Lunya

1 Capítulo - Uma nova dimensão


Após décadas de pesquisas relacionadas a espaço/tempo, uma universidade em Berlim na Alemanha desenvolveu um aparelho capaz de abrir portais dimensionais, muitos testes foram realizados com pequenos animais e objetos, mas infelizmente tais testes não traziam muitos resultados importantes, uma vez que não era possível fazer contato com o outro lado e nada de lá voltava. Sem novos e convincentes resultados, tanto a universidade quanto o governo que financiavam a pesquisa começaram a reduzir o repasse de verbas, mas quando o projeto já começara ser taxado como falho algo inesperado aconteceu, ao abrir o portal, um forte vento carregando muitas folhas adentrou ao laboratório, o que reanimou o grupo de pesquisa, afinal se existe vento e folhas do outro lado, então provavelmente é um lugar habitável.

Com o novo relatório, os investimentos não só foram recuperados, mas também foram dobrados possibilitando assim que fossem adquiridos melhores equipamentos e a equipe aumentada. Porém, como tudo que envolve conhecimento também envolve poder, não tardou muito para que o projeto fosse sabotado e o maior dos desastres acontecesse.

Como de costume, o estagiário Arkadius Berham passava o dia aprendendo sobre alguns dos conceitos relativos à maquina, já de noite logo após o fim das experiências, dava manutenção em algumas peças que fora ensinado a manusear e retirava o pó da máquina, afinal quem seria louco de deixar um faxineiro tocar naquilo?! Todavia, o que deveria ser algo rotineiro e sem acidentes acabou por ser um terrível desastre.

Enquanto Arkadius substituía algumas peças danificadas, um cientista novo, que na verdade era um agente Americano, a fim de roubar as pesquisas para seu governo, ativou todos os computadores e começou a transferir alguns dados para seu pen-drive, mas como ainda não possuía conhecimento detalhado sobre o software responsável pelo controle da máquina, por acidente acabou ativando-a.

Poderia ter dado tudo bem, exceto pelo fato de que peças importantes estavam nas mãos de Arkadius e não encaixados na máquina, fazendo assim com que o portal surgisse rápido o suficiente para desaparecer com Arkadius e explodir todo o laboratório em uma instabilidade de energia. O que aconteceu com o americano? Bom, isso não interessa, a pergunta em questão é, o que aconteceu com o dedicado estagiário?! E é desse evento que começa a verdadeira história.

Depois de algum tempo em um lugar sombrio e com a sensação de ser esmagado e esticado, Arkadius chegara na dimensão alternativa, na qual esperava por anomalias impensáveis ao homem, entretanto para sua surpresa, apenas encontrou uma vasta floresta de pinheiros com alguns arbustos, porém uma coisa chamou atenção, não o fato de estar de noite, mas o fato de haver dois satélites naturais, isso definitivamente comprovou que ele não mais estava em seu planeta ou dimensão natal.

Apesar da existência de dois satélites naturais, ambos estavam muito longe, impossibilitando que existissem noites claras. Deste modo, para aumentar o campo visual, Arkadius pegou seu celular e usou o modo lanterna todas as noites até o fim da bateria, afinal não havia outra utilidade, uma vez que não havia sinal naquele mundo. Decidindo que não resultaria em coisa boa ficar parado em meio a uma densa floresta sem água e sem comida por muito tempo, começou a andar em linha reta, desviando somente de algumas árvores ou arbustos em seu caminho, e assim fez por mais ou menos dois dias, até começar a passar mal, devido à desidratação.

Extremamente cansado e começando a delirar, sentou-se encostado em um pinheiro, no intuito de tentar se recuperar, onde passou algum tempo até começar a ouvir barulhos de passos em folhas e às vezes o som de gravetos se partindo ao serem pisoteados. Será apenas minha imaginação, uma fera selvagem ou algum monstro jamais visto pelo homem? Pensava Arkadius, mas infelizmente não possuía força ou até mesmo vontade de se mover, desmaiando um pouco antes da chegada do ser que se aproximava.

Hm... Acho que estou me deslocando em algo parecido com uma carroça de madeira, o que é essa gosma verde gelatinosa na qual estou deitado em cima?! Não importa, até que não é ruim dormir nela... Pensou Arkadius após acordar atordoado; olhando em seguida entre o vão da lateral da carroça, aonde viu uma espécie de pequeno golem de pedra caminhando como se acompanhasse alguém. Devo estar completamente louco, indagou voltando a dormir em seguida.

Se não fosse o fato de acordar novamente em uma carroça coberto de geleia verde, poderia dizer que tudo até agora não passou de um sonho, inclusive o pequeno golem. Preocupado em saber aonde estava e quem o golem acompanhava, sentou-se na ponta da carroça e começou a observar o lugar, tendo como única conclusão que estava em um celeiro de madeira, o qual se não fosse por ele, a geleia e a carroça, estaria completamente vazio.

Depois de passar muito tempo perdido em uma cachoeira de delírios, fora interrompido pelo barulho de uma porta de madeira se abrindo. Preocupado com qual abominação iria aparecer além do golenzinho, que por sua vez era o oposto disso, pensou em se esconder embaixo ou do lado da carroça, mas concluiu que de nada adiantaria uma vez que era o único objeto naquele celeiro, permanecendo assim sentado e apreensivo. Foi então, que uma pessoa acompanhada do pequeno golem adentrou o celeiro, fazendo com que Arkadius ficasse surpreso.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.