Lunsgarden - Labyrinth of Blue Petal
2 Caindo na toca
Luna acordou suada como sempre, por causa de seus pesadelos. Pesadelos não, pesadelo, para ser mais específica. Sempre o mesmo, dia após dia, desde seus 9 anos...
Luna adentrava a floresta sombria, sentindo a névoa e a neblina fria contra a pele. Seu corpo estava fora de seu controle, adentrando cada vez mais na escuridão. Aproximou-se de uma arvore imensa de tronco grosso e cheio de raízes, que protegiam uma toca muito maior que o normal. Ao seu lado, um vulto negro passou correndo, fazendo farfalhar os arbustos e levantando algumas folhas com a brisa. Mãos em suas cosas a empurraram parra o buraco, a pouca luz sumindo rapidamente, coisas vindo em sua direção...
Aos poucos tentava decifrar o sonho, mas o máximo que pode fazer foi descobrir que as mãos que tocaram suas costas eram pequeninas e macias, quase como patinhas. E pensar que agora tinha 16 anos, foram sete anos tendo o mesmo sonho estranho...
Chacoalhou a cabeça tentando espantar as imagens e rumou para o banheiro, fazendo o de sempre. Tomou banho, lavou os cabelos negros e sedosos, escovou os dentes e se vestiu, o mesmo traje comum e rotineiro. Uma blusa branca bordada, saia negra longa e rodada, espartilho negro com uma fita rosa, meias 7/8 listradas de preto e branco, sapatos negros de boneca e na cabeça uma tiara branca com um pompom negro.
Filha, está pronta? perguntou sua mãe adentrando o quarto
Sim — respondeu simples, enquanto seguia a mulher
Ambas saíram da casa e adentraram a carruagem puxada por cavalos negros que as esperava. E assim foi o caminho até o vilarejo onde sua avó morava, Luccville.
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P.O.V. Luna
Ludmilla? — mamãe chamou, enfrente a casa
Vi vovó sair à porta e nos saudar. Entramos na casa e começamos a conversar, Ludmilla, minha avó, morava nesse vilarejo fazia anos e nunca pensou em se mudar, o que acaba resultando em termos que visitá-la. Eu adoro ela, mas as vezes nãome sinto bem perto dela, como se algum segredo a rodeasse
Luna, querida, porque não vai colher algumas flores enquanto eu e sua mãe conversamos? Sua capa e a cesta estão no mesmo lugar — vovó sorriu docilmente
Percebi uma troca de olhares entre as duas, mas preferi ignorar, essas duas estão aprontando algo. Fui até o armário do quarto de hóspedes e peguei a caixa que ficava em cima dele. Lá estava minha capa de seda vermelha e a cesta de vime que eu sempre usei para atravessar o bosque.
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P.O.V. Autora
Luna pôs a capa por cima das roupas e saiu da casa, o bosque não ficava muito longe, então foi fácil achá-lo. Assim que adentro teve um pressentimento estranho, mas ignorou. Tomou a trilha que levava até o campo de flores e depois de uma hora caminhando, chegou a ela. Um perfume doce envolvia as flores de todos os tons possíveis, junto a uma brisa calma. Sentou-se no chão para descansar e antes que percebesse, dormiu.
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Já era tarde da noite e Luna se encontrava perdida naquela floresta, andava de um lado a outro tentando encontrar a saída, mas não viu o enorme buraco perto das raízes da árvore centenária e caiu dentro dele, sua capa vermelha ondulando junto a seus cabelos enquanto caia por aquela estranha toca...
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