Lumpus e Rapus

12 Mostrando minha força. A fera controlada.


Notas iniciais
Mais um cap de Lumpus e rapus. A fic ta acabando, mas não fiquem tristes porque vai ter continuação, ou seja, forçar meu cerebro para fazer essa continuação.

Aproveitem o cap!

LUMPUS E RAPUS

Mostrando minha força. A fera controlada.

SOUL POV.

Vi como Spirit saia da cabana onde estava Maka. Queria ir vê-la de novo, mas sabia que precisava descansar, então decide dar uma volta e achar um lugar para ficar.

Por onde eu passava naquele acampamento as garotas, tanto Lumpus quanto Rapus, me olhavam com um sorriso travesso e sonhadores, para logo depois cochichar com qualquer garota ao lado.

Isso me estressava. Elas podiam ser bonitas, ter um corpo exuberante, cabelos liso, cacheados, ondulados, tanto ruivos, loiros ou castanhos quanto negros ou misturados, mas a única que me interessava era Maka.

"AH! Não venha me dizer que não pode ficar com mais de uma?" perguntou o diabinho em minha cabeça com um sorriso divertido no rosto.

"Não quero mais ninguém a não ser a Maka" respondi em pensamentos de uma maneira seca e cortante.

"Mas qual o problema? Sem falar que ela é plana de mais. A gente merece coisa melhor" tentou me convencer novamente.

"Já disse que não estou interessado!" berrei mentalmente. "Maka é a única pra mim! Não me interessa se é plana ou não, pra mim ela é perfeita!

"Que mau gosto tem. Podia ter todas a seus pés e se contenta com uma garota que tem o corpo de uma criança" falou o diabinho decepcionado.

"Não te interessa de quem eu gosto ou deixei de gostar então por que não cala a boca e me deixa em paz?" falei mal humorado. O diabinho riu histericamente e desapareceu desde os profundos cantos da minha mente.

Suspirei cansado. Desde que injetaram alguma coisa preta em mim lá naquela prisão idiota esse diabinho não para de me incomodar. É frustrante.

- Ei você! – gritou uma voz bem familiar atrás de mim. Virei-me só para ver aquele garoto de cabelos azuis apontando um dedo para mim de maneira acusadora. – Esta chamando mais atenção que o grande BLACK STAR!

Não falei nada apenas me virei e decide ignorá-lo. Voltei a andar sem me preocupar com o que estava a minha volta.

De repente ouvi um grito e tive que pular para o lado antes que esse garoto doido me acertasse um murro na cabeça. Guando voltei a olhar para o garoto ele estava em uma pequena cratera que antes estava era eu.

- Quem você pensa que é para ignorar o grande DEUS BLACK STAR? – perguntou apontando para se mesmo.

Não falei nada. Só o fiquei mirando com desinteresse. Não iria perder meu tempo com algo tão patético e idiota como ele.

- Black Star! – gritou o garoto de cabelos pretos com três raias brancas de um só lado. – Quer parar de incomodar os outros com suas estupidezes?

- A culpa não é minha se esse idiota está chamando mais atenção que eu! – rebateu o tal Black Star. – Então não se intrometa Kid. Por que não vai incomodar os outros com sua estúpida simetria?

- Como ousa chamar a simetria de estúpida seu retardado? – gritou o tal Kid com o ódio e a fúria transbordando da voz – A simetria é uma arte! E você só diz isso por que não é simétrico!

- Olha quem fala! O garoto com três raias brancas de um lado só da cabeça! – rebateu o outro ficando a mais ou menos um metro de Kid. – Pelo menos eu vou superar os deuses com minha grande força e magnitude! Coisa que você nem chega perto!

- A única coisa que você é super é na hora de ver quem come mais. – falou Kid em um tom de zombaria – Não poderia superar um deus nem que ele deixasse!

- Quer ver o quão forte sou? – perguntou Black Star desafiante. – Aposto que nem consegue me derrubar, muito menos me derrotar.

- Aposta aceita. – falou o Kid se transformando em um lobo preto, com uma orelha branca e as quatro pastas também branca, e saltando em cima de Black Star que saltou para trás e se transformou em uma raposa azul, com a ponta da cauda preta e uma estrela também preta no ombro direito.

Os dois começaram a brigar, dando golpes um no outro na mesma porcentagem. As garotas que antes estavam me olhando agora gritavam para os dois, cada grupo torcendo por um.

Suspirei e me virei só para ver o garoto e as garotas que estavam com os dois idiotas. Uma com cabelos negros, olhos azuis claros, pele morena e um corpo bem formado cheios de curvas. A outra era igual a que havia falado primeiro na floresta só que seu cabelo era mais curto, era mais baixa e tinha um rosto mais infantil.

- Desculpe pela má impressão que esses dois causaram. – falou a de cabelos negros com ternura. – Eles podem brigar assim, mas são grandes amigos. Acredite ou não.

Levantei uma sobrancelha e a mirei desconcertado.

- Eu sou a Tsubaki. – falou apontando para se mesma. – Essa é Liz. – apontou para a garota de cabelos loiros e longos. – Essa é a Patty. – apontou para a de cabelos loiros e curtos. – Essa é a Chrona. – apontou para a de cabelos rosa. – E esse é o Ragnaroki, seu irmão gêmeo. – falou apontando para o garoto com um x na cara.

- E qual é o seu nome? – perguntou Liz com um sorriso malicioso no rosto.

- Meu nome é Soul. – falei neutro. – Soul Eater Evans.

Todos os cinco arregalaram os olhos. Não sabia por que isso, mas tinha o pressentimento que não era coisa boa.

- V-você é um Evans? – perguntou Tsubaki surpresa.

- Sou. – falei confuso. – Por quê? Algum problema?

- Não, mas é que os Evans eram o clã dominante da tribo Lumpus. – falou Ragnaroki impressionado e irritado ao mesmo tempo. – Ate que o líder desapareceu e sua esposa e seu filho foram seqüestrados.

Não falei nada. Agora sabia como fui parar naquele lugar horrível. Minha mãe havia sido seqüestrada junto comigo por aqueles guardas irritantes.

- E como isso aconteceu exatamente? – perguntei tentando parecer o mais normal possível. Sem deixar que minha curiosidade transpareça.

- Bom... – começou Tsubaki com um tom pensativo. – Todos dizem que quando iam juntar os bebês dos dois lideres dos dois clãs os homens atacaram. Dizem que conseguiram levar a líder do clã Lumpus junto com seu bebê. Enquanto do clã Rapus desapareceu junto com sua filha.

Pensei um pouco e ate que isso fazia um pouco de sentido. Se eu fosse realmente esse bebê levado pelos guardas quer dizer que, alem de ser líder dessa tribo também tinha uma família que podia estar viva. Mas o pior é que estava comprometido com alguém que nem sabia quem era.

"Eles estarão destinados a estar juntos. Mesmo que se separem voltaram a se encontrar e ninguém os poderá separar depois disso."

Essas palavras ecoavam em minha cabeça. Não sabia quem as havia pronunciado, mas se isso era verdade eu encontraria essa garota mais sedo ou mai tarde.

- E quem era a garota que desapareceu? – perguntei curioso.

- Ela era filha do Spirit-sempai, ou seja, a garota que você trouxe. – falou Liz com um sorriso mais malicioso que o outro que havia colocado antes.

Meu rosto todo ardeu. Maka era a pequena que havia desaparecido. Ela era estava comprometida comigo quando éramos pequenos.

Que grande ironia do destino. Apaixonei-me por quem iria me "casar".

- Ele ficou vermelho! Ele ficou vermelho! – cantarolou Patty igual a uma criança, me deixando ainda mais constrangido. – Ele gosta dela! Ele gosta dela!

- Você realmente gosta dela Soul-kun? – perguntou Tsubaki docemente.

- Claro que gosta! – gritou Liz para logo me apontar acusadoramente. – A cara dele mostra.

- Quem gosta de quem? – perguntou Kid aparecendo do nada. Ele tinha alguns arranhões no corpo e um olho roxo. Mas nada que parecia preocupá-lo.

- O grande Deus Black Star exige saber do que se trata toda essa conversa que não é sobre ele! – gritou Black Star que tinha os dois olhos roxos e vários arranhões no corpo. Mas, igual a Kid, nada que o preocupasse tanto.

- Achamos que esse palhaço aqui... – falou Ragnaroki apontando para mim com desinteresse. – Está apaixonado pela suposta filhinha do Spirit-sempai.

- Serio? – perguntou os dois ao mesmo tempo me mirando surpresos.

- Ele só tem que admitir agora. – disse Liz se aproximando de mim.

- Admite! Admite! – cantava Patty alegre.

- Ta bom, ta bom. Eu admito. Gosto da Maka, não só gosto dela, a amo de alma. – confessei com um sorriso sonhador.

- Kaway! – gritaram as meninas com coraçãozinhos nos olhos. Os meninos apenas me deram tapinhas nas costas.

- Decepção para varias garotas aqui. – falou Kid em um tom zombeteiro.

- Não ligo para nenhuma menina daqui. – confessei sem dar a mínima. Olhei em volta para ver se achava as garotas, mas elas haviam desaparecido.

Black Star começou a rir histericamente, fazendo com que nós e muitos outros o mirássemos estranhados.

- Tu tem muito mau gosto velho. – valou entre risadas. – Com tanta garota com o corpo perfeito por aqui e você escolhe logo uma que não tem nada. HAHAHAHA! Isso é triste.

- Olha como fala seu idiota! – gritei furioso. Ninguém caçoava da Maka a não ser eu. – Se disser mais alguma coisa dela juro que te mato! Entendeu?

- Nossa cara calma. – falou Black Star ainda com um sorriso no rosto. – Você ta mesmo caidinho por ela. Pra ficar furioso só com um comentário.

Bufei irritado. Realmente estava loco por Maka, e não gostava que alguém falasse mal dela. Por isso amei a idéia dela estar longe da vida que tinha antes. Não que os pais dela fossem ruins, mas as colegas da escola não eram nenhum mar de rosas. Só aquela tal Kim já era a pior criatura que já tinha visto em toda minha vida.

- É só que ela passou por muita coisa antes e não quero que ela volte a sofrer. – falei distraído. Os três ficaram em silencio, mas não me incomodava realmente.

Estava muito distraído em meus pensamentos para prestar atenção na atmosfera que nos rodeava.

Quem sabe eu poderia me confessar a Maka e, se ela me correspondesse, poderíamos ser felizes aqui.

MAKA POV.

Quando acordei já era o dia seguinte. Na verdade o sol nem havia nascido ainda.

Levantei-me com cuidado. Sentia-me bem melhor e relaxada. O que um bom cochilo não faz com a gente?

Olhei em volta procurando mais alguém que estivesse na cabana, mas estava sozinha na mesma.

Levantei-me cobrindo meu corpo com as cobertas. Procurei minha blusa, mas quando a encontrei ela estava toda suja de sangue e terra. Sem falar dos rasgados que a deixavam ainda mais curta.

Procurei alguma coisa que pudesse usar e encontrei um short marrom bem curto, com um toper também marrom, que era a conta de cobrir os seios e nada mais e uma bota da mesma cor que as outras peças, que chegava ate o joelho e não tinha salto.

A pequei e olhei para os lados novamente. Não queria pegar o que não era meu, mas não tinha outra escolha no momento então decidi pegá-las.

Vesti minha blusa da escola e saí da cabana, entrando na floresta logo em seguida. Procurei por alguns minutos ate que achei um pequeno córrego que servira para me lavar e relaxar um pouco.

As fachas que levava em cima do machucado já cicatrizado da bala não podiam ser molhadas. Tirei minha blusa e então tirei as fachas com cuidado. Era estranho ver a cicatriz do ferimento que a bala havia me causado quando atravessou meu corpo, mas pelo tinha que levar em conta que estava viva.

Tirei o resto das minhas roupas logo depois e entrei lentamente na água fria do riacho. Não que a água fria me incomodasse nesse instante. Era totalmente relaxante, mas precisava me acostumar primeiro.

Logo depois de mergulhar meu corpo inteiro na água, comecei a passar a mão por sua extensão para retirar o sangue seco que havia ficado em minha pele. Limpei meu ventre, minha cauda, minhas costas e minhas pernas com mais atenção já que foi a onde havia sujado mais de sangue

Metade dos meus cabelos soltos encostavam na água do riacho. Levei a cabeça para trás e molhei o resto que faltava, massageando-o para que ficasse bem limpo. Depois limpei minhas orelhas, só que com mais cuidado.

Foi realmente bem relaxante e quando sai me sentia como nova. Nem parecia que no dia anterior havia tomado um tiro nas costas.

Vesti a roupa que havia pegado na cabana e sentei em uma pedra, observando o nascer do Sol. Na verdade era um pouco complicado já que a floresta era fechada e apenas alguns raios passavam por entre as enormes árvores.

Apreciei a sensação daqueles pequenos fiapos de luz em meu corpo, dando um calor confortável que só podia conseguir no horário da manhã.

Fechei os olhos levemente, coloquei os braços atrás de meu corpo e jóquei um pouco da cabeça para trás, tentando fazer com que os raios do sol atingissem grande parte do meu corpo.

Alguns minutos se passaram ate que ouvi uma voz familiar falar do meu lado.

- É bom, não é? – perguntou Soul se acomodando a meu lado. — Sentir os primeiros raios do sol.

- É. – falei sem abrir os olhos. – Soul.

- O que? – abri os olhos e vi que mirava a floresta a nossa frente sem realmente vê-la.

- Posso te fazer uma pergunta? Mas não quero que se chateie. – me apressei a dizer a ultima parte. Não queria que ficasse magoado comigo só por causa de uma pergunta.

- Fala. – disse Soul voltando a me ver. – Não vou me magoar.

- Promete? – perguntei manhosa.

- Prometo. – falou rodando os olhos.

- Como era sua vida lá naquela prisão? – prendi a respiração por um minuto. Não pensava que seria fácil para Soul responder já que ele não gostava de lá. Tanto que sempre tentava fugir.

- Desde que descobri meus poderes passava o dia inteiro treinando o controle deles e das artes marciais. – falou dirigindo seu olhar novamente para a floresta a nossa frente. – Eles me deixavam em uma área grande e redonda e a cada vez colocavam um Lumpus ou Rapus para lutar contra mim e testar minhas habilidades.

- Você sabia que tinha pessoas das duas tribos lá? – perguntei surpresa. Ele assentiu com a cabeça. – Mas como eu não vi nenhum guando fui pra lá. Todos os que vi pareciam prisioneiros normais.

- Porque eram. – disse Soul – Mas Ashura me mantém longe de todos. Tanto humanos quanto pessoas iguais a nós.

- Por quê? – perguntei confusa.

- Não sei. – deu de ombros. Parecia realmente não saber o motivo, parecia ate mais confuso do que eu. – Ele me treinava com os das tribos, mas não me deixava conviver com eles. Muito menos com os humanos. Sempre fui sozinho, mesmo não querendo.

- Mas não esta mais. – falei com um sorriso.

Ele voltou a me ver e me sorriu com ternura. Nos perdemos nos olhos um do outro. Mergulhei no mais profundo daqueles olhos vermelhos, me deixando levar pela doce sensação de telo ao meu lado.

O silencio inundou o lugar enquanto o sol saia completamente de seu esconderijo no horizonte. Enquanto isso me debatia internamente para decidir se dizia agora ou não.

Acabei achando melhor tirar logo esse peso das minhas costas e tomar logo essa rejeição.

Respirei fundo e falei de uma vez.

- Preciso te dizer uma coisa! – falamos ao mesmo tempo.

Miramo-nos surpresos para logo depois rimos. As risadas não duraram muito, mas tivemos que respirar fundo algumas vezes para voltar a falar.

- Pode falar primeiro. – disse Soul com um pequeno sorriso no rosto.

- Não, não. Fala você. – falei.

- Não você fala primeiro. – insistiu. Eu o mirei desconsertada. Se continuássemos assim não iríamos parar em lugar nenhum. – Ta bom, ta bom. – disse derrotado balançando as mãos para frente e para trás. – Eu falo primeiro.

O mirei com curiosidade esperando que ele falasse, mas ao parecer não era algo fácil já que teve que respirar fundo para se preparar para falar.

- Maka. – começou com um tom decidido. – Já faz algum tempo que eu descobri isso e fiquei com medo de te falar. Mas acho que já é hora de você saber antes que seja tarde de mais. Eu te...

- Ei! – gritou uma voz esganiçada interrompendo o que Soul iria falar.

Eu e ele nos viramos, só para ver uma garota de cabelos brancos meio prateados que iam ate sua cintura, olhos pretos, uma pele pálida com cauda e orelhas brancas de lobo, junto com um garoto homem grande e musculoso, de cabelos negros, um olho que tinha um símbolo estranho no lugar da ires e da pupila, uma pele morena com orelhas e caudas pretas também de lobo.

A garota olhou direto para mim com uma expressão de superioridade para logo apontar em minha direção acusadoramente.

- Você! – falou em um tom de raiva. – Vamos ver se é tão forte como todos dizem que é.

- Eruka! – gritaram três garotos e quatro garotas saindo de trás dos arbustos que estavam a apenas uns metros de nós.

- Tava tão perto. Por que você tinha que interromper? – perguntou uma garota alta, de cabelos loiros longos.

- O que estão fazendo ai? – perguntou Soul tanto surpreso como irritado. Podia ver seu rosto um pouco corado, mas não sabia por quê.

- Não iríamos perder isso, né Soul? – falou um garoto de cabelos pretos e um x branco na cara, com um sorriso malicioso no rosto.

- Quem são, Soul? – perguntei curiosa.

- Eles foram quem nos ajudaram a chegar aqui e a te salvar. – disse Soul mandando uma mirada assassina para os mesmos. – Esses são Liz, Patty, Tsubaki, Chrona, Black Star, Kid e Ragnaroki. – ele apontou para cada um respectivamente.

- Chega de apresentações! – gritou a tal Eruka com ira nos olhos. – Você! – apontou para mim novamente. –Vai lutar comigo para ver se é mesmo mais forte do que eu, como todos falam.

- Olha querida, não to a fim de lutar hoje não. Obrigada. – falei com um sorriso sarcástico no rosto.

- Não to perguntando o que você quer! – gritou se agachando um pouco. – Estou dizendo que você vai lutar comigo.

E logo depois de terminar de dizer saltou sobre nós. Eu e Soul conseguimos desviar. Eu achava que não seria um soco tão potente o que ela deu, mas ao ver a rocha onde estávamos sentados toda destruída acabei mudando de idéia.

A cabei parando em um dos galhos de uma das arvores que tinha no lugar. Mirei determinadamente Eruka, analisando-a totalmente. Sem perder nenhum detalhe.

Ela era meio lenta, mas era forte. Parecia também não ser muito flexível, o que seria uma vantagem. Teria que ser rápida, agiu e forte.

- Se é luta que quer Eruka. – falei me colocando em pé no galho. – É luta que terá.

- Maka! Não seja imprudente. Sua ferida... – Soul começou a me repreender, mas eu o interrompi.

- Minha ferida esta legal. Não vai se abrir com uma simples luta. – falei me preparando para o que viesse em seguida. – Então Eruka? Não vai atacar?

Ela saltou sobre mim novamente, como havia previsto. Eu apenas desviei caindo suavemente no chão. Eruka voltou a se lançar contra mim dando um serie de socos cujo eu desviava com facilidade. Depois de uns dez socos que ela tentou me dar, eu abaixei e lhe dei um rápido e forte murro no estomago. Lançando-a contra uma arvore.

- Isso prova? – perguntei seria. Não queria me esforçar de mais.

- Você pode ser boa como humana. – falou de maneira entrecortada e limpado o sangue que escorria pelo canto de seus lábios – Mas será que é igualmente boa como animal.

Meus olhos se arregalaram ao ver Eruka se transformar em um lobo branco com uma mancha preta nas costas.

O lobo uivou para logo depois se lançar contra mim. Eu apenas desviei e tentei me afastar o máximo possível dela.

O que iria fazer agora? Como iria enfrentar uma criatura dessas sendo que nem eu podia fazer um acordo com o que estava dentro de mim?

Podia ver que mais pessoas iam chegando e se situando em áreas distantes de nos duas, para dar espaço a luta. Vi também Soul, que me mirava preocupado enquanto os outros gritavam para eu virar uma raposa.

"O que esta esperando?" perguntou a raposa em minha mente.

"O que quer dizer com isso?" respondi com outra pergunta enquanto esquivava de mais um ataque de Eruka.

"Toma logo a minha forma e acaba com ela" falou em um tom determinado e animado.

"E como vou saber que você não vai dominar meu corpo?" perguntei desconfiada.

"Andei pensando em sua proposta e achei melhor segui-la ao invés de continuar com meu plano" falou meio constrangida.

"Serio?"

"É, mas você tem que fazer uma coisa em troca"

"O que?"

"Ser mais forte"

"Feito"

E, em uma rajada de luz, me transformei em uma raposa de pelo loiro acinzentado, cauda longa e olhos verdes jades.

Ladrei alto fazendo com que todos se afastassem um passo. Menos Soul que me mirava com um sorriso vitorioso e orgulhoso.

Lancei-me contra Eruka fazendo com que caísse no chão e eu ficasse em cima dela. Mordi sua pata com força fazendo com que soltasse um uivo de dor e me lançasse para longe. Mas consegui cair em pé e me jogar contra ela novamente, arranhando suas costas e seu rosto.

Ela também conseguiu acertar as garras em minha pata, mas não foi tão grave com o que fiz com ela.

A luta durou mais alguns minutos ate que ela ficou tão cansada que não pode mais continuar.

Ela caiu no chão, exausta e voltando a forma humana logo em seguida. Deixando apenas a cauda e as orelhas.

Voltei a minha forma original logo depois ficando a apenas alguns metros dela.

- Isso mostra que sou mais forte que você. – falei confiante.

Todos a minha voltaram a gritar de emoção. Alguns gritavam meu nome e outros apenas faziam barulho ou assobiavam.

Soul, Liz, Chrona, Kid, Patty, Tsubaki, Ragnaroki e Black Star correram ate mim e me felicitaram.

Meu coração bateu alegre contra meu peito. Tinha amigos, era respeitada e era tratada como uma igual. Não podia pedir nada melhor.

E se pudesse não queria ir embora.

Notas finais
Espero que tenham gostado e o proximo vai ter a complicação, mais ná? Aff...

Bjsss e ate o proximo cap!!