Lumpus e Rapus
14 Planejando um ataque. Segredos revelados.
Notas iniciais
LUMPUS E RAPUS
Planejando um ataque. Segredos revelados.
MAKA POV.
Estava tentando tirar aquela coleira pela milésima vez. Acho que já tinha dias que estava aqui, sendo alimentada só de vez em quando e tratada como lixo. Não podia mais ficar aqui, não aquentava mais.
Não sabia o que aquele homem estranho poderia fazer comigo, mas sabia que nada vindo daquela cabeça poderia ser coisa boa. Principalmente com relação a mim.
Era estranho, mas ele parecia ter alguma coisa contra mim, seu olhar mostrava tudo. O problema é que eu não sabia o que era.
Tentei mais uma vez puxar aquela cólera para que saísse, mas de novo nada funcionou. Acabei por desistir e deixar meus braços caírem do lado do corpo. Não tinha jeito sem aquela chave que estava no pescoço daquele homem.
Minha mente começou a vagar por minhas memórias, trazendo de volta todas as coisas que haviam passado nesses últimos meses. Trazendo assim a imagem de Soul.
Ele havia me feito tão feliz desde que o conheci. Havia me entendido e me tratado como ninguém havia feito antes.
Lagrimas ameaçaram sair ao lembrar de quando ele me levou naquele lugar lindo com a cachoeira. Quando ele havia me beijado na primeira vez que entrou na minha casa e na mesma cachoeira. Como me ajudava e me fazia sentir especial.
Lembrei da hora em que estava naquele riacho. Ele queria me dizer alguma coisa depois que acordou, e juro que tive a esperança de que ele ia me dizer que me amava.
Agora que pensava, não sabia o que os guardas haviam feito com ele. Não sabia se estava bem ou se também havia sido capturado.
Droga, Soul! O que aconteceu com você?
Nesse instante a porta se abriu mostrando dois guardas fortes e bem treinados. Eles me levantaram e me arrastaram ate fora da cela, segurando com firmeza minhas mãos para eu não escapar enquanto me guiavam pelos corredores da prisão.
Levaram-me ate uma nova cela só que essa era diferente. Dentro dela haviam duas camas e o que parecia uma TV gigante presa em um cabo de aço ficando pendurada no teto.
Dentro da cela havia duas mulheres, uma bem parecida comigo só que com um corpo mais farto e a outra com os cabelos brancos e longos, olhos azuis, uma pele pálida e um corpo tão belo quanto o da outra. As duas usavam a roupa das tribos, ou seja, botas, shorts e toper marrom.
Os guardas me trancaram junto com as duas. Elas olharam para mim e pude ver como um sorriso extenso e lagrimas começaram a aparecer no rosto da mulher que parecia comigo, para logo depois vir correndo ate mim e me abraçar com força.
- Que bom ele não te vez nada! – falou me abraçado e me balançado de um lado para o outro. – Estou tão feliz de te ver! E olha como cresceu!
- Posso saber o que esta acontecendo aqui? – perguntei me soltando daquela mulher. – Porque pelo que parece você me conhece, mas eu não te conheço?
Elas se entreolharam e suspiraram. Podia sentir uma espécie de tensão no ar, mas não entendia o porquê. Como ela me conhecia sendo que nunca a tinha visto? O que estava acontecendo aqui?
- A primeira coisa que deve saber é que eu sou sua mãe. – falou a mulher que parecia comigo jogando um tremendo balde de água fria.
Arregalei os olhos, podia sentir meu coração acelerar de alegria e as lagrimas encherem meus olhos. Não pude conter o impulso de abraçá-la com força.
Depois que me separei dela ela me levou ate uma das camas me fez sentar.
- Antes de continuarmos quero te perguntar como esta meu filho. – falou a de cabelos brancos.
- E quem é seu filho? – perguntei confusa.
- O nome dele é Soul. – falou com um tom de melancolia. – Ele fugiu daqui a alguns meses. Acho que você deve conhecê-lo.
- V-você é-é a m-mãe d-do S-soul? – perguntei surpresa. Ela assentiu com a cabeça. – Bom... ele esta bem, eu acho. Na verdade eu não sei exatamente porque nos separamos quando me capturaram, mas da ultima vez que o vi ele estava ótimo.
Fiquei surpresa em saber que ela era a mãe do Soul. Queria ver a cara dele quando soubesse.
Meu coração apertou quando pensei isso. Iria falar para ele se eu o visse de novo. Foi quando me lembrei de uma coisa.
- E por que ele me quer aqui? O que eu fiz para ele querer me seqüestrar e me trancar aqui? – perguntei – Por que ele está tão cismado comigo?
- Maka. – falou minha mãe me mirando triste. – Você já ouviu a lenda das nossas tribos?
Eu neguem com a cabeça a mirando com curiosidade.
- Eu e o Ashura, aquele homem que te trancou aqui, somos "casados" – disse a mãe de Soul dando ênfase em casados. – Eu e eles tivemos um filho: Soul. Nós éramos lideres da tribo Lumpus, mas os humanos atacaram quando Soul e você tinham apenas alguns meses.
- Percebemos que eles eram muito preparados, com armas de fogo e outras coisas. – continuou minha mãe. – Então decidimos unir as duas tribos, que nunca tiveram um bom relacionamento, para poder derrotar um inimigo em comum. Começamos a trabalhar juntos, mas mesmo assim tínhamos brigas entre nós nos tornando vulneráveis. Então decidimos juntar ainda mais as tribos, juntando os dois membros mais jovens. Você e Soul.
Aquilo sim que me pegou de surpresa. Eu e o Soul íamos nos... nos casar?
- É isso mesmo que você esta pensando. – falou a mãe de Soul. – Iríamos juntar vocês dois como se fosse um casamento. Mas Ashura não queria aceitar, ele não concordava em juntar seu próprio filho com o que ele considerava uma raça inferior. Eu concordei pelo nome da tribo. Ashura ficou furioso e desapareceu uma semana antes de tudo acontecer. No dia em que íamos juntar vocês dois os humanos atacaram. Eu e Kami tentamos escapar com vocês dois, mas eles me capturaram junto com Soul.
- Eu te levei ate a cidade e te coloquei na frente de uma casa de lá. Foi difícil te deixar, mas era melhor você viver em um lugar longe do sofrimento do que nele próprio. – falou minha mãe. – Depois fui tentar salvar os dois, mas acabei sendo capturada.
- Logo depois descobrimos que Ashura estava no comando de tudo isso. Ele me deixou observar o Soul por essa tela enquanto ele treinava, mas nunca me deixou vê-lo pessoalmente. – falou a mãe do Soul – Ele o treinava todos os dias para que ficasse forte e invencível, mas não deixava ele ter contato com ninguém para não ficar com apresso com os "inimigos".
- Por isso você esta presa aqui Maka. – continuou minha mãe. – Ele descobriu de alguma maneira que você é minha filha e não queria que o Soul ficasse perto de você. Não queria que ele se apaixonasse por um de nós.
Como ele havia descoberto o que eu era? Não me lembro de ter feito nada que mostrasse o que era na frente dele, antão ser quando...
- Acho que sei como ele descobriu. – falei chamando a atenção das duas. – Eu fui criada como uma humana normal, indo na escola e esse tipo de coisa. Acabou que minha escola fez uma excursão nessa prisão. Ashura era nosso guia e parecia estar muito empolgando em mostrar seu filho, "o maior problema daqui".
- Fiquei sabendo que Soul tentou sair daqui algumas vezes, mas não pensei que fosse tanto. – falou a mãe de Soul pensativa.
- Bom... Tudo estava correndo bem ate que eu o vi. Não sei o que aconteceu direito, mas sei que acabei usando meus poderes na frente de Ashura e de toda a minha classe. – falei fazendo as duas me mirarem surpresas. – Mas o que eu não entendo é por que ele não foi me buscar logo de uma vez, antes que Kim me visse e o Soul treinando e nos entregasse.
- Talvez porque não tinha um motivo concreto para is te buscar. – falou Kami pensativa. – Essa operação de capturar nossas espécies é secreta e ele não podia chegar para seus pais adotivos e dizer que ia te prender porque era metade raposa.
- Mas quando essa tal Kim falou que você estava ajudando um fugitivo ele teve motivo o suficiente para ir te prender. – falou a mãe de Soul.
- E ate me matar. – falei baixinho.
As duas me miraram surpresas. Mais Kami, que me mirou tanto preocupada quanto surpresa e furiosa.
- Eles tentaram te matar? – perguntou com um deixe de ira.
- Bom... na verdade a bala não era para mim, ou talvez era, mas ela ia atingir o Soul, então eu o empurrei e ela acabou me acertando. – disse mostrando minha cicatriz nas costas. – Se não tivéssemos sido achados por um grupo da tribo eu não teria sobrevivido.
Kami me abraçou com força. Sentia-me segura assim, era como quando minha mãe adotiva me abraçava quando era pequena e tinha medo de alguma coisa. Era a mesma sensação de segurança e de que tudo ia dar certo.
- Esse homem já passou dos limites. – falou acariciando minha cabeça. – Não posso acreditar que ele tenha oprimido tanta gente assim.
- Ele não era assim antes. – falou a mãe de Soul em um sussurro. – Ele era tão bom e amável. Não sei o que aconteceu para ele ficar assim.
- Será que tem alguma coisa haver com o liquido preto que estava injetando, nos outros da tribo? – perguntou minha mãe sem deixar de me abraçar.
- Que liquido? – perguntei curiosa.
- Há um tempo o pessoal daqui estava injetando um liquido preto viscoso em todas as pessoas da tribo que eles capturavam. – dizia a mãe de Soul – Não sabíamos o que era nem o que fazia, mas sei que injetaram um em Soul e isso me preocupa muito.
- Ele não me pareceu nada estranho. – falei pensativa.
- Talvez por que não tenha funcionado nele ainda. – falou minha mãe. – Talvez ele tenha uma resistência maior por causa do treinamento intenso que foi submetido.
- Talvez, mas o que acontece com os outros? – perguntou a mãe de Soul. – Não vimos nenhuma mudança.
- Se foi Ashura que ajudou a criar e injetou em todos das duas tribos, tem que ser para uma coisa que ele anseie para ambos. – falei pensativa. – Ele quer poder, mas para ter isso tem que ter subordinados, mas ninguém aqui confiaria mais nele, então ele teria que arrumar um jeito de controlá-los.
- Acha que isso é para controlar os Lumpus e Rapus? – perguntou a mãe de Soul um pouco surpresa.
- É só uma sugestão. Pode também estar relacionado ao aumento da força das espécies, mas não tenho certeza. – falei me soltando de minha mãe. – Seria mais provável os dois.
- Mas como ele controlaria as pessoas apenas injetando alguma coisa em seu organismo? – perguntou minha mãe me mirando com expectativas.
- Acho que seria igual a um controle por voz. – falei. – Como se esse liquido preto colocasse na cabeça de todos que devem obedecer a Ashura.
- Kami. – falou a mãe de Soul com um sorriso no rosto. – Sua filha puxou o seu intelecto. Ela é muito esperta.
Senti minhas bochechas arderem. Nunca alguém havia elogiado meu intelecto. Sempre pensei que não era tão inteligente.
- Só uma pergunta. – falei quando uma duvida cruzou meu cérebro. – Por que não tentaram sair daqui?
- Porque quando chegamos aqui Ashura colocou essas coleiras em nós. – falou Kami mostrando uma coleira igual a minha em seu pescoço. – Não conseguimos usar nossos poderes, então não conseguimos sair.
- E por que ele não colocou uma dessas em Soul? – perguntei novamente. – Evitaria que ele fugisse ou pelo menos tentasse.
- Talvez ele quisesse testar a capacidade dele de sair de encrencas. – falou a mãe de Soul. – Ele queria Soul forte e para isso teria que treiná-lo de diversas maneiras. E essa seria uma delas.
- Faz sentido. Mas porque ele deixou que vocês ficassem juntas e que pudessem ver o Soul? – perguntei. – Ele não parece ser do tipo que faria esses favores.
- Acho que ele ainda tem um pouco de apresso por mim. – falou a mãe de Soul meio melancólica. – Quando cheguei, ele ia mandar a Kami para outra cela, mas eu implorei para que deixasse ela e meu filho comigo. Ele permitiu que Kami ficasse aqui, mas não deixou o Soul. Ele disse que não queria que eu enchesse a cabeça dele de besteiras, mas que ia permitir que eu o visse treinar pelas câmeras de segurança.
Fiquei em silencio analisando todas as informações que havia recebido. Ashura parecia ter um lado bom, mas não sei se poderia usar isso a meu favor.
De repente um calafrio percorreu meu corpo, fazendo com que suasse frio e que os pelos na minha nuca se enrijecessem.
- Tudo bem Maka? – perguntou minha mãe preocupada.
- Tudo, só tive um mau pressentimento. – falei meio insegura. – Estou meio nervosa com o que Ashura pode fazer comigo enquanto estiver aqui. Principalmente quando não tenho meus poderes para me defender.
Kami passou um braço por meu ombro e me apertou um pouco contra se. Isso me ajudou um pouco, mas a sensação ainda não passava. Alguma coisa de ruim ia acontecer. Disso eu tinha certeza.
- Que colar é esse Maka? – perguntou a mãe de Soul do nada.
Olhei para meu pescoço e, debaixo da coleira que estava usando, vi o cordão de prata junto com o pequeno pingente de cristal com o que parecia uma chama vermelha dentro. Não pude evitar sorrir ao ver aquilo.
- Foi o Soul que me deu. – falei um pouco distraída e tocando de leve o pingente. – Depois que eu me recuperei da ferida com a bala. Ele não me disse a onde havia conseguido, mas isso não me importou muito.
- É bem bonito. – falou Kami tocando o pingente. – Me admira que Ashura não o tenha tirado de você.
- Talvez não o tenha visto. – falei agradecida. Esse colar era muito importante para mim.
De novo as lembranças de tudo o que passei com Soul voltaram a atormentar minha mente. Sentia a falta dele, e muito.
- Maka. – chamou a mãe de Soul me tirando dos meus pensamentos. – O que você sente pelo meu filho?
Fiquei calada. Podia sentir o sangue subir para o meu rosto e se concentrar ali. O que deveria dizer? Que o amava com todo meu coração?
- Você o ama Maka? – voltou a perguntar.
Minha mãe me mirou com interesse me fazendo ficar ainda mais nervosa. Apenas assenti com a cabeça.
Pude ver discretamente as duas sorrindo. Alguma coisa elas sabiam que eu não.
-Eles estarão destinados a estar juntos. Mesmo que se separem voltaram a se encontrar e ninguém os poderá separar depois disso. – murmurou a mãe de Soul com um pequeno sorriso no rosto.
- Como assim? – perguntei confusa.
- Quando Ashura foi tirar o Soul de mim eu falei palavras parecidas. – falou a mãe de Soul com lagrimas nos olhos. – Me alegro de que meu pequeno filhinho tenha encontrado alguém.
Não entendi muito coisa, mas acho que ela sabia que Soul se sentia sozinho. Também, era mãe dele e mães sabem sempre como seu filho se sente. Não importa o quanto tente esconder.
De repente a porta da cela se abriu revelando a Ashura e mais dois guardas. Minha mãe me abraçou com força enquanto a mãe de Soul se levantava da cama que estava sentada.
- O que quer Ashura? – perguntou minha mãe me apertando mais contra se.
- A garota é claro. – falou para logo depois me mirar com um sorriso malévolo. – Temos uma coisinha preparada para ela.
Ele se aproximou de mim e me pegou pelo cabelo, me puxando com tal força que consegui me arrancar dos braços da minha mãe que tentou impedir a Ashura, mas um guarda a impediu.
Eu caí sentada no chão gemendo de dor. Ashura puxava meu cabelo e fazia com que minha cabeça ficasse inclinada para trás.
Tentei fazer com que me soltasse, mas era inútil, sem falar que ele cada vez puxava mais meus cabelos soltos.
- Ashura! Deixa ela em paz. – falou a mãe de Soul que era segurada pelo outro guarda. – Ela não tem nada haver com seus planos.
- Como que não? – perguntou sarcástico. – Ela é a causa de tudo o que esta acontecendo. Vou acabar com isso de uma vez e meu filho nunca terá que se submeter a uma humilhação tão grande de ter que ficar com uma raça inferior a nossa.
- Por favor, não a machuque. – pediu minha mãe com lagrimas nos olhos.
- Não sou eu que a vou machucar. – falou.
Ele começou a me puxar para fora da cela. Eu cambaleava enquanto ele me segurava pelos cabelos e me obrigava a andar. Eu sorri para as duas tentando mostrar que estava tudo bem, mas nem eu mesma acreditava nisso. Antes que a porta se fechasse pude ver minha mãe chorando e a mãe de Soul tentando consolá-la.
- Vocês podem ver tudo se quiserem. – falou Ashura com um sorriso presunçoso para logo depois fechar a porta.
Ele começou a me levar entre os corredores da forma mais brusca que podia. E não importava se eu reclamasse ou não, ele apenas piorava ainda mais minha situação.
Chegamos ate uma porta grande de metal. Nunca a tinha visto antes, nem nas fotos do local na internet.
- É aqui que você paga pelos problemas que me causou. – falou Ashura em meu ouvido. Logo depois a porta começou a se abrir revelando um pequeno fiapo de luz que se aumentava lentamente.
- Já não adianta mais seus esforços. – falei enquanto a porta se abria. – Soul nunca vai querer se unir a você. Ele é meu amigo e sei que ele nunca escolheria ficar do seu lado.
- Ora sua... – falou com a voz cheia de ódio para logo depois mi empurrar para o outro lado da porta já aberta. – Você já o corrompeu, mas eu vou trazê-lo de volta. Você vai ver.
Logo depois a porta se fechou atrás de mim. Não antes de Ashura jogar a chave em seu pescoço para mim.
E é aqui que começa o meu destino sangrento.
SOUL POV.
Dois dias. Dois dias que Maka havia sido seqüestrada.
Já não podia suportar mais. Queria saber como estava, se Ashura a havia machucado ou se ainda estava ilesa.
Eu, Kid, Chrona, Black Star, Liz, Patty, Tsubaki e Ragnaroki tínhamos feito um plano para poder salvar a Maka. Conseguimos recrutar algumas pessoas que quiseram ajudar para também salvar a outras pessoas que estavam naquela prisão.
Kiliki, Havart, Ox, Fire, Thunder, Marie e Stein quiseram ajudar. Spirit ate queria, mas Shinigami, o agora líder dos Lumpus e pai de Kid, disse que ele tinha que ficar para acalmar a situação dos que tinham ficado.
Grassas as minhas tentativas de fugir daquele lugar horroroso, sabia onde ficava cada coisa naquele lugar. O que ajudou muito.
Passamos esses dois dias treinando e repassando o plano e agora era hora de agir. Já era tempo. Não conseguia dormir com medo de que Ashura fizesse alguma coisa a Maka. E quando conseguia tinha pesadelos com ela morrendo em meus braços na tentativa de salva-la.
Sempre que isso acontecia, eu acordava suando e totalmente afobado. Queria tê-la de volta, queria que ela estivesse segura novamente em meus braços e que eu pudesse finalmente dizer um te amo.
Suspirei. Havíamos treinado pela última vez e iríamos repassar o plano mais uma vez para ter tudo certo.
- Então, Havart, Ox, Tsubaki e Black Star vão distrair os guardas para que o resto possa entrar. Soul vai para a central de comando para ver onde esta cada pessoas, enquanto o resto fica escondido ate que ouça as portas das celas se abrindo. – falou Kid. Todos nós assentimos.
Quando íamos começar a ir para a prisão Chrona e Ragnaroki chegaram correndo ate nós. Chrona levava alguma coisa na mão, mas eu não conseguia ver o que era.
- Onde vocês estavam? – perguntou Kid com cara de irritado. – Estava preocupado. Sem falar que já vamos começar a missão.
- Estávamos na cidade. – falou Ragnaroki quase sem fôlego. – Fomos dar uma conferida, mas não havia ninguém lá.
- Ninguém? – perguntei confuso.
- Ninguém. – repetiu Chrona. – E sabemos o porque.
Ela mostrou o que tinha na mãe e pude ver que era um panfleto escrito: "Luta de aberrações! Todos da cidade estão convidados a ver o espetáculo!"
Pequei o papel da mão de Chrona e o analisei bem. Isso só podia significar uma coisa...
- Mudança de planos. – falei chamando a atenção de todos. – Vocês vão ter que abrir as portas das celas sozinhos. Eu vou ter uma palavrinha com o desgraçado que organizou isso.
Podia sentir a mirada de todos sobre mim, mas não me importei. Transformei-me em lobo e comecei a correr na direção que ficava a prisão. Os outros apenas me seguiram.
Ashura queria colocar a Maka para lutar. Não só ela, mas todos que estavam lá, bem na frente das pessoas da cidade. Alem de mostrar nossa existência ele vai fazer com que lutemos uns contra os outros ate a morte.
Não permitiria que mais alguém se machucasse principalmente a Maka. Era hora de Ashura pagar por tudo o que fez e mais ainda.
Aumentei a velocidade. Quanto antes chegarmos naquela prisão e sairmos melhor para todos.
Maka, só me espera. Eu já vou te tirar daí, eu prometo.
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