Notas iniciais
Hey, honeys! Aqui vai mais um capítulo, e esse é o mais longo da fic até agora!

Depois que as selecionadas chegaram, passando pelo primeiro andar e conseguindo ver Massimiliano na escada (e uma ou outra soltarem alguns suspiros), o príncipe foi à biblioteca, a fim de se distrair um pouco até que fosse a hora do jantar, onde veria as selecionadas de perto pela primeira vez. Uma hora depois que se sentou para ler um livro, um mordomo adentrou o cômodo com uma bandeja, e apenas quando o criado se aproximou Mass conseguiu ver o objeto preto que se encontrava lá – um telefone.

– Ligação da senhorita grã-duquesa de Lecce.

– Estevan, você sabe que não há necessidade de trazer o telefone numa bandeja, certo?

– Apenas sigo ordens da senhora governanta Tonia.

– Certo. De toda forma, obrigado, Estevan. – Mass pegou o telefone e levou-o a orelha. – Ciau, Cate.

– Ciau, Mass. Como estão as coisas por aí?

– Bem, obrigado. Por que está ligando?

Nossa, mal-educado, não quer falar comigo não fala então. Tchau.

– NÃO, não, Cate, espera, CALMA! – Ele a ouviu rindo do outro lado da linha. – Ha-ha-ha muito engraçado, Caterina. Okay, o que você quer?

Minha mãe pediu para avisar sua mãe que nós aceitamos o convite.

– Que convite?

Tia Nicoletta convidou-nos para ir aí no Natal.

– E por que você não avisa direto para ela, então?

Já tentei, ela não atende. Alguma coisa a ver com o Salão de Beleza e A Seleção. Falando nisso, como as coisas vão por aí com essa coisa de Seleção?

– Confusas. Bagunçadas. Malucas. Nervosas. Assustadoras. Quer mais?

Não, assim já está bom. Vicento está atrapalhando muito?

– Tenho certeza que estaria bem mais se você estivesse aqui. – Caterina ficou quieta. Ela sabia que era verdade: ela era quase tão “problemática” quanto Vicento. Separados não era tão difícil conte-los, mas juntos, eram imprevisíveis no pior sentido da palavra. Ela foi a única a apoia-lo prontamente depois do acidente Depois de longos dois segundos de silêncio, ela pareceu se recuperar.

Pense no quanto a sua vida seria insuportavelmente sem graça sem nós. – Mass riu. Era assustadoramente verdade. Ele ouviu algo se quebrando ao fundo. – Preciso ir. Acabei de causar um acidente.

– E esse acidente inclui algum dos preciosos vasos da sua mãe, devo imaginar.

Pois é. Tchau, Mass. Te amo.

– Também te amo.

Será que algum dia ele seria capaz de dizer isso para alguma das garotas que estava apenas um andar abaixo dele?

No dia seguinte Massimiliano estava convencido de que as conversas no café da manhã tinham tudo para dar errado, mas que ele não deixaria isso acontecer.

Quando adentrou o Salão de Refeições, percebe que estava começando a se acostumar com toda aquela gente comendo no recinto onde costumam comer apenas quatro ou cinco. A maioria das selecionadas se prontificaram em se levantar e fazer uma reverência quando o viram, mas ele interrompeu-as com um gesto de mão e dizendo que aprecia o esforço, porém que era completamente desnecessário no momento. A selecionada – e princesa – da Noruécia, Tarja Kaalipää, revirou levemente os olhos diante do comportamento das “menos monarcas”. Massimiliano gostou disso, e teve que conter um riso.

Sentou-se nos sofás que rondavam uma mesinha no canto do Salão e pediu que Ada, a responsável pelas selecionadas, chamasse a primeira menina que viu: Elisa Clark, pelo que lembrava das fichas. Ela usava um conjunto que constituía num top-cropped verde-petróleo e uma saia de cintura alta branca, combinados com uma sapatilha também branca e um relógio e colar prateados com brilhantes. Seu cabelo, que se encontrava num coque alto e levemente bagunçado, criava impressionante harmonia com seus olhos castanhos. Elisa fez uma reverência quando chegou ao príncipe, e ele se levantou e beijou sua mão, como lhe fora ensinado durante tantas aulas de etiqueta.

– Sente-se, por favor – pediu Mass, para em seguida fazer o mesmo. – Olá, Elisa, como vai hoje?

– Muito bem, Vossa Alteza. – Ele ficou feliz que o inglês dela, embora muito bom, era parecido com o dele: tinha um fundo latino. E então se lembrou: ela é espanhola, o que faz suas línguas maternas de certa forma parecidas.

– Diga-me, o que te trouxe à Seleção? – O príncipe começou com as perguntas já decoradas e ensaiadas.

– Experiência.

– Perdão?

– Experiência. Para mim experiência é algo muito valioso, bagagem emocional.

Mass ficou impressionado. Ela tinha muita confiança no que dizia, como se isso fosse a coisa mais básica do mundo.

– E como você costuma conseguir essa experiência normalmente?

Os olhos de Elisa se iluminaram, e isso fez o príncipe sorrir.

– Eu e minha família viajamos muito. Meu pai gosta de nos levar para lugares exóticos de todos os tipos. Quando fomos a União Oceânica, mergulhamos com os últimos tubarões de uma certa espécie, que estavam lá para protegê-los da extinção, foi fantástico!

Ela parecia disposta a continuar com isso o dia todo, o que encantou o príncipe, porém a voz de Ada pegou-o de surpresa, interrompendo-os.

– Senhor, o tempo.

– Ah, sim. Obrigado, Ada. Sinto muito, senhorita, eu realmente gostaria muito de continuar a nossa conversa, porém ainda tenho que falar com todas as outras meninas.

Ele se levantou, sendo seguido da selecionada, que fez uma reverência. Ele retribuiu-a e beijou novamente sua mão. Quando Elisa se afastou e o príncipe pediu que chamassem a próxima garota, ele percebeu que elas estavam em espécies de pares: as meninas de países iguais iriam ser chamadas em seguida uma da outra.

Carmen Ramón, a senhorita que viera após Elisa, destruiu completamente a felicidade que havia preenchido o príncipe após a bem-sucedida conversa anterior: Carmen era insuportável. Então ele pensou em algo que ouvira dizer que o rei Maxon fizera em sua Seleção.

– Carmen, a senhorita acha que pode ficar um pouco depois do café da manhã para que possamos terminar a nossa conversa? – Terminar definitivamente, espero eu.

Para o desespero do príncipe, ela corou.

A próxima era Elizabeth Vicent, de Illéa. Ela veio acompanhada de um guarda, que a tomava pelo braço, o que Mass achou levemente estranho. Depois de todas as formalidades e uma reverência fofamente desastrada de Elizabeth e, de forma ainda mais fofa, de ela corar e fazer o príncipe sentir seu coração nos pés, Massimiliano perguntou:

– Do que a senhoria mais gosta, Elizabeth?

– Eu... eu amo doces, livros, motos... – Esse último foi dito baixinho, como se fosse um segredo. – Ah, e dançar. Definitivamente dançar.

Mass gostou daquela menina.

– Bom, eu aposto que você é uma ótima dançarina. Prometa-me algo: na primeira oportunidade, eu serei o primeiro com quem irá dançar.

– O quê? – Ela não estava entendendo muito bem. O príncipe queria dançar com ela?

– E eu prometo – continuou o príncipe – que você será a primeira com quer dançarei.

– Sinceramente espero que isso seja possível – disse com um sorriso um pouco triste, logo se recompondo.

– Estarei esperando essa oportunidade então. Gostaria muito de continuar nossa conversa, porém tenho que falar com várias outras meninas.

– Foi um prazer, Vossa Alteza.

– O prazer foi meu.

Alana Campbell Holmes viera depois de Elizabeth, e era um tanto quanto... explosiva. Não que isso fosse ruim, já que Mass estava bem acostumado com “explosões”, considerando sua família. Depois de Alana, o príncipe se deparou com uma loira vindo em sua direção, e pela primeira vez desde que as garotas chegaram, ele se sentiu genuinamente nervoso. Aquela era Lara Victoria Mills, e ela era de Luna.

– Senhorita Mills – cumprimentou quando ela se aproximou. Começou as perguntas após se sentarem, tentando manter ao máximo a compostura. – A senhorita é de Luna, se me recordo bem – ela assentiu. – Se me permite perguntar, — ele baixou um pouco a voz – como é lá?

Os olhos de Lara se iluminaram.

– Ah, é fantástico! Bem diferente daqui, mas eu adoro! Aqui é bem mais... natural. Lá, todos os jardins são como os seus jardins de inverno, fechados. Estamos perto de fazer algo crescer na terra de lá, porém sair sem máscara é impossível. Mas depois de um tempo você se acostuma. É bem estranho estar longe de lá, eu sinto falta, e as vezes esqueço o porquê de o tempo mudar tão rápido, já lá tudo é ambientalizado.

Ele deu um risinho. Era impressionante como ela falava com naturalidade, sem tratá-lo como... príncipe. Lara era bem confiante na fala também, o que lhe fez lembrar das perguntas na pauta.

– E qual é a sua profissão lá? Digo, você tem alguma ocupação ou ainda estuda?

– Eu estudo, porém já me ocupo desde nova. – Mass pareceu não entender. – Sou cientista, e meus pais também. Cresci em meio a tubos de ensaio e experimentos. Gosto muito, apesar de já ter causado alguns... acidentes. Mas me diga, você quer saber de como é estranho para mim estar aqui, mas como é estranho para você? Aposto que não está acostumado com tudo isso.

Ela o pegou de surpresa. Ninguém havia perguntado nada sobre ele, e ela era impressionantemente rápida de raciocínio. Ah é, cientista.

Depois que o tempo com Lara acabou e a outra menina de Luna – que mais parecia um próprio alienígena – deixara a mesa com um convite para ficar depois das outras, Megan Elizabeth Isabelle Adams estava claramente radiante: seus fogosos cabelos contrastando com o vestido verde.

– Bom dia, senhorita Adams.

– Vossa Alteza.

– Mate uma curiosidade minha: é apenas coincidência o seu sobrenome ser o mesmo da Família Real Britânica ou vocês têm algum tipo de ligação? – Por favor, me ajude com alguma coisa que possa queimar o filme de Julius. Por favor.

– Não, não é apenas coincidência. Sou filha dos duques Diana da Escócia e Harry de Gales. – Megan não se conteve nem por um segundo ao admitir sua condição de bastarda: já estava acostumada a ser julgada por isso, e, além disso, não fazia muita questão de ficar. E, para a confusão da ruiva – que não sabia se ficava irritada ou admirada com isso – Massimiliano não pareceu se abalar por isso.

– Que ótimo! O duque de Gales é um grande amigo da família. – Mas o sobrinho não. O príncipe evitou perguntar mais sobre a família dela; ele sabia sobre os rumores do castelo. – Acredite, eu sei como a vida no meio de nobres pode ser cansativamente chata. Você tem algum tipo de hobby?

Ela encarou a vela que decorava a mesa com um olhar cheio de segredos e um sorriso, e brincou com as chamas com os dedos. Depois voltou a encarar o príncipe.

– Nada demais.

Ele sabia que ela estava mentindo, diante da grande sinceridade com a qual ela estava o tratando, mas ele preferiu deixar quieto. Após se despedir de Megan Adams, pediu um copo de suco e um pedaço de bolo, descansando por cinco minutos. Aquele dia seria longo.

Notas finais
Sei que só algumas meninas apareceram, mas se acalmem! As primeiras conversas ainda vão durar pelo menos mais um capítulo! E as que não foram selecionadas já começaram a perceber a surpresa ou não? Apenas uma menina foi citada, porém as outras ainda virão: VOCÊS SÃO AS OUTRAS SELECIONADAS, GAROTAS! Bom, perdão se ainda não respondi algumas mensagens ou comentários, mas tudo aqui está uma bagunça! Me respondam uma coisa, por favor: como ficou a apresentação das menias? Ficou cansativa, ficou boa, ficou um horror? Por favor, isso aqui é feito para vocês! Aqui o look das girls (eu acabei de falar como a redação de uma revista de fofoca adolescentes? Pois é): http://www.polyvore.com/luna_primeira_conversa_com_pr%C3%ADncipe/collection?id=4834551 Até o próximo ^^ Kisses, MARVEL