Lucy e Seus Um Milhão De Shippers
8 Cada Memoria Com Você - RuLu
Notas iniciais
Lucy Pov’s On:
–QUE TÉDIO! –berrei exasperada, já não aguentava mais ficar sentada no balcão da guilda, olhando todos fazer algo e eu ali, sem nada, nem ninguém.
–Ora, Lucy... Vá fazer algum trabalho... Achar alguma distração. –Mira-san sorriu.
–Mas... O Natsu está ali naquela mesa disputando braço de ferro com o Sting, Erza e Rogue estão ali do outro lado afiando as espadas, Orga e Laxus estão se encarando á duas horas sem dizer uma única palavra... Não tem ninguém pra ir comigo... E Não tem nada para fazer
–Converse com o Rufus...
–Quem?
–O Rufus...
–Por quê?
–Não tem curiosidade de ver o rosto dele? Peça para ele te mostrar
–Tenho, mas... Ele não vai querer
–Converse com Rufus... –Mira repetiu e sorriu, não me levem a mal, não é que eu odeie a Sabertooth, eu só não tenho convivência, e outra, é o Rufus, ele só se dá bem com o Gray e que por sinal, não está aqui.
–Como vou falar com ele? –fiz bico.
–RUFUS! A LUCY QUER FALAR COM VOCÊ! –Mira gritou e saiu andando.
Fiquei pensando em um milhão de coisas que poderia dizer ao mago das memorias, mas eu simplesmente não tinha ideia de nenhuma que fosse funcionar, o rapaz sentou no banco ao lado do meu e me encarou.
–Então? –ele apoiou o queixo na mão, seus olhos verdes não desviavam do meu rosto e isso só complicava a comunicação, nesse momento foi quando eu percebi que Rufus devia ser muito bonito sem a mascara, e me perguntei se um dia alguém o vira sem ela. Fiquei tanto tempo observando o loiro que me esqueci de responde-lo. –Então? –ele perguntou novamente.
–Oi. –foi tudo que saiu.
–Oi.
–Tudo bem?
–Sim e você?
–Estou bem também.
–Hm...
–É...
–Oque queria falar?
–Como?
–Você queria falar comigo, não queria?
–Bem... Sim...
–Então?
–Dia lindo não?
–Sim.
–Será que chove?
–Não.
–Ah...
–Então?
–Não sei como dizer.
–Só diga.
–Tá...
Tudo bem, essa conversa estava muito estranha, e acho que a guilda inteira percebeu que o clima ali estava tenso e decidiu assistir.
–Diga.
–Você...
–Eu...?
–Pode...
–Eu Posso...?
–Me...
–Eu Posso Te...?
–Mostrar o seu rosto?
–Não.
Levou cerca de dez segundos para eu me tocar que ele havia negado, que a guilda inteira olhava e eu parecia um pimentão. Não que eu tivesse sentimentos pelo Rufus, mas aquele não frio dele realmente me deixou magoada.
–Ah...
–Era só isso?
–Era.
–Tá... –ele levantou e saiu andando, não sei bem porque, mas meu corpo agiu sozinho e eu atirei na cabeça do loiro a primeira coisa que vi.
Uma colher de pau.
Rufus parecia tão surpreso quanto eu, ele se virou e ficou me olhando, e eu olhando ele, a guilda já tinha pegado a pipoca para assistir.
–Oque foi isso?
–SEU CHATO!
–Oque?
–Eu aqui, engoli minha vergonha, fui simpática e te peço uma coisa na maior educação, e você simplesmente diz ‘não’? Qual o seu problema?!
Achei que ele fosse me ignorar, lançar alguma magia poderosa em mim, me xingar... Oque eu menos esperava, era isso, Rufus começou a rir, não rir de dar um sorriso, rir de gargalhar, e toda a guilda o encarou sem entender o por que.
–Qual a graça?
–Bom... –ele se recuperou um pouco. –Você não sabe lidar com um não... E Não sabe xingar também... Quem chama outra pessoa de chato?
–Mas é isso que você é! Não vai te matar mostrar seu rosto pra mim!
–Vem comigo... –ele saiu andando.
–Oque? Pra onde?
–Só vem...
–Não.
Quando alguém te nega alguma coisa, e você nega algo pra esse alguém, a sensação é ótima, não pude evitar o sorriso. Pena, que ele não durou muito tempo. Às vezes eu esqueço que convivo com magos, e isso faz com que eu não esteja preparada para muitas coisas, como por exemplo, Rufus que memorizou a magia de teletransporte do trovão, de Laxus e nos fez surgir no parque de Magnólia.
–Uau...
–Então Miss Heartfilia... –ele sentou embaixo de uma arvore. –Vamos fazer um jogo?
–Que tipo de jogo? –sentei de frente para ele.
–Vou mostrar a você todas as magias que memorizei de seus amigos, e se você por um acaso errar alguma... Eu peço qualquer coisa a você e você não pode dizer não...
–E se eu acertar todas?
–Você pode me pedir oque quiser...
–Incluindo ver seu rosto sem máscara? –ele se surpreendeu.
–Tudo bem...
–Pode começar... –eu estava confiante, não que eu conhecesse todas as magias das pessoas da guilda, eu só queria muito ver o rosto do Rufus.
Ele começou, primeiro fez aquela pose de colocar os dedos na cabeça, e o circulo de magia dele emanou, uma tempestade de areia se formou.
–É a magia do Max! –falei animada, e Rufus piscou assentindo.
–Certo... Próxima... –Rufus me mostrou inúmeras magias, Gray, Natsu, Erza, Wendy, Macao, Nab, Jet, Droy... Vários companheiros de guilda e eu já tinha certeza de que ia levar essa fácil. –Por ultimo... –ele fez a magia, era simplesmente impossível eu sequer imaginar de quem era, alguns alvos travaram no ar e do nada explodiam, como se fossem tiros. Eu nunca havia visto aquela magia em toda minha vida.
–Mas... Não há ninguém na guilda com essa magia!
–Há sim... Ela só não usou ainda na frente de ninguém, mas eu me lembro de alguém que tenha...
–Não sei quem é...
–Asuka Mollin...
–Asuka-chan?!
–Sim...
–Ela é só uma criança...
–Uma criança poderosa.
–Isso não é justo... –deitei no chão do parque, depois de tanto sacrifício aquele mago das memorias infeliz me venceu.
–Sabe oque não é justo? –ele perguntou sério.
–Oque? –antes que eu entendesse direito oque estava acontecendo Rufus se colocou sobre mim. –Rufus? –eu estava presa, cada braço dele de um lado do meu corpo, seus olhos me encarando intensamente, os cabelos longos e loiros dele caídos sobre seu rosto.
–Você se vestir de forma tão indecente, ficar tão perto de mim, morder o lábio sempre que está pensando e ainda entrar num jogo que sabe que vai perder...
–Ru... Rufus... –eu estava muito vermelha.
–Eu posso te pedir qualquer coisa não posso?
–S-Sim...
–Miss Heartfilia... –ele sussurrou. –Não deveria prometer coisas assim... –eu nem tive tempo de raciocinar já que Rufus avançou em mim, me beijando de forma intensa, era o meu primeiro beijo, e devo dizer que foi o melhor, Rufus segurou minha nuca e me puxou mais para si, aprofundando o beijo, retribui na mesma intensidade sem saber oque estava acontecendo direito, ele mordeu meu lábio e eu suspirei, ele sorriu entre o beijo. –Melhor do que ver meu rosto não é? –sussurrou e voltou a me beijar de forma carinhosa.
Ficamos ali, deitados na grama do parque de Magnólia, trocando risadas, beijos, carinhos, até que Lector surgiu voando.
–Rufus-sama, o Sting-kun e o Rogue-Kun vai fazer um trabalho com a equipe das fadas... Mandaram eu te chamar...
–Diga que estou muito ocupado... –ele piscou para mim.
Lector saiu voando depressa, dizendo algo como aquela fada seduziu o Rufus-Sama, nós o ignoramos, Rufus colocou seu chapéu em mim e sorriu.
–Você fica linda assim...
–Guarde isso bem em sua memória...
–Ah, vou guardar Miss Heartfilia... Cada memória com você...
Continua...
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