Lucy e Seus Um Milhão De Shippers
6 Transferencia De Magia -JeLLu
Notas iniciais
Lucy Pov’s On:
Às vezes eu acho que o pessoal da guilda não me ama.
Não me levem á mal, todos me tratam muito bem, são preocupados, atenciosos... Mas quando possível... Muito maldosos também.
Há cerca de 20 horas atrás, recebemos uma mensagem num lacrima de comunicação, era Jellal, e estava ferido, em algum lugar perto da cidade de Forks, até ai tudo bem, era só mandar a Wendy para ajuda-lo. Só que não. Wendy havia partido com Poliuscka a fim de aprender novas técnicas de cura. Ótimo, era só mandarmos Erza... Mas a ruiva tremia tanto e o Mestre achou que seria uma má idéia, Jellal estava sem um pingo de magia, e Erza não poderia ajuda-lo, sem dizer que chamaria muita atenção. Depois de muita discussão, o nosso querido Mestre Makarov decidiu que eu seria mais apta á ajuda-lo, o conselho jamais desconfiaria, que eu, Lucy Heartfilia estaria indo encontrar um fugitivo ás escondidas.
As pessoas podem pensar que é egoísmo da minha parte não ir ajudar o azulado, só que, se eu fosse descoberta, eu e ele estaríamos de mãos dadas em uma cela anti-magia até morrermos.
Eu já me encontrava na entrada da floresta, e podia ver a noite se aproximando, andei pelo local amedrontador com as mãos nas minhas chaves caso precisasse. Após alguns minutos fugindo de tigres e sendo devorada por mosquitos, avistei a cabelereira azul atrás de um arbusto, corri até lá e me deparei com uma fogueira que estava se extinguindo. Deitado, suando estava Jellal.
–Ei... Ei Jellal! Abre os olhos... Fala comigo! –toquei o rosto dele, e percebi que o mesmo estava fervendo de febre, isso explicaria o motivo dele estar inconsciente. Se a febre dele aumentasse, ele teria convulsões.
Com muita dificuldade, arrastei o azulado até o lago mais próximo, retirei sua capa, sua camiseta e fitei as calças. Eu não poderia simplesmente deixa-lo nu... Mas não podia deixar as roupas dele molhar, ou quando fosse vesti-lo, ele ficaria encharcado.
Muito á contra gosto, retirei a calça do azulado, estava morrendo de vergonha, afinal, se ele acorda, iria pensar que eu estava abusando sexualmente dele. Lentamente o mergulhei no lago, e quase tive um treco quando vi o quanto a água estava fria.
Alguns minutos de banho, e a febre dele começara a baixar, acreditei ser o suficiente, comecei a recolocar as roupas nele, quando terminei, o arrastei de volta á fogueira.
Podia sentir sua magia sumindo de seu corpo aos poucos, acredito que, por termos afinidade já que sua magia era celestial e eu era uma maga celestial, podia ajuda-lo de alguma forma.
Eu li em um livro uma vez, como se manda magia para dentro do corpo de outra pessoa, era só posicionar as mãos sobre a pessoa e concentrar sua magia na palma das mãos. Tentei e não adiantou. Claro que não adiantaria. Diferente de outros magos, em que a magia circula por seu corpo, a minha era transferida através das chaves, e eu não sabia como poderia ajuda-lo. Não podia enfiar minhas chaves na goela do rapaz.
–Lucy? –pulei de susto ao ouvir alguém me chamando, quando olhei para o chão, dei de cara com Jellal me olhando, seus olhos estavam quase se fechando, ele aparentava estar totalmente cansado.
–Ei, Sou eu... Como se sente? –perguntei colocando sua cabeça no meu colo, o azulado pareceu pensar uns instantes.
–Não consigo me mover... –resmungou e tentou levantar o braço, fora em vão.
–Você está sem magia... O Mestre me mandou para ajuda-lo e transferir minha magia para você, afinal...
–Você é uma maga celestial... –ele completou, deixando um sorriso fraco escapar dos lábios.
–Isso ai... Bem, você sabe como posso fazer isso? –perguntei esperançosa, ele assentiu, as bochechas levemente coradas, não sabia se era pela febre ou outro motivo.
–Eu sei como... Se aproxime... E... Pare-me qualquer coisa... –Não entendi bem porque ele me mandou pará-lo, mas me aproximei como ele havia mandado.
Estávamos cara á cara, podia sentir a respiração fraca dele em meu rosto, com certeza eu corei, um segundo depois, senti os lábios de Jellal tocar os meus levemente, ele estava pedindo permissão para me beijar, por um lado quis me afastar e socar a cara dele considerando-o um pervertido, mas ele precisava de minha ajuda, por mais que fosse o meu primeiro beijo. Parei de raciocinar quando senti a mão de Jellal em minha nuca, ele invadira minha boca com sua língua, aprofundando o beijo. Retribui na mesma intensidade. Começamos a brilhar, senti que minha magia estava sendo sugada, mas não doía ou algo assim. Tudo oque eu sentia era um frio na barriga, que eu sei, que não foi causada pela transferência de magia.
Jellal mordeu levemente meu lábio inferior antes de começar a se levantar, o impulso que ele dava com o corpo, fazia-me deitar lentamente na grama, até ele estar totalmente sobre mim. Tudo bem, eu já havia passado magia para ele, agora deveríamos nos soltar e eu deveria voltar á guilda e contar que tudo ocorrera bem. Mas ao invés de dizer isso para ele, eu segurei sua nuca puxando-o para mim. Ele sorriu entre o beijo, enquanto apertava minha coxa e subia a mão para as minhas nádegas. Deixei um gemido fraco escapar quando ele desceu uma trilha de beijos e mordidas pelo meu pescoço, parando no meu busto, onde ele me fitou sedutor.
Aquilo já tinha ido longe demais!
Jellal tirou sua capa jogando-a longe, se colocou sentado me puxando para sentar em seu colo, eu estava extasiada, tirei-lhe a camisa que nem vi quando, arranhei o peitoral e mordi seu pescoço, ouvindo seus gemidos roucos. Eu adorei ouvir aquilo. Jellal segurou pela minha cintura e me forçou para baixo, senti seu volume tocar minha intimidade por cima das roupas, suspirei de modo sedutor.
–Jellal...
–Viu como está me deixando Lucy? –sussurrou enquanto mordia a minha barriga. –Você e seu corpo perfeito... –à medida que ele subia mordendo a minha barriga, ele levantava a minha blusa, a mesma ficara presa em meus seios, ele sorriu e se preparou para tirá-la, quando senti algo estranho em sua cintura.
–Oque é isso? –perguntei e puxei, quase vomitei quando vi uma lesma, não qualquer lesma, era verde, nojenta e ainda soltava uma gosma roxa, atirei aquele troço na fogueira, no qual queimou fazendo um som estranho.
Jellal olhou a criatura e voltou a me fitar, ali, sentada em cima dele, com metade da blusa levantada, e o short aberto. Quando foi que ele abriu meu short? Eu não tinha idéia.
–Nós... É... –Tentei falar, mas a vergonha foi maior, eu o abracei, escondendo o rosto na curva do pescoço do mesmo. Ele riu da minha atitude.
–Eu lhe disse para me parar...
–Eu não consegui...
–Eu percebi... –ele brincou e acariciou as minhas costas, arrepiei na hora. –Cada parte do seu corpo é uma tentação sabia disso? –neguei totalmente rosa. –Não quero que seja só essa noite Lucy... Entende? Assim, não quero apenas possui-la aqui e nunca mais vê-la... –me afastei e encarei os olhos castanhos do mesmo.
–Do que está falando?
–Estou falando que sou um fugitivo... –ele segurou meu queixo. –Com isso, não posso leva-la comigo... Eu vejo á morte 24h por dia... Não quero que passe por isso.
–Não vamos mais nos ver? –tentei parecer firme, mas minha voz falhou um pouco, não que eu o amasse, eu só... Precisava dele. Tudo aconteceu rápido demais, eu só vim ajuda-lo e de repente, quase nos entregamos um ao outro. Apesar de tudo ter corrido dessa forma, eu precisava dele e senti isso no momento em que nossas magias se misturaram. Eu sabia que ele sentira o mesmo.
–Eu não quis dizer isso. –ele me olhou intensamente.
–Oque quis dizer então? –ele sorriu e se aproximou, ficando com seus lábios sobre os meus.
–Que você tem que deixar sua janela sempre aberta... –ele me beijou com carinho. –Nunca se sabe, quando vou precisar de uma Transferência de Magia.
Fim.
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