei sorrindo pegando em sua mão.
— Hoje é algum dia importante que eu esqueci? — ela perguntou confusa.
— Não, mas logo ele vai ser — respondi misterioso.
— Ai, droga, Edward. Você sabe que odeio ficar curiosa e esse dia está bem estranho. Primeiro nós estávamos tão bem, quando você interrompe tudo, me deixa em casa, sem nenhuma explicação, meu pai aparece horas depois dizendo que nunca vai deixar de me amar e para ser feliz, fazer o que me coração sentia e sai sem mais nem menos com Sue e Seth. Depois chegam Alice e Rosalie me mostrando uma revista de vestido de noivas, me fazendo escolher um com uma desculpa ridícula de um trabalho da escola, depois sua mãe me liga perguntando quais cores eu preferiria para sei lá o quê. Você sabe que eu não sou burra, então só me responda é o que eu acho que é? — ela falou depois soltando um longo suspiro de desconfiança.
— O que você acha que é? — eu perguntei trocando de marcha.
— Não me faça dizer, eu tenho certeza que você sabe o que eu acho que é.
Nós rimos de sua frase confusa e eu fiquei sem falar nada até parar em frente ao restaurante.
— Deixe-me fazer isso do meu jeito, ok? — falei acariciando seu rosto — Seja paciente — pedi.
Ela bufou rolando seus olhos, mas não conseguiu esconder um enorme sorriso e seus olhos brilhantes de expectativas.
Isso foi o bastante para me dar a coragem que precisava. Bom, era normal está nervoso, né? Eu ia pedir para a mulher que agora entrava comigo no restaurante para passar o resto da vida comigo, sendo que eu não tinha certeza se viveria até mês que vem. Eu tentei ignorar o meu lado que dizia para eu não fazer isso, pois estava sendo extremamente egoísta.
— Boa Noite, reserva no nome de Sr. Cullen — eu falei a maitre que nos olhou demoradamente. Ela piscou parecendo sair de algum tupor e olhou no caderninho a sua frente.
— Claro, venham comigo — ela disse seguindo em nossa frente, rebolando exageradamente. — Ai — falei quando senti um beliscão na minha cintura.
— Não olha para a bunda dela — Bella sussurrou ciumenta me fazendo rir.
— Desculpe, não tinha como não olhar, olha a roupa dela, ela está com uma calça verde florescente, não sei como a deixaram trabalhar assim — eu disse divertido —Mas não se preocupe a única bunda que eu quero olhar e pegar é a sua — eu falei malicioso deslizando minha mão até o seu ossinho do cóccix, mas logo subindo novamente, estávamos em um lugar publico.
— Como se eu tivesse uma — ela resmungou.
— Ah, você tem pode acreditar — sussurrei em seu ouvido, fomos interrompidos pela maitre.
— Aqui, vou chamar seu garçom — ela disse me olhando demoradamente.
— Depois você disse que está feio, ela faltou te devorar com o olhar — Bella disse sentando-se na cadeira que eu puxei para ela.
— A única mulher que eu quero que me devore com o olhar é você — eu disse me sentando em sua frente.
Ela sorriu corando.
— Boa Noite, meu nome é Juan e serei seu garçom essa noite — um homem provavelmente latino falou. Ele era alto e musculoso, não fui com a cara dele, logo que observei ele dar um sorrisinho estupido para minha mulher, tá ela não era ainda, mas logo seria.
Limpei minha garganta e ele desviou os olhos parecendo sem graça nos entregando o cardápio.
— Quando tiverem prontos é só me chamarem — ele falou educadamente se virando para sair.
Olhei para Bella que olhava para o garçom que caminhava de costas, ela lambeu seus lábios e deu um suspiro.
— Ei, eu estou aqui — falei apertando sua mão.
— E daí? Você tarou na bunda da maitre, porque eu não posso na do garçom? Que é um gato devo acrescentar — ela disse com um sorriso malvado.
Eu rolei meus olhos, controlando meus ciúmes, eu sabia que ela só estava fazendo isso para me provocar e decidi ignorar não querendo estragar nossa noite com uma discussão boba.
— Pode tarar na bunda dele a vontade — falei a surpreendendo — Eu sei que a única que você quer verdadeiramente é a minha — disse cheio de segundas intenções.
Ela ficou ainda mais vermelha, comprovando que o que eu dizia era verdade. Eu ri tentando tirar da minha mente fantasias de mim e Bella em uma cama, nus, eu pegando na bunda dela....
— Vamos pedir o mesmo de sempre? — perguntei mudando de assunto e afastando esses pensamentos.
— Claro — concordou ela.
Chamei o garçom e pedi duas cocas, uma meia porção de espaguete para mim, sinceramente nem sei se meu estomago aguentaria isso e um ravióli de cogumelos para Bella.
— É agora que eu vou ter certeza do que eu acho que é do que você está aprontando? — perguntou ansiosa.
— Não, ainda não — falei balançando a cabeça acariciando seu rosto.
Juan voltou com as cocas e colocou na mesa, nos servido e saiu sem dizer nada.
Nós conversamos coisas aleatórias, eu tinha muitas perguntas em mente, mas achei melhor para conversamos sobre isso depois, ainda me sentia um egoísta.
Nós comemos em silêncio, depois eu apaguei a conta, saímos do restaurante.
— A onde nós vamos? — ela perguntou quando passamos pelo carro.
— A onde você acha? — disse sorrindo indicando o café a nossa frente.
Era outro lugar especial para nós.
Pedimos um pedaço bem generoso de pudim para dividirmos, quando Bella fez menção de se sentar, e indiquei que não, fomos até a praça que tinha ali na frente. Sentamos lado a lado, no banco de concreto na praça, o céu estava estrelado e a lua brilhava iluminando o momento. Eu dei o pudim em sua boca, comendo alguns pedaços também.
Quando acabou eu sorri colocando o dedo no copo e lambuzando ele com a cauda, depois passei o dedo nos lábios dela e a beijei em seguida.
— Deliciosa — falei chupando seus lábios.
— Hum...fofinho — ela falou arfante.
Eu dei um risinho. Olhei-a por um momento, profundamente, as palavras que estavam na minha cabeça à noite toda pareceram sumir, mas eu sabia que aquela era a hora, limpei minha garganta, entrelaçando meus dedos nos dela.
— Isabella — eu falei seu nome lentamente começando o meu discurso ganhando sua atenção — Isso definitivamente não vai ocorrer como eu planejei, como planejamos. Mas nada na vida é como imaginamos, não temos certeza de nada, a única certeza que eu tenho é que eu amo você, eu sei que somos novos, que não temos muitas experiências e que estou sendo extremamente egoísta te pedindo algo assim, mas você disse que queria realizar meus desejos, meus sonhos e eu quero isso, muito. — respirei fundo tirando a caixinha de veludo vermelha de meu bolso a coloquei na sua mão a abrindo, Bella olhou rapidamente para o anel na caixinha, era circular cravejado de pequenos diamantes enquanto eu ficava de joelhos no chão, sentindo a grama de baixo em minha calça — Esse anel era da minha avó Elizabeth ela deixou de herança para mim, disse para dá-lo a mulher que tiver meu coração. Essa mulher é você. Quero que saiba que independente da resposta eu vou estar sempre com você, aqui nesse mundo ou não — prometi limpando duas lagrimas que saíram de seus olhos e — Então...quer se casar comigo? Amanhã?

Notas finais
n/a: Oi amores? Tudo bem? Espero que sim...
O que acharam desse capitulo? Estou nervosa aqui...
Qual será a resposta de Bella? Será que ela vai fazer que nem na saga??
Foi como eu disse antes, quando eu pensei em escrever essa fic não imaginava que seria assim, mas eu quando eu vi que os pensamentos de Edward estavam levando para esse lado... Então porque não casa-los?
Espero que tenham gostado.
Acho que é isso.
Obrigada a quem sempre comenta... leio e respondo todos...
Beijos, uma ótima semana e até segunda!
lalac