Luiz no Mundo Estranho
19 A Despedida Fria De Amazonita e o Início Quente de Vulcânis
Luiz finalmente acorda, ele estava deitado em uma cama cobrindo com um cobertor verde onde parecia ser uma das barracas de Amazonita, ele ainda estava desnorteado, sem lembrar de muita coisa que havia acontecido, a última coisa que lembra é de estar diante de Florália e depois, uma Luz azul forte o envolver, após isso ele apagou. Além disso, estava sem seus óculos, sem conseguir enxergar nada direito.
Ele tenta se levantar, mas quando começa a descobrir suas pernas percebe que ainda está sem roupas, então as cobre novamente e apenas se senta na cama.
Olhando numa escrivaninha ao lado da cama onde estava, ele encontrou uma carta, um berrante e um par de óculos novos, esses óculos eram bem parecidos com os seus, mas possuía algumas coisas que não estavam ali como, pedras das cores de todos os reinos em suas hastes (rosa, azul, preto, verde e vermelho), além disso, ele possuía detalhes prateados junto a sua cor preta de antes. Luiz sem entender por que havia um berrante ali, pega apenas a carta e os óculos e a começa a ler:
"Olá Luiz, que bom que finalmente acordou, é a Mara escrevendo, no meu tempo já faz 3 dias que você está desacordado, estamos muito preocupados, mas minha mãe e meu tio me convenceram a ir com eles voltar nos outros reinos
Você deve estar se perguntando por quê, mas relaxa, vou te explicar:
Com as informações que você coletou daquela flor, descobrimos que o Mago Das Trevas está por aí pelos reinos, fingindo ser outra pessoa, por isso estamos indo em todos os reinos que já fomos perguntando aos cidadãos se estão vendo algum deles agindo estranho, relatando as únicas pistas que nós temos, ele é importante, é casado e veste roupas verdes.
Não sei como está nossa investigação, pois quando estou escrevendo isso ela ainda nem começou, voltaremos daqui no final dessa semana, ou seja, daqui a 3 dias.
Se estiver muito sozinho, mamãe deixou seu novo aliado, é só soprar o berrante que ele aparece, pode tentar, Mamãe já conversou muito com ele para que aparecesse com sua voz (ele pode ficar um pouco ranzinza, então tenta dar uma acalmada nele, ok??
Além disso, nós ficamos com medo de te acordar colocando uma roupa em você, então se quiser colocar está no guarda roupa na frente de sua cama, não tenha vergonha, viu?? Você passou um templo inteiro pelado ao meu lado, então vamos lá kkkkk
Enfim, fique bem amigo, Mara"

Luiz: Então eu realmente apaguei por muito tempo, minhas memórias dessa última torre ainda estão um pouco bagunçadas, mas acho que vou ali pegar a roupa, espero que seja uma comprida e quentinha
Luiz então se levanta da cama completamente sem roupa, vai até o armário pegar algo para vestir e encontra algo que lhe decepciona, uma tanga de tecido longo, presa por um cinturão de couro escuro. A peça possuía um longo painel frontal ornamentado com bordados em vermelho, dourado e preto, formando desenhos que lembravam rios de lava e rochas vulcânicas. Além da peça principal, possuía acessórios típicos de Vulcânis, dois braceletes de pedras vulcânicas (um para cada braço) e um colar de rubi.
Luiz pega tudo e se veste, se sentindo ainda mais decepcionado.
Luiz: Que saco, achei que ia ficar mais coberto, mas na verdade fiquei menos
Mesmo assim, Luiz respira fundo
Luiz: Bom, é melhor do que ficar pra lá e pra cá com as coisas balançando como um striper hehehe.
Agora, vamos ver quem esse novo amigo de Larimar que a Mara falou tanto
Luiz então volta a mesa, pegando o último item, o berrante, e o tocando, saindo Ondorvus de dentro.
Luiz fica chocado
Luiz: Que isso?? Outro dragão de água??
Ondorvus: Olha só, decidiu finalmente acordar, garoto, bom dia, já estamos no final de semana, Mara e sua família já devem estar voltando
Luiz: Mas quem é você?? por que você é feito de água?? E por que você parece ter a mesma voz do dragão daquela torre??
Ondorvus: Acalme-se garoto, sou Ondorvus, sim, eu sou o mesmo dragão daquela torre, mas agora não quero fazer seu mal, irei lhe proteger, minha filha Larimar me deixou aqui extamente para isso
Luiz: Ah, tá bom então, confio na Larimar, prazer Ondorvus, eu, ahn... Tô com um pouco de vergonha de você me ver usando só isso, mas foi o que me deram
Ondorvus: O que tem garoto?? eu já vi você sem nada, acha mesmo que essa linda roupa fresca feita pela minha filha iria me surpreender, me poupe, não precisa ter vergonha, ela tampa tudo, ela foi feita usando uma cueca como base, então não deixa nada escapar pois tem forro em baixo desse pano da frente, além do mais, você vai para um lugar muito quente, precisa estar mais fresco possível
Luiz: Não precisava dessa informação, mas bom, você quer ir lá pra fora comigo??
Ondorvus: Claro, pegue minha casa, não posso me afastar muito dela se não posso acabar sendo evaporado
Luiz: Entendi, ok então
Luiz pega o berrante de Ondorvus, que o segue atrás.
Os dois saem finalmente daquela casa.
Após ver o lado de fora, Luiz se incomoda um pouco com a luz do Sol, mas depois passa, Amazonita estava sendo reconstruida, aonde Luiz estava não era uma barraca e sim já uma casa, a nova cidade estava sendo feita na base da montanha, longe das lembranças ruins.
Luiz: Quanto tempo eles tão reconstruindo o reino assim?? A última coisa que eu lembro é deles morando em barraquinhas
Ondorvus: Desde que nós derrotamos aquela flor gigante, os moradores conseguiram ter paz para voltar a construir o vilarejo deles.
Luiz: Vamos procurar o rei, qual era o nome dele mesmo??
Ondorvus: Virtruvius e seu filho Grassy, os dois estavam sempre na cabana do rei, provavelmente vão estar lá ainda
Luiz: Ok

Assim, Luiz sai em direção a cabana do rei. No caminho acaba encontrando um que aparenta ser um guarda, ele estava de capacete, botas resistentes, luvas de cavaleiro, ombreiras, mas também estava sem camisa e sem calça, vestindo apenas uma cueca, esse suposto guarda vem falar com ele.
Guarda: Luiz, a quanto tempo
Luiz: Eu te conheço??
Guarda: Talvez tenha perdido a memória, você me salvou daquelas vinhas no templo, até me viu pelado!!
Luiz: Eu realmente estou com as memórias muito bagunçadas da última aventura, não lembro muito bem disso, mas estou bem
Guarda: Tranquilo, talvez aquelas vinhas em seu corpo que ficaram com as memórias
Luiz: Talvez, mas, por que você não tá com uma armadura no seu corpo??
Guarda: Sabe, é que meio que quando você salvou eu e meus outros 2 colegas, nós descemos para cá sem nada, quando chegamos aqui, depois de tanto tempo preso sem colocar nenhuma roupa, eu não consigo mais, me dá sufocação
Luiz: Ok, isso é estranho, mas tudo bem, talvez eu nunca mais consiga colocar uma camisa de novo então kkkkkk
Assim, os dois se divertem e Luiz se dispede voltando ao caminho em direção a cabana do rei.
Depois de mais alguns minutos, Luiz e Ondorvus chegam a cabana do rei, era uma cabana normal, mas com uma coroa de folhas em cima da casa, além disso, era a casa mais próxima das águas termais das cachoeiras. Inclusive, Luiz já havia percebido, Virtruvius estava lá nas águas.
Luiz: Ali, aquele é o Virtruvius, não é Ondorvus?? Lembro desse rosto mais ou menos
Ondorvus: Exatamente, esse jovem nunca vai mudar mesmo, sempre foi apaixonado pelas fontes desde que era criança e agora só fica nelas
Luiz se aproxima o chamando, ele percebe e acena de volta
Virtruvius: Como vai, Luiz, quando fiquei sabendo que estava totalmente desacordado fiquei preocupado, mas olha só, já está firme e forte
Luiz: Olha só, pega um pouco mais leve, eu só não lembro de muita coisa que aconteceu aqui
Virtruvius: Tranquilo, chama lá meu filho, Grassy, vem vocês dois sentar aqui, ele viu tudo, estava muito preocupado falando papos de "eu não fui um bom cavaleiro e não salvei o Luiz" se você aparecer, acho que irá ficar mais feliz
Luiz: Ok, vou lá então
Ondorvus: Peraí, não tô afim de entrar na água quente não, poderia levantar minha casa
Assim, Luiz levanta o berrante e Ondorvus entra nele, voltando a ser apenas água, após isso, Luiz entra na cabana do rei, na entrada era uma pequena sala com um sofá e um toca discos em cima de uma mesa, ao fundo, se estendia para um corredor, Luiz vai até ele. Lá tinha 3 portas, uma para um banheiro, outra para o quarto de Virtruvius e a última para o quarto de Grassy. Luiz bate nessa última porta e ouve a voz da criança:
Grassy: Quem é??
Luiz: Venha cá e veja
Grassy: Abre logo pai, eu sei que é você
Luiz abre a porta, Grassy percebe na mesma hora que não era seu pai e corre para abraça-lo
Grassy: Luiz, você tá vivo, achei que tinha perdido você
Luiz: Não, eu tô bem, e que roupa bonita essa que está vestindo
Grassy vestia uma pequena coroa de folhas na cabeça, uma jaqueta verde com detalhes dourados aberta e sem camisa por baixo, além disso, vestia uma bermuda comprida verde com árvores estampadas e um tênis preto básico
Grassy: Sim, eu que fiz minha jaqueta e minha calça, gostou??
Luiz: Sim, são muito lindas, quer ir lá na água conversar comigo, eu meio que não lembro de muita coisa que aconteceu
Grassy: Isso é uma missão para o cavaleiro Grassy, lembrar o Lorde Luiz, outra coisa, por que tá vestido só com isso, bota alguma outra coisa pra se esquentar
Luiz: Eu até que queria, mas não tenho
Grassy: Entendi
Os dois saem da casa e vão para as águas termais, Grassy conta tudo que aconteceu lá no templo de Gaia, onde Luiz havia se fundido com Florália, a enorme flor que queria apenas alguém que a amasse, e se tornado um enorme perigo.
Os dois conversam por um longo tempo na água termal, até que Luiz ouve uma voz conhecida, era Mara o chamando pelo vilarejo.
Luiz sai da água termal, se despede de Grassy e segue a voz de sua amiga, a abraçando.
Mara estava com uma roupa diferente também, estava com um top sem mangas vermelho com um short marrom, lembrando sua roupa clássica, além disso, possuia um cordão amarrado em um das pernas, apenas de estética e estava com o cabelo preso em rabo de cavalo.
Luiz: Mara!!! Obrigado amiga, você me ajudou de novo
Mara: Você está vivo!!!
O momento de reencontro dos dois foi o maior desejo de Mara, ela estava muito feliz que Luiz estava bem.
Luiz a solta e devolve o berrante a Larimar
Luiz: Aqui Larimar, o seu berrante
Larimar: Muito obrigada, Luiz, e parece que já encontrou as roupas novas, fiz bem característico para vc, deixei encomendado com minha auxiliar uma roupa mais normal para você, mas agora como iremos a Vulcânis, fiz algo para você se camuflar nos moradores
Luiz: Assim, eu prefiro algo mais normal, mas não ficou ruim não, valeu Larimar
Mareidon: Agora que Luiz voltou o que acham da gente ir em direção a Vulcânis
Todos: Vamos!!!
Assim, Luiz senta no cavalo de Mareidon e Mara senta atrás no cavalo de Larimar e os 4 vão em direção aos vulcões do arquipélago de reinos.
No caminho, Luiz pergunta a família se haviam encontrado algo estranho
Luiz: Ei, Mara havia escrito que estavam procurando por alguém estranho que poderia ser o Mago, encontraram
Mara: Infelizmente, não vimos nada, o único relato foi de meu pai, Diamosto
Luiz: Vocês foram até Emeraldo??
Mara: Sim, ele nem ficou bravo comigo por que a Larimar o acalmou, acredita que meu pai ainda gosta muito dela?
Luiz: Não dúvido, mas o que ele viu??
Mara: Aparentemente, a única coisa estranha foi que Emeraldo parecia estranho ultimamente, mais irritado que o normal, às vezes ele some e volta só a noite para dormir, ninguém sabe aonde ele vai, meu pai disse wue tem vontade de segui-lo para matar esse mistério, mas tem medo de ser algo pessoal demais
Luiz: Entendo, dúvido muito que seja algo envolvendo o Mago, Emeraldo sempre foi tão gentil
Mara: Sim, ele e meu pai sempre foram grandes amigos, os dois inclusive usaram flores daquele templo para seu buquê de casamento, foi muito lindo
Larimar: Luiz, Mara, fiquem um pouco quietos, estamos chegando na área do vulcão agora, eu e Mareidon precisamos nos concentrar para desviar das pedras vulcânicas e chegar na passagem no meio do vulcão que vai para a cidade
Luiz e Mara: Ok
Larimar e Mareidon ficam totalmente concentrados em desviar das pedras, elas eram enormes e continham partes de magma dentro delas, podendo machucar os cavalos caso pisassem nelas.
O caminho era difícil, mas eles conseguem e chegam na caverna de entrada de Vulcânis. Ela fica na base de um dos vulcões de Vulcânis, o perfurando por completo, seu caminho é bem apetado, mas o 4 conseguem chegar até a cidade.
A cidade usava lava como fonte de energia, usando rodas de lava (tipo roda d'água, mas feita de pedras), energia térmica e entre outras coisas, as pessoas moravam em casas feitas de pedra, nas ruas, várias bandeiras vermelhas com o símbolo da cidade, uma fênix.
Luiz e Mara se encantam com apenas a vista da fachada da cidade, suas ansiedades não aguentam mais esperar para conhecer o que aguarda dentro da caverna.
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