Lumpus e Rapus

4 Fuga. Seria a morte?


Notas iniciais
E lá vem o segundo cap. Gente vocês naum sabem o quanto eu to feliz com esse reviews elogiando minha fic. Acho ate que vou chorar de emoção

RAPUS E LUMPUS

Fuga. Seria a morte?

SOUL POV.

Vi como aquele desgraçado do Asura levava aquela linda garota pra longe de mim. Se já não bastasse o vidro pra me impedir de tocar aquela pele tão atrativa ele ainda vem e a tira daqui? Mas eu ia matá-lo quando tivesse chance. Ah se ia!

Senti como a raiva se acumulava em meu interior e como me preparava para congelar aquele vidro, mas antes que pudesse fazer ela voltou a me ver e mexeu os lábios pedindo para que eu fugisse. Ergui uma sobrancelha sem entender, mas logo me dei conta de algo.

Prestei atenção no vidro. Ele estava frágil e quebradiço, perfeito para que eu pudesse sair.

Olhei novamente para frente para agradecê-la, mas ela já tinha sumido.

Concentrei-me em quebrar o vidro. Tomei distancia e me transformei em um lobo branco e me lancei contra o vidro, que quebrou sem muita dificuldade. Não perdi tempo e sai correndo de lá. Desviando de vários tiros de dardos com soníferos e dos guardas que tentava me parar com redes.

Não devo ter mencionado, sou da tribo Lumpus e posso me transformar em um lobo como meus antepassados. Meu nome é Soul Eater Evans e tenho 16 anos. Estou preso nesse lugar desde que era um bebê. Sempre tentei escapar, mas esses guardas sempre arrumavam um jeito de me deter, como se soubessem de minhas técnicas. Bem que isso era um pouco razoável já que ele me colocavam para lutar com outros prisioneiros iguais a mim todo o dia.

Corri me esquivando de todas as balas e tranqüilizantes que atiravam em mim. As sirenes tocavam incomodando minha audição aguçada. Coisa que me deixava mais irritado e mais ansioso para escapar.

Consegui escapar e ainda arrancar o olho de dois ou três guardas. Sai correndo até o bosque que havia perto da prisão para me esconder lá.

Quando fiquei satisfeito com a distancia que estava da prisão parei para descansar, voltando a minha forma humana e sentando ao pé de uma árvore.

Respirei fundo, inalando todo aquele cheiro da grama em que estava sentado. Era tão bom estar livre finalmente. Poder sentir esse cheiro doce do bosque que tanto sonhei em sentir. Era bem melhor do que eu imaginava, e a paisagem variada com vários tons de verde parecia bem menos monótona do que a da prisão que era completamente cinza.

Fechei os olhos para sentir mais as variações de odores que tinha a minha volta. Minha mente passou por varias lembranças até chegar à imagem daquela garota de olhos verde jade. Aquele cabelo loiro, aquele sorriso, aquela pele pálida que parecia produzir luz própria e naquela mão que transmitia tanto calor que quase me queimou...

Um minuto! Ela parecia estar queimando o vidro com a mão! Será que ela era... Não, não pode ser. Seria impossível que estivesse junto com os humanos sendo o que eu pensava que era.

Olhei para o céu pensado no que havia ocorrido na prisão Baba yaka. Ela produzia um calor tão forte que queimara ela mesma. Era uma possibilidade que ela fosse...

Meus pensamentos foram interrompidos por um disparo. Levantei-me rapidamente e me pus a correr. Mas foi tarde de mais. Um dos disparos atingiu meu estomago me fazendo cair de joelhos. Nunca tinha levado um tiro, e para ser sincero preferia nunca ter levado.

O sangue saia livremente da ferida em meu estomago. A dor era insuportável e minha respiração estava pesada e rápida tentando fazer inutilmente que o ar chegasse a meus pulmões. Meu corpo pesava e podia ver ligeiramente como minha visão embaçava e depois voltava ao normal.

Ouvi como os passos se aproximavam de onde estava. Levantei-me com dificuldade e corri – ou pelo menos tentei – para longe. Não sabia nem para onde estava indo só sabia que não queria que eles me pegassem. Estava cansado daquela prisão e não ai deixar que eles me tirassem a liberdade que tando anelava.

Já estava chegando à cidade que havia perto do bosque. Minha ferida ainda sangrava e minha visão começava a borrar de uma maneira definitiva, quase não me deixando enxergar o que tinha um palma na minha frente.

Sabia que ia morrer, sabia que não podia fazer mais nada em relação a aquela ferida em meu estomago, mas não podia morrer antes de vê-la de novo. Ainda tinha muitas coisas que queria ver e ainda queria saber se ela era mesmo o que eu pensava que era, mas nesse momento me contentava em apenas vê-la. Pelo menos uma ultima vez.

Havia sentido um pouco de seu cheiro quando estávamos na prisão, então podia rastreá-la. Já que era metade lobo podia se dizer que tinha a capacidade de rastrear as coisas com o faro como se tratasse de um verdadeiro animal.

A cada passo que dava estava mais perto de onde ela estava e podia sentir como cada vez meus sentidos iam se debilitando mais. Parecia que havia perdido os guardas, o que era um alivia. Não queria levá-los a ela e que a machucassem por ter me ajudado.

Depois de alguns minutos cheguei ao que parecia ser sua casa. Era uma casa de dois andares cor creme e com o telhado vermelho claro quase marrom. Era uma casa bonita e simples mesmo sendo de dois andares.

Senti seu cheiro vindo de uma das janelas do segundo andar, a que estava no meio para ser mais exato. Seu cheiro era doce como o de uma rosa só que com um toque mais forte e delicado como se si tratasse de varias flores.

Subi por uma árvore que tinha do lado da casa e entrei pela janela que estava aberta. Sua cama estava na parede perto da janela por onde entrei só que um pouco mais para o lado oposto da mesma.

Meu sangue pingava no chão do quarto. Estava impressionado como ainda não havia morrido, mas estava muito débil, podia se dizer que praticamente tinha um pé na cova, prestes a cair dentro dela.

Forcei minha vista para achá-la. Olhei para a cama e a vi deitada nela dormindo tranquilamente. Estava encantadora. A lua que brilhava intensamente conseguia iluminá-la um pouco, mostrando seu lindo rosto que parecia ainda mais delicado e igual a de um anjo.

Usava apenas um vestido de seda azul aclaro no corpo. Tão claro que podia ver seu delgado ventre e sua calcinha junto com as pernas – já que ela não estava coberta pelos lençóis – só não podia ver seus seios por culpa de outra tela que havia debaixo do vestido apenas naquela parte. Ele era curto, ia apenas ate um quarto de suas coxas.

Estava encantado, com a bela imagem a minha frente. Tão linda, tão tranqüila, terna e inocente. Sua pele brilhava a luz do luar enquanto seu cabelo loiro acinzentado estava solto deixando cair um pouco em seu belo rosto. Seus olhos levemente fechados e a boca entreaberta ligeiramente. Tudo nela parecia estar me convidando a me aproximar e explorar cada canto que me era permitido...

A dor parou de uma vez e meu corpo começou a se mexer por conta própria me levando ate aquele belo anjo que estava deitado na cama dormindo. Parecia ter caído do céu só para melhorar minha vida.

Sentei na beira de sua cama e levei uma de minhas mãos ate seu rosto tirando os molestos fios de cabelo que lhe tampavam o rosto. Acariciei sua bochecha rosada. Tinha uma pele quente e suave, bem como havia imaginado só que bem melhor. Passei para seu pescoço e seu ombro e logo depois para o braço.

Sua pele estava me tornando loco. Não pude aquentar mais. Pequei seu delicado corpo a cobrindo com um abraço. Meu sangue sujava sua camisola e seu copo pálido e delicado. Seu rosto estava a escassos centímetros do meu deixando sentir sua doce respiração em meu rosto.

Comecei a me aproximar cada vez mais meu rosto do dela. Até que finalmente os toquei. Uni meus lábios com os dela em um suave e terno beijo. Eram tão doces, tão macios e quentes... Ah isso tinha que ser o céu. Havia morrido sem perceber e agora estava no paraíso!

Ela acordou nesse momento com os olhos arregalados por me ver. Logo começou a me corresponder, para a minha surpresa. Passou os braços por meu pescoço e acariciou meu cabelo timidamente. Seu rosto estava corado com um belo tom rosa claro nele, o que me deixava ainda mais loco.

Coloquei uma de minhas mãos em sua cintura e acariciei com doçura, enquanto a outra estava em seu rosto acariciando-o com delicadeza. Essa pele tão macia e delicada me deixava mais que tentado, mas ao mesmo tempo com receio de tocar por achar que podia se romper com um simples contato.

Seu gosto era delicioso e tentador, me encorajando a provar mais e mais. Aprofundei o beijo dando uma pequena mordiscada em seu lábio inferior pedindo permissão para entrar. Ela concedeu e entreabriu os lábios. Não era burro em perder essa oportunidade e introduze minha língua em sua boca, explorando cada canto memorizando cada detalhe.

Ela gemia contra o beijo e se aferrava cada vez mais a mim. Acariciava minhas costas e meu cabelo com as mãos tremula e débil. Era simplesmente encantador. Notava-se desde quilômetros de distancia que nunca tinha ficado assim com alguém, o que me alegrava. Se soubesse que algum cretino tinha posto a mão nesse meu pequeno anjo eu o mataria.

Perdi a concentração e deixei que minhas orelhas de lobo e minha calda saíssem. Eram as duas únicas coisas que podia materializar ainda na forma humana, mas ao parecer ela nem notou ou ao menos não se importou.

Tirei minha mão de sua cintura e passei para sua perna, acariciando-a desesperadamente. Brincava com seus cabelos e sujava seu rosto com minha outra mão ensangüentada. E isso só parecia deixá-la mais encantadora.

A necessitava naquele momento. Tinha que sentir sua pele quente e macia, tinha que ter seus lábios só pra mim. Não sabia por que sentia isso, mas era como se já não pudesse viver sem ela há muito tempo, como se agora ela fosse minha vida e minha razão de existência.

Separamo-nos por falta de oxigênio. Não esperei muito para voltar a beijá-la, só que dessa vez no pescoço. Mordiscava, lambia e beijava-o com necessidade e desesperação. Seu sabor era embriagante, me torturando e me deixando louco. Um sabor único e delicioso.

Ela gemia de prazer enquanto eu acariciava suas pernas, sua cintura – já que a mão que estava em seu rosto passou para a mesma – e beijava seu pescoço. Seus gemidos me faziam perder a razão e se tornavam musica para meus ouvidos. Afinal o que estava havendo comigo?

Parei de beijá-la no pescoço e voltei a seus lábios. Ela gemia contra o beijo e segurava meus cabelos brancos com força. Até que voltou a cair rendida ao sono. Ao parecer a intensidade de tudo a havia esgotado em poucos minutos – ou seriam horas?

Acariciei seu rosto mais uma vez. Ela o colocou em meu peito e segurou minha blusa com força suspirando um par de vezes. Ela era tão doce e tentadora. Um anjo do pecado criado para me salvar e me condenar ao mesmo tempo.

Uma forte dor me fez apertá-la mais contra meu corpo. Havia perdido muito sangue e minha ferida voltava a doer. Minha visão começa a nublar-se e não sentia mais meu corpo. Havia perdido as forças para continuar respirando. Meu coração começava a para e a cada ultima batida – que eram cada vez mais lentas – a ferida doía mais.

Olhei pela ultima vez aquele belo anjo que tinha entre os braços e sorri de canto com dificuldade. Podia estar sentindo a dor que for, mas esse rosto sempre me acalmava.

- Pelo menos pude te ver de novo. – sussurrei com dificuldade. — Pena que... Não vou poder te fazer minha... Querido anjo. – enquanto falavam, umas quantas gotas de sangue saiam pelo canto de meus lábios.

Cai deitado em sua cama abraçando-a com força. Ela me transmitia toda a calma que precisava para não sentir tanta dor.

"Eles estarão destinados a estar juntos. Mesmo que se separem voltaram a se encontrar e ninguém os poderá separar depois disso."

Essas palavras passaram por minha cabeça antes de perder a consciência. Era como se fosse uma lembrança, mas não sabia quem as havia pronunciado.

Não pude pensar mais já que tudo desapareceu e minha mente ficou em branco. Então era assim que iria morrer? Bom... Pelo menos estava com um belo anjo do meu lado. O meu pequeno anjo salvador.

Notas finais
Nesse cap fui possuida pelo espirito do romance e da perverçãoDD. To passando muito tempo com o arthur galera, to pegando a mania hentai dele. Mas não se preocupem não passa do desejo nessa fic, não acontesse nada de mais. Pelo menos nessa primeira parteDD. A continuação eu não garanto nadaDD.Bjsss