Lucy versus "Love"
1 Prólogo
Notas iniciais
Bem-vindo à minha fanfic escrita durante a madrugada!
O estilo da escrita está diferente do meu estilo original; mas, como é comédia, acho que esse combinou um pouco mais.
Espero que gostem.
Todo mundo sabia que ia dar merda.
Os bêbados sabiam.
As fangirls sabiam.
Até o Happy sabia.
Mas isso não fez com que qualquer um movesse o traseiro da cadeira para impedir a tragédia. A penas ficaram lá, observando o desenrolar da cena em câmera lenta, fazendo apostas na tentativa de acertar quem seria o primeiro afetado.
Lucy não sabia do que se tratava; mas, baseando-se nos comentários, sua suspeita começou a crescer.
— Ei, Natsu... — recostada sob o balcão com um livro pressionado contra o peito, Lucy se inclinou um pouco mais na direção dele antes de sussurrar:
— Não deveríamos fazer alguma coisa?
Natsu, por outro lado, não parecia estar prestando atenção.
Com os braços sobre a mesa, rasgava um pedaço de carne com os dentes, engolindo antes mesmo de terminar de mastigar e partindo para o próximo.
Ambos estavam no canto do salão da guilda — Lucy de pé e Natsu ocupado demais para se preocupar com qualquer coisa além de sua preciosa carne.
Quando o estrondo ruidoso da porta sendo escancarada foi ouvido, ela teve esperança de obter alguma reação do matador de dragões — mas, no fim, tudo foi em vão .
Quando Lucy finalmente arriscou um olhar à porta, os olhos quase saltaram para fora.
Um Elfman pra lá de chapado entrou de mãos dadas com alguém igualmente embriagado — alto e musculoso, com o cabelo preso num coque e a inseparável garrafa de sake grudada à mão.
Elfman e... Bacchus?
A loira cutucou o parceiro.
— Ei, Natsu, você precisa...
Seu amigo balançou a cabeça veementemente e, antes que ela pudesse terminar, uma coxinha de frango já pairava à sua frente.
Natsu balançou-a como se fosse um pêndulo, arregalando os olhos e trancafiando o olhar com o dela.
— Não, Luigi. — ele disse pausadamente, quase esfregando o frango na sua cara — Você precisa de carne.
Quando viu que Lucy não tinha intenções de aceitar a oferenda, recolheu a mão e deu uma bela mordida, dando de ombros.
— Mais pra mim.
Com um bufo , Lucy bateu o livro contra a mesa e desistiu de Natsu, — aceitando o fato de não ser páreo para a carne — caminhando para o centro do balcão enquanto Elfman e Bacchus tentavam dançar algo semelhante à tango — uma Evergreen mortificada levando as mãos aos óculos.
Quando viu o frasco lilás caído sobre o mármore e percebeu que o líquido não mais estava ali, uma idéia perigosa lhe veio à mente.
A princípio, pensou ser absurdo.
Mas então se lembrou de onde estava — e a última palavra que usaria para descrever alguém desse lugar seria normal.
Havia provas mais que suficientes para provar seu argumento.
Um velinho tarado.
Um stripper.
Uma stalker.
Uma sadista. Ou masoquista. Ou, talvez, sado masoquista — não sabia ao certo como descrever Laki.
Uma idosa anti-social.
Um cara absurdamente obcecado com masculinidade — que, por sinal, aprendeu tango bem rápido.
E outro cara — romanticamente envolvido com uma vassoura.
Basicamente, aquele era um ninho de gente estranha —as mesmas pessoas que nunca abandonariam um amigo e que, apesar de toda a baderna, tinham grandes corações; era verdade.
Mas, inegavelmente, gente estranha — ninguém poderia convencê-la do contrário.
Antes que pudesse agarrar a garrafa e ler o rótulo rosado, um par de mãos enluvadas foi mais rápido. Quando levantou a cabeça para ver quem era, se deparou com Juvia, corando loucamente enquanto apertava a vidro contra os seios fartos.
Abriu a boca para falar, mas percebeu que não seria ouvida — a menina parecia ocupada demais olhando para algo, provavelmente Gray.
Aproveitou a chance para ler a embalagem.
Poção do Amor.
Notas finais
Alguém se interessou?
É digna de um segundo capítulo?
Opniões, sugestões, críticas ou comentários são sempre bem-vindos!
Até a próxima o/
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